Arquivo mensal: outubro 2015

Botecando #77 – Bones Gastropub – São Paulo – SP

BonesO Bones é um dos novos bares da Vila (foi inaugurado em Julho) que têm cervejas especiais como um dos focos. Mas cerveja não é a única temática do bar: rock’n’roll, especificamente dos anos 90, mais especificamente ainda Metal e Grunge (o nome do bar vem da música Them Bones, do Alice in Chain) é outro atrativo do bar, que fica em um imóvel na Rua Simão Álvares, entre as ruas Teodoro Sampaio e Cardeal Arcoverde.

O imóvel tem boa parte das paredes pintadas de preto, com caveiras decorando, para manter o clima “Metal”. Além disto, também existe muita memoriabilia cervejeira espalhada pela casa. Achei legal as “cadeiras de casa de vó” que eles usam, em substituição as cadeiras de boteco de madeira ou aço. No pequeno quintal dos fundos existe ainda uma mesa de bilhar.

O nível de atendimento é bom e a carta de cervejas é grande (devem ter cerca de 100 nas geladeiras). Além disto eles servem cerveja própria (Bones Beer, da torneira), porém neste dia só tinham Lager e IPA. Aconselho a, ao invés de selecionar as cervejas pelo cardápio, ir até a geladeira ver o que tem disponível, pois não dá para o cardápio ser atualizado sempre que uma cerveja está em falta ou uma nova é adicionada à carta. Uma dica que poderia ser seguida pelo Bones e por outros bares seria fazer igual ao EAP, que atualiza o cardápio constantemente no site e fornece tablets para os garçons conferirem, ou mesmo os clientes podem consultar o que existe disponível, bem como os preços (no caso do EAP, somente as torneiras). Acabei não comendo nada pois fui logo após o almoço.

Um lance legal do Bones é que, uma vez por mês, eles promovem uma brassagem aberta, onde os cervejeiros, além de produzirem cerveja ao vivo, estão à disposição para explicar o processo (para os mais leigos) ou tirar dúvidas (para quem já tem algum conhecimento).

Já estou marcando um retorno com os camaradas, provavelmente na próxima brassagem. Até porque um bar que toca duas músicas do Golpe de Estado numa mesma tarde merece uma segunda visita….hehehe

Onde: Bones Gastropub (Rua Simão Álvares, 484 – Pinheiros – SP)
Quando: 24/10/2015
Bom: cervejas especiais, brassagem aberta e som
Ruim: nada
Site: http://www.bonespub.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/bones.gastropub

Be happy! 🙂

Botecando #76 – De Bruer – São Paulo – SP

DeBruer1Fazia muito tempo que queria conhecer o De Bruer e sempre que planejava de ir lá acabava pintando outro programa, mas finalmente consegui. O De Bruer é um dos bares especializados em cervejas especiais / artesanais que surgiram em São Paulo nos últimos anos. No caso do De Bruer eles focam especificamente em cervejas brasileiras.

O bar fica localizado em um imóvel que, aparentemente, era uma residência, longe do burburinho da Apicuelta, o que garante um pouco mais de sossego. Apesar de pequeno, eles conseguiram aproveitar bem o espaço, sendo que existe um pequeno salão (com 4 mesas) e uma pequena “varanda” (com mais umas 4). Em dias em que o tempo ajuda a galera fica na calçada mesmo. Em outro cômodo ficam as prateleiras e geladeiras, repletas de rótulos nacionais (segundo o slogan da casa “101 cervejas brasileiras”, mas acho que hoje contam com mais do que isto), que podem ser consumidos ali mesmo ou adquiridos para viagem.

Além disto, existem 6 torneiras montadas em uma geladeira industrial (os barris ficam dentro da geladeira) que oferecem mais alguns rótulos brasileiros. Destaque para a ajuda que eles proporcionam aos “novatos”, inclusive oferecendo samples (em copo de pinga!) das cervejas disponíveis nas torneiras.

Pedimos a porção de Tapas De Bruer, que apesar de extremamente salgada, ainda assim estava boa (com destaque para a cabeça de alho assada). Os preços também são bastante honestos e o atendimento fica acima da média.

Vale muito a pena uma visita!

Onde: De Bruer (Rua Girassol, 825 – Vila Madalena – SP)
Quando: 22/10/2015
Bom: cervejas especiais, comida e atendimento
Ruim: poderia ser um pouco maior
Site: http://debruer.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/DeBruer

Be happy! 🙂

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O Amor Nos Tempos Do Cólera – Gabriel García Márquez (20/2015)

O Amor Nos Tempos do ColeraAcho que sofri com este livro aquele eterno problema causado por conta da relação “Expectativa X Realidade”. Eu sempre ouvi falar muito, mas muito bem de García Márquez (o cara é inclusive ganhador de Nobel de Literatura), então acho que acabei criando muita expecativa em torno deste livro, que foi o primeiro que eu li dele.

E o livro não é ruim, mas sei lá, estava esperando algo sensacional, daqueles livros que você não consegue largar até terminar. E infelizmente não aconteceu.

“O Amor Nos Tempos do Cólera” conta a estória de amor de Florentino Ariza e Fermina Daza um casal de jovens namorados que, separados principalmente por conta de convenções sociais, se reencontra mais de 50 anos depois, logo após Fermina ter perdido o marido, para retomarem sua história de amor, ou talvez iniciar uma de verdade.

O livro começa inicialmente contando os fatos que acabam culminando no falecimento do já idoso Juvenal Urbino, marido de Fermina. À partir deste ponto, Garcia Márquez desenrola, uma de cada vez, algumas linhas de estória: a do próprio Juvenal, a de Fermina, onde nos é introduzido Florentino, depois a estória do casal Juvenal e Fermina, depois a estória de Florentino durante os 50 anos em que ele esperou por Fermina. Cada uma destas linhas segue uma linha temporal própria, com elas se cruzando algumas vezes e ao final de cada uma delas, ele volta no tempo para iniciar a outra.

Apesar da narrativa ser muito bem construída (e o estilo ser muito bonito também), muitas vezes peca pelo excesso de detalhes e torna a leitura um tanto cansativa, especialmente por conta dos parágrafos e capítulos muito longos.

Muita gente acha um lindo romance e acha lindo o fato de Florentino esperar mais de 50 anos por este amor (“…por cinquenta e um anos, nove meses e quatro dias.”). Confesso que fiquei com sentimentos dúbios: algumas horas eu achava que era uma bela estória de amor, porém em vários eu achei que o que Florentino tinha era uma obsessão doentia, talvez um sentimento de posse, de que Fermina teria que ser sua à qualquer custo um dia.

Mas se a última impressão é a que fica, o último capítulo, onde os dois amantes (Fermina e Florentino) se desprendem de convenções sociais e resolvem viver um amor na terceira idade é sim muito bonito. Diria até terno. Especialmente porque eles simplesmente começam a viver uma vida sem se preocupar com o amanhã ou com o que as pessoas iriam pensar e se preocupam apenas em aproveitar aquele momento já no final de suas vidas.

Be happy 🙂

Botecando #75 – Dona Augusta – São Paulo – SP

No dia em que conheci o Z Carniceira estava subindo a Augusta para tomar o metrô e como estávamos afim de tomar a saidera acabamos encontrando esta “portinha” que reservava algumas boas surpresas no que se refere à cervejas especiais. Fiquei com vontade de voltar e finalmente acabou surgindo a oportunidade.

A Dona Augusta é literalmente uma pequena portinha que fica ali no meio do bururinho da Augusta. É o típico boteco onde a galera para pra um esquenta antes de ir para a balada (ou para a saideira pós), mas a diferença é que eles têm algumas boas opções de cervejas especiais, especialmente nacionais.

Existe uma meia dúzia de mesas, caso as pessoas queiram beber lá, mas o foco é servir para a galera pegar e ir embora, tanto que a geladeira principal (com as cervejas especiais) fica bem na porta, para atrair os transeuntes. Porém, o dono do estabelecimento teve o cuidado de “introduzir” os inexperientes no maravilhoso mundo da cerveja e sempre tem ao menos um dos atendentes que entende um pouco mais de cerveja para explicar para os clientes os detalhes de determinado tipo ou rótulo.

Não é aquele bar que eu aconselharia as pessoas a se deslocarem apenas para conhecer, mas estando na região da Augusta/Paulista e querendo tomar uma cerveja diferente a preços justos, pode dar uma passada.

Onde: Dona Augusta (Rua Augusta, 1112 – Consolação – SP)
Quando: 11/10/2015
Bom: cervejas especiais
Ruim: nada
Facebook: https://www.facebook.com/DonaAugustaBar

Be happy! 🙂

Botecando #74 – Confraria URUBU – São Paulo – SP

Confraria UrubuConheci a CU (Cervejaria Urubu) no 5º Mercado das Pulgas. Acho que foi a primeira vez deles lá. Depois no Beco Beer pude conversar um pouco mais com eles e eles falaram que estavam montando uma “Confraria” (ou seja lá qual o nome que eles deram no dia), na Rua Rifaina, travessa da Avenida Heitor Penteado.

Adicionei eles no Facebook e logo apareceu o convite para a inauguração. A confraria, que é muito bem montada, não tem (ainda) a pretensão de ser um bar, mas um ponto de encontro de produtores e apreciadores de cervejas especiais e artesanais. O intuito, segundo eles, é de abrir à cada 15 dias para fazer brassagens, trocar idéias, curtir um som e, claro, tomar algumas cervejas.

Além disto, a intenção é juntar os cervejeiros num tipo de cooperativa para adquirir equipamentos e insumos juntos e assim ter um pouco mais de poder de negociação. Bem como talvez distribuir as cervejas produzidas por esta galera. Os cervejeiros artesanais de São Paulo estão bem entrosados e afim de, ao invés de lutarem entre sí, lutarem juntos pelo mercado (e, por que não, arte!).

O local é uma garagem onde eles pintaram e decoraram as paredes, instalaram equipamentos para produção de cerveja, bem como para servi-las. Desta vez eles tinham 5 ótimas cervejas (4 nas torneiras e 1 engarrafada), com destaque para a Jereba, afinal de contas, não dá para perder a oportunidade de pedir uma “Jereba grande” ou uma “Jereba pequena”….hahaha

Para comer, como a intenção não é ser um bar. Só tinham algumas opções frias: salgadinhos e um cheviche. Fora isto, tinha apenas algumas cachaças, águas e refrigerante.

Talvez não tenha muitos atrativos para quem não é muito chegado no mundo das cervejas especiais, mas sempre vale levar aquele amigo “virgem” para, quem sabe, com ele tomando uma breja de qualidade, vendo como é produzida e trocando uma idéia com quem produziu (e talvez assistindo o processo), a gente possa evangelizá-lo e trazê-lo para nossa “igreja”. Então curta a página da Urubu para saber quando acontecerão os eventos e façamos uma oração, porque “In hops we trust!!!!”

Onde: Confraria URUBU (Rua Rifaina, 527 – Vila Madalena – SP)
Quando: 10/10/2015
Bom: cervejas de altíssima qualidade e atendimento
Ruim: só abre esporadicamente
Facebook: https://www.facebook.com/cervejariaurubu

Be happy! 🙂

Botecando #73 – Central da Villa – São Paulo – SP

20151009_002551O que você responderia se alguns amigos te convidassem para um show do Sampa Crew? “Claro, vai ser no mínimo engraçado”, foi minha resposta. E foi mesmo. Mas antes de falar do show (e das outras “atrações”), vamos primeiro falar sobre o local.

O Central da Villa é o antigo “Central do Brasil”, que durante muitos anos foi um dos locais em São Paulo onde se ouvia a melhor MPB (com o grupo Sons e Palavras). O imóvel é um galpão que provavelmente era utilizado como armazem e tem um pé direito bem alto (o que proporciona uma acústica legal), contando também com um mezanino. A decoração é bem simples, baseada em tijolos aparentes e alguns desenhos de ícones da música. Mas o mais interessante da decoração é que, pelo fato do imóvel ser amplo, as mesas são bem espaçadas, e dá um ar mais “clean” para a casa.

O atendimento é outro ponto de destaque, com garçons e garçonetes muito atenciosos e simpáticos. No quesito bebidas, as cervejas nacionais padrão estavam disponíveis e ainda tinha promoção de balde de Heineken (a unidade saia R$ 12,00, porém o balde com 4 custava R$ 40,00). Pedimos uma porção de provolone à milanesa que, apesar de um tamanho generoso, estava na média em termos de sabor. Valeu o preço.

Agora voltando ao show: imaginávamos que o Sampa Crew seria a única atração da noite, porém, uma dupla sertaneja tocou inicialmente. A dupla até que não era ruim (os cantores eram medianos, mas a banda era até boa), mas eu acho que musica negra (samba, pagode, soul, mesmo o “black pop” do Sampa Crew” e funk) não combina com sertanejo. São estilos muito distintos e inclusive com públicos diferentes.

Como eu disse que no mínimo seria engraçado, realmente aconteceu: lá pelas tantas subiu um “convidado” no palco (algum empresário queria “mostrá-lo” ao público) que foi responsável por um misto de humor e vergonha alheia. O visual do “artista” já era meio estranho: o cara era um Glenn Danzig emo que cantava sertanejo (ou como eu apelidei na hora: emonejo). Cantava não seria a palavra mais correta, já que além de não conseguir manter o tom das músicas, também não conseguia manter um ritmo e fazia com que a banda ficasse “correndo atrás” dele. Para completar o “pacote”, ainda tentou inventar alguns movimentos que, creio eu, ele julgava ser uma dança. Para não falar que eu é que sou chato, quando ele terminou duas músicas (pareceram intermináveis momentos de tortura), alguém sugeriu “mais um?” e o bar inteiro foi unânime: NÃO!!!!

O Sampa Crew acabou entrando quase meia noite e meia (de uma quinta L). Conforme o tempo, nossa percepção sobre as coisas acabam mudando, não porque elas tenham mudado, mas sim porque nós mesmos mudamos (e eu particularmente deixei de lado preconceitos musicais). Eu estava achando que seria um show estilo “brega anos 90” para dar risada e acabei até que gostando, especialmente ao perceber que o Sampa Crew é a versão tupiniquim do Boyz 2 Men. As melodias e o arranjo vocal das música é bom e, se as letras não são aquele primor, ao menos ficam no mesmo nível do “pop romântico meloso” dos seus inspiradores.

Veria um show deles novamente de boa!

Onde: Central da Villa (Rua Fáustolo, 1430 – Lapa – SP)
Quando: 08/10/2015
Bom: preços e espaço
Ruim: o mix de estilos musicais não é legal
Site: http://www.centraldavilla.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/centraldavilla

Be happy! 🙂

Botecando #72 – Beco Beer Festival – São Paulo – SP

20151004_150805Quem me acompanha (por aqui, pelas redes sociais e pessoalmente) percebe como eu fico alegre com as iniciativas de ocupação do espaço público que vêm ocorrendo em São Paulo, especialmente nos últimos 3 anos (ponto para o Haddad!). Já deixei isto bem explícito em artigos que escrevi sobre a Virada Cultural 2014 e sobre o Tempelhof, em Berlin. Este é um dos motivos pelos quais os Botecando com bares “mesmo” rarearam: estou frequentando mais estes eventos e menos bares. Isto até me levou a começar a escrever sobre estes eventos dentro desta seção, afinal de contas, Boteco é mais do que um local, é um estado de espírito!

Agora imaginem a minha felicidade ao saber de um evento ocupando o espaço público e que teria como tema Cerveja Artesanal!!!

A idéia do Beco surgiu na quinta edição do Mercado das Pulgas (em breve falo dele aqui). Como a idéia de um flea market é que as pessoas levem seus produtos (usados, artesanatos, alimentos, etc) para comercializar, alguns cervejeiros artesanais e caseiros começaram a levar suas criações e notaram a boa receptividade do público (na quinta edição eram cerca de 10 cervejeiros!!!). Então durante as trocas de experiência entre eles (na verdade troca de cervejas) eles bolaram o evento, meio assim de sopetão. Alguém deu a idéia de fazer na Barra Funda, no final da Rua Lopes Chaves, que é uma rua sem saida que termina na linha do trem.

E nesta de se reunirem sem ajuda do poder público, conseguiram montar um evento que contou com quase 15 cervejeiros, barracas de comidas, bandas tocando ao vivo, live painting (grafite), artesanato, banheiros químicos (pago por eles), etc. Da qualidade das cervejas nem preciso falar pois já estou virando fã da Saga, da Van Der Ale e recentemente da C.U. (Cervejaria Urubu, que abriu uma confraria na Pompéia, mas falo mais deles em outro artigo).

E sou fã não só pela disposição de enfrentar um mercado que, apesar de estar em franco crescimento, enfrenta toda a “burrocracia” brasileira, altos custos de insumos (boa parte importados) e, como se já não fosse o bastante, a entrada dos grandes players (InBev, Kirin, etc), que estão preocupados com a ascensão destes “artesãos” e querem evitar uma “Blue Moon” no mercado nacional. Não é por nada disso. Sou fã deles pois as cervejas são realmente boas, não perdendo em nada para microcervejarias estrangeiras e dando de lavada nas grandes cervejarias do mundo todo no quesito qualidade.

Além de comida, bebida, ainda tinha um bom rock rolando ao vivo. Achei muito legal também a inclusão dos carroceiros que vivem ali no beco no evento: os organizadores foram pedir autorização para eles (afinal, eles já estavam ali antes) e os convidaram para ajudar. Além de terem recebido uma grana para limpar o beco, cuidaram dos veículos (mais uma graninha) e puderam beber e comer, ou seja, não foram expulsos de uma festa na própria casa, muito pelo contrário, foram verdadeiros bons anfitriões.

Para resumir, foi aquele domingo como todos os domingos deveriam ser. Uma pena que o próximo acontece somente no dia 6 de dezembro. Mas até lá, pelo menos neste domingo, 18 de Outubro, vai rolar o 6º Mercado das Pulgas no Minhocão!

Onde: Beco Beer Festival (Rua Lopes Chaves – Barra Funda – SP)
Quando: 04/10/2015
Bom: cervejas artesanais e ocupação do espaço público
Ruim: podia ser mais frequente!!!
Facebook: https://www.facebook.com/events/1652463468334875/

Be happy! 🙂

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Botecando #71 – Samba da Treze – São Paulo – SP

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Todas as sextas feiras ali na Treze de Maio (praticamente em frente a Igreja de Nossa Senhora Achiropita), coração do Bixiga, ocorre esta roda de samba, que é animada pelo Grupo Madeira de Lei (facebook deles abaixo) e que, como não poderia ser diferente, é composto por vários integrantes da Vai-Vai. Normalmente a roda também recebe convidados e desta vez, além do puxador da G.R.C.E.S. Primeira da Aclimação, teve como convidado o Candinho, que veio sem sua banda, mas com suas mulatas.

O samba rola na calçada mesmo e existem uns 6 botecos na própria Treze de onde se pode acompanhar e que, além de servirem bebidas e petiscos, é onde se pode utilizar banheiros. Se a grana for curta, vale até levar um cooler com as cervejas e ficar pela rua mesmo, aproveitando o samba. E não se incomode de usar os banheiros dos bares mesmo se que não esteja consumindo, já que ninguém fica controlando.

Para comer, além dos petiscos de cada um dos bares, na esquina tem o famoso Choripan do Argentino, além de uma lanchonete vendendo fogazzas e outros quitutes italianos.

O público é bastante variado: casais, grupos de amigos, famílias com crianças, pessoal fazendo happy hour depois do trabalho, etc e tudo rola na maior paz. O Madeira de Lei também é muito bom e manda desde clássicos paulistas (Germano Mathias, Adoniran, Geraldo Filme, etc) até “clássicos” do Pagode 90, passando pelo samba carioca (Noel, Cartola, Paulinho, a galera do Cacique, etc) e Sambas enredo de escolas paulistas e cariocas.

Inicialmente o samba é marcado para as 20:00, porém, como existe um “acordo” entre o grupo, os bares e o padre, o som ao vivo só começa quando o padre fecha a porta da igreja, portanto, dependendo do humor dele, pode começar no horário ou atrasar umas duas horas, como ocorreu neste dia.

Onde: Samba da Treze (Rua Treze de Maio com Rua Conselheiro Carrão – Bixiga – SP)
Quando: 02/10/2015
Bom: samba, ambiente e ocupação do espaço público
Ruim: se chove não tem pra onde correr
Facebook: https://www.facebook.com/grupo.madeiradelei

Be happy! 🙂

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Botecando #70 – Praça do Samba – São Paulo – SP

PracaDoSamba01O Grêmio Recreativo de Resistência Cultural Kolombolo Diá Piratininga é um coletivo cultural surgido e sediado na Vila Madalena e que tem como objetivo a divulgação e valorização do samba paulista atavés de rodas, oficinas, encontros, shows, etc.

Todo último domingo do mês o Gremio promove na Praça Aprendiz das Letras, situada em frente à sua sede (e ao lado do Centro Cultural Rio Verde), uma roda de samba composta por membros do Grêmio e que apresenta desde clássicos do samba paulista a sambas nascidos na sua ala de compositores.

A Praça em é bem pequena e conta com uma quadra (onde a roda se forma) e uma mini arquibancada onde a galera se ajeita até ficar no “clima” para dançar. Para beber, dá para levar o próprio isopor ou adquirir cervejas, águas e refrigerantes dos ambulantes que ficam do lado de fora. Para comer geralmente tem um dog perto, ou vale a dica de levar alguns petiscos. Só tenha o cuidado de jogar todo o lixo produzido em uma das latas que ficam espalhadas na praça.

Vale a dica de respeitar (e se pintar oportunidade interagir) com os moradores da praça, que fazem questão de “dar uma geral” no local, para “receber” a roda e as pessoas (um dos moradores estava varrendo a praça e colocando o lixo em lixeiras antes do samba começar).

O único ponto ruim é que falta um banheiro ali, como aliás falta em praticamente toda a cidade. Talvez os responsáveis pela roda pudessem agilizar um crowd funding para contratar banheiros químicos neste evento. Mas enquanto isto não acontece (e o poder público não instala banheiros nesta e em outras praças), a dica é se dirigir até o posto de gasolina da Inácio (o banheiro dos homens está sempre aberto e o das mulheres basta pedir a chave para um dos frentistas).

Programa bom e barato para um domingos de sol (em caso de chuva a roda acontece dentro da sede do Grêmio) e é uma ótima pedida para levar crianças e cachorros, que podem ficar correndo e brincando na praça.

Onde: Praça do Samba (Rua Belmiro Braga com Rua Inácio Pereira da Rocha – Vila Madalena – SP)
Quando: 27/09/2015
Bom: samba, ambiente e ocupação de um espaço público
Ruim: falta banheiros
Site: http://www.kolombolo.org.br/
Facebook: https://www.facebook.com/kolombolo

Be happy! 🙂

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Botecando #69 – Canto Madalena – São Paulo – SP

CantoMadalenaTalvez por ficar meio escondido num canto da Vila Madalena (não ia perder o trocadilho), o Canto Madalena não seja tão conhecido quanto os bares e restaurantes do “miolo” da Vila (Aspicuelta, Mourato, Fradique, etc). E quem nunca foi não sabe o que está perdendo.

Montado em um belo imóvel no finzinho da Medeiros de Albuquerque (que por sua vez fica no início da Aspicuelta), conta com uma decoração bem colorida, baseada em móveis rústicos e artesanato brasileiro e poderia se chamar “Canto Brasileiro”, já que além da decoração, a culinária também traz o que existe de melhor no país, especialmente pratos nordestinos e mineiros.

Os preços são bem justos pelo tamanho dos pratos, o que acaba “empatando” com o preço da cerveja, que segue o padrão Vila Madá (sempre acima dos R$ 10,00). Para quem gosta de cervejas especiais, eles também oferecem a Madalena, além das cervejas comerciais padrão.

O atendimento também é acima da média (sem exagerar) e o ambiente é bem frequentado.

Tanto para ir tomar umas cervejas com os amigos num happy hour, como para almoçar com a família num domingão, o Canto é sempre uma ótima opção: o custo X benefício vale bem à pena e você acaba fugindo do burburinho dos lugares “da moda”.

E fica a dica: quando tiver algum amigo gringo visitando o SP, não deixe de levá-lo lá, para que ele possa provar um pouco da tradicional e vasta culinária do nosso país, bem como ótimas caipirinhas, ao som de ritmos nacionais.

Onde: Canto Madalena (Rua Medeiros de Albuquerque, 471 – Vila Madalena – SP)
Quando: 27/09/2015
Bom: comidas e bebidas
Ruim: nada
Facebook: https://www.facebook.com/cantomadalena

Be happy! 🙂