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Wanderlust #55 – Grécia

(18/08/2018-24/08/2018)

Dia 1 – Sábado

Depois de quase 12 horas de vôo, chegamos em Atenas, debaixo de um baita calor. Pegamos o metrô do aeroporto até a região central, na Praça Monastiraki, e nos hospedamos no hotel na rua Athinas. A região lembra bastante o centro das cidades brasileiras, especialmente o centro do Rio, com muito comércio, ruas estreitas, transito e muita, mas muita gente circulando.

Como haviamos reservado este dia em Atenas apenas como garantia pra não dar problemas com o vôo para Mykonos, fomos dar uma volta pela área turistica da cidade, passando em frente da Biblioteca de Adriano, da Acrópolis, do Santuário de Zeus e da Ágora antiga. Paramos por alguns minutos na rua Panos para beliscarmos algo e tomarmos uma cerveja pra refrescar. Em seguida continuamos a caminhada e fomos até o Arco de Adriano, que fica no sitio arqueológico de Olímpia.

Um pouco antes, enquanto estávamos andando pela região de Plaka, notamos um escadão repleto de bares e restaurantes. Após algumas voltas na região resolvemos parar por ali para tomarmos umas cervejas. O local lembra muito a regiao da Alta, em Lisboa. Ainda demos uma passada na Old Taverna Kritikou, que tem um ótimo roof top, mas que peca no atendimento.

Dia 2 – Domingo

Voltamos ao aeroporto para pegarmos o vôo para Mykonos. Após apenas 40 minutos de vôo chegamos na Ilha e nos hospedamos no Anamar Blu, que é mais uma pousada do que um hotel, mas é bem confortável. Após deixarmos as coisas, fomos caminhando até Chora. Pelo que entendemos, as ilhas são compostas de vários vilarejos que têm status de cidade. Chora seria a capital da Ilha. Saimos de Ornos, onde ficava o hotel, passando por Korfos, que é muito usada para a prática de Kite Surf, Magali Ammos e depois de uns 40 minutos de caminhada sem calçada e com um transito maluco, chegamos em Chora.

Primeiro paramos nos famosos moinhos de ventos Kato. A pronuncia de moinho em grego é mili, muito parecido com a palavra em inglês, mill. Depois fomos andar pelo centro de Chora, que é basicamente um emaranhado de ruas estreitas, predinhos pequenos pintados de branco com portas e janelas em azul, exatamente como se vê nos filmes. Passamos então por Little Vênice e fomos sair no porto antigo (onde aproveitamos para retirar as passagens do ferry que tomariamos dali a dois dias). Depois de comermos algo, voltamos então para a colina onde ficam os moinhos para apreciarmos o lindo pôr-do-sol.

Logo que chegamos, haviamos passado pelo Fabrica Food Mall, que fica bem em frente ao “terminal” de ônibus urbano (ou insular?) e notamos que havia uma cervejaria no local. Resolvemos parar por ali e tomarmos algumas antes de voltarmos para o hotel. O local onde fica o mall (chamado Fabrika) é uma confusão organizada e engraçada, com ônibus manobrando, dezenas de turistas com scooters ou jipes, pedestres, todo mundo “brigando” por um espaço neste ponto de confluência, já que todas as 5 ou 6 linhas de ônibus (modelos rodoviários) e vans fazem ponto neste local. Ou seja, para ir de um ponto a outro da ilha, se a linha de ônibus não passar pelos dois pontos, você tem que obrigatoriamente ir até este terminal (que na verdade não passa de um terreno onde os ônibus estacionam) para fazer baldeação.

Dia 3 – Segunda

Como já tinhamos planejado, tiramos boa parte do dia para (finalmente!) pegar uma praia e para isto resolvemos ficar em Ornos mesmo, que é uma das praias mais tranquilas da ilha. Voltamos para o hotel e curtimos um pouco a piscina e então voltamos para a região de Chora para aproveitarmos mais um pouco por ali.

Dia 4 – Terça

Saimos cedo para pegarmos o Ferry de Mykonos para Santorini. Depois de alguns atrasos e de algumas horas chegamos em Santorini. Ainda demorou um pouco para chegarmos no hotel, em Perissa (novamente, uma vila com status de cidade), então resolvemos ficar pela região mesmo.  Perissa conta com bastante opções de bares e restaurantes, e até algumas quase-baladas com DJ ou música ao vivo. É uma ótima opção para ficar hospedado e no final acabamos achando que deveriamos ter ficado mais tempo em Santorini para aproveitarmos a praia dali ao menos por um dia.

Dia 5 – Quarta

No dia anterior tinhamos planejado fazer um city tour usando a rede pública de transportes, que funciona no mesmo esquema de Mykonos: existe um terminal central, neste caso em Thera, de onde saem os ônibus para todas as cidades/vilas da ilha. Entao primeiramente pegamos um ônibus de Perissa para Thera, onde tomamos café da manhã, e depois de lá para Akrotiri, onde existe um sítio arqueológico (não entramos) e a bela Red Beach, que estava bem cheia.

Pegamos então o ônibus de volta para Thera e depois um outro ônibus para Kamari, que fica no lado oposto de uma montanha, em relação à Perissa. Existe a possibilidade de pegar uma trilha pesada entre as duas praias (não aconselhável na época que fomos por conta do calor) e usando transporte privado dá uns 15 minutos entre as duas, mas usando os ônibus obrigatoriamente precisa ir até Thera. Kamari é bem parecida com Perissa, inclusive com a mesma areia escura, resultado da origem vulcânica da ilha, que é literalmente a metade que sobrou da cratera após a erupção ocorrida há alguns milhares de anos. A diferença entre Kamari e Perissa pareceu ser de “agito”: enquanto Perissa, apesar de contar com bastante estabelecimentos (incluindo algumas baladas) é mais calma, Kamari pareceu ser mais agitada e mais “pagação”.

Depois de Kamari voltamos para Thera e pegamos o onibus para Oia, que é a parte mais famosa da ilha e que fica lotada durante o por-do-sol (preferimos passar). Assim como Chora, em Mykonos, o local é repleto das casinhas brancas e azuis, entrecortadas por ruazinhas com calçamento de pedra. A diferença é que Oia fica no ponto mais alto da cratera e parte das casas ficam na encosta do morro, proporcionando uma bela vista da “caldera” (que é como eles chamam a cratera localmente). O caminho entre Thera e Oia é um atrativo à parte, pois é feito durante a ida à beira de um desfiladeiro. Depois de algumas voltas em Oia (pronuncia-se Ia), voltamos novamente para Thera para, finalmente, darmos uma volta na “capital” da ilha.

Thera também fica numa parte alta da caldera e tem praticamente a mesma formaçao geológica de Oia. A diferença é que as ruas são mais largas e, ao invés de residências, existem vários empreendimentos comerciais. Existe ali também uma bela catedral ortodoxa. Paramos para algumas cervejas e petiscos num bar bem interessante, com um belo jardim e várias cervejas locais, mas infelizmente não consigo recordar o nome. No início da noite pegamos o ônibus de volta para Perissa, onde comemos novamente em um dos vários restaurantes locais.

Dia 6 – Quinta

Tomamos um café da manha na Padaria Santa Irini, que tem ótimos quitutes e um atendimento fantástico. Mesmo a falta de mesas e cadeiras (come-se num balcão na área externa) não tiraram o charme do local. Logo após o café, partimos para o porto para tomarmos o ferry com destino a Atenas e acabamos passando o dia todo praticamente no ferry. Ao chegarmos em Atenas, já no final da tarde, nos hospedamos na região de Omonia e fomos dar uma volta na região mais turística da cidade. Mais tarde paramos no O Thanasis para jantarmos.

Dia 7 – Sexta

Levantamos bem cedo, tomamos café na Attica Bakery da Praça Omonia, quem tem muitas opções de pães, doces, salgados, e mais um monte de comidas locais (voltariamos mais tarde para o almoço inclusive) e fomos fazer os passeios turísticos. Passamos pela Praça Monastiraki ainda vazia e depois fomos para a Acrópolis, que já tinha uma fila considerável para comprar o ticket de acesso. Passeamos por toda a Acrópolis por umas duas horas e depois fomos caminhar pela Dionysiou Areopagitou, um calçadão que margeia a área da Acrópolis.

Existe um parque sem nome neste calçadão e resolvemos caminhar um pouco por ele, subindo até uma colina que dá vista para quase toda a cidade. No primeiro dia na cidade, já haviamos visto uma série de bares na Apostolou Pavlou. Os bares ficam de um lado da rua (que é fechada para carros) e existem mesas debaixo de tendas do outro lado. Como já tinhamos feito uma bela caminhada debaixo de um sol inclemente, resolvemos parar um pouco por ali, no Senso Café, para descansarmos e nos refrescarmos com uma cerveja (porque ninguém é de ferro).

Após um tempinho fomos continuar a turistada na Ágora antiga (Ancient Agora). Ágora é a parte das cidades onde as pessoas se reuniam para assembléias e para comercializar suas mercadorias. O local é hoje um sítio arqueológico onde se encontram, além de ruinas, a Estoa de Átalo, uma bela construção que foi usada para diversos fins ao longo de mais de dois milênios, e o templo de Hefesto.

Em seguida fomos até a biblioteca de Adriano, outro sitio arqueológico. A maior atração do local (na minha opnião) é a estátua da deusa Nike, que é a deusa da vitória (agora sabemos de onde vem o nome da marca esportiva). Depois da biblioteca de Adriano, fomos ate a Ágora Romana, que tem este nome pois era a Ágora durante o domínio do Império romano na região. Finalizando assim os passeios pelos sitios arqueológicos.

Depois de almoçarmos, fomos dar uma volta na Avenida Omonia (ou Omonoia, vi as duas grafias), que é uma região menos turística, com comércio local, universidades e uma loja multimarcas de luxo. Voltamos então para a região de Plaka e ficamos dando umas voltas por ali, até o cansaço bater e resolvermos sentar novamente na Plaka escadaria, desta vez no Apollonia lyra para algumas cervejas e para olhar o movimento. Ainda fomos jantar na Ágora Square antes de voltarmos para o hotel e nos prepararmos para a próxima “perna” da viagem.

Observações, dicas e considerações:

  • Atenas
    • Logo nas primeiras horas em Atenas, presenciamos o furto de um celular. Um “trombadão” aproveitou um turista menos atento fazendo selfies, passou a mão no celular e fugiu. Ou seja, não dê mole pro azar, em lugar nenhum do mundo (bem, em Cuba ao menos nao tem este problema).
    • O acesso à Acropolis custa 20 euros, porém existe a opção do multi-site ticket, que custa 30 e dá acesso a outros sites, como a Ágora Antiga, Ágora Romana, Biblioteca de Adriano, entre outros. Ele é válido por 5 dias consecutivos (fazer tudo em um dia como fizemos pode ser bem cansativo).
    • Visitando a Estoa de Átalo descobri o porque do uso massivo de mármore: dentro da estoa estava quase uns 10 graus mais fresco que fora dela
  • Mykonos
    • Mykonos venta pra caramba, então é bom tomar cuidado com chapéus e andar sempre de óculos escuros
    • O uso das cadeiras nas praias é pago. Em Ornos custavam 25 euros as mais baratas, podendo chegar até 50 dependendo do bar e da proximidade com o mar. Infelizmente existe pouco espaço nas praias para quem leva a própria cadeira ou nem faz questão delas, geralmente nos cantos das praias. Ornos é considerada a praia mais tranquila para quem quer relaxar e/ou aproveitar a água (que nem é tão quente como eu imaginava)
    • Para quem chega bem cedo, existe a possibilidade de tomar café da manhã na praia, que é servido por quase todos os estabelecimentos
    • O centrinho (Fabrika, em Chora) parece aqueles filmes que retratam países de terceiro mundo: um monte de gente, diversos tipos de transporte, mas tudo se ajeitando “organicamente”
    • Dirigir por lá deve ser uma aventura, pela diversidade de veículos (onibus, vans, scooters, buggies, carros de passeios, etc.) e de motoristas
  • Santorini:
    • É um festival de sobe e desce e muitas curvas para se locomover na ilha
    • O solo lembra bastante o do Hawaii e de Iceland
    • Como já explicado, dá para fazer city tour usando somente transporte público. Além de mais barato, é bastante divertido observar os motoristas e cobradores. Muita gente faz isto (em Mykonos também)
    • Perissa (mais calma) e Kamari (mais agitada) são os melhores lugares para se hospedar
  • Geral:
    • Como explicado no post sobre a Islândia o grego tem um fonema parecido com o “TH” do inglês, só que no grego ele se pronuncia praticamente como um “F”, que é como uma boa parte dos brasileiros pronunciam o “TH” ao falar ingles. Entao Thera se pronuncia Fira mesmo
    • Apesar de ser um idioma totalmente estranho ao meu ouvido, existem algumas palavras no português que tem origem grega. Biblios é livro, e catálogo é o menu dos restaurantes. O engraçado é que no português usa-se catálogo para tudo, menos para comida em restaurantes
    • Tem uma lei interessante para evitar evasão fiscal na Grécia: se não te darem a nota fiscal você não é obrigado a pagar. Então não estranhe se num restaurante, a cada cerveja ou prato pedido, eles trazerem a nota. É só ir juntando e pagar tudo no final
    • Tem muito gato em todos os lugares. Dando uma pesquisada aprendi que é bem normal nos países situados no mediterrâneo e é algo cultural. Normalmente os gatos ficam livres e são eles que “adotam” umas duas ou três casas para aparecerem quando não acham comida na rua. Outro motivo é que eles controlam a população de roedores
    • O sistema de ferries na Grécia é algo singular. Não faça muitos planos contando com a assertividade deles, pois sempre existem mudanças de última hora, tanto nos horários quanto nos trajetos, já que as vezes eles juntam duas linhas diferentes (inclusive de empresas distintas) em uma só. Por isto também é bom chegar com pelo menos uma hora antes e ficar sempre verificando se não existe mudança de horários e itinerários. E quando o ferry aporta, bora correr para colocar a mala em um lugar adequado e para garantir um assento bom (esqueça a marcação de assentos)
    • Nos restaurantes não gostam muito de aceitar cartão de crédito, então quando você pede uma máquina eles já fazem uma cara feia (alguns nem aceitam). A cara só não é mais feia do que quando você pede a senha do wi-fi, o que inclusive negam muitas vezes, alegando que é só para uso do restaurante (para as maquininhas de cartão de crédito que eles se recusam a usar)

Be happy 🙂

Wanderlust #54 – Providence, Rhode Island (12/51)

(10/08/2018-12/08/2018)

Rhode Island é o menor estado americano (em área). Fica localizado no Nordeste dos EUA na região conhecida Nova Inglaterra, que também engloba os estados de Massachussets e Connecticut.  Sua capital, Providence, é também a cidade mais populosa, com quase 180 mil habitantes (o estado todo tem pouco mais de 1 milhão).

Chegamos na cidade no início da sexta-feira e fomos passear em downtown, primeiro passando pelo belo edificio da Rhode Island State House.  Em seguida caminhamos pela beira dos rios Woonasquatucket e Providence e caimos em Providence downtown. Como em outras cidades da Nova Inglaterra, os edifícios da parte central lembram bastante a Inglaterra original. A região vem passando por uma revitalização, com imóveis mais novos contrastando com os antigos. A área também é repleta de arte de rua.

Passamos ainda pelo Burnside Park e pelo Waterplace Park, um parque construido na beira do Woonasquatucket. Dali fomos tomar umas na Union Station Brewery que tem ótimas cervejas. Depois, ainda fomos conhecer a Trinity Brewhouse. Interessante que na Trinity voce pode levar sua bebida até a calçada.

No segundo dia estava garoando, mas fomos passear na Brown University e na Thayer Street, ambas na região de College Hill. Por ficar ao lado da universidade, a rua conta com bastante restaurantes, cafés, livrarias e lojas diversas. De lá atravessamos novamente downtown e fomos até a Federal Hill, que também conta com bastante restaurantes e comércio em geral na Atwells Ave, sua rua principal.

Caminhamos então até a Long Live Beerworks e assim que paramos desabou uma chuva torrencial, o que foi uma boa desculpa para nos abrigarmos por mais um tempo na cervejaria. Em seguida voltamos a downtown e paramos na The Malted Barley.  Como já tinhamos conhecido tudo, voltamos na Union Station para tomarmos novamente uma Cream Ale de Blueberry (que inclusive era servida com a fruta) que tinhamos experimentado no dia anterior e que estava muito boa. Os pratos do local também são muito bons. E ainda deu tempo de passar novamente na Trinity para experimentarmos mais algumas das cervejas produzidas por eles.

A cidade é realmente pequena e não tem muitos atrativos. Não recomendaria “perder tempo” para quem está só de passagem pela região, mas se dentro da programação estiver Boston e New York, vale a pena uma passada por algumas horas em Providence no caminho entre as duas cidades.

Observações, dicas e considerações:

  • Foi a primeira vez que ficamos numa Guest House, a Christopher Dodge House. Experiência bem interessante.
  • A cidade é realmente pequena, sendo possível percorre-la toda a pé. Como existe uma grande universidade e mais umas 4 facudaldes, imagino que tudo gire em torno da vida academica. Realmente uma “cidade universitária”.
  • Talvez o fato de ser uma cidade universitária explique o tanto de cervejarias existentes em Providence. Visitamos quatro delas e ainda faltaram duas, isto só em Providence mesmo. Ainda existem mais na região metropolitana.

Be happy 🙂

Wanderlust #53 – Islândia

(11/07/2018-14/07/2018)

Nunca tinha pensado em visitar a Islândia e o país nunca esteve na minha lista de destinos. Mas depois de assitir a série Sense 8 da Netflix e de ouvir alguns colegas de trabalho falando bem do destino, fizemos umas pesquisas e resolvemos conhecer. E que bela surpresa!

Chegamos em uma quarta-feira de manhã com uma baita chuva. Como o check-in do hotel seria só depois das 15:00, deixamos o carro em um estacionamento no centro de Reykjavík e fomos dar uma volta com chuva e tudo. Inicialmente chovia bastante, então tivemos que ficar debaixo de uma marquise até a chuva dar uma amansada. Na primeira oportunidade, fomos andar pela região central da cidade. Depois caminhamos até a Hallgrimskirkja, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade. Em seguida voltamos para o centro para fazer mais uma hora até dar o tempo do check-in.

Após o check-in feito, como já tinhamos praticamente conhecido tudo o que tinhamos programado para o dia, fomos até o Icelandic Craft Bar, um bar muito charmoso, que só serve cervejas locais. Fizemos o sample e fomos assistir ao jogo entre Croácia e Inglaterra no Bjarni Fel Sports Bar. Ainda continuamos a peregrinação no The English Pub. Umas 23:00hrs, com o dia ainda claro mas caindo de sono, voltamos ao hotel para descansar.

Na quinta-feira, como já programado, fomos fazer a road trip pela parte sul da ilha. Primeiro passamos por Seljalandsfoss e Skógafoss, duas quedas d’água fantásticas. A duas são maravilhas da natureza de literalmente deixar de queixo caido. Continuando o passeio, passamos por Vik, onde paramos na Black Sand Beach, que como o nome diz, tem areia preta de origem vulcânica. Infelizmente a chuva e a neblina não nos deixaram ver a Reynisdrangar, uma formação rochosa bem no meio do mar. Seguimos a viagem, parando por alguns pontos no meio da estrada até chegar à Diamond Beach e Jökulsárlón. Jökulsárlón é um lago onde existem icebergs que se descolam do glacial ali presente e ficam boiando no proprio lago, que é ligado ao mar por um canal. A cor azulada dos grandes blocos de gelo é fantástica. Pequenos pedaços que se espalham na beira do lago e na praia são bem translúcidos, como diamantes (daí o nome da praia). Depois do lago, voltamos um pouco no caminho para nos hospedarmos no Fosshotel Nupar onde pernoitamos. Imagino que o hotel seja bastante procurado durante o inverno por quem tem a intenção de assitir a aurora boreal.

Na sexta-feira, fomos completar a viagem, agora na parte central da ilha, num circuito turístico conhecido como Golden Circle. Primeiro passamos pelo Kerið, a cratera de um vulcão extinto onde existe atualmente um lago no fundo e onde eventualmente ocorrem alguns eventos. Infelizmente estava garoando e ventando muito forte, então decidimos nem descer até o fundo. De lá seguimos para Gullfoss, uma queda d’água enorme, bem maior que as anteriores e onde, diferentemente delas, o passeio é feito somente na parte superior. Na volta paramos no Geysir, que sinceramente achei meio sem graça. De lá fomos até o Þingvellir National Park, que é simplesmente fantástico. O local era usado para reuniões dos representantes dos povos/tribos que já habitavam a ilha há alguns séculos, quando estes tinham que decidir sobre algo, e portanto é um sitio arqueológico. Além disto também é o local de junção de duas placas tectonicas, que inclusive já espremeram uma estrada que passava por ali. De volta a Reykjavík fomos conhecer o Skúli Craft Bar, também especializado em cervejas locais.

No sábado bem de manhã fomos finalmente conhecer uma das principais atrações da Islândia, a Blue Lagoon. Ela fica bem próxima ao aeroporto e por isto muita gente resolve visitá-la na chegada ou na saída, já que eles contam até com armários para guardar bagagens. Bem diferente você pegar uma “piscina” aquecida (naturalmente) com a temperatura externa próxima do zero. É interessante reservar com antecedência, pois além do acesso ser controlado pra não lotar, também é possível pegar descontos (falha nossa, deixamos para ver isto na véspera).

Voltamos ao hotel para deixar a roupa de banho e fomos dar uma volta pela shore walk, um calçadão à beira da baía da cidade. Passamos pela Harpa, um belo prédio onde acontecem concertos e fomos comer o famoso hot-dog da Bæjarins Beztu Pylsur, que é bom mas não faz juz à fama (nem tinha purê!). De repente o sol resolveu aparecer (depois de dois meses, segundo os locais). Não era aquele calor, mas ao menos já dava pra andar só de camiseta para aproveitar o calor de 15 graus.

No caminho para o Old Harbor, que conta com uma pequena vila com bares, restaurantes e lojas de souvenirs, acabamos topando com o Kolaportið Flea Market. Flea markets e mercados centrais são sempre interessantes para conhecer um pouco da cultura local. Já no porto, notamos muita gente tomando sorvete (estava 15 graus! Calor caramba!) e acabamos encontrando a sorveteria Valdís, que estava relativamente cheia e vende ótimos sorvetes. Depois fomos até a cervejaria Bryggjan Brugghús e aproveitamos para tomarmos algumas cervejas produzidas por eles no deck externo. Mais algumas voltas depois paramos no MicroBar, um bar realmente pequeno, no subsolo de um restaurante. Eles não produzem cervejas, mas contam com algumas boas opções, tanto locais quanto importadas.

Para finalizar, voltando para o hotel, lá pelas 23:30, vimos um lindo por do sol (no lugar onde na verdade o sol não se põe). Quando viramos para o outro lado, fomos presentados com um belo arco-íris. E para variar, acabamos topando com um pedaço de Berlin: uma seção do muro, como vários existentes em toda a Europa, para que ninguém nunca se esqueça deste período triste da recente história do continente e da humanidade.

Para quem nunca tinha imaginado conhecer a Islândia estamos até pensando em voltar, desta vez no inverno para tentar ver a Aurora Boreal.

Observações, dicas e considerações:

  • A primeira observação: é frio! Mesmo no ápice do verão a temperatura de dia fica abaixo dos 10 graus. Os 15 que a gente pegou foram bastante atípicos. A boa notícia é que no inverno, devido as fontes geotérmicas debaixo de praticamente toda a ilha, a temperatura não é tão baixa, ficando na média dos 2 graus, exceto no Highlands (norte da Ilha) onde a altutide é maior. E chove pra caramba. Não uma chuva forte, mas aquela chuva fina e constante. E pelo jeito eles estão muito acostumados, porque simplesmente as pessoas andam na chuva sem guarda-chuva, capa, nada. Nem cobrir os carrinhos de bebê eles cobrem. Andam como se a chuva não existisse.
  • Por falar em Highlands, se a idéia é ir até lá, precisa obrigatoriamente alugar um carro 4×4.
  • E por falar em carro, à partir de duas pessoas, ele é a opção mais barata e mais flexivel para se locomover na ilha.
  • E por falar em barato, tirando o aluguel de carro e o combustível, tudo é bem caro. Uma cerveja num bar fica na faixa dos 14 dólares. Um lanche simples, na faixa dos 10. Um jantar um pouco mais elaborado, lá pelos 25 dólares. 
  • A cerveja (e qualquer bebida alcólica) é cara pois ela é supertaxada. Como é política nos países nórdicos, a comercialização de álcool e tabaco é bastante controlada. Em supermercados só se encontra produtos com no máximo 2,5% de teor alcólico e qualquer coisa acima disto é vendida somente nas Vínbúðin, as lojas estatais (ou então em bares e restaurantes, somente para consumo no local). Estas lojas tem horários bem restritos, inclusive nem abrindo aos domingos.
  • Quase não se usa dinheiro e o plástico (na maioria aqueles cartões que só enconstam) é usado para tudo. Não vi nenhum nativo usando dinheiro, só turistas.
  • Todo mundo fala inglês fluente. Mesmo! Eventualmente até entre eles. E na TV o que mais tem são canais da Inglaterra.
  • Nos postos de gasolina encontra-se de tudo: comida, roupas, souvenirs, itens de mercado, etc. (Chupa Posto Ipiranga!)
  • Algumas outras dicas ao dirigir: a velocidade máxima é de 90 km/h, mesmo nas poucas estradas com mais de uma faixa; o farol tem que estar aceso o tempo todo, mesmo na cidade e durante o dia; nas estradas, precisa tomar cuidado com animais (especialmente carneiros) atravessando a pista; várias pontes só tem uma faixa para os dois sentidos e a preferência para passar é de quem chega primeiro à elas.
  • A vegetação e as formações rochosas me lembraram muito o Hawaii. Provavelmente por ambas as ilhas serem resultado de explosões vulcânicas, o que deve “ditar” a flora.
  • Vale a pena subir os 429 degraus para chegar ao topo de Skógafoss. Se tiver tempo, existem algumas trilhas lá em cima também.
  • Roupa impermeável é indicada para as visitas as quedas d’água (e por conta da chuva também).
  • Boozt Bar é uma rede que vende smoothies feitos com skyr, um iogurte típico do país. Recomendo provar.
  • Fiquei imaginando do porque da Groelândia, que só tem gelo, ser chamada de Greenland (terra verde), enquanto a Islândia, que tem uma flora fantástica e é toda coberta de vegetação, ser chamada de Iceland (terra do gelo). Descobri que no caso da Islândia o nome de “terra do gelo” era dado para desestimular possíveis invasores vindos do continente. Acho que o inverso deve ocorrer com a Groelândia: deram este nome para atrair pessoas.
  • Esta história do sol não se pôr deixa o organismo realmente confuso. Imagina como deve ser no inverno, quando ele praticamente não nasce.
  • O Islândes tem uma letra que tem o mesmo fonema do “th” do Inglês, Þ, mas ele parece uma mistura de T com F com P que é praticamente impronunciável pra mim. Alguns meses depois visitando a Grécia (stay tuned!) descobri que eles também tem um fonema igual (Θ, theta), só que no grego ele se pronuncia literalmente como o F, que é como os brasileiros geralmente pronunciam o “th” do inglês (“fank” you!).
  • Nesta linha etimológica, também descobri que as palavras Falls (inglês), Foz (Português) e Foss (Islandês), além de terem praticamente a mesma pronúncia, também têm um sentido parecido, de água saindo de um lugar mais alto para um mais baixo, apesar das traduções literais diferirem.
  • Agora eu descobri de onde o Douglas Adam tirou inspiração para dar nomes aos planetas no seu Guia do Mochileiro das Galáxias.

Be happy 🙂

Wanderlust #52 – Rehoboth e Wilmington, Delaware (11/51), Estados Unidos

(22/06/2018-24/06/2018)
Christina River, Wilmington

Nesta “missão” que nos demos (de conhecer o máximo de estados americanos possíveis) às vezes fica complicado de encontrar atrações em estados menos voltados para o turismo. Já havia acontecido com Connecticut e aconteceu novamente com Delaware, um pequeno estado na costa leste dos EUA, cuja maior cidade tem “incríveis” 70 mil habitantes (o estado todo tem cerca de 900 mil). Após dar uma pesquisada, decidimos passar uma noite na cidade costeira de Rehoboth, que recebe muitos turistas durante o verão, e outra em Wilmington, a capital de menos de 100 mil habitantes.

Saimos cedo para Rehoboth e depois de umas 4 horas dirigindo chegamos na cidade, onde estacionamos (ainda era cedo para o check-in) e fomos dar uma volta pelo boardwalk. O clima é como de qualquer cidade praiana que vive de temporada: restaurantes, sorveterias, lojas de tralhas de praia (brinquedos de areia, boias, guarda-sois, etc.), um monte de crianças e jovens em férias escolares e bastante idosos. Estava garoando um pouco, mas deu pra perceber que a praia e o clima lembram um pouco o litoral norte de São Paulo.

Depois do check-in, fomos conhecer Dewey beach, uma praia próxima que fica num istmo bem estreito (cerca de 200 metros) que separa o oceano Atlântico da Rehoboth bay. Demos uma parada no Rusty Rudder, de frente pra baia, para tomarmos umas cervejas. Uma pena que o tempo não estava ajudando, pois normalmente rola música ao vivo na grande área externa do bar.

Voltamos para o hotel para deixarmos o carro e fomos conhecer a cervejaria menos famosa da cidade, a Revelation Beer, que é bem aconchegante e tem ótimas cervejas. Estava rolando um som com dois caras tocando violão, bem num esquema “praiano” (um deles até de chinelo). Voltamos para a área mais movimentada e fomos conhecer o brewpub da Dogfish Head, uma das cervejarias mais famosas dos EUA, cuja sede fica em Milton (a uns 25 kilômetros de Rehoboth). O bar, que é bem grande e conta com 3 ambientes, estava bem cheio. Por sorte teve um show de uma banda bem boa e relativamente famosa no circuito alternativo dos EUA, chamada White Denim para animar a noite.

No segundo dia, tomamos café da manhã na cidade e fomos em direção a Wilmington. Paramos o carro na região central, mas estava chovendo bastante (mesmo!) e tivemos que ficar alguns minutos dentro do carro esperando a chuva parar. Quando conseguimos sair, ao passarmos pela Rodney Square, notamos que a praça estava cercada, havia um palco e algumas barracas, pois estava ocorrendo o Clifford Brown Jazz Festival naquele final de semana. Como iria começar mais tarde formos dar uma volta. Passamos no Riverfront Market, um pequeno “mercado central” com algumas lojas e restaurantes. Depois nos dirigimos ate a Stitch House Brewery pois iria chover novamente e lá conseguimos aproveitar para assistir ao jogo da Alemanha contra a Suécia pela Copa.

Voltamos então para a Rodney Square e acompanhamos um pouco do show. Depois fomos fazer o check-in no hotel, que ficava numa área um pouco periférica, mas ainda às margens do Christina River, que corta toda a cidade. Existe uma pista de caminhada que margeia o rio, passando por vários restaurantes, bares e pelo Constitution Yards, um beer garden onde existem algumas atrações, inclusive para crianças. Na volta, paramos no Timothy’s Riverfront Grill para jantarmos e tomarmos a saideira.

Como já disse, não é um estado que tenha muitas atrações turísticas, mas pretendemos voltar para pegar praia em Rehoboth no próximo verão.

Observações, dicas e considerações:

  • Pelo menos em Delaware, ao contrário de New Jersey, a praia é de livre acesso e de graça (sim, em New Jersey paga-se pra entrar na praia).
  • O estado de Delaware é tax free, ou seja, não existe o IVA (Imposto sobre Valor Agregado / VAT = Value-added tax) cobrado na maioria dos outros estados. É uma boa opção pra fazer compras para quem vai à Philadelphia (6% de IVA/VAT) ou está passando por lá no caminho entre New York (4%) e Washington (6% também).
  • Wilmington é praticamente colado na Philadelphia. Se alguém quiser se arriscar quando estiver visitando Philly dá pra fazer um bate e volta de boas. Se marcar dá até pra pegar um Uber.
  • Um negócio bem legal em Wilmington é que substituiram os parquímetros por um sistema eletrônico: voce baixa o aplicativo, cadastra sua placa, seu cartão de crédito e paga por ali. Dá pra deixar o carro sem preocupação com tempo, pois você pode colocar, por exemplo, duas horas de crédito, e ai quando faltarem 15 minutos para expirar o aplicativo te pergunta se você quer renovar e por quanto tempo.

Be happy 🙂

Wanderlust #51 – Chicago, Illinois (10/51), Estados Unidos

(25/05/2018-28/05/2018)

Chicago Riverwalk

Aproveitamos o feriado do Memorial Day e uma promoção de passagem aérea para conhecer Chicago, que muitos dizem ser a cidade mais legal dos EUA. Confesso que meu coração, atualmente dividido entre New York e Los Angeles (novamente), ficou abalado. A começar pelo belo O’Hare International Airport, muito bem decorado com bastante luz natural e trechos com neon e grafite. Bastante alegre, como deve ser a porta de entrada de qualquer cidade. O fato de também ter um metrô que liga o Aeroporto à Zona Central (e a praticamente qualquer lugar da cidade) é um ponto a mais em relação à Los Angeles (New York neste quesito ainda é imbatível dentro dos EUA).

Após o check-in no hotel, fomos dar uma volta pela região central (downtown), também conhecida como “The Loop” pelo fato dela ficar entre um quadrilátero formado por duas linhas circulares de trem, daquelas suspensas (um looping, já que os trilhos não tem fim, parecendo um ferrorama). A região conta com bastante lojas, comércio e uma universidade, então está sempre bem movimentada. Como era a última sexta-feira do mês, estava rolando uma Critical Mass, que é um evento que ocorre em várias cidades do mundo todo, sempre na última sexta de cada mês. Neste evento, os ciclistas “tomam” as ruas da cidade, preferencialmente no horário de pico. É uma forma de “marcar” território sobre os veículos automotores.

Depois da volta no centro, com direito a um sorvete, pois estava bem quente, fomos percorrer o Chicago Riverwalk que é tipo um parque linear às margens de um dos rios da cidade. Neste “parque” existem bares, restaurantes, espaços para simplesmente sentar e relaxar e mesmo os donos de barcos apenas param na margem para curtir o clima (existe a possibilidade de alugar um barco também). Como paulistano dá uma inveja danada quando eu vejo algum rio que corta uma metrópole sendo aproveitado ao invés de ser escondido ou usado como esgoto. Fomos procurar algum lugar para beber e acabamos caindo num bar meio sem graça que até esqueci o nome. Sinal que nem valeria a pena recomendar.

No sábado acordamos cedo, tomamos café e fomos conhecer o Millennium Park e mais uma série de parques contíguos a este (North Park, South Park, North Rose Garden), que formam um belo conjunto de lazer às margens do enorme lago Michigan. Depois andamos pela margem do lago até o Navy Pier. O caminho também pode ser feito de bicicleta, já que existe uma ciclovia que percorre toda a margem. No Navy Pier existem várias atraçoes, como parque de diversões, restaurantes e bares. Interessante que dá pra beber ao ar livre na área do pier. Continuamos andando, passando pela Ohio Street Beach e pela Oak Street Beach, duas das diversas praias existentes à margem do lago.

Em seguida, com o sol já a pino, nos dirigimos até Old Town, um distrito cheio de bares, atêlies, restaurantes, etc. Demos uma parada na Old Town Pour House para acompanhar a final da Champions (infelizmente o Liverpool perdeu). Dali, já no início da noite, nos dirigimos para a Goose Island, onde a tradicional foto foi feita, excepcionalmente, com a camisa do Liverpool.

No domingo já haviamos decidido conhecer a região da Logan Square e a Milwaukee Ave, que também conta com uma série de cafés, bares, atêlies, entre outras atrações. Descemos na estação Division St da Blue Line e resolvemos caminhar pela avenida os pouco mais de 4 kilometros até a Logan Square. Não foi lá uma idéia muito boa, pois o sol estava escaldante e a avenida tinha pouca sombra. Quase desistimos durante o percurso. Ainda bem que não desistimos, pois no meio do caminho conhecemos a Bloomingdale Trail, que é um parque contínuo construido sobre uma linha de trem desativada, igualzinho ao High Line de Nova Yorque. Esta trilha liga diversos parques, na chamada Rota 606. Também passamos pelo famoso Grettings from Chicago mural. Finalmente chegamos a Logan Square, que na verdade não tem nada demais, mas ao menos estava ocorrendo uma Farm Market. Depois voltamos alguns metros pela Milwaukee Ave para tomarmos uma cerveja na Revolution Brewing. De lá, como já tinhamos conhecido tudo que haviamos planejado, terminamos a trip na
Forbidden Root Restaurant & Brewery, uma ótima cervejaria, com petiscos muito bons.

Chicago me deu a impressão de ser uma cidade muito legal, daquelas que valeria a pena morar. Só agora escrevendo este artigo eu fui perceber que ela é a cidade dos EUA (das que eu conheço) que mais se assemelha a Berlin em diversos quesitos, como arquitetura, existência de vários parques, transporte público abrangente e com uma diversidade enorme. Talvez por isto ela tenha me encantado logo de cara.

Observações, dicas e considerações:

  • Chicago é onde foi filmado o clássico Curtindo a Vida Adoidado. Aquela cena dele cantando Twist & Shout e bem no The Loop. E reassistindo agora o vídeo percebi que se tratava de uma Oktoberfest….hahaha.
  • A cidade aparenta ser bem tolerante e diversa em todos os quesitos (etnias, LGBT, imigrantes, etc.).
  • No hotel em que ficamos estava rolando uma convenção da Mapfre da Espanha, um dia subindo de elevador entraram alguns espanhois e começaram a falar. Quase puxei um “bella ciao” (estava assistindo La Casa de Papel na época….kkk).

Be happy 🙂

O’Hare International Airport

O’Hare International Airport

New East Side

The Loop

Muddy Waters by Kobra – The Loop

The Loop

Millennium Park

Millennium Park

Buckingham Fountain

Lake Michigan

Navy Pier

Lake Michigan

Ohio Street Beach

Old Town

Lincoln Park South Fields

Bloomingdale Trail

Wanderlust #50 – Hoover Dam e Grand Canyon – Nevada/Arizona (9/51), Estados Unidos

(13/02/2018-14/02/2018)

South Rim – Grand Canyon

O Grand Canyon e um desfiladeiro “esculpido” pelo rio Colorado. Ele tem cerca de 450 kilômetros de comprimento e em alguns pontos chega a ter quase 30 kilômetros de largura e tem uma profundidade máxima de quase 2 kilômetros. Sendo uma obra impressionante da natureza dentro de um país que se orgulha e promove (as vezes até exageradamente) suas belezas naturais, era de se esperar que não fosse diferente com esta. A área fica dentro de um enorme parque, criado para preservar e explorar comercialmente a regiao. Além de várias opções de passeios (excursões, jipe, helicóptero, avião), principalmente à partir de Las Vegas, existe a possibilidade de pernoitar no parque em algumas das áreas que contam com hotéis, camping ou espaço para trailers. Resolvemos pernoitar na região mais popular, conhecida como South Rim, que além de conter uma pequena vila com alguma infraestrutura como hotéis, mercado e restaurantes, é onde se encontram as partes mais famosas do Canyon.

Porém, como estávamos indo de Las Vegas, resolvemos primeiro parar no Hoover Dam, uma barragem no Rio Colorado, exatamente na divisa entre os estados de Nevada e Arizona. A obra é impressionante, principalmente por ter sido construida há quase 90 anos. Vale uma passada, mas ainda acho o Canyon e a Barragem do Xingó bem mais bonitos.

Voltando ao Grand Canyon / South Rim: infelizmente além de ter nevado nos dias anteriores, na nossa chegada estava uma névoa muito forte, o que impedia de ver o pico das montanhas. Mas ainda assim deu pra dar uma caminhada pela beira do canion em uma das várias trilhas, além de termos conseguido ver o pôr do sol, mesmo entre algumas nuvens, que dizem ser uma das melhores atrações do local. A visão do canion é algo de tirar o fôlego! Realmente uma das obras mais fantásticas da mãe-natureza.

A noite jantamos em um dos restaurantes locais e fomos dormir cedo, pois no outro dia queríamos ver um outro pedaço, antes de irmos embora.

Foi uma passagem muito rápida, mas que vale pela beleza natural. A época não era muito propícia e talvez fazer a viagem de trem, deixando o carro em Willians, fosse mais interessante para aproveitar a paisagem do caminho, além do passeio de trem, obviamente. Mas valeu a pena ter ido de carro, pois a paisagem também é interessante e as estradas legais de se dirigir. Mas ainda pretendemos voltar em uma outra época para aproveitar mais.

A próxima parada foi Phoenix, antes passando por Sedona, mas como já falei sobre estes locais aqui e desde então pouca coisa mudou, não vou me tornar repetitivo.

Observações, dicas e considerações:

  • O Hoover Dam é aquela barragem que se rompe no primeiro filme do Superman (o do final da década de 70).
  • As regiões onde é possível chegar de carro no Grand Canyon, como o South Rim, são parques e cobra-se entrada.
  • No inverno as temperaturas são na faixa de zero graus e no verão em torno de 40. As melhores épocas para visitar, portanto, são no outono e na primavera.
  • Dá pra fazer um “bate e volta” de trem (entre a chegada e saída do trem, são quase quatro horas), mas o interessante é pelo menos pernoitar, para não correr e poder ver as coisas com calma.
  • Para quem gosta de trilhas e bike, talvez alguns dias a mais sejam interessantes, só que ai neste caso, precisa realmente ser na meia estação, pois não é aconselhável fazer estas atividades no verão, e não vai ser muito confortável no inverno.

Be happy 🙂

Hoover Dam

Hoover Dam

Hoover Dam

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

South Rim – Grand Canyon

 

 

 

Wanderlust #49 – Las Vegas – Nevada (8/51), Estados Unidos

(09/02/2018-13/02/2018)

Freemont Street – Downtown Las Vegas

Vegas é aquele lugar que é tão insólito, tão diferente de tudo, que virou um “mundo à parte” que todos deveriam conhecer. A cidade se situa no meio do deserto de Mojave e algo tão grande construído literalmente no meio do nada já é algo pra chamar a atenção. Além de ser uma das duas cidades onde se pode beber em público nos EUA (New Orleans é a segunda cidade americana onde o consumo de álcool em público é legal, apesar de ser tolerado temporária ou definitivamente em outras cidades) o estado de Nevada é o único onde a prostituição é legal.

Como a cidade foi erguida há pouco tempo, praticamente do zero e já com o propósito de servir como a Meca dos jogos de apostas, tudo foi pensado para girar ao em torno do tema “diversão” e a cidade parece um enorme parque de diversões. Uma Disneylândia de adultos.

Ficamos hospedados no Circus Circus, um pouco fora do burburinho da strip (já volto nisto), mas que em si é um complexo gigante. O hotel/resort conta até com um parque de diversões indoor, com montanha russa e tudo.

No nosso primeiro dia resolvemos caminhar até Downtown Las Vegas, a parte de Vegas que surgiu antes da cidade virar “Las Vegas”. Por lá se encontram algumas atrações mais antigas, mas a principal delas, com certeza, é a Freemont street, um “calçadão” (parcialmente coberto) onde existem muitos bares, restaurantes, quiosques vendendo de tudo (inclusive bebidas) e, claro, cassinos.

Depois de uma volta por lá, com uma passagem pelo Container Park, paramos para tomarmos umas na ótima cervejaria Banger Brewing. Depois ficamos passeando pela rua e aproveitando os diversos shows, tanto nos palcos quanto os proporcionados por artistas de rua. De lá, seguimos até a cervejaria Hop Nuts Brewing, que fica localizado no Arts District, um bairro com bastante atelies e arte de rua, meio que uma Vila Madalena. Interessante que quase toda cidade grande nos EUA que conhecemos tem um destes. Antes de irmos dormir, ainda tomamos mais umas no bar do hotel.

No outro dia fomos finalmente caminhar pela Strip, com destino até a placa de Welcome Las Vegas. Não tem muito o que falar sobre a strip. A avenida é margeada por enormes hotéis/cassinos, cada um com seu tema (Veneza, França, Império Romano, etc.). Obviamente existem várias lojas, de tudo quanto é tipo. E cada cassino em si e um mundo a parte, com as mais diversas atrações imagináveis. Talvez o mais legal de caminhar pela Strip seja observar a “fauna”, que é a mais variada possível: famílias, gamblers (apostadores), bêbados, grupos de jovens, enfim, tem de tudo.

Fomos até a tal placa, que por sinal é bem supervalorizada (ainda menos que o Hollywood sign), ou seja, valeu apenas pela longa caminhada. Na volta paramos na Beerhaus para umas cervejas e para fazer tempo, já que a noite iríamos assistir ao espetáculo Love, do Cirque du Soleil, com temática dos Beatles. Taí um negócio que eu aconselharia para quem vai pra cidade e não é um apostador: os espetáculos são fantásticos.

Como já tinhamos visto basicamente tudo, na segunda preferimos curtir novamente o clima da Freemont ao invés da Strip, apesar dela estar menos movimentada e não terem mais os concertos. No outro dia, ainda aproveitariamos mais um pedaço de Nevada no nosso caminho para o Grand Canyon, sobre o qual falo no próximo post.

Observações, dicas e considerações:

  • Como pode beber na rua, é comum ver o pessoal andando com uns copos de drinks (de plástico). São copos grandes, de até um metro de altura, geralmente no formato de instrumentos de laboratório de química, mas existem outros formatos (como botas). Normalmente além de servir como containeres para a bebida, vira um souvenir.
  • Os cassinos não têm janelas, tem iluminação bem forte, bem como som alto. Tudo isto para fazer as pessoas perderem a noção do tempo enquanto jogam. Creio ser este também o motivo para ser permitido fumar, assim você não sai e vê que o dia está amanhecendo.
  • Quando nos dirigiamos para a Beerhaus, nos deparamos com um grupo de homens, de todas as idades (literalmente dos 18 aos 80), trajando uma camisa metade amarela e metade preta, com o nome Karlsson escrito. Quando já estávamos em Phoenix (a terceira parada desta trip), acabamos topando novamente com o grupo, que estava curtindo a noite no bar onde o Tony estava tocando. Eles eram um grupo da Suécia que foi fazer uma trip nos EUA acompanhando alguns jogos de Hockey onde alguns jogadores suecos, como o tal do Karlsson joga. Eita mundo pequeno!
  • Ainda não entendi qual a pira de casar em Las Vegas.

Be happy 🙂

McCarran International Airport: ate o Aeroporto e um cassino!

Capelas e mais capelas.

So figuras na Freemont Street

Freemont Street

Circus Circus: sem janelas, muita iluminação e som alto!

Treasure Island

The Mirrage (com o anuncio do show, Love, do Cirque du Soleil)

O famoso Bellagio e suas aguas “dançantes”

Paris, Vegas….hahaha

O superestimado “Welcome to Fabulous Las Vegas Sign”

Luxor

New York-New York

Planet Hollywood (sim, isto e o teto do cassino)

Cassinos são um dos poucos lugares fechados onde se pode fumar

The Venetian – brega pra caramba!!!…hahhaha

The Strip

Freemont Street a noite

Tirolesa na Freemont Street

Bellagio a noite

Wanderlust #48 – Virginia (7/51), Estados Unidos

(23/11/2017-26/11/2017)

Norfolk

E mais uma vez em um Thanksgiving resolvemos conhecer um estado pouco turístico e pouco famoso, assim como fizemos no ano anterior com Maryland. E mais uma vez fomos surpreendidos positivamente.

A Virgínia é um pequeno estado na costa leste americana, perto de Maryland, e que é famoso por dividir com este o District of Columbia, que fica na divisa entre os dois estados e onde se encontra a capital política dos EUA (Washington). Assim como o estado vizinho, a Virgínia ainda tenta se recuperar da crise de quase dez anos atrás.

Chegamos em Norfolk no final da tarde e, como já haviamos notado no caminho (e percebido no ano anterior), praticamente tudo estava fechado para a celebração do principal feriado americano. Fizemos o check-in e fomos dar uma volta. Como a natureza felizmente não tira folga, fomos presenteados com um por do sol fantástico à beira do Rio Elizabeth, que a cidade margeia. Depois das 20:00 a cidade começou a “despertar” do feriado e, caminhando a esmo acabamos topando ao acaso com a Brick Anchor, que tinha umas 20 torneiras de cervejas locais. Bom começo de feriado!

Na sexta de manhã fomos até Virgínia Beach, o balneário mais famoso do estado e a cidade com a maior população, e que deve lotar durante o verão. Ainda tinha um “rescaldo”, já que o frio demorou a chegar este ano e para a época até que estava bem movimentado. Tomamos um belo café da manhã na Log Cabin Pancake House e depois fomos caminhar no agradável boardwalk.

De volta a Norfolk fomos conhecer a cidade de dia (mas ainda sem muito movimento). Passeamos a beira do rio pelo Waterside District, depois pelo Town Point Park e pelo Freemason Harbour, um bairro antigo composto de várias casinhas de tijolos. Depois fomos até o Neon District e Ghent, duas áreas da cidade que estão passando por renovações. Ghent lembra um pouco da Europa (no entanto sem lembrar de sua homônima belga), com predinhos de 2 andares, muita vegetação e tranquilidade.

Já o Neon District é meio que uma Vila Madalena em menor escala: galerias de arte, um teatro, muito grafite, cafés, instalações artísticas em praças, etc. Depois de uma volta pelo bairro fomos “abrir” a Bearded Bird para umas cervejas. Numa das idas ao banheiro a Lu notou que havia um cartaz anunciando um “appetizer” brasileiro: a coxinha. Perguntei para a bar tender sobre a coxinha e ela me explicou que uma amiga dela, brasileira e proprietária do Taste of Brazil, fazia o petisco para a cervejaria quando não havia food truck servindo lá. A conversa parou e nós continuamos a tomar cerveja. Mas depois de uns 30 minutos aparece o entregador com as saborosas coxinhas. Isto é que é comfort food! Demos mais uma volta na cidade e voltamos ao hotel pois no outro dia iríamos para Richmond. Mas é claro que antes de sair de Norfolk tomamos um café da manhã no Taste of Brazil.

Chegamos a Richmond ainda de manhã, estacionamos o carro e fomos andar por downtown, passamos pelo Virginia State Capitol (parece que toda cidade americana tem seu Capitólio) e pelo restante da região central.

Depois de fazermos o check-in, fomos andar na Broad Street, onde se encontra a Virginia Commonwealth University. Depois andamos pela Monument Ave e fomos até Jackson Ward.

Havíamos mapeado algumas cervejarias, que ficavam em sua maioria no bairro de Scott’s Addition, meio afastado da região central da cidade. Então pegamos um Lyft e fomos conhecer a primeira delas, a Ardent Craft Ales. O mais interessante foi notar que o bairro era provavelmente uma região industrial, mas que agora os galpões estão sendo convertidos em bares, lojas, galerias de arte. Muito legal a transformação e dá para “perder” algumas horas passeando por ali. Após sair da Ardent, fomos até a Isley Brewing Company continuar a peregrinação. Local ótimo, tanto pelas cervejas, quanto pelo atendimento e a música ao vivo. Para encerrar voltamos ao centro para comermos e tomarmos a saideira no 7 Hills Brewing Company, que até já fechou. Sinal que eu tô bem atrasado com os posts de viagens!

Observações, dicas e considerações:

  • Existem estátuas de sereia espalhadas por toda cidade de Norfolk, tipo uma cow parade.
  • A estátua de Netuno em Virginia Beach impressiona pela imponência.
  • Os cigarros na Virginia são muito baratos, praticamente metade do preço de New Jersey. Quase compensa viajar até lá para abastecer o estoque.
  • O pessoal da Virginia é muito educado e prestativo.
  • A paisagem na Virginia durante o outono (especialmente na beira das estradas) é uma coisa que já faz valer a viagem.

Be happy 🙂

Norfolk

Virginia Beach

Virginia Beach

Norfolk

The Pagoda – Norfolk

Neon District – Norfolk

Neon District – Norfolk

Neon District – Norfolk

Ghent – Norfolk

Neon District – Norfolk

Neon District – Norfolk

Neon District – Norfolk

Comfort food na Bearded Bird – Neon District – Norfolk

Bearded Bird – Neon District – Norfolk

Neon District – Norfolk

Downtown Richmond

Downtown Richmond

Virginia State Capitol – Richmond

Jackson Ward – Virginia

Norfolk

Wanderlust #47 – Philadelphia, Pennsylvania (6/51), Estados Unidos

(16/Set/2017-17/Set/2017)

Já estive umas 3 ou 4 vezes na Philadelphia, além de algumas outras cidades da Pennsylvania, tanto a trabalho quanto a passeio, mas em todas as vezes havia feito apenas “bate-e-volta”. Desta vez aproveitamos o finalzinho do verão para aproveitarmos um final de semana inteiro na cidade.

Por ficar no meio do caminho entre New York e Washington, DC, a cidade costuma ser um ponto de parada para turistas que tem as duas cidades no roteiro, mas normalmente as pessoas passam rapidamente e não aproveitam tudo o que a cidade oferece. Normalmente estas pessoas fazem o chamado “turismo cívico”, que se concentra em um parque chamado Independence Hall, que foi o lugar onde foi declarada a independência dos EUA.

Mas a cidade tem outras atrações além disto e provavelmente a mais famosa é o Philadelphia Museum of Art, que ficou muito famoso por conta da cena do filme Rocky, em que o personagem de Sylvester Stalone sobe correndo a escadaria. Atualmente existe próximo ao local uma estátua representando a cena, normalmente com fila, tanto para tirar foto com a estátua como para tirar a foto imitando a icônica cena no topo da escadaria.

Chegamos cedo na cidade e fomos fazer estes passeios, o que rendeu uma boa caminhada, e várias outros pontos interessantes entre os dois, como o Reading Terminal Market, o Philadelphia City Hall e a Benjamin Franklin Pkwy (que é margeada por bandeiras de todos os países). Depois dos pontos turísticos, fomos fazer o que mais gostamos: explorar a cidade. Primeiro passamos pela Rittenhouse Square, uma região com lojas, restaurantes e bares. Uma das laterais da praça estava fechada para carros e com mesas espalhadas pela rua, e na praça estava ocorrendo uma feira de artesanato. Já que ainda era cedo para fazermos o check-in no hotel, paramos na Misconduct Tavern para tomarmos umas duas cervejas.

Depois de fazermos o check-in, fomos dar uma volta na região leste da cidade, além do Independence Hall. Esta área termina numa região portuária chamada Penn’s Landing. Ficamos sabendo que no dia seguinte, domingo, iria acontecer um Brazilian day ali. Depois caminhamos à beira do Delaware River até a Yards Beer Company, onde ficamos até o início da noite (e do final da tempestade que caiu no final de tarde). Voltamos para a área do hotel, próximo a Washington Square, jantamos e fomos experimentar o sorvete da Sweet Charlie’s, pois mais cedo notamos que havia uma grande fila, e onde tem grande fila, a chance de ter um sorvete bom é grande. Bingo! Muito bom o sorvete, daqueles feito na “chapa” (de gelo, óbvio).

No domingo de manhã voltamos no Reading Terminal Market para tomarmos o café da manhã. Depois andamos aleatoriamente pela cidade e passamos pela Washington Square, que ficava próxima ao hotel. Fomos novamente para a região do Penn’s Landing, desta vez por outro caminho, e acabamos topando com a ótima 2nd Story Brewing onde, claro, fui obrigado a provar o sample flight. Depois fomos dar uma olhada na Brazilian fest. Nada demais, mas deve servir para a galera local que nao vai ao Brasil há algum tempo matar saudade da música, de ouvir português e de provar alguns petiscos. Como não poderiamos deixar de fazer, fomos então provar um Philly Cheesesteak. Philly é como a cidade é carinhosamente chamada, então como o nome sugere, o lanche é o típico Cheesesteak da Philadelphia. Fomos até o famoso Jim’s Steaks e realmente o lanche foi um dos melhores cheesesteaks que já comi. Depois disto foi só pegar o carro e voltar para casa.

Observações, dicas e considerações:

  • Com um pouco de vontade dá pra fazer tudo a pé. Para quem não tem este pique, Uber e Lyft ajudam.
  • Fui a trabalho em um evento no museu Ben Franklin e recomendo para quem for passar mais tempo na cidade.
  • A não ser que voce goste muito de história, não vale encarar a fila para fotografar o Liberty Bell.
  • No verão, como na maioria das cidades onde o inverno e rigoroso, ocorrem muitos eventos (concertos, feiras), então é bom conferir a agenda pra ver o que tá rolando.
  • Para quem gosta de street-art em geral, a cidade é um prato cheio: além de muito grafiti, na maioria dos lugares turísticos existem painéis pintados, muitos deles há muito tempo.

Be happy 🙂

Independence Hall

Washington Square

Delaware River

Philadelphia Museum of Art

Benjamin Franklin Pkwy

Reading Terminal Market

Reading Terminal Market

Reading Terminal Market

Reading Terminal Market

Philadelphia City Hall

Philadelphia Museum of Art

Wanderlust #46 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

(28/Ago/2017-31/Ago/2017)

Pier Mauá

Confome havia falado no último Wanderlust sobre o Rio, a cidade contém várias em uma. Desta vez, com uma passagem rápida somente durante a semana, resolvemos fazer um roteiro pela baixa gastronomia do Rio, especialmente fora dos pontos turisticos (Copacaba, Ipanema e Leblon).

Mas como ninguém é de ferro, já haviamos programado a viagem para podermos curtir o Samba do Trabalhador, uma das melhores rodas de Samba do Brasil, já na segunda-feira. Pegamos o metrô, descemos na Saens Peña, na Tijuca, e demos uma volta pelo centro comercial do bairro. Depois nos dirigimos ate o Renascença Clube e após tomarmos umas duas cervejas (Antárcticas, claro!) na porta, entramos logo no início do Samba (lá pelas 16:30) para garantirmos o nosso lugar. Na saída, no caminho de volta para o metrô, encontramos o Gabriel da Muda, um dos cavaquinistas da roda, que perguntou se a gente não estava no samba, ai começamos a trocar idéia e ele nos chamou para dar um passada no Bar do Momo, que ficava no caminho. Ficamos lá um pouco e já planejamos voltar no outro dia.

Na terça-feira lá fomos nós novamente para a Tijuca fazer um tour pelos botecos da região. Voltamos ao Momo, onde pudemos aproveitar, agora com calma, o ótimo bolinho de arroz (olha que eu não sou chegado neste petisco pois acho sem graça) e a surpreendente guacamole de Jiló. Depois fomos até o Varnhagem, na praça de mesmo nome, onde além de tomarmos umas geladas debaixo de um sol escaldante, também aproveitamos para pedir uma porção mista de bolinhos.

A idéia de fazer um tour pelos botecos da Tijuca surgiu ao acompanharmos os videos do canal Botecos do Edu, então fomos seguir algumas das sugestões. Primeiro passamos no Café e Bar Aldila, uma portinha que, segundo o Edu, tem um dos melhores torresmos do Rio. Achei bom, acima da média, mas já comi melhores. Em seguida fomos até o Cantinho do Céu para mais uma cerveja.

Neste meio tempo o Gabriel havia sugerido por mensagem que fôssemos ao Carioca da Gema. Lá provamos uma otima porção de torresmo e uma coxinha boa (apenas). Infelizmente não havia mais espaço no estômago para provar a porção de polenta com rabada desfiada, que pareceu muito apetitosa.

Quarta de manhã fomos dar uma volta na Praça Mauá para ver como havia ficado após a Copa (passamos lá um pouquinho antes da Copa, em 2014). Ficou bem legal, mas ainda falta um movimento. Poderiam montar um espaço com bares e restaurantes, a exemplo da Estação das Docas em Belém. Antes de nos dirigirmos até Botafogo para explorar os bares da região, passamos para tomar uma caipirinha no Quiosque Terra Vista, em Ipanema, que tem uma das melhores que eu já provei.

Demos uma circulada pela rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, que muitos afirmam ser o mais parecido com a Vila Madalena no Rio, porém não encontramos nenhum boteco digno de nota. Mas seguindo novamente uma dica do Gabriel, fomos até o bar da Cervejaria Hocus Pocus e novamente a dica valeu muito a pena. O lugar é ótimo, as cervejas fantásticas, petiscos deliciosos e atendimento acima da média (a garçonete Gabi é uma atração à parte pela simpatia e alegria).

Foram poucos dias, mas deu pra aproveitar relativamente bem. Pena que não deu pra voltar ao Rio na última vez que estivemos no Brasil. Quem sabe na próxima.

Observações, dicas e considerações:

  • Será que é tão difícil para a rede de transporte público de São Paulo copiar o sistema de vendas de cartões do Rio? Não precisa nem das máquinas automáticas. Basta disponibilizar o cartão para venda nas estações de metrô.
  • O VLT / Tram / Bonde do Rio funciona muito bem, inclusive o sistema com validação do bilhete sem o cobrador. Uma pena que a rede é pequena.
  • Algumas linhas de ônibus do Rio também aboliram os “trocadores” (como se chamam os cobradores no Rio) e têm funcionado. Novamente, parece que só São Paulo não consegue (ou não quer) adotar algumas coisas que dão certo em praticamente todo o mundo no seu sistema de mobilidade urbana.

Be happy 🙂

Samba do Trabalhador – Renascença Clube

Bar do Momo – Tijuca

O supreendente bolinho de arroz do Bar do Momo (surpreendente para mim, que acho o petisco sem graça)

Guacamole de Jiló: este sim supreendente! – Bar do Momo

Bar Varnhagen – Tijuca

Porção mista de bolinhos do Bar Varnhagen – Tijuca

Torresmo do Café e Bar Aldila – Tijuca

Cantinho do Céu – Tijuca

Porção de Torresmo do Bar da Gema – Tijuca

Bar da Gema – Tijuca

Flamengo

Flamengo

Pier Mauá

Hocus Pocus DNA – Botafogo

Quiosque Terra a Vista – Ipanema