Mussum Forevis – Samba, mé e Trapalhões – Juliano Barreto (13/2015)

Mussum ForevisPara quem até pouco tempo atrás não tinha lido uma biografia sequer, até que estou tirando o atraso nos últimos meses. Estou criando o hábito de ler alguma logo depois de uma leitura mais densa. Biografias geralmente são mais fluidas e com um ar mais leve e serve para dar uma “descansada”. Então resolvi ler a do Mussum logo após ter lido O Capital no Século XXI, do Thomas Piketty.

Como o próprio autor cita na contracapa do livro, praticamente todo brasileiro conhece e se divertiu com o Mussum, mesmo os mais novos que acabaram tendo acesso aos vídeos antigos dos Trapalhões através do Youtube. Porém, pouca gente conhece a história do Antônio Carlos Bernardes Gomes, o artista por trás do personagem. Se bem que o personagem tinha muito do artista.

Eu já conhecia um pouco da história do sambista Antônio Carlos, ou Carlinhos do reco-reco, por gostar de samba e pelo fato de “Os Originais do Samba” terem sido no final da década de 60 e durante a década de 70 um dos principais conjuntos atuantes no país e no exterior, conhecendo inclusive algumas de suas aventuras por terras estrangeiras (mais precisamente durante uma temporada no México), porém o autor, Juliano Barreto, conseguiu ir a fundo na história do grupo, pesquisando muitas outras obras que cobriram os artistas contemporâneos d’Os Originais, além de entrevistas com familiares, amigos e com Bigode, o único integrante ainda vivo da formação original do grupo.

Mas além disto, o livro entra em detalhes da vida pessoal de Mussum, inclusive em detalhes que talvez alguns familiares de artistas ficariam receosos em liberar numa biografia, como os casos de infidelidade. Ponto para o autor que não hesitou em entrar neste tema e o fez sem querer criar “polêmicas”, apenas retratando fatos ocorridos, e ponto para a família que inclusive colaborou com os relatos.

Talvez a parte que seja mais interessante para quem é fã dos Trapalhões (eu sempre fui dos filmes, mas tive pouco acesso aos programas de TV quando eles estavam no ar) são as histórias por trás da produção do programa de TV e dos filmes, que não eram tão “engraçadas” quanto o resultado das produções em sí.

Além de tudo isto, como toda biografia, este livro também é interessante para mostrar um pouco do Zeitgeist, isto é, do espírito do tempo das décadas de 60, 70 e 80 no Brasil.

Be happy! 🙂

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