Arquivo da tag: Botecando

Botecando #53 – Umbabarauma – São Paulo – SP

IMG-20150402-WA0031Como já disse algumas vezes, os bares mais legais da Vila atualmente estão se localizando fora da região da Aspicuelta / Mourato / Fradique e ficando mais na “periferia” da Vila.

O Umbabarauma é um destes bares, se localizando na Rodésia, a poucos metros do Metrô Vila Madalena. Ele fica em um antigo imóvel residencial que foi adaptado para se tornar um bar, porém, felizmente boa parte da estrutura (como as paredes que separariam os cômodos) foi mantida e apenas adaptada. Lembra um pouco o Ó do Borogodó com os tijolos das paredes pintados. É um imóvel pequeno, mas bem aconchegante.

20150402_204550O pessoal que trabalha na casa é bem atencioso e simpático. O cardápio oferece uma variedade interessante de cervejas (Heineken, Amstel, além das brasileiras) e comidas. Destaque para a explicação dos ingredientes e sua origem em cada um dos pratos. Infelizmente não gostei muito da minha escolha de petisco (linguiça curtida crua), mas não que fosse mal feito ou usasse produtos de má qualidade. Apenas não caiu bem no meu paladar.

Ambiente legal, staff atencioso e cerveja gelada. Para completar, às quintas feiras das 19:30 as 22:00 horas rola o Samba de Madalena, um grupo de samba formado somente por mulheres que sempre traz alguns convidados para sua roda de samba semanal. O grupo manda alguns clássicos do Samba sem esquecer de coisas mais atuais.

Gostei bastante do Umbabarauma e já virou opção para as quintas quando quiser tomar uma cerveja no happy hour. Mas vou ir qualquer dia numa quarta para ver a roda de Choro que ocorre semanalmente também.

Onde: Umbabarauma (Rua Rodésia, 128 – São Paulo – SP)
Quando:02/04/2015
Bom: musica, decoração, ambiente, atendimento, tudo.
Ruim: nada (tá bom, não gostei muito da porção que pedi).
Site: http://www.umbabarauma.com.br/

Botecando #52 – Festa Santo Forte / Estúdio – São Paulo – SP

EstúdioVou falar primeiro do local e depois eu falo da festa.

O Estúdio é um grande espaço de eventos ali na Pedroso (do lado do Rancho do Serjão). Assim como o Centro Cultural Rio Verde, não é uma “balada” que abre normalmente todo dias, mas uma casa que acomoda festas temáticas e shows.

Eu gostei do espaço principalmente pelo tamanho do local e da boa área de fumantes. Ele lembra um pouco o antigo Urbano em termos de tamanho e decoração esparsa. Pelas irregularidades do piso, parece que o carpete foi jogado em cima de um chão de terra batida.

Apesar de eu ter achado o lugar legal (e pretender ir mais vezes), tem algumas coisas que não gostei. O primeiro é a quantidade de banheiros, que mesmo com a casa não estando lotada já se mostrou insuficiente, com longas filas nos banheiros das mulheres e eventualmente alguma fila no dos homens.

O segundo ponto eu nem sei se é responsabilidade da casa e/ou do organizador da festa, que é o preço da bebida. Eu falei que não iria reclamar mais de Original a 12 reais na Vila Madalena, mas isto é valor de garrafa de 600mls em lugares onde você não paga entrada. Na Festa Santo forte os 12 reais eram pagos por uma long neck Heineken em um evento sem música ao vivo onde a entrada era paga então achei um pouco abusivo.

20150329_051934Quanto à festa Santo Forte, que ocorre a cada 15 dias, achei muito interessante a idéia de realizar uma festa temática somente com músicas que fazem referência ao universo da cultura afro brasileira, especialmente as religiões e a capoeira (rolou muito samba, especialmente Paulo Cesar Pinheiro e Clara Nunes). O público é bastante heterogêneo e todo mundo estava ali afim de curtir a música e a festa e boa parte afim de curtir pegação.

Achei boa, mas ainda acho a Festa Odara mais legal, especialmente pelo público, que apesar de ser muito parecido, parece que vai mais afim de curtir uma festa, dançar, etc. Além de ter sempre uma banda ao vivo.

Onde: Estúdio (Rua Pedroso de Morais, 1036 – São Paulo – SP)
Quando:28/03/2015
Bom: tamanho da casa e área de fumantes.
Ruim: preço das bebidas e quantidade pequena de banheiros.
Facebook: Estúdio

Botecando #51 – Samba do Bule / Teatro Popular União e Olho Vivo – São Paulo – SP

20150328_002520O “Samba do Bule”, roda de samba que ocorre sempre na última sexta feira de cada mês no Teatro Popular União e Olho Vivo acontece desde 2007, porém ainda não havia ouvido falar nela.

O Teatro Popular União e Olho Vivo, que abriga o evento, se encontra em um terreno ali no final do Bom Retiro, quase na Marginal Tietê (perto das quadras da Tom Maior e da Gaviões). O terreno é grande, porém a parte construida, onde ocorreu o samba é pequena e, com a lotação do samba (que me surpreendeu positivamente!), chegou uma hora que você não conseguia entrar. Ainda bem que o tempo estava agradável, pois se estivesse chovendo ia ser um problema.

20150328_030257Para se ter idéia de como encheu, quando saí as 2:30 da manhã, ainda tinha fila de gente querendo entrar, já que estava naquele esquema de “só entra alguém quando sair alguém”.

Não existe “ingresso” e eles pedem uma contribuição não obrigatória com valor sugerido de R$ 5,00 (e avisam que pode ser mais ou menos, ou se a pessoa não quiser, nem precisa dar) para ajudar nos custos, que também são bancados com a venda de bebidas.

No caso do samba em sí eu senti um pouco de falta de mais sambas paulistas, já que eles acabaram se concentrando mais nos sambas do Rio (Cartola, Nelson Cavaquinho, Ze Keti, Candeia). Mas ao menos rolou um Geraldo Filme.

Como já havia falado, eu gosto destas rodas e festas que andam ocorrendo em São Paulo, especialmente porque geralmente a qualidade da música é melhor do que as das casas badaladas e o público também é diferente, com uma galera mais preocupada em aproveitar do que desfilar.

Este evento precisa de alguns “ajustes”, especialmente no que se refere a estimar a quantidade de pessoas certas para que não fique lotado e não rolem muitas filas, para que todos possam ver e ouvir o samba, etc. Mas só erra quem faz e só evolui quem tenta e eu fico muito feliz quando eu vejo uma galera botando a mão na massa, especialmente no intuito de manter viva uma tradição popular brasileira.

Onde: Teatro Popular União e Olho Vivo (Rua Nilton Prado, 766 – São Paulo – SP)
Quando:27/03/2015
Bom: samba e preços.
Ruim: lotou demais, então fez muita fila no banheiro e no caixa.
Site: http://www.sambadobule.com.br/http://tuov2010.blogspot.com.br/
Facebook: Samba do Bule e Teatro Popular União e Olho Vivo

 

Botecando #50 – Samba no Bixiga / Mundo Pensante – São Paulo – SP

20150307_234955Ultimamente eu estou curtindo bastantes festas e eventos em centros culturais, como o Espaço Rio Verde, a própria Casa de Cultura da Freguesia do Ó, entre outros. Normalmente os valores são mais convidativos do que baladas normais, a qualidade das atrações e do público também é bem melhor e normalmente elas ocorrem em espaços físicos diferentes de uma balada normal, o que por si só traz um “diferencial”.

Mundo PensanteNão seria diferente no evento Samba no Bixiga, que acontece todo primeiro sábado do mês no espaço Mundo Pensante, um espaço milticultural onde se desenvolve atividades artísticas e culturais diversas, localizado ali na 13 de Maio, quase com a Rui Barbosa, no coração do Bixiga em um simples, mas belo e funcional imóvel.

O evento também foi muito bom e a roda de samba “Samba do Favela” fez um passeio pelo samba de raiz paulista (rolou até Paulo Vanzolini!) e carioca, bem como alguns sambas de roda da Bahia.

Legal também a idéia de abrir o espaço para que o pessoal que trabalha com artesanato exponha e venda seus produtos.

To vendo que é mais um evento que eu vou começar a bater cartão!!!

Onde: Mundo Pensante (Rua 13 de Maio, 825 – São Paulo – SP)
Quando:07/03/2015
Bom: samba e preços.
Ruim: nada de ruim.
Site: http://www.mundopensante.com.br/

20150307_232017

Botecando #49 – Tatu Bola Itaim – São Paulo – SP

20150228_174120

A decoração com fitas do Senhor do Bonfim

Atualmente eu não sou um frequentador muito assíduo do circuito Itaim/Vila Olímpia, apesar de já ter tido minhas épocas de Monte Cristo, Rey Castro e Dublin, mas faz tempo. Nos últimos anos tenho preferido a Vila Madalena, tanto por conta da distância quanto pelo tipo de público. Mas como os dois “bairros boêmios” de São Paulo estão se tornando bem parecidos nos últimos anos, normal que o público e casas tipo “Vila Madalena” também esteja se “infiltrando” no Itaim. E o Tatu Bola é uma casa que caberia bem na Vila, até aquela antiga e mais “roots”.

TatuBola2Situado em um belo imóvel, que tem ares de uma mercearia antiga, nas esquinas da Clodomiro Amazonas com a Joaquim Floriano, o que mais chama a atenção ao entrar na casa é a decoração com o teto repleto de fitinhas do Senhor do Bonfim que, apesar de deixar o ambiente um tanto escuro, dá um charme à casa. O local não é dos maiores, contando com algumas mesas e uma pequena pista, mas isto torna o ambiente mais aconchegante do que se fosse imenso e parecesse uma balada.

Os petiscos estavam muito bons (fritas e tábua de carne mista), apesar de eu achar as porções pequenas pelo valor cobrado. Apesar disto, dá para perceber que a casa se preocupa em utilizar produtos de qualidade nos alimentos que serve.

TatuBola 3A cerveja estava sempre bem gelada e a casa oferece algumas opções de cervejas importadas (todas do portfólio da Ambev, como Quilmes, Norteña e Franziskaner), mas o que me atraiu mesmo foram as caipirinhas. Além de terem algumas misturas interessantes (como a de cachaça com rapadura e dois tipos de limão, a minha predileta), elas são servidas em um “potinho”, como aqueles de maionese ou palmito. E também são muito bem feitas, equilibrando bem o spirit, as frutas e açucar.

O atendimento também é acima da média, com seguranças, caixas e garçons bastante simpáticos e prestativos.

Para não dizer que tudo estava muito bom, o grupo de samba não era dos melhores (dentro do samba, que fique bem claro). Eles até são bons músicos e tem um repertório interessante, misturando pagodinhos românticos recentes com alguns clássicos de samba, porém eles não tem aquela “pegada” de sambão mesmo, que a gente encontra em outras casas (como o Traço ou o Sem Saída). Mas novamente, não que sejam ruins e ai no caso é uma questão de gosto pessoal.

Mas é um lugar em que pretendo voltar para passar outra tarde de sábado agradável, comendo, bebendo e me divertindo com os amigos.

Onde: Tatu Bola Itaim (Rua Clodomiro Amazonas, 202 – São Paulo – SP)
Quando: 28/02/2015
Bom: decoração, petiscos e as caipirinhas
Ruim: a grupo de samba não é dos melhores (mas também não são ruins)
Site: www.tatubolabar.com.br

Botecando #48 – Rei Das Batidas – São Paulo – SP

rei-das-batidasEste foi o primeiro lugar em que eu tomei cerveja e tive o primeiro porre da minha vida, lá do alto dos meus 16 anos, há mais de 20 atrás, após um jogo de futebol do time da empresa em que eu trabalhava na época (Transbrasil) na USP. Apesar de já trabalhar há quase 5 anos do lado nunca tinha ido depois disto. Para não dizer que nunca fui depois disto, uma vez estava indo para Ibiúna e um dos amigos resolveu parar para comprar umas batidas para viagem.

O bar já tem mais de quarenta anos e é ponto de encontro dos alunos da USP desde sua inauguração, em 1970, principalmente por ter um preço bem acessível ao orçamento de um estudante. Além disto, como já citado, por estar na entrada de duas rodovias (Regis Bittencourt e Raposo Tavares) que concentram muitas residências de veraneio, é parada obrigatória para a galera comprar umas batidas para tomar no final de semana.

É um boteco bem simples, porém é um Boteco com “B” maiúsculo e dentro desta área é bastante “honesto”: a cerveja (Skol, Brahma, Original e Serramalte) chega à mesa sempre gelada, os petiscos são generosos e valem o preço e o atendimento tem aquela “pessoalidade” que muita gente não gosta, mas que eu particularmente aprecio (tipo o garçom parando alguns minutos para trocar idéia, você chamando ele de chefe e ele te chamando de amigo).

Rei das Batidas 2A “gourmetização”, felizmente, ainda não chegou por aqui e os preços são um dos atrativos do local. O único problema é que sempre lota. Como disse, trabalho praticamente do lado e passo em frente todos os dias e não tem um dia que depois das 18:00hrs as mesas já não estejam espalhadas pelas calçadas das duas ruas nas quais o imóvel se encontra (Avenida Valdemar Ferreira e Rua Pirajussara) para muito além da fachada do imóvel. Então, para quem pretende ir é melhor chegar cedo.

Como já combinamos no trampo de fazermos ao menos um happy hour por mês, provavelmente este ano eu voltarei mais vezes e terei a oportunidade de experimentar as batidas e caipirinhas, que são os carros chefes da casa. Até mudei o dia da minha aula de alemão para não perder estes happy hours…hehehe

Onde: Rei das Batidas (Avenida Valdemar Ferreira, 231 – São Paulo – SP)
Quando: 12/02/2015
Bom: atendimento, cerveja gelada e petiscosmúsica
Ruim: fica muito lotado quase todos os dias
Tel: 11 3031-5795
Facebook: Rei das Batidas

 

Botecando #47 – Barnaldo Lucrécia – São Paulo – SP

Barnaldo 1As vezes a gente fica tanto tempo frequentando os mesmos lugares que deixa de aproveitar o que São Paulo tem de melhor, que é justamente a quantidade e diversidade de lugares bons para ir. Fazia uns bons 6 ou 8 anos que não ia ao Barnaldo e tinha até esquecido como é um ótimo bar.

Barnaldo 2Situado em um antigo casarão situado a dois quarteirões da Bernardino de Campos e a menos de cinco minutos andando do metrô Paraíso, conta com dois pisos, cada um com um palco, onde se apresentam artistas e grupos de MPB (com umas pitadas de samba) de qualidade acima da média a encontrada em outros bares. Para quem frequentou o Bom Motivo, dá para comparar a qualidade dos artistas, bem como o repertório. Talvez eles pudessem aproveitar a mesma “tática” do Bom Motivo e fazer com que os músicos se alternassem entre os dois palcos, porque fica complicado você deixar de assistir um artista que está se apresentando no palco 2 (do segundo piso) porque conseguiu mesa no piso inferior.

Mas a qualidade do som não é o único atrativo da casa. A começar pela decoração, que lembra uma vendinha do interior com peneiras e panelas penduradas, além de muito artesanato brasileiro. A cerveja também vem sempre gelada e além das cervejas comerciais (Original, Serramalte, etc), ainda existem algumas opções de cervejas diferentes. Os “comes” também são feitos com capricho e o tamanho das porções vale o preço.

Barnaldo 3Mas o ponto maior de destaque, junto com a música, é o atendimento. Desde a recepção até pagar a conta a gente é atendido por funcionários muito atenciosos, bem humorados e com verdadeiro prazer em atender. Quando existe aniversariante, eles invariavelmente até fazem um batuque em panelas para ajudar na animação.

Outra grata surpresa foi curtir um pouco do som  e da energia do Elio Camale, um baita artista, que era regular na casa, mas que agora está morando na França, veio passar  férias no Brasil e não resistiu em fazer uma noite no Barnaldo.

Onde: Barnaldo Lucrécia (Rua Abilio Soares, 207 – São Paulo – SP)
Quando: 10/01/2015
Bom: música, atendimento, ambiente, enfim, tudo!!!
Ruim: só para ter do que reclamar, a fila para pagar foi um pouco demorada
Site: http://barnaldolucrecia.com.br/

 

Botecando #46 – Sociedade Rosas de Ouro – São Paulo – SP

20150107_232626Ok! Não é um bar, mas tem cerveja, tem música e tem gente se divertindo, então dá para enquadrar na categoria, e afinal de contas quem manda aqui sou eu….hehehe

Como moro na Freguesia do Ó, bairro onde a quadra da escola é situada hoje em dia (para quem não sabe, a Rosas é originária da Vila Brasilândia, inclusive, quando da mudança de localidade, houve uma cisão que gerou o GRES Iracema Meu Grande Amor), já frequentava a quadra há alguns anos (quase uns 20). Porém, havia 4 anos que não ia em ensaio.

20150108_002929O motivo é que o ensaio da Rosas de uns anos pra cá virou “balada”: custa relativamente caro (R$ 30,00 é caro comparando a outras escolas, porém entendo que a escola deve aproveitar a demanda), normalmente tem filas gigantescas e fica muito lotado. Para piorar, agora também está começando muito tarde (mesmo sendo uma quarta feira) e a bateria só entrou quase à meia noite.

Tudo isto acaba tirando um pouco daquele ar de “comunidade”, já o que mais se vê são pessoas que estão ali para mais para azarar e beber, e menos para curtir o samba e aproveitar para interagir com uma realidade que talvez seja distante da dele, além do mais, os valores afastam um pouco as pessoas com um poder aquisitivo menor e que não são associados da agremiação. Sem contar que a maioria das pessoas precisa levantar cedo para trabalhar.

Mas como era a primeira semana do ano imaginei que não estaria tão cheio e resolvi arriscar. O esquema é sempre o mesmo da maioria das escolas: uma roda de samba para esquentar, depois entra a bateria que toca os hinos da escola, eventualmente alguns sambas-enredo antigos e depois começam a tocar o samba do carnaval atual, repetindo inúmeras vezes para que as pessoas o decorem.

Não tem muito luxo (apesar de ser uma das melhores quadras de SP) e os comes e bebes estão disponíveis nos bares da quadra (cada bar é diferente, pois eles são arrendados). Para comer, sugiro bater um belo pernil em uma das barracas da frente antes de entrar (para se preparar para a bebida) e um na saída para dar aquela reforçada.

Infelizmente, cerveja é só devassa (o que me gerou uma baita ressaca!), mas existem outras opções de drinks (caipirinhas, vodka, whisky, etc).

Quanto ao enredo de 2015, achei o tema (“Depois da Tempestade, o Encanto”) bem interessante e com muitas possibilidades no desenvolvimento de fantasias e alegorias. Gostei bastante da letra, porém achei que a música não empolga e a melodia é difícil de decorar.

Os ensaios estão acontecendo todas as Segundas, Quartas (fuja, é o dia mais cheio) e Sextas. Para quem quiser ir, sugiro ir nesta ou no máximo na próxima semana, depois fica praticamente impossível se locomover lá dentro devido à lotação.

Onde: Sociedade Rosas de Ouro (Rua Coronel Euclides Machado, 1066 – São Paulo – SP)
Quando: 07/01/2015
Bom: samba!!!
Ruim: somente cerveja devassa
Site: http://www.sociedaderosasdeouro.com.br/

 

Botecando #45 – Cachaçaria do Rancho – São Paulo – SP

Cachacaria do Rancho 1Eu já declarei várias vezes o meu amor à cidade de São Paulo e o centro da cidade. O centro de São Paulo, apesar de todos os problemas, é um lugar onde você encontra de tudo no quesito diversão, gastronomia e compras, desde coisas simples e baratas até artigos e restaurantes de luxo. Eu particularmente gosto desta mistura de classes e tipos que acontece no centro da cidade.

E nada melhor para curtir esta “geléia geral” do que curtir um bar que usa uma bela praça do centro para acomodar os fregueses.

A Cachaçaria do Rancho era um restaurante que ao longo do tempo mudou de dono e nome algumas vezes. Durante o dia é um restaurante que servem os famosos PFs e comerciais e no final da tarde e aos sábados se transforma em um local onde as pessoas que trabalham na região vão curtir o happy hour.

Como vários outros bares no centro têm feito durante o horário de happy hour, há algum tempo atrás ele também começou a oferecer música ao vivo para seus clientes (de quarta à sexta após as 18:00 e aos sábados à partir das 14:00).

Além do preço bem camarada (felizmente o raio gourmetizador ainda não chegou ao centro) e do bom atendimento, um dos pontos altos é que boa parte das mesas ficam do lado externo do bar, em plena praça, debaixo de suas árvores e atrás da bela Biblioteca Mário de Andrade.

O que é o ponto alto também pode se tornar um ponto ruim: se chover provavelmente muita gente tem que fechar a conta e ir embora, pois não caberá todo mundo lá dentro. Outro coisa que pode incomodar a alguns é que, como as mesas ficam em um espaço público, pode-se fumar nas mesas e invariávelmente algum pedinte e/ou algum vendedor vai interpelar as pessoas que estiverem na mesa.

Como eu particularmente gosto da “fauna” do centro de SP, para mim é um “plus” e não me incomoda, mas é de para se levar em consideração na hora de marcar um happy hour ali.

Onde: Cachaçaria do Rancho (Praça Dom José Gaspar, 86 – São Paulo – SP)
Quando: 26/12/2014
Bom: preços e poder fumar nas mesas
Ruim: como é aberto, a chance de ser interpelado por pedintes e vendedores é grande
Site: https://www.facebook.com/pages/Cacha%C3%A7aria-do-Rancho/277367529098578?fref=ts

Cachacaria do Rancho 2

Botecando #44 – Bar do Léo – São Paulo – SP

Bar do Leo 1Apesar de ser um dos bares mais tradicionais de São Paulo, esta é apenas a segunda vez que vou ao Bar do Léo, sendo que a primeira vez foi há mais de dez anos atrás. Na verdade eu nunca entendi o sucesso deste bar hoje em dia.

Ok! O chopp é bem gelado e é só. Quando o bar enche e eles precisam tirar bastante chopp você só vai receber dois dedos de chopp e o resto será espuma. Pode ter gente que goste, eu gosto da cerveja em sí e o famoso “colarinho” para mim tem função prática, que é manter a temperatura e o gás da cerveja.

Bar do Leo 2O atendimento, apesar de ter melhorado muito em comparação com a primeira vez que fui ao local, ainda deixa a desejar. Desta vez acabei não comendo nada, mas lembro que tinham bons petiscos. A decoração também é bem interessante, com azulejos personalizados e bastante “memoriabilia” ligada à cultura cervejeira distribuida pelas paredes.

Talvez a atratividade do local sejam os fatos de ter sido um dos primeiros lugares a servir chopp em São Paulo e o de estar em uma região que até pouco tempo atrás era “barra pesada”. Não é um bar que eu frequentaria constantemente pelos fatos já citados, mas para quem não se importa de ficar de pé na calçada para beber e comer (as mesas internas são disputadíssimas e normalmente existe espera por elas, especialmente aos sábados) e tem interesse em conhecer um dos “pontos históricos” da história da boêmia paulistana, vale uma passada.

Onde: Bar do Léo (Rua Aurora, 100 – São Paulo – SP)
Quando: 26/12/2014
Bom: decoração
Ruim: atendimento
Site: http://www.barleo.com.br/