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Botecando #63 – Tiro Liro – São Paulo – SP

Tiro LiroLocalizado num pequeno imóvel de esquina na Cotoxó (pouco depois da Alfonso Bovero, para quem sobe sentido Vila Madalena), o Tiro Liro foi montado e é conduzido pela mesma família responsável pelo Dona Felicidade (que ainda preciso conhecer).

O bar e restaurante lembra uma mercearia antiga na decoração (só faltaram os sacos de farinha), com seu balcão de madeira escura e muita antiguidade espalhada por todo canto da casa. Destaque para a coleção de abridores de garrafa e as várias charges, especialmente dos irmãos Caruso, espalhadas pela casa.

O chopp é bem tirado e vem na temperatura correta (também, com o frio que fazia, seria estranho se fosse diferente…hehehe) e o atendimento é justo: são rápidos, prestativos e simpáticos.

O destaque mesmo fica por conta das comidas, tanto pela mesa de acepipes (à quilo) quanto as porções de petiscos. Provei uma com bacalhau em uma “casquinha” de queijo provolone que estava ótima, e olha que eu nem sou chegado em bacalhau. O mesmo vale para os  “Rojões à Tiro-Liro”: pequenos pedaços de lombo marinados no vinho branco, servidos com abacaxi e uvas. Até as frutas, que normalmente me incomodam em pratos salgados, cairam muito bem no conjunto.

Quero voltar lá com mais tempo, preferencialmente em uma tarde de sol, sentar em alguma das mesas na parte externa e sair de lá somente quando estiver chamando Jesus de Genésio!!!!

Onde: Tiro Liro (Rua Cotoxó, 1185 – São Paulo – SP)
Quando:03/07/2015
Bom: decoração e comidas.
Ruim: nada.
Site: http://www.tirolirobar.com.br/index_1.php
Facebook: https://www.facebook.com/TiroLiroBar?fref=ts

Be happy! 🙂

Tiro Liro 2

Botecando #62 – Z Carniceria – São Paulo – SP

Z CarniceriaFazia um tempinho que estava querendo conhecer este bar, que foi montado onde antigamente era o açougue e matadouro Açougue Z (daí o nome), ali na Rua Augusta.

O bar conserva os azulejos originais do estabelecimento, assim como os tanques onde provavelmente as carnes e os utensílios ali utilizados eram lavados. Os ganchos onde se penduravam as carnes também estão presentes na decoração, que é completada por vários artefatos que remetem ao tema, como caveiras de bois e porcos, facas, cutelos e muita memorabilia.

O espaço é pequeno, contando com cerca de uma dúzia de mesas e um pequeno, mas bem montado balcão. O atendimento é simples, mas cordial. A garçonete fez questão de “realocar” algumas pessoas que estavam no balcão para nos acomodar, mesmo após falarmos que não haveria problemas em ficar de pé.

Como demos apenas uma passada para conhecer não chegamos a comer nada e apenas tomamos alguns chopps Heineken bem tirados pelos bartenders e a um preço justo. Chegando até as 21:00 não há cobrança de entrada e paga-se apenas o que for consumido.

Além da decoração inusitada, um dos pontos altos da casa fica por conta do som: muitos lados B do mais puro Rock’n’Roll (Stones, Dylan, The Smiths, etc) e Soul, em um volume que permite as conversas.

Pretendo voltar novamente para aproveitar por mais tempo, degustar alguns petiscos e talvez experimentar alguns drinks. Mas garanto que é uma boa pedida, especialmente para um “date”, já que o volume do som permite o diálogo e a iluminação é reduzida à partir das 21:00hrs.

Onde: Z Carniceria (Rua Augusta, 934 – São Paulo – SP)
Quando:26/06/2015
Bom: decoração e som.
Ruim: talvez não seja um bom lugar para levar um vegetariano radical ou um vegano…hahaha
Site: http://zcarniceria.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/zcarniceria

Be happy! 🙂

Botecando #61 – BH Lanches – São Paulo – SP

BH Lanches 02O BH Lanches é a salvação de muita gente que resolve fazer uma refeição com sustância na madrugada, depois de uma balada. Ou mesmo para tomar a saideira, já que funciona 24 horas.

Situado ali nas esquinas da Augusta com a Luis Coelho, é uma lanchonete pequena e simples, mas que oferece um dos melhores sanduíches de pernil da cidade, além de outras opções que se podem chamar de verdade de “comida de boteco”: coxinhas e outros salgados, petiscos diversos e legítimos e volumosos PFs.

Do que eu já provei, a coxinha é boa, mas não chega a ser uma das melhores que comi e os pedaços de “pizza de estufa” também são bons. O destaque mesmo fica por conta do generoso sanduíche de pernil, que na minha opnião não perde em nada para o do Estadão. E ainda ganha no quesito “tamanho”: você precisa estar realmente com muita fome para conseguir devorá-lo todo.

No quesito bebes, além das cervejas tradicionais (Skol, Original, Brahma), eles oferecem long necks de Heineken e Stella e ultimamente também têm oferecido Paulistânia e Erdinger, para quem gosta de algumas cervejas diferentes.

O atendimento é o típico de boteco, com garçons bastante simpáticos e prestativos. Como nas vezes em que eu fui a intenção foi comer e tomar umas 2 antes das baladas, não fiz o teste da saideira, que diz muito sobre o boteco.

Talvez o único problema para algumas pessoas seja o fato de, por parte das mesas estarem na rua, você ser abordado por vendedores ambulantes e pedintes quando ficar nestas mesas (eu prefiro porque fica mais fácil para fumar). Mas como acho que as pessoas do local também fazem parte do pacote, eu não me incomodo e muitas vezes até me divirto.

Onde: Bh Lanches (Rua Augusta, 1533 – São Paulo – SP)
Quando:26/06/2015
Bom: lanches e salgados.
Ruim: nada.
Site: http://bhlanches.com.br/

Be happy! 🙂

BH Lanches 01

Botecando #60 – Bar de Cima – São Paulo – SP

Bar de Cima 01Não adianta! Por mais que a gente tente fazer diferente nós acabamos usando conceitos que temos para julgar as coisas. É o famoso “pré-conceito”. Quando um amigo convidou para a comemoração do aniversário dele em um bar na Oscar Freire eu já pensei: “PQP!! Deve ser daqueles bares enjoados, caros e cheio de mauricinhos e patricinhas!”.

Quando eu vi no site que o bar fazia parte de um grupo “Chez” ai eu quase desisti de ir mesmo. Chez, Bistrô e Gourmet são palavras com as quais eu tenho preconceito realmente, um do qual não me ervengonho, já que de uns cinco anos para cá alguma destas palavras no nome de uma casa significa “vou pagar caro por algo que talvez nem goste, mas que está na moda e eu preciso compartilhar no Instagram e falar para os meus amigos que frequento”.

Resolvi ir de qualquer forma por causa da amizade. E não é que gostei! E não foi nem por conta da baixa expectativa criada, o que faria que qualquer coisa que viesse fosse lucro.

O Bar de Cima fica localizado no 3º e 4º andares de um imóvel que também é ocupado pelo restaurante Chez Oscar. Externamente o imóvel já se destaca por parecer um “container” de aço inox e vidro. Internamente a decoração sem muitas frescuras também agrada.

Bar de Cima 02O serviço é de boa qualidade, com garçons que, apesar de impessoais (não adianta, eu prefiro um boteco como o BDL, o Cesinha ou a Dona Diva, com garçons “amigos”), são bastante educados e solícitos. A rapidez no atendimento também é destaque.

Não cheguei a comer nada, mas no quesito bebida, apesar da pouca variedade de opções, ao menos elas não são concentradas em american lagers e o bar oferece ao menos mais duas opções (belgas) para quem quer tomar alguma coisa diferente. E a preços normais para uma balada, já que R$ 11,00 por uma Stella, ou R$ 19,00 para uma Leffe não está muito fora do que os bares estão cobrando ultimamente.

Mesmo o público, que eu achei que seria composto de mauricinhos e patricinhas afim de “desfilar” não era exatamente o que eu esperava e, apesar da casa atrair sim um público mais elitizado, me pareceram mais “nerds, geeks e hispsters” do que a “galera ostentação”.

O único ponto “negativo”, se bem que na verdade achei foi engraçado, foi o DJ fazendo “micagens” nas pick-ups, apesar de aparentemente a programação das músicas já ter sido feita previamente no seu Mac. Mas nem isto foi ruim, já que mesmo o eletrônico não sendo meu estilo preferido, as músicas eram agradáveis. Só foi engraçado mesmo.

[Update] Uma outra coisa que eu achei legal no bar é que só entra com o nome na lista, o que pode ser feito pelo site deles. Parece que é elitização, mas na verdade acaba sendo um conforto, porque assim não se forma fila na porta e eles conseguem estimar e limitar a quantidade de pessoas que irão comparecer, evitando superlotação e filas.

Não é o bar em que eu “bateria cartão” ou iria ir espontâneamente, simplesmente porque não faz meu estilo, mas não hesitaria em ir novamente caso fosse convidado.

Onde: Bar de Cima (Rua Oscar Freire, 1128 – São Paulo – SP)
Quando:19/06/2015
Bom: arquitetura.
Ruim: não tem nada que se destaque negativamente.
Site: http://bardecima.com.br/

Be happy! 🙂

Botecando #59 – Empório Sagarana – São Paulo – SP

Sagarana 03Eu já havia ido ao Sagarana umas duas ou três vezes antes de iniciar este blog e as primeiras impressões que eu tive sempre foram muito boas.

O bar fica localizado num imóvel de esquina bem no meio da Vila Romana, com fácil acesso à estação Vila Madalena do metrô (dá menos de 30 minutos andando, ou 5 de táxi). O local é dividido em 2 ambientes com paredes forradas de prateleiras exibindo garrafas de cervejas de todas as origens e tipos, garrafas de cachaça e vidros de compotas e doces.

Como a temática do bar é mineira, os petiscos baseados na culinária desta região dominam o cardápio, com destaque para o lanche de pernil no pão de queijo, que na minha opnião, junto com porção de torresmo e coxinhas (não as porções, aquelas em tamanho padrão, e sem catupiry, por favor), deviam ser presenças obrigatórias em qualquer boteco.

Entre as cervejas oferecidas, várias brasileiras, o que sempre me agrada muito. Os garçons são bem educados e conhecem bem sobre o assunto (cervejas especiais), podendo ser consultados quando o cliente ou não tem conhecimento ou está em dúvida sobre o que pedir.

No Sagarana é tudo certinho: carta de bebidas, porções, atendimento, localização, decoração, etc. E talvez este seja o único problema do Sagarana: é tudo muito certinho, tudo muito “pasteurizado”, a ponto de não ter personalidade. Até os clientes são do tipo “nem fede nem cheira”. Falta uma atendimento diferenciado (como no BDL ou no Cesinha). Ou uma carta fenomenal (como no Frangó). Ou garçons “amigos” (como no Ó e na Diva).

Como o local é relativamente novo, creio que com o tempo esta “personalidade” irá se desenvolver. E com certeza acompanharei este desenvolvimento…hehehe

Onde: Empório Sagarana (Rua Marco Aurélio, 883 – São Paulo – SP)
Quando:29/05/2015
Bom: carta de cervejas e lanche de pernil no pão de queijo.
Ruim: falta personalidade.
Site: http://www.emporiosagarana.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/emporiosagarana

Be happy! 🙂

Devia ter uma lei obrigando todos os botecos a oferecerem este petisco, além de porções de torresmo.

Devia ter uma lei obrigando todos os botecos a oferecerem este petisco, além de porções de torresmo.

Botecando #58 – Cervejaria Ideal – São Paulo – SP

Cervejaria IdealParece que as cervejas ditas “especiais” caiu de vez no gosto do brasileiro (especialmente do paulistano) e temos visto cada vez mais a abertura de casas dedicadas ao tema, e mesmo uma abertura maior para outros estilos e rótulos, que não as famosas pilsens das grandes cervejarias brasileiras, em casas que não tem a cerveja como foco principal.

Uma das novas casas de São Paulo é a Cervejaria Ideal, que fica na Pompéia, bairro que parece que está se tornando a “meca” da cerveja artesanal em São Paulo.

A Ideal é um misto de bar e brewpub, já que tem uma área onde é possível produzir cerveja. O detalhe é que o próprio cliente, se quiser, pode agendar a produção de sua cerveja personalizada, que pode ser consumida no próprio bar ou então engarrafada para ser levada para casa (após o período de fermentação e maturação) .

Além deste espaço, que é envidraçado e permite aos frequentadores observar o processo de fabricação da cerveja, a casa conta com um terraço na área da frente e mais algumas mesas bem distribuidas ao longo do imóvel, que aparenta ser uma antiga casa. No fundo existe uma área com churrasqueira e sofás, que é utilizada para alguns eventos da casa ou então pode ser reservada.

O menu é baseado na culinária alemã, portanto conta com bastante opções de petiscos à base de carne suína e de batata. Provamos uma Bratkartoffeln com bacon que estava muito boa.

Nas torneiras, apesar do proprietário da casa ser alemão (o que descobri após a visita lendo algumas reportagens sobre o bar), a maioria das cervejas (10 das 12 torneiras) eram de origem brasileira, todas elas de ótima qualidade, o que mostra a evolução do mercado por aqui. Dificilmente eu falo de uma cerveja em específico nestes posts, mas vou abrir uma exceção: se estiver disponível (as cervejas são rotativas nas torneiras), não deixem de experimentar a Rogue Hazelnut Brown Nectar. Uma das melhores que eu tomei nos últimos tempos.

Onde: Cervejaria Ideal (Rua Ministro Ferreira Alves, 203 – São Paulo – SP)
Quando:23/05/2015
Bom: cervejas, atendimento.
Ruim: nada.
Site: http://www.cervejariaideal.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/idealcervejaria?fref=ts

 Be happy! 🙂

Botecando #57 – Botequim do Cesinha – São Paulo – SP

20150516_182146Sabe aquele boteco que fica na sua vila e que você ia comprar balas e chicletes quando criança? Você cresceu junto com o boteco, chama o dono pelo nome e ele te chama pelo nome e você conhece boa parte dos frequentadores? Pois então, em 5 minutos no Botequim do Cesinha você se sente como se tivesse crescido no bar.

O Cesinha se encontra em uma portinha de garagem (hoje em dia em duas portas de garagem) na Rua Delfina, na Vila Madalena. Portas de garagem que guardam boas surpresas para quem aprecia boas cervejas, além de apreciar um Boteco com “B” maiúsculo.

Nas prateleiras, em um “cardápio ao vivo”, mais de 60 cervejas de vários tipos e nacionalidades, todas servidas nas temperaturas corretas e na medida do possível, nos copos apropriados (pelo tamanho do local, creio ser meio difícil manter vários tipos de copos em várias quantidades). Para quem quer somente tomar umas cervejas normais, eles também oferecem Heinekens, Stellas e Estrellas Galícias (em long necks ou versão 600mls).

Dos petiscos, experimentei a Porção Mista do Cesinha, que vem com um mix de queijos e frios, além do tradicional rosbife caseiro, carro chefe da casa. Tudo estava muito bom e o tamanho da porção valeu o preço. Também servem alguns lanches, sendo o principal deles o de rosbife caseiro. Da próxima vez experimentarei.

Bebida boa, comida boa, para completar o ambiente é ótimo. Tanto o próprio Cesinha, quanto sua esposa e o restante do staff são muito solícitos e simpáticos. O Cesinha faz questão dar as boas vindas e depois de ficar passando de mesa em mesa para conversar amenidades com todos os clientes. E os próprios clientes habituais do bar também são uma atração à parte e acabam por proporcionar várias cenas divertidas na sua interação com o proprietário e na sua própria bebedeira.

Onde: Botequim do Cesinha (Rua Delfina, 66 – São Paulo – SP)
Quando:16/05/2015
Bom: cervejas, atendimento, petiscos.
Ruim: literalmente nada!!!!
Site: http://botequimdocesinha.com/
Facebook: https://www.facebook.com/pages/Botequim-do-Cesinha/286094701404175?fref=photo

 Be happy! 🙂

Botecando #56 – Pirajá – São Paulo – SP

20150509_123020Sinceramente não lembro se já tinha ido alguma vez no Pirajá. Acho que sim, mas se fui faz tanto tempo que nem lembrava como o bar era. Aproveitei que ia rolar um samba com Moacyr Luz e seu Samba do Trabalhador , que se apresenta todas as segundas no Clube Renascença, no Rio, e sempre na primeira terça-feira do mês no Traço de União para conhecer (ou relembrar) deste já tradicional ponto da boêmia paulistana. E gostei!

Estes não eram todos nossos, mas tomamos um pouco mais que isto.

Estes não eram todos nossos, mas tomamos um pouco mais que isto.

O Pirajá, que já tem quase seus vinte anos, fica localizado bem no início da Faria Lima, naquele pedaço que têm sido chamado ultimamente de “baixo Pinheiros” e teve como proposta, desde o início, ser um boteco carioca bem no meio de São Paulo, tanto que sua calçada imita o desenho de ondas existente no calçadão de Copacabana.

A parte interna do bar não é tão grande, mas juntamente com a área externa tem capacidade de acomodar um bom público, que desta vez lotou para acompanhar o samba. E ai fica uma dica: quando tiver algum destes raros eventos, é importante chegar cedo para pegar mesa. Tá certo que ninguém vai ficar sentado, mas é sempre bom ter um lugar para colocar os copos e para as mulheres colocarem suas bolsas. Além de ser mais prático se quiser comer algum petisco.

Por falar em petisco, talvez eles sejam o carro chefe da casa. A calabresa na cachaça que pedimos estava fantástica. Pedimos uma porção de torresmo, que eles não tinham (uma falha, já que no Rio é quase obrigação em boteco), porém o garçom “quebrou o galho” e nos fez uma porção com a pururuca que acompanha o caldinho de feijão. Não era exatamente o que queriamos, mas mesmo assim estava muito bem feita.

Os garçons estavam sempre solícitos, porém quando o bar encheu o serviço ficou um tanto prejudicado. Mas na medida do possível eles conseguiam nos atender e trazer o chopp brahma, sempre gelado e cremoso, e também a ótima cachaça da casa.

Uma pena que o samba acontece em situações esporádicas (até porque, não se cobra couvert) e talvez por isto encha demais (uma faixa da Faria Lima ficou tomada), senão seria uma opção a mais aos sábados.

Onde: Pirajá (Avenida Brigadeiro Faria Lima, 64 – São Paulo – SP)
Quando:09/05/2015
Bom: petiscos e atendimento.
Ruim: o samba acontece somente em datas especiais.
Site: http://www.piraja.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/bar.piraja?fref=ts

 Be happy! 🙂

Moacyr Luz fazendo a galera cantar para poder "molhar o bico".

Moacyr Luz fazendo a galera cantar para poder “molhar o bico”.

Botecando #55 – Bar Templo – São Paulo – SP

20150502_204052Fazia um tempão que estava querendo conhecer esta casa. Todos os meus amigos que foram falaram muito bem dela e, excetuando-se por um fator, ela correspondeu às expectativas.

Acho que alguém está meio desesperado pra casar.

Acho que alguém está meio desesperado pra casar.

O Templo fica na Móoca, numa travessa da Paes de Barros cheia de bares. O formato da casa e a disposição do palco lembra o Traço de União e as faixas penduradas no teto lembram as fitas do Senhor do Bonfim que existem no Tatu Bola. Acho que fizeram isto intencionalmente (um plágio mesmo). Além disto a casa é decorada com imagens em tamanho natural (tamanho humano) de vários santos de diversas religiões (umbanda, catolicismo, hinduísmo, budismo).

A cerveja (original, brahma, bohemia e serralmante) estava estupidamente gelada e a caipirinha que eu pedi, além de vir numa “dose” de quase meio litro, também estava ótima. A porção de torresmo, apesar de estar com um pouco de excesso de gordura, também estava boa.

O samba também é da melhor qualidade, apesar do som estar um pouco embolado, principalmente no início.

Era para ser tudo ótimo, mas cobrar 60 reais homem e 50 reais mulher, somente para entrar, numa feijoada com samba acho um pouco exagerado. O preço dos comes e bebes também estavam bem acima do que é cobrado na Vila e mesmo no Itam. Sei que estão tentando elitizar e gourmetizar tudo, mas 25 reais numa porção de torresmo (uma das mais baratas!) ou pela caipirinha (mesmo sendo uma dose grande) já é algo que beira o absurdo.

Gostei do bar, mas como não concordo com estes abusos provavelmente não voltaria.

Onde: Bar Templo (Rua Guaimbe, 322 – São Paulo – SP)
Quando:02/05/2015
Bom: decoração e música.
Ruim: valores (entrada, bebidas e comidas) muito altos.
Site: http://www.bartemplo.com/
Facebook: https://www.facebook.com/bartemplo?fref=ts

 Be happy! 🙂

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Botecando #54 – Choperia O Pátio – São Paulo – SP

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Criançada pirando no Reggae!

A “Choperia o Pátio” fica dentro de um pequeno shopping no bairro do Tremembé. Este shopping tem uma pequena praça de alimentação onde se encontra a choperia. A choperia em sí não tem nada de mais: vende as cervejas padrão (original) e chopp Brahma.

O atendimento não é lá estas coisas, pois os garçons são meio lentos e atrapalhados, mas são simpáticos e atenciosos, assim como o proprietário do local, que geralmente se encontra lá durante boa parte do horário de atendimento da casa.

A casa em sí não teria destaque nenhum (apesar de um amigo ter comentado que servem um ótimo parmegiana na hora do almoço), mas a atração musical das noites de sábado faz com que valha a pena se locomover até este bar, que fica um pouco mais afastado das regiões boêmias, inclusive da Zona Norte: Reggae ao vivo!

Acho que desde que o Radiola São Luiz, que ficava na Mourato Coelho, fechou eu não conheci mais nenhum outro lugar que tenha ao menos uma noite por semana dedicada ao reggae, especialmente contando com banda ao vivo.

Na última vez que fui no Pátio (uns 12 anos atrás), o Reggae ocorria nas noites de domingo e era tocado por uma ótima banda que tinham dois cantores / tocadores de tambor de aço originários da Costa do Marfim como componentes principais. Atualmente a noite reggae ocorre aos sábados e a banda Still Roots (acho que é um trocadilho com “steel drums”, que é o nome em inglês do instrumento) é que comanda, com muita competência, o som.

Eu que não sou um aficcionado por reggae acho que vale a pena encarar a distância e ir curtir o som que rola no Pátio. Para quem é fã do ritmo, acho que é imperdível. Coloquei dois vídeos abaixo para que tenham uma amostra.

Onde: Choperia O Pátio (Avenida Maria Amália Lopes de Azevedo, 89 – São Paulo – SP)
Quando:04/04/2015
Bom: musica.
Ruim: os garçons, apesar de simpáticos, são meio lentos e atrapalhados.
Site: http://www.choperiaopatio.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/ChopeeriaOPatio