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Botecando #43 – Porto Madalena – São Paulo – SP

Porto Madalena 1Eu frequento o Porto Madalena desde à época em que ele se chamava Pero Vaz, e isto já vai para uns 10 anos. É um bar bem aconchegante, situado bem no coração da Vila Madalena, na esquina da Fradique com a Aspicuelta.

Porto Madalena 2A decoração remete à um navio, com um mastro e algumas redes. O espaço não é tão grande, mas eles ajeitam as mesas de forma com que não fiquem umas sobre as outras.

No quesito cervejas é um bar comum, oferecendo as cervejas populares brasileiras. Já ouvi falar bem das caipirinhas mas apesar de ter ido várias vezes nunca provei. Porém, uma coisa que realmente é boa na casa são so “comes”: tudo muito bem feito, da melhor qualidade. Sugiro provar o filé aperitivo ao molho madeira e a porção de torresmo.

Uma das outras coisas muito boas da casa é a qualidade musical. A dupla que toca praticamente todas as noites (infelizmente não sei o nome deles) é muito boa, fazendo um repertório regado à MPB e Rock Nacional, passando pelo Samba, e incluindo muitos lados B’s. O Serginho Vinci, que já citei aqui outras vezes também toca aos sábados e domingos à tarde.

O atendimento também é sempre bom. Tenho achado até estranho que ultimamente o bar tem sido um dos últimos a encher na Vila. Talvez por conta da mudança de público do bairro, de uma galera mais “relaxada” para o público “ostentação”, o bar tenha ficado um pouco de lado nos últimos anos. Mas sempre vale a pena visitar.

Onde: Porto Madalena (Rua Fradique Coutinho, 1100 – São Paulo – SP)
Quando: 23/12/2014
Bom: ambiente e som ao vivo.
Ruim: nada
Site: http://barportomadalena.com.br/

Porto Madalena 3

Botecando #42 – Quintal do Espeto – Tatuapé – São Paulo – SP

Quintal do Espeto 1Nesta onda de confraternizações de fim de ano, fui tomar umas com meu amigo Mário e a sua familia, que me levaram à este misto de casa de shows, bar e espetinho. Já tinha ido uma vez há alguns anos na Casa do Espeto de Moema, que foi a primeira unidade da agora rede. Mas esta unidade no Tatuapé me impressionou bastante.

Primeiramente pelo tamanho: o lugar é bem grande e deve caber umas duas mil pessoas acomodadas nas mesas, contando com a parte interna, a varanda e a parte externa. Aliás, a varanda e a parte externa são dois dos atrativos na casa e num dia de sol com muito movimento deve ser muito disputado.

Quintal do Espeto 3

Se o cigarro não te matar talvez uma jaca na cabeça consiga!

Esta área externa é repleta de mesas debaixo de árvores frutíferas, o que cria um ambiente bem legal. Por falar em árvore frutífera, o pé de jaca bem no fumódromo deve ser uma campanha de combate ao fumo, já que você fica preocupado com algumas daquelas frutas despencando na sua cabeça….hahaha

O local também conta com um playground com monitores para os pais que querem ficar mais à vontade, podendo levar seus filhos e deixá-los brincando neste playground (ou mesmo correndo por entre as mesas e arvores da parte externa, sem preocupações).

A casa também conta com um grande palco e pelo que soube, além de músicos de rock e mpb que fazem o “som ambiente”, eventualmente existe algum show de artistas mais famosos. Na inauguração da casa, por exemplo, houve um show do Jorge Aragão.

A cerveja sempre veio bem gelada. Quanto à comida, a casa trabalha no sistema de espetinho e é basicamente o que existe: espetinho salgado, espetinho com petiscos (bolinhos de queijo, bacalhau, etc), espetinhos doces. Além disto dá para comprar cumbuquinhas com guarnições (achei um pouco caras estas cumbucas).

O atendimento também fica na média, mas podiam ao menos dar uma saideira. De qualquer forma é um lugar bem legal para reunir uma galera maior (aniversário, confraternização, etc), inclusive por facilitar para casais com filhos.

Onde: Quintal do Espeto – Tatuapé (Rua Serra de Botucatu, 1933 – São Paulo – SP)
Quando: 21/12/2014
Bom: ambiente e som ao vivo.
Ruim: não dão saideira…hehehe
Site: http://www.quintaldoespeto.com.br/quintal.php?unidade=tatuape

Quintal do Espeto 2

Botecando #41 – Armazem Piola – São Paulo – SP

Armazem Piola Tem alguns lugares em que parece que está faltando algo. O ambiente é bonito e bem montado, a cerveja está sempre gelada, os petiscos são bons, o atendimento fica na média, assim como o preço, mas mesmo assim o bar ou restaurante “não pega”.

Este parece ser o caso do Armazém Piola, na Rua Aspicuelta, bem no miolo da Vila Madalena. Pensando em termos objetivos (tudo isto que eu citei acima): o bar é bom. Melhor do que alguns da vizinhança. Mas é só notar como ele geralmente está vazio enquanto o Salve Jorge, que fica em frente, por exemplo, está com as suas mesas cheias.

Eu particularmente só fui ao Piola em pouquíssimas vezes quando não queria ficar andando atrás de algum outro bar ou então esperando mesa no próprio Salve Jorge. E como o bar é geralmente um dos últimos a encher na Vila creio que a maioria das pessoas também o tem como “plano B” para qualquer outro bar.

Ao menos nesta última visita tive a grata surpresa de assistir o Sergio Vinci, de quem sou fã desde as épocas de Banda Sons e Palavras tocando no Caneca Furada, na Freguesia do Ó, o que já vale a ida à casa (ele está tocando às sextas).

Onde: Armazém Piola (Rua Aspicuelta, 547 – São Paulo – SP)
Quando: 19/12/2014
Bom: som ao vivo.
Ruim: falta “personalidade”.
Site: http://www.armazempiola.com.br/

Armazem Piola 2

Botecando #40 – Ceres Cervejas Especiais – São Paulo – SP

CeresQuem passa em frente à Ceres – Cervejas Especiais muito provavelmente não vai imaginar o tesouro que ali se esconde. O imóvel é simplesmente uma casa que na parte frontal exibe uma vitrine com algumas garrafas, manequins, camiseta, etc. Se eu tivesse passado lá sem o objetivo de ter ido tomar umas brejas provavelmente acharia que se trata de um estúdio de tatuagem.

Mas ao entrar, na sala desta casa a gente já tem a primeira boa impressão: uma geladeira e várias prateleiras com vários rótulos de cerveja (muitos nacionais). Em uma outra sala existe também uma mesa de snooker para aqueles que quiserem brincar um pouco e no “quintal dos fundos” algumas mesas.

O sistema é parecido com o do Empório Alto dos Pinheiros: você vai até uma das prateleiras e escolhe a cerveja que quer, se dirige até o caixa com sua comanda e aguarda na mesa que eles levam para você.

Ceres 2Como a casa não é muito grande (é um imóvel residencial adaptado), não dispõe de serviço de cozinha, porém aos finais de semana (e às vezes em alguns outros dias) eles fazem algumas parcerias com food trucks que servem os clientes. Eles publicam a programação da semana em sua página do Facebook. Se você for em algum dia que não tenha foodtruck lá basta ligar para algum delivery entregar uma pizza ou esfihas, sem problemas.

Os preços também são dentro do padrão Empório e você encontra algumas boas opções por valores bem acessíveis.

Acho que repito isto toda vez que falo de um bar que vende cervejas especiais, mas vamos lá novamente: como um “dinossauro” no campo das cervejas especiais no Brasil (afinal de contas, eu frequento o Frangó há 20 anos!) eu fico muito feliz por ver cada vez mais este mercado crescendo, seja através de locais como o Ceres, seja através da cada vez maior quantidade de opções de rótulos de cervejarias brasileiras.

Onde: Ceres Cervejas Especiais (Rua Voluntários da Pátria, 3244 – São Paulo – SP)
Quando: 03/12/2014
Bom: variedade de rótulos, atendimento e preço.
Ruim: o espaço é pequeno.
Site: https://www.facebook.com/cerescervejas?fref=ts

Ceres 3

Botecando #39 – Traço de União – São Paulo – SP

Traço de União

Arlindo Cruz e Sombrinha: ótimo presente de aniversário que ganhei em 2011!

Há 11 anos instalada em São Paulo, a Casa de Brasilidades Traço de União tem como proposta trazer à cidade as rodas de samba, mais notadamente com grupos que concentram seu repertório nos sambistas das décadas de 70 e 80.

Não por coincidência, a maioria dos autores e intérpretes do repertório das atrações da casa são/eram frequentadores das rodas de samba do Cacique de Ramos: Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guineto, Jorge Aragão, Luiz Carlos da Vila (finado padrinho da casa) e, claro, o Fundo de Quintal. Beth Carvalho, madrinha de boa parte deste pessoal é a também madrinha da casa.

Traco de Uniao 2A casa é um galpão no Bairro de Pinheiros, ou do que agora se convencionou chamar de “baixo Pinheiros”, ou seja, a parte próxima à Faria Lima, do lado oposto à Vila Madalena. Por ser um galpão e ter como foco a qualidade da música, o Traço não tem muita frescura na decoração: palco, mesas de madeira, duas “arquibancadas” e bandeiras e camisas de várias escolas de samba e blocos pendurados no teto e nas paredes.

Aos sábados à tarde, quando é servida a feijoada, a lotação é total, o que causa enormes filas na porta (de sábado é interessante chegar antes das 15:00) e antigamente, durante o verão, tornava o ambiente interno um forno. Agora instalaram um sistema de ar condicionado afim de resolver o problema. Um outro problema que fica evidente em dias mais cheios é a disposição dos banheiros: o masculino fica logo na entrada e o feminino fica nos fundos, então se estiver em uma galera “mista”, alguém vai se ferrar para atravessar o salão lotado na hora que quiser ir no banheiro. Numa eventual reforma eles poderiam resolver isto construindo banheiros femininos na frente e masculinos nos fundos.

O público é bem variado: aos sábados dá muita patricinha e mauricinho, que se juntam ao pessoal dos 8 aos 80 que gosta de samba de raiz e que frequentam a casa durante os outros dias. Eventualmente algum convidado de “peso” se apresenta na casa às sextas ou sábados. Já vi ali Sombrinha (contando com participação do Arlindo, em uma vez que eu comemorei meu aniversário lá), Almir Guineto e Neguinho da Beija-Flor. Suportados pela ótima banda da casa, estes artistas (outros não tão famosos) fazem a festa de quem curte um bom samba.

Onde: Traço de União (Rua Cláudio Soares, 73 – São Paulo – SP)
Quando: 02/12/2014
Bom: som e atendimento.
Ruim: eventualmente fica muito lotado e a disposição dos banheiros é ruim.
Site: http://tracodeuniao.com.br/

Samba do Trabalhador com Moacyr Luz

Samba do Trabalhador com Moacyr Luz

Botecando #38 – Cervejaria Nacional – São Paulo – SP

Cervejaria NacionalAo contrário do vinho, que dizem que quanto mais velho melhor, a melhor cerveja é aquela tomada diretamente na cervejaria, já que a cerveja sofre a ação do tempo, da exposição a luz (por isto as garrafas, em sua grande maioria, são escuras), do chacoalhar durante o transporte, etc. Então nada melhor do que apreciar uma cerveja direto na fonte!

A Cervejaria Nacional foi o primeiro brewing bar do Brasil (ao menos pelo que eu sei), que é um conceito bastante comum na Europa e EUA, que é simplesmente a fábrica de cervejas ter um bar (ou um bar fabricar sua própria cerveja). Uma das primeiras que eu fui foi a Rock Bottom, em Phoenix, no Arizona, que infelizmente fechou, e gostei bastante da idéia.

Logo ao entrar na Cervejaria Nacional, no térreo, tem-se a visão dos tanques de fermentação. Para quem quiser conhecer como é o processo, estando no bar é só pedir para fazer uma “visita guiada” que eles te mostram como funciona (não precisa agendar nem nada).

Cervejaria Nacional 2No primeiro andar se encontra o bar propriamente dito. Um detalhe interessante é o balcão de vidro que permite que a fábrica, no andar térreo, seja visualizada do alto. No segundo andar fica o restaurante da casa, mas não cheguei a ir.

A casa oferece 5 opções de cervejas regulares: Domina (Weiss), Y-Iara (Pilsen), Mula IPA, Kurupira Ale e Sa’si Stout. Achei muito legal a idéia de usar figuras do folclore brasileiro para nomear as cervejas. Aconselho a pedir um sampler na primeira vez que for ao bar, para experimentar cada uma das cervejas regulares. No cardápio e nas paredes existem informações bem úteis sobre cada uma delas, como coloração, teor alcólico e IBU (International Biterness Unit – unidade que classifica o amargor da cerveja). Além das regulares, eles sempre contam com algumas sazonais e/ou especiais no cardápio.

Tem duas coisas que é padrão nos EUA e Europa e que eles também trouxeram para cá que eu achei bem legal. A primeira é dar água de graça para ser intercalada com as cervejas, afinal de contas, as cervejas ali são feitas para serem apreciadas, e não para se encher a cara (aliás, qualquer bebida alcólica deve ser consumida com este intuito, se alguém bebe apenar para ficar bêbado, é melhor procurar ajuda urgente). A água também serve para limpar o paladar quando você está tomando um rótulo e quer experimentar outro.

A segunda coisa são as promoções de Happy Hour: de segunda à quinta, das 17:00 as 20:00 horas e as sextas, das 17:00 as 19:00 horas você pede uma cerveja e ganha outra.

Aconselho a conhecer a casa, mesmo para aqueles que ainda não descobriram o fantástico mundo das cervejas especiais (detesto o termo “gourmet”, que atualmente serve apenas para encarecer os produtos e serviços). Ao experimentar alguma cerveja com “caráter”, talvez quem ainda não se apaixonou pelo universo cervejeiro caia de amores por esta cultura que vem a cada dia crescendo mais no Brasil.

Update: lembrei que a Cervejaria Nacional na verdade não foi o primeiro brewing pub que eu conheci. Antes dela eu conheci o Dado Bier, que ficava no Itaim, e o Santa Cerva, que ficava no Tatuapé. Mas posso dizer que a Cervejaria Nacional é o primeiro cujo foco são cervejas artesanais.

Onde: Cervejaria Nacional (Avenida Pedroso de Morais, 604 – São Paulo – SP)
Quando: 01/12/2014
Bom: tomar cerveja na fábrica (precisa de mais algum motivo?).
Ruim: não fica do lado de casa :-(.
Site: http://www.cervejarianacional.com.br/

Estas fotos já estão virando tradição!

Estas fotos já estão virando tradição!

Botecando #37 – Lapa 40º – São Paulo – SP

Lapa 40 graus 1O Lapa 40 graus já é uma casa famosa no Rio de Janeiro, localizado no bairro boêmio do centro do Rio e cujo proprietário é o bailarino Carlinhos de Jesus. Ele abriu recentemente esta filial aqui em São Paulo (acho que não tem nem 6 meses), na Vila Madalena. Acho que neste ponto ele “comeu bola”, já que poderia ter aberto no bairro “homônimo”, apesar da Lapa de São Paulo não ter uma tradição boêmia muito forte.

Nunca fui no do Rio, então não posso comparar, mas a casa de São Paulo me lembrou bastante o Rio Scenarium, que também fica no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, tanto pelo tamanho, quanto pela proposta, que é de ser uma casa usando aquele estereótipo do “sambista carioca” e de seus points que é conhecido mundo afora: malandro de camisa listrada, chapéu e sapato branco, mulatas dançando e MPB “vendida” como se fosse samba. Ou seja, a casa é feita para turista. É tão feito para turista que existe até professores ensinando a galera a dançar.

Lapa 40 graus 2Do ponto de vista do som, não dá nem para comparar com o Traço de União, Bar Mangueira, ou mesmo ao Bar da Dona Diva, onde realmente rola “samba” de verdade, mas mesmo assim, para quem vai em galera (tipo para comemorar um aniversário, como eu fui) ou para assistir a algum show onde realmente role samba ou ao menos pagode (o Revelação, assim como o Pagode 90, estão “batendo cartão” na casa) dá para se divertir.

Mas para mim o que mais chamou a atenção na casa foi a qualidade do atendimento. Desde o momento em que eu cheguei até a hora de ir embora, todos os funcionários foram bem educados, eficientes e amáveis. E olha que trabalhar na noite aguentando bêbado não deve ser fácil. Mas mesmo assim, todos eles pareciam estar fazendo o que gostam, estavam de bom humor (humor genuíno, nada forçado) e tinham prazer em atender bem. Staff realmente nota 10!

Devo voltar logo para pegar algum show e curtir um samba de verdade.

Onde: Lapa 40º (Rua Inácio Pereira da Rocha, 520 – São Paulo – SP)
Quando: 29/11/2014
Bom: atendimento (staff realmente com prazer em atender).
Ruim: feito pra “turista”.
Site: http://www.lapa40graus.com.br/novo/index_sampa.php#home

Lapa 40 graus 3

Botecando #36 – Pé de Manga – São Paulo – SP

Pe de Manga 1Apesar deste bar não ser tão novo e ficar na Vila Madalena, meu bairro preferido para sair em São Paulo, eu não o conhecia. Até porque este é um daqueles que ficam na “periferia” da Vila, neste caso, na periferia mais chique (região da Rua Delfina).

O ambiente é bem interessante: a maior parte do bar fica em uma área aberta, embaixo de um grande pé de manga, o que faz do bar uma ótima opção para ir durante o dia, em um dia ensolarado.

No cardápio chopp e cervejas de 1 litro importadas (Stella, Norteña e Patrícia). Infelizmente acabei não provando alguma das caipirinhas, que pareciam bem interessantes (acabei esquecendo). Os petiscos (provei fritas e pasteis de carne seca e queijo) estavam na média: estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Para quem gosta ou quer algum dia provar, eles têm uma porção de mini acarajés.

O atendimento, apesar de sempre eficiente (os garçons nem esperavam o copo ficar vazio e já vinham servir a cerveja que estava na mesa ou no balde), foi bastante impessoal. Eu particularmente não gosto, mas como o público do bar é em boa parte composto de mauricinhos e patricinhas, além de alguns casais de mais idade, creio que seja o tipo de atendimento que esta clientela prefira.

De qualquer forma, pretendo voltar para provar a caipirinha, a porção de acarajé (nunca comi acarajé e prefiro tentar primeiro com uma versão “light”) e ver se tenho uma outra impressão do local. Até porque desta vez chegamos já no início da noite e ficamos na parte interna, ou seja, não pudemos aproveitar o que o bar tem de mais legal, que é justamente a sombra do pé de manga.

Onde: Pé de Manga (Rua Arapiraca, 152 – São Paulo – SP)
Quando: 29/11/2014
Bom: Ambiente.
Ruim: atendimento muito impessoal.
Site: http://www.pedemanga.com.br/home.html

Botecando #35 – Schwarzwald, Bar do Alemão – Curitiba – PR

Bar do AlemaoOs queridos amigos Camila e Neto, que se mudaram recentemente para Curitiba, lembraram de mim quando visitaram este bar na cidade, me mandando fotos do local via Whatsapp e já deixando marcado uma ida à este bar quando fosse visitá-los.

E no Domingo lá fomos nós, mas vale a pena aproveitar e falar um pouco sobre a Feira do Largo da Ordem, que ocorre aos domingos, das 9:00 as 14:00hrs, no Centro Cívico de Curitiba, mesmo bairro do Schwarzwald. A feirinha me lembrou muito o mercado de pulgas do Mauer Park, que ocorre aos domingos, no parque de mesmo nome, em Berlin.

Varias barracas vendendo artesanato, antiguidades e comidas típicas de vários países e, para complementar, alguns artistas de rua muito bons, como o Davi Henn, que toca Country Blues tradicional (com direito a Kazoo), e um ótimo grupo de chorinho (que acabei vendo pouco, pois já estavam no final da apresentação).

Depois de darmos uma volta pela feira, fomos ao Bar do Alemão, para tomarmps umas cervejas, o famoso submarino (uma caneca de cerveja com uma canequinha de vodka dentro, sendo que esta canequinha é um souvenir para levar para casa) e claro, degustarmos alguns pratos alemães.

DSC_0308O imóvel inteiro lembra as cervejarias da Baviera, com sua decoração de madeira, suas grandes mesas e o teto decorado com bandeiras penduradas. Infelizmente, ao contrário do que acontece na Alemanha, as grandes mesas não são usadas coletivamente. Acho que tirar as placas de “reservado”, que faz com que você procure um garçom para poder sentar, ajudariam. A casa também podia incentivar este ótimo hábito.

Mas o chopp (apesar de ser Itaipava), o submarino e as comidas estavam muito bons. Destaque para a Bratwurst. O Eisbein estava bom, mas o couro poderia estar pururucado, ao invés de somente cozido. A Apfelstrudel com creme de nata (ao invés do chantily, normalmente usado como acompanhamento no Brasil) estava realmente muito bom.

O atendimento deixou um pouco a desejar, mas nada que comprometeu a experiência. E como já falado à respeito do Bar ZéPelin, os preços fora de São Paulo são justos.

Onde: Schwarzwald, Bar do Alemão (Rua Claudino dos Santos, 63 – Curitiba – PR)
Quando: 23/11/2014
Bom: Preço e pratos.
Ruim: não usarem as mesas coletivamente.
Site: http://www.bardoalemaocuritiba.com.br/

DSC_0315

 

Botecando #34 – ZéPelin Beto Batata – Curitiba – PR

ZePelin2Estive visitando um casal de amigos que se mudaram recentemente para Curitiba e eles me levaram para curtir um sambinha neste bar. Inicialmente eu até estranhei um bar chamado Zeppelin (foi a grafia que eu imaginei quando eles me falaram) ter uma feijoada com pagode, pois já me veio logo a cabeça a banda de rock Led Zeppelin (que também tem um poster lá).

ZePelin3Mas ao chegar no bar e ver a estátua do seu Zé Pelintra, uma entidade das religiões afrobrasileiras eu até cheguei a dar risada do ótimo trocadilho que a pessoa bolou.

Quanto ao bar em sí, ele é uma filial do famoso (em Curitiba), Beto Batata, que se autodenomina “a melhor batata suiça de Curitiba”. O bar é bem aconchegante e parece um chalé de madeira, com uma área externa, onde aos sábados à tarde acontece a roda de samba.

Acho que o maior destaque da casa é a qualidade do atendimento. Todo o staff é muito simpático e prestativo. Praticamente fomos puxados para dentro do bar quando perguntamos que horas iria começar o samba, porém, de maneira bem educada e simpática.

A cerveja estava sempre no ponto e e o torresmo da feijoada, do qual me empanturrei, era muito bom. Comemos também uma porção de minininho (um outro ótimo trocadilho, já que as mini batatas suiças lembram ninhos, ou seja, mini ninhos) que também estava muito bom.

ZePelin1O samba em sí não era bem um “samba”, pois era um trio (violão, pandeiro e rebôlo) que se concentrava nos sucessos do samba e da MPB e neste ponto um cavaco sempre faz falta para fazer um sambão mesmo, mas mesmo assim, conseguiam entreter o público.

Outro ponto de destaque é o valor, bem mais justo do que em São Paulo. Passamos cerca de 5 horas no local, bebendo e comendo, e pagamos (couvert artístico incluído) “apenas” R$ 64,00 por pessoa. Em Sampa um programa destes dificilmente ficaria abaixo dos R$ 100,00 por pessoa.

Onde: ZéPelin Beto Batata (AV. Iguaçu 3083 – Curitiba – PR)
Quando: 22/11/2014
Bom: Preço e atendimento.
Ruim: nada.
Site: https://www.facebook.com/barZePelinCWB