Botecando #60 – Bar de Cima – São Paulo – SP

Bar de Cima 01Não adianta! Por mais que a gente tente fazer diferente nós acabamos usando conceitos que temos para julgar as coisas. É o famoso “pré-conceito”. Quando um amigo convidou para a comemoração do aniversário dele em um bar na Oscar Freire eu já pensei: “PQP!! Deve ser daqueles bares enjoados, caros e cheio de mauricinhos e patricinhas!”.

Quando eu vi no site que o bar fazia parte de um grupo “Chez” ai eu quase desisti de ir mesmo. Chez, Bistrô e Gourmet são palavras com as quais eu tenho preconceito realmente, um do qual não me ervengonho, já que de uns cinco anos para cá alguma destas palavras no nome de uma casa significa “vou pagar caro por algo que talvez nem goste, mas que está na moda e eu preciso compartilhar no Instagram e falar para os meus amigos que frequento”.

Resolvi ir de qualquer forma por causa da amizade. E não é que gostei! E não foi nem por conta da baixa expectativa criada, o que faria que qualquer coisa que viesse fosse lucro.

O Bar de Cima fica localizado no 3º e 4º andares de um imóvel que também é ocupado pelo restaurante Chez Oscar. Externamente o imóvel já se destaca por parecer um “container” de aço inox e vidro. Internamente a decoração sem muitas frescuras também agrada.

Bar de Cima 02O serviço é de boa qualidade, com garçons que, apesar de impessoais (não adianta, eu prefiro um boteco como o BDL, o Cesinha ou a Dona Diva, com garçons “amigos”), são bastante educados e solícitos. A rapidez no atendimento também é destaque.

Não cheguei a comer nada, mas no quesito bebida, apesar da pouca variedade de opções, ao menos elas não são concentradas em american lagers e o bar oferece ao menos mais duas opções (belgas) para quem quer tomar alguma coisa diferente. E a preços normais para uma balada, já que R$ 11,00 por uma Stella, ou R$ 19,00 para uma Leffe não está muito fora do que os bares estão cobrando ultimamente.

Mesmo o público, que eu achei que seria composto de mauricinhos e patricinhas afim de “desfilar” não era exatamente o que eu esperava e, apesar da casa atrair sim um público mais elitizado, me pareceram mais “nerds, geeks e hispsters” do que a “galera ostentação”.

O único ponto “negativo”, se bem que na verdade achei foi engraçado, foi o DJ fazendo “micagens” nas pick-ups, apesar de aparentemente a programação das músicas já ter sido feita previamente no seu Mac. Mas nem isto foi ruim, já que mesmo o eletrônico não sendo meu estilo preferido, as músicas eram agradáveis. Só foi engraçado mesmo.

[Update] Uma outra coisa que eu achei legal no bar é que só entra com o nome na lista, o que pode ser feito pelo site deles. Parece que é elitização, mas na verdade acaba sendo um conforto, porque assim não se forma fila na porta e eles conseguem estimar e limitar a quantidade de pessoas que irão comparecer, evitando superlotação e filas.

Não é o bar em que eu “bateria cartão” ou iria ir espontâneamente, simplesmente porque não faz meu estilo, mas não hesitaria em ir novamente caso fosse convidado.

Onde: Bar de Cima (Rua Oscar Freire, 1128 – São Paulo – SP)
Quando:19/06/2015
Bom: arquitetura.
Ruim: não tem nada que se destaque negativamente.
Site: http://bardecima.com.br/

Be happy! 🙂

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