Wanderlust #62 – Estocolmo, Suécia

(01/07/2019-03/07/2019)

Após a passagem pela Finlândia, nossa próxima parada foi a Suécia, o maior e mais populoso dos países nórdicos (desconsiderando o território da Groelândia, cuja área é maior que a somatória dos cinco países nórdicos “oficiais”).

Como havíamos planejado fazer durante toda esta trip, chegamos no Aeroporto de Arlanda no início da manhã e pegamos o trem para Estocolmo, que é composta por diversas ilhas interligadas por pontes. Depois de alguns minutos procurando o Comfort Hotel Xpress Stockholm Central, descobrimos que ele ficava exatamente na estação de trem, ao lado da porta do elevador de onde havíamos saído. Deixamos as malas na “barcepção” do hotel e fomos bater perna  até o horário do check-in.

Dia 1

Assim que começamos a caminhada, estávamos procurando algum lugar para tomar o café da manhã e felizmente acabamos encontrando a charmosíssima Fabrique Stenugnsbageri (que tem ótimos pães artesanais) que fica quase em frente à bela igreja de Santa Clara. Depois nos dirigimos até a Gamla Stan, a ilha mais turística da cidade.

Gamla Stan, além de ser o local onde fica o Palácio de Estocolmo, também conta com outras atrações, como a Praça Stortoget, onde fica o museu do Nobel (o do prêmio), a Catedral de São Nicolau e a Igreja de Santa Gertrudes. A ilha também é recheada de restaurantes, lojas de souvenirs, bares. Vale a pena dar uma olhada nas vielas em busca de surpresas.

Depois da volta em Gamla Stan, paramos no Kerstin & Britt Strömparterren Bar Café Restaurant, que fica numa outra ilhota, para tomarmos uma cerveja no beer garden deles e aproveitarmos o tempo aprazível (sempre quis usar esta palavra!). Depois de umas duas cervejas, só para curtirmos o clima, nos dirigimos até a ilha Skeppsholmen, de onde dá pra ter uma vista das outras ilhas. A ponte Skeppsholm, que dá acesso à Skeppsholmen é um bom lugar para fotografar a Gamla Stan e o Palácio.

Caminhamos então pelo Kungsträdgården, que estava lotado de pessoas aproveitando para almoçar ao ar livre, e acabamos saindo numa área mais comercial da cidade. Voltamos então ao hotel para fazermos o check-in.

Check-in feito, fomos dar uma volta no lado norte da cidade, uma área nada turística (mas vale sempre à pena, pra ver a cidade com ela é). Na volta passamos pela Stockholms stadshus, um belo prédio ocupado pela prefeitura e pelo conselho municipal (tipo uma câmara de vereadores) e cujo jardim, chamado de Stadshusparken, tem uma bela vista para a ilha Södermalm. De lá, atravessamos mais duas pontes e paramos no Evert Taubes Terrass que deve ser bem legal para apreciar o pôr-do-sol.

Porém tínhamos outros planos e nos dirigimos até a região de Götgatan, na ilha de Södermalm, que é uma das várias regiões boêmias de Estocolmo. Lá paramos na Omnipollos hatt, uma cervejaria pequena mas relativamente famosa entre apreciadores de cervejas artesanais. O local é bem procurado e invariavelmente tem uma espera para conseguir mesa (no esquema “se vira aí mano”). Mas a espera valeu a pena, já que eles produzem ótimas cervejas

Na volta, como passaríamos por Gamla Stan novamente, já havíamos planejado de tomar um sorvete no Café Kåkbrinken. Além do sorvete em si, que é muito bom, o waffle e a casca do sorvete, feitos no local e na hora, são outros atrativos que tornam a parada no café praticamente obrigatória.

Já no hotel, tomamos algumas no barception e fomos descansar.

Dia 2

No dia seguinte, debaixo de uma chuva fina, mas constante, fomos andar pela ilha de Södermalm. Passamos pela Sta Maria Magdalena kyrka (igreja em Sueco, palavra bem parecida com a alemã Kirche e mesmo com a inglesa Church, que são sinônimos), pela praça Mariatorget e acabamos caindo na Saluhallen Medborgarplatsen, que é um misto de praça de alimentação com Farmers Market, mas com um ar moderninho. Tem bastante opção de comida para consumir no local e para levar, inclusive muita coisa in natura. A praça em frente provavelmente deve receber bastante eventos e imagino que se tivesse um tempo bom como no dia anterior ela também estaria ocupada por gente almoçando.

De lá passamos, ainda debaixo de chuva, pela Katarina Kyrka e a caminho da Sofia kyrka (o bairro se chama Katarina-Sofia pois é delimitado pelas duas igrejas) descobrimos a Nytorget (já deu pra perceber que torget significa praça né?), uma praça toda rodeada de bares, cafés e restaurantes. Uma das ruas da praça estava fechada e com mesas (imaginamos que seja assim normalmente). Na praça também fica o Urban Deli Nytorget um misto de mercado e praça de alimentação, como vários outros que vimos em Estocolmo, voltado à alimentação orgânica e produtos locais (locavore).

De lá (ainda com chuva!) fomos andando até uma parte mais afastada que fica atrás de Södermalm (passamos outra ponte). Esta região parece ser bem mais nova, com vários prédios comerciais e residenciais (um ao lado do outro) grandes e modernos. O objetivo final era a Nya Carnegiebryggeriet, uma cervejaria que conta com uma enorme área externa de frente para o rio e que tem ótimas cervejas (são parceiros da Brooklyn Brewery).

Na volta, fizemos uma confusão enorme para pegar o barco, dando umas 3 voltas numa linha circular, até que desistimos e resolvemos fazer a enorme caminhada pra voltar a pé mesmo. Fomos então dar uma volta completa na ilha de Skeppsholmen, que não tínhamos feito no dia anterior.

Dia 3

No terceiro dia fomos andar em Norrmalm, que também é um bairro menos turístico. Entre as atrações da região estão a praça Maskrosbollen, que tem uma escultura interessante, e as igrejas S:t Peters kyrka e Gustaf Vasa kyrka. A Stockholms stadsbibliotek, também em Norrmalm, tem um belo prédio e o Observatorielunden fica no alto de uma colina em um parque bem interessante. Tanto na parte baixa do parque quanto lá em cima, na colina, existem bastante esculturas.

Depois de Norrmalm, caminhamos até Östermalm, que parece ser a “Oscar Freire” de Estocolmo, com muitas lojas de luxo e de marcas famosas. Norrmalm e Östermalm são separadas por uma íngreme colina. Existe um túnel para pedestres cortando por debaixo da colina, mas quem quiser se exercitar pode encarar uma escadaria para se locomover entre os bairros. Em Östermalm fica a avenida Kungsgatan, que é a via onde foi tirada aquela fotografia já bem famosa da confusão que se formou quando a Suécia implementou a mão de direção do lado direito da via, que é chamado de Dia H (Dagen H) no país.

Caminhando ainda pelo bairro, passamos ao lado do Humlegården, que parece ser um belo parque, mas não chegamos a entrar, passando apenas por uma de suas laterais. Uma outra atração interessante é o Dramaten, um antigo teatro com a fachada com muito dourado. Pegamos então um boardwalk na direção de Djurgården, conhecida como “ilha dos museus”.

Ao lado da ponte de acesso à ilha, existem vários barcos-bares ancorados para quem quer curtir uns drinks. Já na ilha, como a alcunha diz, encontram-se diversos museus e parques: Nordiska Museet, Vasamuseet, Galärparken. Mas o mais inusitado e curioso com certeza é o ABBA The Museum. Sim, existe um museu da atração musical mais popular do país (bem, em Berlin existe um museu dos Ramones!). Outra atração interessante e o Gröna Lund, um parque de diversões, tipo Playcenter, que também é palco de diversos shows, eventos e festivais de música.

Apesar de ser a “ilha dos museus”, também existe uma enorme área residencial na ilha, que acho que toma inclusive a maior parte dela.

Voltamos à Östermalm pois pretendíamos almoçar em um mercado / praça de alimentação na região (sim, havíamos feito tudo isto de manhã!) e no caminho passamos pela igreja Oscarskyrkan, pelo belo prédio da Riksantikvarieämbetet (tipo um IPHAN da Suécia), e pela igreja Hedvig Eleonora Församling, que ficaria justamente atrás do mercado. Porém, o mercado havia sido transferido temporariamente para outro lugar, a uma quadra dali. Além do mais, achamos ele meio “fancy” e abortamos a missão.

Havíamos já planejado outra longa caminhada até a região portuária, para irmos em outra cervejaria. Fomos através da Karlavägen, uma avenida (boulevard?) com um bonito jardim central, que termina na Karlaplan. Antes ainda de chegarmos no porto, passamos pelo Kaknässpåret, um parque totalmente aberto, e aí foi que o barraco desabou! Caiu uma baita tempestade e como estávamos em campo aberto, só deu tempo de sair correndo à procura de algum lugar para nos abrigarmos, já que nem jaqueta impermeável e muito menos guarda-chuva davam conta do toró. Encontramos um conjunto comercial e tivemos que ficar ali por quase uma hora.

Ainda tivemos que esperar mais uma hora na porta da Stockholm Brewing Co., já que ela abria mais tarde naquele dia (tanto o horário no Google quanto no site estavam errados). Mas valeu a pena, já que além de ótimas cervejas e petiscos bem interessantes, o atendimento foi muito bom. Pegamos então o metro (acho que já tínhamos andado uns 30 quilômetros) até a região central, próxima ao hotel, e depois fomos andando até o The Temple Bar (na Gamla Stan), onde paramos para assistir ao jogo da seleção feminina da Suécia pela Copa do Mundo Feminina de Futebol. Infelizmente a seleção perdeu para a dos EUA, que viria a ser a campeã do torneio.

Observações, dicas e considerações:

  • Systembolaget é a loja estatal autorizada a vender bebidas alcoólicas para levar. Porém encontra-se bebidas com até 3,5% nos mercados, como a Heineken.
  • Na cidade toda as pessoas usam muito a bicicleta para se locomover, apesar das distancias grandes (para os padrões europeu) e as várias colinas. Patinete elétrico também é uma febre em Estocolmo.
  • Existem muitos pubs, parklets e ruas fechadas para carros e ocupadas por mesas de bares e restaurantes.
  • Uma curiosidade interessante: a maioria dos estabelecimentos são cashless, ou seja, só aceitam cartões. É interessante considerar o IOF em todos os custos de viagem, já que nem adianta levar dinheiro pois simplesmente não aceitam.
  • A rede de fastfood Max é uma boa opção para uma refeição rápida (Hamburguers).
  • E o Arlanda Express é a melhor opção para ir do aeroporto até Estocolmo, mesmo que o ônibus seja mais barato.
  • A rainha Sílvia da Suécia, que muitos falam que é brasileira, nasceu na verdade na Alemanha, de mãe brasileira e pai alemão. Ela viveu em São Paulo durante dez anos. Não encontrei informação se ela possui cidadania brasileira, mas devido ao fato de que ela teve que se naturalizar como sueca pouco antes de se casar, imagino que não tenha.
  • Quando a gente visitou a cidade tinham acabado de colocar em pratica a lei que proibia fumar em restaurantes e bares abertos.
  • Assim como nos outros países nórdicos, existe muita gente tatuada.
  • E assim como nos demais países nórdicos, existe uma relação muito natural com o nú, que se nota nas esculturas, em fotos de praia e piscina (inclusive fotos antigas), etc. Mas volto a falar nisto no próximo post, sobre a fantástica Oslo.

Be happy 🙂

3 ideias sobre “Wanderlust #62 – Estocolmo, Suécia

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