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Botecando #52 – Festa Santo Forte / Estúdio – São Paulo – SP

EstúdioVou falar primeiro do local e depois eu falo da festa.

O Estúdio é um grande espaço de eventos ali na Pedroso (do lado do Rancho do Serjão). Assim como o Centro Cultural Rio Verde, não é uma “balada” que abre normalmente todo dias, mas uma casa que acomoda festas temáticas e shows.

Eu gostei do espaço principalmente pelo tamanho do local e da boa área de fumantes. Ele lembra um pouco o antigo Urbano em termos de tamanho e decoração esparsa. Pelas irregularidades do piso, parece que o carpete foi jogado em cima de um chão de terra batida.

Apesar de eu ter achado o lugar legal (e pretender ir mais vezes), tem algumas coisas que não gostei. O primeiro é a quantidade de banheiros, que mesmo com a casa não estando lotada já se mostrou insuficiente, com longas filas nos banheiros das mulheres e eventualmente alguma fila no dos homens.

O segundo ponto eu nem sei se é responsabilidade da casa e/ou do organizador da festa, que é o preço da bebida. Eu falei que não iria reclamar mais de Original a 12 reais na Vila Madalena, mas isto é valor de garrafa de 600mls em lugares onde você não paga entrada. Na Festa Santo forte os 12 reais eram pagos por uma long neck Heineken em um evento sem música ao vivo onde a entrada era paga então achei um pouco abusivo.

20150329_051934Quanto à festa Santo Forte, que ocorre a cada 15 dias, achei muito interessante a idéia de realizar uma festa temática somente com músicas que fazem referência ao universo da cultura afro brasileira, especialmente as religiões e a capoeira (rolou muito samba, especialmente Paulo Cesar Pinheiro e Clara Nunes). O público é bastante heterogêneo e todo mundo estava ali afim de curtir a música e a festa e boa parte afim de curtir pegação.

Achei boa, mas ainda acho a Festa Odara mais legal, especialmente pelo público, que apesar de ser muito parecido, parece que vai mais afim de curtir uma festa, dançar, etc. Além de ter sempre uma banda ao vivo.

Onde: Estúdio (Rua Pedroso de Morais, 1036 – São Paulo – SP)
Quando:28/03/2015
Bom: tamanho da casa e área de fumantes.
Ruim: preço das bebidas e quantidade pequena de banheiros.
Facebook: Estúdio

Botecando #51 – Samba do Bule / Teatro Popular União e Olho Vivo – São Paulo – SP

20150328_002520O “Samba do Bule”, roda de samba que ocorre sempre na última sexta feira de cada mês no Teatro Popular União e Olho Vivo acontece desde 2007, porém ainda não havia ouvido falar nela.

O Teatro Popular União e Olho Vivo, que abriga o evento, se encontra em um terreno ali no final do Bom Retiro, quase na Marginal Tietê (perto das quadras da Tom Maior e da Gaviões). O terreno é grande, porém a parte construida, onde ocorreu o samba é pequena e, com a lotação do samba (que me surpreendeu positivamente!), chegou uma hora que você não conseguia entrar. Ainda bem que o tempo estava agradável, pois se estivesse chovendo ia ser um problema.

20150328_030257Para se ter idéia de como encheu, quando saí as 2:30 da manhã, ainda tinha fila de gente querendo entrar, já que estava naquele esquema de “só entra alguém quando sair alguém”.

Não existe “ingresso” e eles pedem uma contribuição não obrigatória com valor sugerido de R$ 5,00 (e avisam que pode ser mais ou menos, ou se a pessoa não quiser, nem precisa dar) para ajudar nos custos, que também são bancados com a venda de bebidas.

No caso do samba em sí eu senti um pouco de falta de mais sambas paulistas, já que eles acabaram se concentrando mais nos sambas do Rio (Cartola, Nelson Cavaquinho, Ze Keti, Candeia). Mas ao menos rolou um Geraldo Filme.

Como já havia falado, eu gosto destas rodas e festas que andam ocorrendo em São Paulo, especialmente porque geralmente a qualidade da música é melhor do que as das casas badaladas e o público também é diferente, com uma galera mais preocupada em aproveitar do que desfilar.

Este evento precisa de alguns “ajustes”, especialmente no que se refere a estimar a quantidade de pessoas certas para que não fique lotado e não rolem muitas filas, para que todos possam ver e ouvir o samba, etc. Mas só erra quem faz e só evolui quem tenta e eu fico muito feliz quando eu vejo uma galera botando a mão na massa, especialmente no intuito de manter viva uma tradição popular brasileira.

Onde: Teatro Popular União e Olho Vivo (Rua Nilton Prado, 766 – São Paulo – SP)
Quando:27/03/2015
Bom: samba e preços.
Ruim: lotou demais, então fez muita fila no banheiro e no caixa.
Site: http://www.sambadobule.com.br/http://tuov2010.blogspot.com.br/
Facebook: Samba do Bule e Teatro Popular União e Olho Vivo

 

Botecando #50 – Samba no Bixiga / Mundo Pensante – São Paulo – SP

20150307_234955Ultimamente eu estou curtindo bastantes festas e eventos em centros culturais, como o Espaço Rio Verde, a própria Casa de Cultura da Freguesia do Ó, entre outros. Normalmente os valores são mais convidativos do que baladas normais, a qualidade das atrações e do público também é bem melhor e normalmente elas ocorrem em espaços físicos diferentes de uma balada normal, o que por si só traz um “diferencial”.

Mundo PensanteNão seria diferente no evento Samba no Bixiga, que acontece todo primeiro sábado do mês no espaço Mundo Pensante, um espaço milticultural onde se desenvolve atividades artísticas e culturais diversas, localizado ali na 13 de Maio, quase com a Rui Barbosa, no coração do Bixiga em um simples, mas belo e funcional imóvel.

O evento também foi muito bom e a roda de samba “Samba do Favela” fez um passeio pelo samba de raiz paulista (rolou até Paulo Vanzolini!) e carioca, bem como alguns sambas de roda da Bahia.

Legal também a idéia de abrir o espaço para que o pessoal que trabalha com artesanato exponha e venda seus produtos.

To vendo que é mais um evento que eu vou começar a bater cartão!!!

Onde: Mundo Pensante (Rua 13 de Maio, 825 – São Paulo – SP)
Quando:07/03/2015
Bom: samba e preços.
Ruim: nada de ruim.
Site: http://www.mundopensante.com.br/

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Botecando #49 – Tatu Bola Itaim – São Paulo – SP

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A decoração com fitas do Senhor do Bonfim

Atualmente eu não sou um frequentador muito assíduo do circuito Itaim/Vila Olímpia, apesar de já ter tido minhas épocas de Monte Cristo, Rey Castro e Dublin, mas faz tempo. Nos últimos anos tenho preferido a Vila Madalena, tanto por conta da distância quanto pelo tipo de público. Mas como os dois “bairros boêmios” de São Paulo estão se tornando bem parecidos nos últimos anos, normal que o público e casas tipo “Vila Madalena” também esteja se “infiltrando” no Itaim. E o Tatu Bola é uma casa que caberia bem na Vila, até aquela antiga e mais “roots”.

TatuBola2Situado em um belo imóvel, que tem ares de uma mercearia antiga, nas esquinas da Clodomiro Amazonas com a Joaquim Floriano, o que mais chama a atenção ao entrar na casa é a decoração com o teto repleto de fitinhas do Senhor do Bonfim que, apesar de deixar o ambiente um tanto escuro, dá um charme à casa. O local não é dos maiores, contando com algumas mesas e uma pequena pista, mas isto torna o ambiente mais aconchegante do que se fosse imenso e parecesse uma balada.

Os petiscos estavam muito bons (fritas e tábua de carne mista), apesar de eu achar as porções pequenas pelo valor cobrado. Apesar disto, dá para perceber que a casa se preocupa em utilizar produtos de qualidade nos alimentos que serve.

TatuBola 3A cerveja estava sempre bem gelada e a casa oferece algumas opções de cervejas importadas (todas do portfólio da Ambev, como Quilmes, Norteña e Franziskaner), mas o que me atraiu mesmo foram as caipirinhas. Além de terem algumas misturas interessantes (como a de cachaça com rapadura e dois tipos de limão, a minha predileta), elas são servidas em um “potinho”, como aqueles de maionese ou palmito. E também são muito bem feitas, equilibrando bem o spirit, as frutas e açucar.

O atendimento também é acima da média, com seguranças, caixas e garçons bastante simpáticos e prestativos.

Para não dizer que tudo estava muito bom, o grupo de samba não era dos melhores (dentro do samba, que fique bem claro). Eles até são bons músicos e tem um repertório interessante, misturando pagodinhos românticos recentes com alguns clássicos de samba, porém eles não tem aquela “pegada” de sambão mesmo, que a gente encontra em outras casas (como o Traço ou o Sem Saída). Mas novamente, não que sejam ruins e ai no caso é uma questão de gosto pessoal.

Mas é um lugar em que pretendo voltar para passar outra tarde de sábado agradável, comendo, bebendo e me divertindo com os amigos.

Onde: Tatu Bola Itaim (Rua Clodomiro Amazonas, 202 – São Paulo – SP)
Quando: 28/02/2015
Bom: decoração, petiscos e as caipirinhas
Ruim: a grupo de samba não é dos melhores (mas também não são ruins)
Site: www.tatubolabar.com.br

Minha Carne É De Carnaval. Meu Coração É Igual.

20150208_124402Já falei aqui algumas vezes sobre a necessidade das pessoas ocuparem os espaços públicos e de como o paulistano vem finalmente  percebendo que ficar dentro de um shopping ou uma balada não é lá um programa que se poderia chamar “lazer”. Isto tem efetivamente se refletido no carnaval de São Paulo nos últimos anos. O nascimento (e em alguns casos a retomada) de vários blocos tem mostrado que o povo de São Paulo, que até pouco tempo viajava para Salvador, Rio, Sao Luis do Paraitinga, entre outros locais tradicionais por seu carnaval, percebeu que a própria cidade também pode abrigar este tipo de evento ao ar livre e o carnaval deste ano, com mais de 300 blocos oficiais cadastrados, foi prova disto.

Outra coisa que eu achei muito legal neste carnaval foi a variedade temática dos blocos. Fiquei especialmente feliz por ver surgir o Bloco 77, que tem temática punk!!!! Isto mesmo, ao invés de simplesmente criticar o carnaval por não atender seu estilo, a galera foi lá e criou um bloco que faz versões carnavalescas de clássicos do punk nacional e resolveu curtir também. Ponto positivo para a aceitação, a diversidade e claro, a diversão.

O carnaval de São Paulo, através desta enxurrada de blocos que vêm nascendo e crescendo nos últimos anos (e aqui vale ressaltar o “empurrão” que alguns blocos cariocas, como o Bangalafumenga, o Sargento Pimenta e o Quizomba ajudaram a dar, bem como a “resistência” de blocos como o Bloco do Ó, Bando 7, o Bantantã e mais alguns outros já históricos) tem tudo para em alguns anos se equiparar ao Rio e a Salvador, e até passá-los, como destino para as festas de Momo.

É claro que sempre existem problemas, também fruto da inexperiência que alguns dos órgãos competentes (Prefeitura, Polícia Militar, CET, SPTur, etc) com este tipo de evento e da inexperiência de alguns dos organizadores dos blocos mais novos. Mas nada que aconteça exclusivamente em São Paulo e muitos problemas não são exclusividades do carnaval. Mas deles falarei em outro artigo.

Mas sem mais delongas, como já é tradição (ah! Segunda vez já virou tradição….hahaha), um resumão do meu carnaval (que começou dia 4 de janeiro…kkkkk)

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Cuidado com o seu Ó!

Urubó
Já havia falado sobre o bloco em sí no resumo do ano passado, de como o bloco é familiar e que, junto com o cenário bucólico do Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó faz com que você se sinta como em uma pequena cidade do interior do Brasil. Este ano deu para notar a evolução do bloco no quesito profissionalismo: aumentaram o repertório, aumentaram a bateria e o naipe de metais, paradas programadas durante o trajeto de acordo com o repertório, etc. Com isto, além de atrairem um público fiel, ainda conseguiram atrair bastante patrocínio e parcerias que ajudam ainda mais neste profissionalismo, e isto vira um ciclo virtuoso. Não duvido nada que em alguns anos o Urubó seja um bloco a ser chamado para festas de formatura e outros eventos, como acontece com escolas de samba e trios elétricos.

Bloco do Bagaça
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Segundo ano de desfile do bloco e já pode ser considerado um sucesso. O trajeto é bastante interessante, a homenagem para a Banda da Lapa foi justíssima, os músicos e a bateria estavam bem ensaiados e a organização foi muito bem feita. O ponto ruim que é foi o único bloco onde eu vi briga, isto já no final, na dispersão. Mas nada que tire os pontos positivos. Como eles são da Lapa, bairro vizinho à Freguesia do Ó, e como parte dos músicos tem origem na Comunidade do Buraco do Sapo, na Freguesia, talvez uma parceria para trocar idéias e organizar eventos com o Urubó fosse interessante.

Bando 7
20150131_17314731 anos de bloco! Acho que o tempo de estrada demonstra o sucesso do bloco. Este ano deram uma melhorada no repertório ao tocar menos o hino do bloco e mais marchinhas conhecidas. Não que o hino seja ruim, mas ficar metade do percurso com uma música só acaba desanimando os foliões que acabam por “fugir” para outros blocos que estiverem rolando no mesmo horário. Mas desta vez nem teve chuva para atrapalhar.

Ritaleena
Peguei no finalzinho e fiquei pouco tempo então não dá nem para avaliar muito o bloco. A única coisa a notar é que tinha muita gente muito louca (no pior sentido: de drogas e/ou álcool). Acho que o tempo de duração do bloco, bem como o tempo de concentração deve ser pensado para evitar da galera ficar muito bêbada, o que vai contribuir para a festa e evitar confusões.

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O mini trio elétrico fez a festa da criançada no Bloco do Paralelepípedo

Paralelepípedo
Bloquinho muito simpático, que dá volta em um quarteirão do bairro de pinheiros composto apenas por ruas de paralelepídedo. Infelizmente não tem bateria nem som ao vivo, mas para compensar o (mini) trio elétrico era usado pelas muitas crianças para brincar e durante a volta no quarteirão. Achei legal.

Chega Mais
Bloco com temática dos anos 80. Eu não entendo porque tanta gente tem sente tanta nostalgia por uma época tão chata. Mas o trio em sí é bem legal e animou a galera num domingo de manhã. Palmas para os músicos que foram todos usando fantasias com a temática do bloco.

Bateria do Chega Mais toda à caráter!

Bateria do Chega Mais toda à caráter!

Banga animando como sempre!

Banga animando como sempre!

Bangalafumenga e Sargento Pimenta
Estes dois blocos levaram cerca de 120 mil pessoas para a rua e a prefeitura já tem que começar a pensar em um outro espaço para alocá-los no próximo ano, pois o local ficou insuportável de andar, os banheiros já não deram conta e o viaduto parecia que ia cair (infelizmente esqueci de filmar o viaduto balançando). Quanto aos blocos: o Banga é ótimo e melhora a cada ano com o acréscimo dos ritmistas da oficina de SP. O Sargento Pimenta é meio Sambô (ou o Filme Debi & Loide, por exemplo): a primeira vez que você assiste é interessante, a segunda você já não vê graça. A terceira já se tornou chato. Muito provavelmente não verei mais.

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Dispersão do Bloco do Ó

Bloco do Ó
O Bloco do Ó é o meu preferido, talvez até porque eu tenha um carinho especial, por ter sido o primeiro bloco a me despertar a “paixão” pelo carnaval, há uns 6 anos atrás. No seu 11º ano, por conta das organizações da prefeitura (ano passado ele “encoscou” com outro bloco), ele saiu mais cedo. Mas foi ótimo porque pela primeira vez eu acompanhei até a dispersão, que acontece em uma charmosa praça na Rua Fidalga com a Rodésia, na Vila Madalena. Ponto positivo também pela quase totalidade de foliões fantasiados.

20150211_195754Banda do Candinho
A Banda do Candinho, já com 34 anos de idade, toca marchinhas e sambas enredo (alguns dos ritmistas são da bateria da Vai Vai). Mas acho que a principal atração é o trajeto, que começa na boêmia 13 de Maio, no Bixiga, dá uma volta pela São João, Praça da República, Sao Luiz, voltando ao ponto inicial pelo Viaduto 9 de Julho. Uma ótima oportunidade de dar uma volta pelo centro à noite, especialmente pela parada que fazem em frente ao Teatro Municipal. Ponto ruim: o narrador que ficava toda hora falando dos patrocinadores, dos apoiadores, fazendo agradecimentos, etc.

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Pausa da Banda do Candinho na Praça Ramos!

Samba de Rainha saudando o bloco João Capota na Alves

Samba de Rainha saudando o bloco João Capota na Alves

João Capota na Alves (e Samba de Rainha)
Bloquinho bem legal ali na região da João Moura, Benedito Calixto, etc. Apesar de focarem bastante em músicas próprias eles sabem dosar para não ficar chato. De quebra, no meio do percurso o grupo Samba de Rainha fez uma apresentação à partir de uma varanda de um apartamento. Bem legal. E o público bem variado deste bloco também ajudou na festa. Uma pena somente a falta de banheiros.

Bloco Me AbraSa
Bloco carnavalesco do movimento Paulista com Farofa, que organiza churrascos com samba ao ar livre na região da Paulista. Não conhecia o movimento e ainda não fui ao evento, mas a organização do bloco nas redes sociais pareceu promissora: 2 kits de camiseta para ajudar o bloco, parceria com o Easy Taxi, tocaram no Lapa 40º depois do bloco, etc. Mas, a organização prévia não se refletiu no bloco em si: a concentração demorou demais (mais de 3 horas!) então quando o bloco saiu a galera, músicos inclusos, já estavam todos muito bêbados. A banda não tinha um repertório definido, não estava pré-programado onde seriam as pausas, a bateria estava desentrosada com os músicos em cima do trio que ficavam mudando de música e ritmo à toda hora. É o segundo ano do bloco e creio que eles devam perceber os erros para não voltar a cometê-los, já que o trajeto do bloco é bem legal.

Cordão do Jamelão
Para fechar as festividades, peguei mais este cordão no sábado após o carnaval. Apesar do atraso no início da concentração, o que deve ter feito alguns desavisados desistirem quando chegaram e encontraram a rua vazia, o bloco foi interessante e contou com a Banda da Lapa, que foram os homenageados pelo Bloco do Bagaça. O trajeto pelas ruas da Bela Vista e do Centro de SP é muito legal e a galera dos prédios e comercios se empolgava com a passagem do bloco.

Uma pena que o corpo já não aguente mais uma maratona com poucas horas de sono como ocorria há uns 10 ou 15 anos atrás, porque senão dava também para ter curtido os bailes do Ó do Borogodó e do Lapa 40º, ou algum outro bloco que ocorria mais cedo, ou mais tarde. Sem contar a dificil tarefa de escolher um quando haviam dois blocos legais rolando ao mesmo tempo. Mas deu para me divertir bastante.

Agora é pegar no batente porque o ano finalmente começou. Se bem que em Março vou pra Salvador e dizem que lá é carnaval o ano todo!!!!

Be happy! 🙂

Botecando #48 – Rei Das Batidas – São Paulo – SP

rei-das-batidasEste foi o primeiro lugar em que eu tomei cerveja e tive o primeiro porre da minha vida, lá do alto dos meus 16 anos, há mais de 20 atrás, após um jogo de futebol do time da empresa em que eu trabalhava na época (Transbrasil) na USP. Apesar de já trabalhar há quase 5 anos do lado nunca tinha ido depois disto. Para não dizer que nunca fui depois disto, uma vez estava indo para Ibiúna e um dos amigos resolveu parar para comprar umas batidas para viagem.

O bar já tem mais de quarenta anos e é ponto de encontro dos alunos da USP desde sua inauguração, em 1970, principalmente por ter um preço bem acessível ao orçamento de um estudante. Além disto, como já citado, por estar na entrada de duas rodovias (Regis Bittencourt e Raposo Tavares) que concentram muitas residências de veraneio, é parada obrigatória para a galera comprar umas batidas para tomar no final de semana.

É um boteco bem simples, porém é um Boteco com “B” maiúsculo e dentro desta área é bastante “honesto”: a cerveja (Skol, Brahma, Original e Serramalte) chega à mesa sempre gelada, os petiscos são generosos e valem o preço e o atendimento tem aquela “pessoalidade” que muita gente não gosta, mas que eu particularmente aprecio (tipo o garçom parando alguns minutos para trocar idéia, você chamando ele de chefe e ele te chamando de amigo).

Rei das Batidas 2A “gourmetização”, felizmente, ainda não chegou por aqui e os preços são um dos atrativos do local. O único problema é que sempre lota. Como disse, trabalho praticamente do lado e passo em frente todos os dias e não tem um dia que depois das 18:00hrs as mesas já não estejam espalhadas pelas calçadas das duas ruas nas quais o imóvel se encontra (Avenida Valdemar Ferreira e Rua Pirajussara) para muito além da fachada do imóvel. Então, para quem pretende ir é melhor chegar cedo.

Como já combinamos no trampo de fazermos ao menos um happy hour por mês, provavelmente este ano eu voltarei mais vezes e terei a oportunidade de experimentar as batidas e caipirinhas, que são os carros chefes da casa. Até mudei o dia da minha aula de alemão para não perder estes happy hours…hehehe

Onde: Rei das Batidas (Avenida Valdemar Ferreira, 231 – São Paulo – SP)
Quando: 12/02/2015
Bom: atendimento, cerveja gelada e petiscosmúsica
Ruim: fica muito lotado quase todos os dias
Tel: 11 3031-5795
Facebook: Rei das Batidas

 

Haddad, o namoradinho de São Paulo

FotorCreatedNo recente artigo “O Lulo-Petismo e as relações amorosas” eu fiz um paralelo entre a relação do brasileiro com política (em especial com o PT) e os relacionamentos amorosos. Até expliquei um pouco do meu caso com o PT e da “traição” que sofri quando o PT chegou ao poder e, além de se aliar com o que de mais nefasto existe na política brasileira, rasgou toda a sua história e junto o seu discurso de ética.

Minha decepção com o governo Lula/PT (é impossível dissociar a imagem do PT da do Lula e creio até que quando o Lula morrer o PT começa a morrer junto) começou até antes do estouro do escândalo do mensalão, pois entendo que ali naquele momento o PT tinha um capital político para “bater de frente” com a tal da velha política (PMDB e PFL, atual DEM, mais especificamente) e não precisaria se alinhar à nenhum deles. Até porque, se fossem feitas algumas reformas que até hoje são tão necessárias, o próprio PSDB, que ao contrário do PT nunca fez oposição inconsequente (até agora né!), iria apoiar. Mas não, o PT chegou lá e simplesmente preferiu “jogar o jogo”, quando o discurso durante toda a sua trajetória era de que era justamente uma opção ao tipo de política que se praticava e ainda se pratica no Brasil.

Ai depois vieram outros fatos, como o próprio escândalo do mensalão, que me fizeram “desapaixonar” (o que eu tinha pelo PT não era bem uma paixão, mas vou usar este termo assim mesmo). Nas eleições de 2006, ainda “magoado” eu votei pela primeira vez contra o PT para quase todos os cargos (para senador ainda continuei votando no Suplicy). Em 2010, passada a “raivinha” e agindo com mais razão do que emoção, eu simplesmente fui viajar nos dois turnos da eleição e justifiquei. E garanto que não fiquei com nenhum peso na consciência por não ter “exercido meu dever cívico”.

Eu simplesmente achava que nenhum dos postulantes (Marina Silva inclusa) merecia meu voto e preferi me abster, pois não seria o caso nem de “escolher o menos pior”, eram todos, no meu ponto de vista à época, horríveis, e o que viesse daria na mesma.

Porém, confesso que os primeiros meses de mandato da Dilma me surpreenderam positivamente (até porque eu não tinha expectativa nenhuma criada). Agindo mais como “administradora” e menos como “política” e de maneira pragmática, até imaginei que se tratava de um “boi de piranha” que o PT tinha lançado para implementar algumas medidas impopulares (as tais reformas). Porém, no decorrer do mandato, talvez muito por influência do próprio partido, que não quer correr o risco de ficar de fora do poder, ela foi mudando de comportamento e passou a “jogar o jogo”, tomando medidas bastante populares, mesmo que inócuas, quando não danosas mesmo, afim de manter sua popularidade, sua base no congresso e as benesses dos companheiros e do próprio partido (quem duvida que o PT montou uma máquina que suga recursos do Estado para ser utilizado em campanhas com o intuito de se perpetuar no poder, ou é cego, ou é burro ou é conivente, não que outros partidos à partir de agora, seguindo o mau exemplo, farão diferente).

Nas eleições municipais de 2012 em São Paulo, com as opções de Fernando Haddad, José Serra e Celso Russomano, voltei a votar no PT no primeiro turno, mas na verdade era um voto contra o Celso Russomano (acho ele um dos políticos mais detestáveis que existem, o apoio da Universal foi só a “cereja do bolo” para eu votar contra ele) e no segundo turno, pela primeira vez na vida eu anulei meu voto (minha primeira eleição tinha sido em 1996).

Mas entendo que a gestão de Haddad nestes dois anos à frente da cidade vem me surpreendendo positivamente ao ponto de eu considerá-lo como o melhor prefeito de SP desde a Luiza Erundina (que é o que eu consigo analisar, antes disto eu era muito novo) e, em caso de uma candidatura dele à reeleição eu tenderia a votar nele.

Primeiramente eu fiquei supreso e contente com a montagem das suas secretarias. Ele jogou bem o jogo político ao entregar secretarias para partidos que inclusive haviam concorrido contra ele na eleição, porém, ao contrário do que a Dilma fez nos seus ministérios, ao apenas esperar as indicações de cada um dos partidos para o preenchimento destas vagas, o que invariavelmente acaba sendo uma escolha política, ele mesmo definiu quais políticos de cada um deles iria ocupar quais secretarias e assim pode colocar pessoas ligadas às respectivas áreas de cada secretaria, ou seja, ele conseguiu realizar um movimento político sem deixar de lado a questão técnica da coisa. Com isto e com o fato do PSDB não fazer oposição inconsequente, ele praticamente conseguiu unanimidade na câmara.

Com as subprefeituras aconteceu a mesma coisa: ele nomeou pessoas das regiões que já eram envolvidas com a política do bairro e eram lideranças nestes bairros, independente do partido a que fossem filiadas ou aliadas.

É claro que isto acabou gerando um isolamento dele dentro do próprio partido, já que os militantes e correligionários esperavam ser agraciados com secretarias e subprefeituras.

Outra coisa muito interessante que ele implementou são as audiências públicas realizadas para tratar de diversos assuntos, desde a mobilidade urbana até o plano diretor recentemente votado e aprovado. Ainda criou os conselhos populares nos bairros, onde um cidadão comum pode se tornar membro deste conselho, através de eleições diretas, e participar da tomada de decisões e da fiscalização das atividades da respectiva subprefeitura. Isto é um passo rumo à uma democracia participativa (o povo participa mais ativamente, através de conselhos, comissões, referendos, etc) que atende melhor e com mais rapidez os anseios e necessidades do povo em relação à democria representativa (aquela onde o povo apenas escolhe os seus representantes e estes decidem sozinhos pelo povo). Um adendo: o tal “decreto  bolivariano” nada mais era do que uma política nacional para a democracia participativa, que já acontece em vários países, como EUA, Alemanha, Canadá e Austrália, ou seja, não era tão “bolivariano” assim.

Mas o que mais tem me impressionado na sua gestão é o enfrentamento dos problemas da mobilidade urbana e da ocupação pública, que creio serem os principais problemas enfrentados hoje na cidade e que se encontram na alçada da prefeitura (o problema de segurança é de alçada do estado).

O próprio plano diretor é um grande avanço da sociedade em contraponto aos interesses da especulação imobiliária, já que agora privilegia-se uma ocupação mais inteligente das poucas áreas ainda disponíveis para a construção de empreendimentos imobiliários. A criação de novos parques e o incentivo do uso do espaço público durante seu mandato também têm sido louváveis. Chegamos ao ponto de termos vários ótimos shows e eventos acontecendo ao mesmo tempo em várias partes da cidade e tenho notado que o paulistano está aprendendo a trocar o shopping pelo parque como forma de lazer.

Além disto, havia a necessidade de se mudar a lógica do privilégio do carro na cidade e ele teve a coragem de mudar esta lógica com a ampla implementação dos corredores de ônibus e ciclofaixas. Alguém pode dizer que faltou planejamento, mas são tantos os interesses envolvidos que se ele fosse sentar e discutir com todos os atores era capaz de terminar o mandato sem ter conseguido implementar nada. Além do mais, quando se mexe com uma mudança de cultura, as vezes é melhor usar uma tática “big bang” (muito usada em implementação de sistemas e processos em empresas), ou seja, implementa e depois vai corrigindo, afim de remover as resistências.

É claro que ele vem enfrentando muita resistência, especialmente por quem está sendo afetado por estas mudanças e está sendo obrigado a sair da zona de conforto, porém a aprovação das faixas de ônibus e bicicletas é bem alta, o que gera uma situação inusitada, que são as ações do prefeito terem alta taxa de aprovação, porém o próprio prefeito não ter uma aprovação alta, mas creio que isto se explique pela própria resistência ao PT (falei disto no artigo anterior também) e pelo fato de que as ações no âmbito federal acabam “respingando” na administração Petista na capital.

É claro que ainda falta muita coisa, como por exemplo, enfrentar com mais vemência o uso privado do espaço público (o estacionamento em vias onde circulam ônibus deveria ser terminantemente proibido!) mas tenho notado que São Paulo deu um passo, ainda tímido, na direção do que eu imagino ser uma cidade mais habitável.

Mas (e sempre tem um mas) eu só fico assustado com uma certa “beatificação” do Haddad. Eu vejo nas redes sociais que qualquer ação que o prefeito toma vira motivo de exaltação, quando na verdade ele não está fazendo mais do que a obrigação e ao invés deste endeusamento, seria mais eficaz cobrar dos outros políticos ações iguais. Eu sou da opnião que político deve sempre ser visto com desconfiança, pois se ele em algum momento se sente confortável no cargo, é uma oportunidade de surgirem os corruptos e déspotas que sempre temos visto no país.

Update:
Eu já tinha terminado o texto quando algumas ações da prefeitura no meu bairro aconteceram e algumas notícias pipocaram na mídia, então para não ter que rever todo o texto vou colocar como update.

A primeira situação diz respeito ao combate do uso privado do espaço público. Na semana passada foi proibido o estacionamento em horário de pico em uma das principais vias da Freguesia do Ó, bairro onde moro, e o impacto positivo no trânsito já foi sentido. Poderia ter colocado faixa de ônibus e durante o dia todo, já que basicamente a avenida é usada como estacionamento pelos comércios locais ou como vitrine para várias agências de carro. Mas já é um começo e um ponto a mais para o Haddad.

Agora a segunda vai de encontro ao fato que eu havia citado de que o Haddad não havia distribuido cargos por motivos políticos. Desde semana passada ocorreram várias nomeações políticas: primeiro três amigos de seu filho ganharam cargos de assessores. Depois foi a vez dele convidar o Gabriel Chalita (PMDB), o Eduardo Suplicy (que não conseguiu se reeleger para Senador) e o Alexandre Padilha (que havia concorrido ao governo do estado de São Paulo) para cargos em secretarias, visando as eleições do ano que vem.

Todos eles podem ser muito competentes (não penso em um nome melhor do que o do Suplicy para a secretaria de Direitos Humanos), mas vale aquele ditado: “À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”. Apesar disto, o saldo de seu governo ainda é positivo, mas acho que ele mandou muito mal e podia se reeleger sem “apelar”. 

Botecando #47 – Barnaldo Lucrécia – São Paulo – SP

Barnaldo 1As vezes a gente fica tanto tempo frequentando os mesmos lugares que deixa de aproveitar o que São Paulo tem de melhor, que é justamente a quantidade e diversidade de lugares bons para ir. Fazia uns bons 6 ou 8 anos que não ia ao Barnaldo e tinha até esquecido como é um ótimo bar.

Barnaldo 2Situado em um antigo casarão situado a dois quarteirões da Bernardino de Campos e a menos de cinco minutos andando do metrô Paraíso, conta com dois pisos, cada um com um palco, onde se apresentam artistas e grupos de MPB (com umas pitadas de samba) de qualidade acima da média a encontrada em outros bares. Para quem frequentou o Bom Motivo, dá para comparar a qualidade dos artistas, bem como o repertório. Talvez eles pudessem aproveitar a mesma “tática” do Bom Motivo e fazer com que os músicos se alternassem entre os dois palcos, porque fica complicado você deixar de assistir um artista que está se apresentando no palco 2 (do segundo piso) porque conseguiu mesa no piso inferior.

Mas a qualidade do som não é o único atrativo da casa. A começar pela decoração, que lembra uma vendinha do interior com peneiras e panelas penduradas, além de muito artesanato brasileiro. A cerveja também vem sempre gelada e além das cervejas comerciais (Original, Serramalte, etc), ainda existem algumas opções de cervejas diferentes. Os “comes” também são feitos com capricho e o tamanho das porções vale o preço.

Barnaldo 3Mas o ponto maior de destaque, junto com a música, é o atendimento. Desde a recepção até pagar a conta a gente é atendido por funcionários muito atenciosos, bem humorados e com verdadeiro prazer em atender. Quando existe aniversariante, eles invariavelmente até fazem um batuque em panelas para ajudar na animação.

Outra grata surpresa foi curtir um pouco do som  e da energia do Elio Camale, um baita artista, que era regular na casa, mas que agora está morando na França, veio passar  férias no Brasil e não resistiu em fazer uma noite no Barnaldo.

Onde: Barnaldo Lucrécia (Rua Abilio Soares, 207 – São Paulo – SP)
Quando: 10/01/2015
Bom: música, atendimento, ambiente, enfim, tudo!!!
Ruim: só para ter do que reclamar, a fila para pagar foi um pouco demorada
Site: http://barnaldolucrecia.com.br/

 

Botecando #46 – Sociedade Rosas de Ouro – São Paulo – SP

20150107_232626Ok! Não é um bar, mas tem cerveja, tem música e tem gente se divertindo, então dá para enquadrar na categoria, e afinal de contas quem manda aqui sou eu….hehehe

Como moro na Freguesia do Ó, bairro onde a quadra da escola é situada hoje em dia (para quem não sabe, a Rosas é originária da Vila Brasilândia, inclusive, quando da mudança de localidade, houve uma cisão que gerou o GRES Iracema Meu Grande Amor), já frequentava a quadra há alguns anos (quase uns 20). Porém, havia 4 anos que não ia em ensaio.

20150108_002929O motivo é que o ensaio da Rosas de uns anos pra cá virou “balada”: custa relativamente caro (R$ 30,00 é caro comparando a outras escolas, porém entendo que a escola deve aproveitar a demanda), normalmente tem filas gigantescas e fica muito lotado. Para piorar, agora também está começando muito tarde (mesmo sendo uma quarta feira) e a bateria só entrou quase à meia noite.

Tudo isto acaba tirando um pouco daquele ar de “comunidade”, já o que mais se vê são pessoas que estão ali para mais para azarar e beber, e menos para curtir o samba e aproveitar para interagir com uma realidade que talvez seja distante da dele, além do mais, os valores afastam um pouco as pessoas com um poder aquisitivo menor e que não são associados da agremiação. Sem contar que a maioria das pessoas precisa levantar cedo para trabalhar.

Mas como era a primeira semana do ano imaginei que não estaria tão cheio e resolvi arriscar. O esquema é sempre o mesmo da maioria das escolas: uma roda de samba para esquentar, depois entra a bateria que toca os hinos da escola, eventualmente alguns sambas-enredo antigos e depois começam a tocar o samba do carnaval atual, repetindo inúmeras vezes para que as pessoas o decorem.

Não tem muito luxo (apesar de ser uma das melhores quadras de SP) e os comes e bebes estão disponíveis nos bares da quadra (cada bar é diferente, pois eles são arrendados). Para comer, sugiro bater um belo pernil em uma das barracas da frente antes de entrar (para se preparar para a bebida) e um na saída para dar aquela reforçada.

Infelizmente, cerveja é só devassa (o que me gerou uma baita ressaca!), mas existem outras opções de drinks (caipirinhas, vodka, whisky, etc).

Quanto ao enredo de 2015, achei o tema (“Depois da Tempestade, o Encanto”) bem interessante e com muitas possibilidades no desenvolvimento de fantasias e alegorias. Gostei bastante da letra, porém achei que a música não empolga e a melodia é difícil de decorar.

Os ensaios estão acontecendo todas as Segundas, Quartas (fuja, é o dia mais cheio) e Sextas. Para quem quiser ir, sugiro ir nesta ou no máximo na próxima semana, depois fica praticamente impossível se locomover lá dentro devido à lotação.

Onde: Sociedade Rosas de Ouro (Rua Coronel Euclides Machado, 1066 – São Paulo – SP)
Quando: 07/01/2015
Bom: samba!!!
Ruim: somente cerveja devassa
Site: http://www.sociedaderosasdeouro.com.br/

 

Botecando #45 – Cachaçaria do Rancho – São Paulo – SP

Cachacaria do Rancho 1Eu já declarei várias vezes o meu amor à cidade de São Paulo e o centro da cidade. O centro de São Paulo, apesar de todos os problemas, é um lugar onde você encontra de tudo no quesito diversão, gastronomia e compras, desde coisas simples e baratas até artigos e restaurantes de luxo. Eu particularmente gosto desta mistura de classes e tipos que acontece no centro da cidade.

E nada melhor para curtir esta “geléia geral” do que curtir um bar que usa uma bela praça do centro para acomodar os fregueses.

A Cachaçaria do Rancho era um restaurante que ao longo do tempo mudou de dono e nome algumas vezes. Durante o dia é um restaurante que servem os famosos PFs e comerciais e no final da tarde e aos sábados se transforma em um local onde as pessoas que trabalham na região vão curtir o happy hour.

Como vários outros bares no centro têm feito durante o horário de happy hour, há algum tempo atrás ele também começou a oferecer música ao vivo para seus clientes (de quarta à sexta após as 18:00 e aos sábados à partir das 14:00).

Além do preço bem camarada (felizmente o raio gourmetizador ainda não chegou ao centro) e do bom atendimento, um dos pontos altos é que boa parte das mesas ficam do lado externo do bar, em plena praça, debaixo de suas árvores e atrás da bela Biblioteca Mário de Andrade.

O que é o ponto alto também pode se tornar um ponto ruim: se chover provavelmente muita gente tem que fechar a conta e ir embora, pois não caberá todo mundo lá dentro. Outro coisa que pode incomodar a alguns é que, como as mesas ficam em um espaço público, pode-se fumar nas mesas e invariávelmente algum pedinte e/ou algum vendedor vai interpelar as pessoas que estiverem na mesa.

Como eu particularmente gosto da “fauna” do centro de SP, para mim é um “plus” e não me incomoda, mas é de para se levar em consideração na hora de marcar um happy hour ali.

Onde: Cachaçaria do Rancho (Praça Dom José Gaspar, 86 – São Paulo – SP)
Quando: 26/12/2014
Bom: preços e poder fumar nas mesas
Ruim: como é aberto, a chance de ser interpelado por pedintes e vendedores é grande
Site: https://www.facebook.com/pages/Cacha%C3%A7aria-do-Rancho/277367529098578?fref=ts

Cachacaria do Rancho 2