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Minha Carne É De Carnaval. Meu Coração É Igual.

20150208_124402Já falei aqui algumas vezes sobre a necessidade das pessoas ocuparem os espaços públicos e de como o paulistano vem finalmente  percebendo que ficar dentro de um shopping ou uma balada não é lá um programa que se poderia chamar “lazer”. Isto tem efetivamente se refletido no carnaval de São Paulo nos últimos anos. O nascimento (e em alguns casos a retomada) de vários blocos tem mostrado que o povo de São Paulo, que até pouco tempo viajava para Salvador, Rio, Sao Luis do Paraitinga, entre outros locais tradicionais por seu carnaval, percebeu que a própria cidade também pode abrigar este tipo de evento ao ar livre e o carnaval deste ano, com mais de 300 blocos oficiais cadastrados, foi prova disto.

Outra coisa que eu achei muito legal neste carnaval foi a variedade temática dos blocos. Fiquei especialmente feliz por ver surgir o Bloco 77, que tem temática punk!!!! Isto mesmo, ao invés de simplesmente criticar o carnaval por não atender seu estilo, a galera foi lá e criou um bloco que faz versões carnavalescas de clássicos do punk nacional e resolveu curtir também. Ponto positivo para a aceitação, a diversidade e claro, a diversão.

O carnaval de São Paulo, através desta enxurrada de blocos que vêm nascendo e crescendo nos últimos anos (e aqui vale ressaltar o “empurrão” que alguns blocos cariocas, como o Bangalafumenga, o Sargento Pimenta e o Quizomba ajudaram a dar, bem como a “resistência” de blocos como o Bloco do Ó, Bando 7, o Bantantã e mais alguns outros já históricos) tem tudo para em alguns anos se equiparar ao Rio e a Salvador, e até passá-los, como destino para as festas de Momo.

É claro que sempre existem problemas, também fruto da inexperiência que alguns dos órgãos competentes (Prefeitura, Polícia Militar, CET, SPTur, etc) com este tipo de evento e da inexperiência de alguns dos organizadores dos blocos mais novos. Mas nada que aconteça exclusivamente em São Paulo e muitos problemas não são exclusividades do carnaval. Mas deles falarei em outro artigo.

Mas sem mais delongas, como já é tradição (ah! Segunda vez já virou tradição….hahaha), um resumão do meu carnaval (que começou dia 4 de janeiro…kkkkk)

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Cuidado com o seu Ó!

Urubó
Já havia falado sobre o bloco em sí no resumo do ano passado, de como o bloco é familiar e que, junto com o cenário bucólico do Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó faz com que você se sinta como em uma pequena cidade do interior do Brasil. Este ano deu para notar a evolução do bloco no quesito profissionalismo: aumentaram o repertório, aumentaram a bateria e o naipe de metais, paradas programadas durante o trajeto de acordo com o repertório, etc. Com isto, além de atrairem um público fiel, ainda conseguiram atrair bastante patrocínio e parcerias que ajudam ainda mais neste profissionalismo, e isto vira um ciclo virtuoso. Não duvido nada que em alguns anos o Urubó seja um bloco a ser chamado para festas de formatura e outros eventos, como acontece com escolas de samba e trios elétricos.

Bloco do Bagaça
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Segundo ano de desfile do bloco e já pode ser considerado um sucesso. O trajeto é bastante interessante, a homenagem para a Banda da Lapa foi justíssima, os músicos e a bateria estavam bem ensaiados e a organização foi muito bem feita. O ponto ruim que é foi o único bloco onde eu vi briga, isto já no final, na dispersão. Mas nada que tire os pontos positivos. Como eles são da Lapa, bairro vizinho à Freguesia do Ó, e como parte dos músicos tem origem na Comunidade do Buraco do Sapo, na Freguesia, talvez uma parceria para trocar idéias e organizar eventos com o Urubó fosse interessante.

Bando 7
20150131_17314731 anos de bloco! Acho que o tempo de estrada demonstra o sucesso do bloco. Este ano deram uma melhorada no repertório ao tocar menos o hino do bloco e mais marchinhas conhecidas. Não que o hino seja ruim, mas ficar metade do percurso com uma música só acaba desanimando os foliões que acabam por “fugir” para outros blocos que estiverem rolando no mesmo horário. Mas desta vez nem teve chuva para atrapalhar.

Ritaleena
Peguei no finalzinho e fiquei pouco tempo então não dá nem para avaliar muito o bloco. A única coisa a notar é que tinha muita gente muito louca (no pior sentido: de drogas e/ou álcool). Acho que o tempo de duração do bloco, bem como o tempo de concentração deve ser pensado para evitar da galera ficar muito bêbada, o que vai contribuir para a festa e evitar confusões.

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O mini trio elétrico fez a festa da criançada no Bloco do Paralelepípedo

Paralelepípedo
Bloquinho muito simpático, que dá volta em um quarteirão do bairro de pinheiros composto apenas por ruas de paralelepídedo. Infelizmente não tem bateria nem som ao vivo, mas para compensar o (mini) trio elétrico era usado pelas muitas crianças para brincar e durante a volta no quarteirão. Achei legal.

Chega Mais
Bloco com temática dos anos 80. Eu não entendo porque tanta gente tem sente tanta nostalgia por uma época tão chata. Mas o trio em sí é bem legal e animou a galera num domingo de manhã. Palmas para os músicos que foram todos usando fantasias com a temática do bloco.

Bateria do Chega Mais toda à caráter!

Bateria do Chega Mais toda à caráter!

Banga animando como sempre!

Banga animando como sempre!

Bangalafumenga e Sargento Pimenta
Estes dois blocos levaram cerca de 120 mil pessoas para a rua e a prefeitura já tem que começar a pensar em um outro espaço para alocá-los no próximo ano, pois o local ficou insuportável de andar, os banheiros já não deram conta e o viaduto parecia que ia cair (infelizmente esqueci de filmar o viaduto balançando). Quanto aos blocos: o Banga é ótimo e melhora a cada ano com o acréscimo dos ritmistas da oficina de SP. O Sargento Pimenta é meio Sambô (ou o Filme Debi & Loide, por exemplo): a primeira vez que você assiste é interessante, a segunda você já não vê graça. A terceira já se tornou chato. Muito provavelmente não verei mais.

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Dispersão do Bloco do Ó

Bloco do Ó
O Bloco do Ó é o meu preferido, talvez até porque eu tenha um carinho especial, por ter sido o primeiro bloco a me despertar a “paixão” pelo carnaval, há uns 6 anos atrás. No seu 11º ano, por conta das organizações da prefeitura (ano passado ele “encoscou” com outro bloco), ele saiu mais cedo. Mas foi ótimo porque pela primeira vez eu acompanhei até a dispersão, que acontece em uma charmosa praça na Rua Fidalga com a Rodésia, na Vila Madalena. Ponto positivo também pela quase totalidade de foliões fantasiados.

20150211_195754Banda do Candinho
A Banda do Candinho, já com 34 anos de idade, toca marchinhas e sambas enredo (alguns dos ritmistas são da bateria da Vai Vai). Mas acho que a principal atração é o trajeto, que começa na boêmia 13 de Maio, no Bixiga, dá uma volta pela São João, Praça da República, Sao Luiz, voltando ao ponto inicial pelo Viaduto 9 de Julho. Uma ótima oportunidade de dar uma volta pelo centro à noite, especialmente pela parada que fazem em frente ao Teatro Municipal. Ponto ruim: o narrador que ficava toda hora falando dos patrocinadores, dos apoiadores, fazendo agradecimentos, etc.

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Pausa da Banda do Candinho na Praça Ramos!

Samba de Rainha saudando o bloco João Capota na Alves

Samba de Rainha saudando o bloco João Capota na Alves

João Capota na Alves (e Samba de Rainha)
Bloquinho bem legal ali na região da João Moura, Benedito Calixto, etc. Apesar de focarem bastante em músicas próprias eles sabem dosar para não ficar chato. De quebra, no meio do percurso o grupo Samba de Rainha fez uma apresentação à partir de uma varanda de um apartamento. Bem legal. E o público bem variado deste bloco também ajudou na festa. Uma pena somente a falta de banheiros.

Bloco Me AbraSa
Bloco carnavalesco do movimento Paulista com Farofa, que organiza churrascos com samba ao ar livre na região da Paulista. Não conhecia o movimento e ainda não fui ao evento, mas a organização do bloco nas redes sociais pareceu promissora: 2 kits de camiseta para ajudar o bloco, parceria com o Easy Taxi, tocaram no Lapa 40º depois do bloco, etc. Mas, a organização prévia não se refletiu no bloco em si: a concentração demorou demais (mais de 3 horas!) então quando o bloco saiu a galera, músicos inclusos, já estavam todos muito bêbados. A banda não tinha um repertório definido, não estava pré-programado onde seriam as pausas, a bateria estava desentrosada com os músicos em cima do trio que ficavam mudando de música e ritmo à toda hora. É o segundo ano do bloco e creio que eles devam perceber os erros para não voltar a cometê-los, já que o trajeto do bloco é bem legal.

Cordão do Jamelão
Para fechar as festividades, peguei mais este cordão no sábado após o carnaval. Apesar do atraso no início da concentração, o que deve ter feito alguns desavisados desistirem quando chegaram e encontraram a rua vazia, o bloco foi interessante e contou com a Banda da Lapa, que foram os homenageados pelo Bloco do Bagaça. O trajeto pelas ruas da Bela Vista e do Centro de SP é muito legal e a galera dos prédios e comercios se empolgava com a passagem do bloco.

Uma pena que o corpo já não aguente mais uma maratona com poucas horas de sono como ocorria há uns 10 ou 15 anos atrás, porque senão dava também para ter curtido os bailes do Ó do Borogodó e do Lapa 40º, ou algum outro bloco que ocorria mais cedo, ou mais tarde. Sem contar a dificil tarefa de escolher um quando haviam dois blocos legais rolando ao mesmo tempo. Mas deu para me divertir bastante.

Agora é pegar no batente porque o ano finalmente começou. Se bem que em Março vou pra Salvador e dizem que lá é carnaval o ano todo!!!!

Be happy! 🙂

Balanço de 2014: um ótimo ano. Mas foi pior do que 2015!

Balanco 4Balanco 3Assistir à Copa no Brasil da Alemanha!

Fazer um passeio dirigindo um Trabant!

Balanco 5Conhecer Amsterdã, incluindo a casa da Anne Frank e o museu Van Gogh!

Ler 24 livros!

Experimentar mais de 100 novas cervejas diferentes (50 catalogadas, o restante é estimativa)!

Conhecer 40 bares novos!

Assistir ao Paul McCartney novamente. Desta vez no Brasil!

Fazer uma nova tattoo!

Voltar a San Diego depois de quase 20 anos!

Dirigir um Mustang!

Balanco 6Voltar a LA e ir novamente ao Brittania!

Visitar os amigos Tony e Rebeca no Arizona e encontrar com eles algumas semanas depois em Berlin!

Ajudar (ou atrapalhar) na organização de outra Raul Rock Fest!

Fazer uma nova especializacão (a terceira!).

Fazer 99 pontos (de 120 possíveis) no TOEFL!

Fazer muitos novos amigos e reforçar as amizades com os antigos!

Deixar a barba crescer!

Desfilar no carnaval pela Tom Maior!

Fazer um bate e volta para Floripa para ir ao casamento do brother Rogério!

Assistir a Black Rio no Grazie a Dio novamente depois de anos!

Balanco 7Descobrir o centro Cultural Rio Verde e a Cervejaria Nacional!

Muitos shows ao ar livre no Ibirapuera e no Parque da Juventude!

Assistir ao Gilberto Gil ao vivo!

Ver Ira!, Bixiga 70 e Teresa Cristina na Virada Cultural (e de quebra tomar umas cervejas diferentes)

Curtir a Virada Cultura pelo sétimo ano seguido!

Visitar meus amigos Neto e Camila em Curitiba e aproveitar para conhecer uma nova cidade do Brasil!

Ganhar um prêmio por um projeto no trabalho!

É, acho que 2014 valeu a pena! Mas não será melhor que 2015!!!!!!

Be happy 🙂

Balanco 8

Todo Carnaval Tem Seu Fim (ou não)

Carnaval

As “fardas”: Tom Maior, Urubó e Bando 7

Ultimamente eu tenho evitado viajar em feriados prolongados. Fiquei em São Paulo no ano novo, fiquei em São Paulo no Carnaval e só vou aproveitar os próximos feriados (Páscoa e Corpus Christi) pois vou emendar junto alguns dias de férias.

Devido à falta de infraestrutura (aeroportuária, rodoviária, hoteleira) e a alta demanda que existe ultimamente, está muito caro para viajar nestes feriados. Isto sem falar no sofrimento de encarar transito, aeroportos lotados, falta de transporte público, falta de água, etc. Então estou preferindo desfrutar os feriados em São Paulo e quando possível viajar em finais de semana normais “esticados”, já que tenho a flexibilidade de horários no meu trabalho.

E o que parecia que iria ser um carnaval calmo e tranquilo se tornou num dos melhores carnavais que eu já passei e, devido aos comentários em redes sociais e às reportagens nos portais de notícias, não foi só impressão minha. Parece que São Paulo está se tornando uma boa opção para esta festividade.

Abaixo um pequeno resumo do que foi meu carnaval.

Urubó

Carnaval - Urubo

Cuidado com seu Ó!!!!

Este simpático bloco, que já desfila na Freguesia do Ó (bairro onde cresci e vivo) desde 2010, me foi apresentado pelo Leandro Moraes (vulgo Tula), um amigo de longa data. Apesar de estar bem no começo, o bloco é de um profissionalismo impar e proporciona aos foliões tudo aquilo que se espera: diversão, pessoas de bem com a vida, marchinhas de carnaval e um ambiente bem familiar. Além do que, para mim, a proximidade conta muito.

Como diz um trecho do hino do bloco, “alegrando a menina e a vovó”, neste bloco existiam desde crianças de colo até pessoas de idade, e todos afim de aproveitar um carnaval mais simples dos que os que se vê, por exemplo, na Vila Madalena. O cenário bucólico, que remete a uma cidade do interior, do Largo da Matriz da Nossa Senhora do Ó (com a praça central com a Igreja e os estabelecimentos comerciais à volta), ajuda muito. Mas realmente, o que faz a diferença é a consciência do pessoal.

O melhor de tudo é que eles realizaram ensaios abertos e ao ar livre desde o segundo final de semana de Janeiro, o que possibilitou que meu carnaval começasse mais de um mês antes da data oficial. Só espero que, com o sucesso do bloco, ele não perca suas características.

Tom Maior

Ala 2 - Índios Laranjas

Ala 2 – Índios Laranjas

Minha amiga Betty Martinez, ao saber que eu estaria em São Paulo durante o Carnaval, me perguntou se eu queria desfilar na Tom Maior e/ou na Pérola Negra, escolas que ela frequenta a bastante tempo. Como também Já frequento escolas (especialmente a Rosas de Ouro) a uns 15 anos, mas nunca estava em São Paulo para desfilar, resolvi encarar o “desafio”.

Desafio aceito, para não fazer feio na avenida, acompanhei três ensaios abertos (o que não foi nenhuma dificuldade…hehe). No dia do desfile chegamos na escola as 23:00hrs da sexta (o desfile aconteceu as 6:05 da manhã do sábado) para podermos nos preparar. Durante a concentração, o clima é de alegria, correria e ajuda mútua. As 3:00 horas da manha seguimos rumo ao Anhembi e a concentração para o desfile ocorreu debaixo de uma chuva chata.

Infelizmente no momento de entrar na avenida, o carro abre alas quebrou, o que impactou o desempenho da escola. Mesmo assim, para marinheiro de primeira viagem, eu achei muito legal e senti até um frio na barriga antes de entrar na avenida. Por mim eu desfilo novamente ano que vem, porém em alguma ala que tenha uma fantasia um pouco menor.

Carnaval - Bando 7

…me deixa ir senão me atraso e o bloco sai.

Bloco 7
Descobri este bloco, que comemorou em 2014 seus 30 anos, através do aplicativo do Catraca Livre. O bloco se concentra na esquina da Rua Girassol com a Rua Purpurina, na Vila Madalena, e na concentração estava rolando um samba de mesa muito bom.

A saida do bloco atrasou cerca de uma hora, pois a chuva insistia em cair. Como chegou um horário em que eles não poderiam esperar mais, sairam do mesmo jeito. O bloco faz um percurso legal pelas principais ruas do bairro, mas o ruim é que eles ficam tocando, repetidamente, o hino do bloco (eventualmente eles tocam algumas marchinhas), o que o torna um pouco massante.

Mas o melhor foi que o bloco deve ter saido com umas 2 mil pessoas e na dispersão, em frente à quadra da Pérola Negra (o então presidente do bloco, que se aposentou este ano, foi um dos fundadores da Pérola e também da Águia de Ouro) creio que já existiam umas 8 mil, pois as pessoas iam fechando suas contas nos bares e se juntando ao cortejo.

Bangalafumenga / Sargento Pimenta

Carnaval - Bangalafumenga

Bangalafumenga agitando Sampa!

No ano passado eu cheguei a ir até este bloco (na verdade 2 blocos tocando na sequência) na Vila Madalena, porém estava tão lotado que não consegui nem ouvir o som (acabei vendo o Sargento Pimenta no Aterro do Flamengo).

Este ano transferiram estes dois blocos cariocas (eles fazem o pré carnaval em SP, mas no carnaval mesmo, saem no Rio) para a Avenida Paulo VI (continuação da Avenida Sumaré), o que foi uma idéia sensacional. Além de não incomodar os moradores, já que ali não existem residências, havia bem mais espaço e o trio pode “sair” (na Vila era um palco).

O Sargento é um bloco que faz versões de marchinhas de sucessos dos Beatles e já é bem famoso, tendo inclusive tocado em um evento dos Beatles em Liverpool. Já o Banga (como é carinhosamente chamado), faz versões carnavalescas de sucessos da música popular brasileira. O Banga tem uma oficina de percursão em São Paulo e, no quarto ano fazendo o pré-carnaval por estas bandas, não precisaram do “reforço” dos percursionistas do Rio. Sinal que tem muita gente em São Paulo interessada em curtir este tipo de carnaval.

Bloco do Ó

Carnaval - Bloco do O

O já tradicional Bloco do Ó

O Bloco do Ó, que este ano saiu pela 10ª vez, é o bloco carnavalesco do bar ‘Ó do Borogodó’ (uma das melhores opções em São Paulo para se ouvir ritmos brasileiros diferentes, como maracatu, jongo, congada, forró, tudo isto misturado com samba e MPB).

É um dos blocos que mais gosto e esta foi a quarta vez que fui no pré carnaval deles. O som é proporcionado pela “Orquestra Carnavalesca do Ó do Borogodó”, que é formada por músicos que compõem vários dos grupos que se apresentam na casa, e concentra seu repertório em marchinhas e sambas antigos.

Este bloco já está ficando tradicional na Vila e atrai bastante gente por causa do som que fazem, pela presença de todo tipo de gente (casais com bebês em carrinhos, pessoas idosas, turistas, gringos, etc) e também pelo fato de ser um dos blocos em que muita gente sai fantasiada (creio que o paulistano ainda é mais “travado” e no máximo coloca um chapéu, um óculos diferente, etc), até por que a própria banda é campeã no quesito “criatividade” de fantasias.

Vai Quem Quer
Depois do Bloco do Ó, emendamos o “Vai Quem Quer”. É um bloco diferente e bem animado, mas não faz muito meu estilo por só tocarem composições próprias.

Bar da Dona Diva
No domingo de carnaval, cai na besteira de sair do Urubó para ir a um bloco que estaria acontecendo na Benedito Calixto. Chegamos lá e estava uma zona só, com uma molecada bebada, tudo sujo, e desistimos sem antes chegar perto do bloco.

No caminho para a Vila na esperança de encontrar algo para fazer, acabamos caido no já conhecido e aconchegante “Sem Saida”, como é conhecido o Bar da Dona Diva. Já falei dele aqui.

Jegue Elétrico
Na segunda-feira demos um tempo no Urubó para tentarmos ver o Jegue Elétrico (o mesmo que estaria no domingo na Benedito Calixto), na Praça Roosevel. O bloco é bem legal pela “fauna” que habita o Centro, especialmente na região do Baixo Augusta, porém, também cai na besteira de ficar repetindo o próprio hino (até que era legal, mas chega uma hora que fica massante).

Foi uma experiência bem legal curtir o Carnaval de São Paulo e para mim acabou “empatando” com o carnaval do ano passado, que passei no Rio. Pena que em São Paulo não tem praia…

O Dono do Boteco

E ai galera? Blz?

No post inaugural do blog, eu contei um pouco da idéia e do que pretendo aqui. Agora deixem eu me introduzir.

Bem, meu nome é Wellington, também conhecido como Ton entre os familiares, amigos de colégio e no local onde fui criado. Entre os amigos mais recentes (colegial para cá) sou conhecido como Ruivo.

Nasci em 22 de Outubro de 1976, no paulistaníssimo bairro da Aclimação.

Sou formado em Tecnologia em Processamento de Dados, com uma especialização em Gestão de Projetos de Business Intelligence e uma segunda especialização em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas. Atualmente trabalho como Analista de TI Senior na Johnson & Johnson.

Além do português, hoje sou fluente no inglês (mesmo!), consigo entender muito bem o espanhol (a ponto de ver filmes sem legenda ou dublagem), apesar de falar pouco, até por achar muito feio pessoas que não sabem mas tentam falar espanhol. Há tres anos estudo alemão e ainda tenho, pelo menos, mais uns 3 anos pela frente.

Minha maior paixão, com certeza é a música e quando adolescente tinha o sonho de seguir carreira como músico, porém, parafraseando o Ricardo Semler, eu desisti de ser músico quando descobri que meu amor pela música era muito maior que o meu talento (e no meu caso também a disciplina) para ela.

Outras duas paixões que tenho são ler e viajar. Eu leio tudo. De editorial de revista antiga até bula de remédio. Mesmo com todos os compromissos profisionais e educacionais, este ano tenho mantido uma média de 2 livros completos a cada mes, alguns deles em outras línguas. Se for contar os blogs, artigos, revistas, jornais, bulas de remédio, entre outros, acho que chego a ler, por mês, algo entre 3 e 4 mil páginas (se pudesse colocar todas as informações em um livro).

A outra paixão, viajar, acho que se relaciona, assim como a literatura, à “sede de conhecimento e cultura”: eu sou uma pessoa ávida por adquirir e compartilhar informações. Das mais relevantes até as mais inúteis, e creio que uma das melhores formas de conhecer gente, cultura, lugares, etc é viajando.

Como disse anteriormente, falarei aqui de vários assuntos que me interessam, e muita coisa me interessa, mas para citar algumas: Futebol (especialmente o Santos F.C.), Automobilismo, séries americanas, tecnologia, comportamento humano (e organizacional também), negócios, política, educação, alguns poucos esportes que pratico (corrida, bike e natação), piadas toscas, botecos, cervejas e amigos.

Bem, vamos ver como vai funcionar esta bagaça. De qualquer forma, espero que gostem e voltem.

Valeu!!!!