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Botecando #92 – Deep Bar 611 – São Paulo – SP

Deep Bar 611Depois de muito tempo ensaiando, finalmente conheci o Deep Bar 611. Ele fica ali na Rua Barra Funda, entre as estações Barra Funda e Marechal Deodoro (mais próxima) do metrô, o que já garante o fácil acesso. Além das paredes de tijolo simples, a decoração é baseada em muita memoriabilia ligada à cultura cervejeira, bandeiras de diversos países, pôsteres. Lembra aqueles bares em que o dono vai pendurando pelo estabelecimento tudo o que ganha dos frequentadores.

O ambiente faz você se sentir num pub europeu que os “locais” vão frequentar depois de um árduo dia de trabalho. Ou seja, é aconchegante e sem frescura ou “gourmetização”.

O atendimento é acima da média, com o Fernando, proprietário do bar e responsável pelas criações da ótima Clandestina (“cerveja caseira feita com a mais pura água da segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira”) sempre disposto a dar dicas e a explicar o que ele anda fazendo nas suas panelas. Se der a sorte de terem na torneira a India Pale Weizen da Clandestina, não deixe de experimentar. A Stout deles também merece uma menção honrosa.

Além de geralmente terem uma ou duas Clandestinas nas torneiras, sempre existe a opção de Heineken e mais uns 4 ou 5 rótulos. Além de toda a carta de cervejas em garrafas, dos mais diferentes estilos e países.

No quesito rango, experimentei o Fleischbällchen, que é um bolinho alemão que mistura carnes bovina e suina e que estava muito bom.

Olha, taí um bar que, se fosse mais perto de casa, eu iria bater cartão! Tipo se fosse do lado de casa ou do trampo iria dar uma passada todo dia pra tomar um pint só pra relaxar.

Onde: Deep Bar 611 (Rua Barra Funda, 611 – Barra Funda – SP)
Quando: 01/07/2016
Bom: cervejas especiais, comida e atendimento
Ruim: nada
Facebook: https://www.facebook.com/db611

Be happy! 🙂

Botecando #91 – Mercearia São Pedro – São Paulo – SP

Mercearia Sao PedroA Mercearia São Pedro, um misto de bar, restaurante e livraria/sebo, é um dos mais tradicionais bares da Vila Madalena.

Situado num grande imóvel (e mais um “anexo”) ali na Rodésia, próximo à Praça Rafael Sapienza, não tem grandes pretensões no quesito decoração: mesas de madeira de boteco simples e um balcão são a parte da decoração do que a gente pode chamar de “bar”. Porém, além disto, conta com algumas prateleiras com muitos livros à venda, a maioria deles de autores brasileiros. Nas paredes e pendurados pelo bar existem pôsteres de filmes e peças de teatro.

Aberto desde a hora do almoço, quando serve PFs e um buffet (paga-se pela “mistura” e pode-se servir à vontade no Rechaud com salada e algumas opções de guarnições quentes), tem na sua cozinha/chapa o seu atrativo principal: às terças e quartas a famosa carne assada e às quintas e sextas, uma deliciosa porção de lascas de pernil. Outras porções (a “Mercearia” é uma das melhores) e os pastéis de feira que circulam pelo boteco (um garçon passa com a bandeija oferecendo e outro vai atrás anotando na comanda) também são dignas de serem experimentadas por qualquer amante da chamada “baixa gastronomia” que se preze.

As cervejas são as populares (Original, Serra Malte, Heineken, etc), que vêm sempre bem geladas. O atendimento não tem aquela “intimidade” típica de boteco, mas também não deixa a desejar, com garçons prestativos e atenciosos.

Infelizmente a parte dedicada aos livros foi bem diminuida depois do incêndio que ocorreu ano passado: creio que o proprietário preferiu “repor” o espaço com mais mesas. Infelizmente um sinal de que livros têm pouca demanda (e aqui faço meu mea culpa: sou consumidor voraz de livros, mas nunca comprei um ali).

É um bom boteco para tomar umas descontraidamente e petiscar umas porções. Também é uma boa opção de comida boa e barata na hora do almoço (inclusive aos finais de semana). Só precisa chegar cedo, tanto pra almoçar (de semana geralmente está lotado já à partir das 12:15) quanto para um Happy Hour: às quintas e sextas é bom chegar até as 17:30 no máximo, sob pena de ter que aguardar alguns bons minutos ou então de ter que pegar umas cervejas e tomar ali pela calçada, de pé mesmo, algo que muito dos frequentadores até preferem.

Onde: Mercearia São Pedro (Rua Rodésia, 34 – Vila Madalena – SP)
Quando: 22/06/2016
Bom: comida e bebida
Ruim: diminuiram a parte dos livros 😦
Facebook: https://www.facebook.com/saopedromercearia

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Botecando #90 – Você Vai Se Quiser – São Paulo – SP

Você Vai se QuiserO Você Vai Se Quiser é um daqueles bares que, se fosse possível (ou seja, se não existissem tantos bares legais…haha), a gente viraria cliente assíduo, batendo cartão todo dia.

O bar em sí é simples, e talvez isto que o torne tão legal. O imóvel fica ali na esquina da Praça Roosevel com a Rua da Consolação, e com suas janelas grandes já garante a bela vista da Praça (que poderia ter sido melhor reformada, dando mais atenção ao verde do que ao cimento, mas já está melhor do que antes) e da bela Igreja da Consolação. Nas paredes, apenas fotos da dona Graça Braga, proprietária do bar e sambista da velha guarda, com artistas e amigos. O restante da “decoração” se resume àquelas mesas de plástico de boteco mesmo, espalhadas inclusive pela rua (que é sem saída).

As cervejas (Original, Heineken, Brahma, etc) são servidas sempre bem geladas. Um dos destaques do boteco é sua cozinha que oferece ótimas porções (a de pastel é obrigatória!) e pratos prontos na hora do almoço. Aos sábados rola a já tradicional feijoada, que é servida em porções acima da média. Cuidado se for pedir o caldinho de feijão “só pra dar uma forrada no estômago”: ao contrário de outros lugares, o caldinho não é servido num copo, mas sim numa grande tigela, portanto, um caldão!

Para complementar tudo isto, aos sábados rola uma ótima roda de samba que sempre conta com convidados mais que especiais. Nesta minha última visita ela foi comandada pela grande voz e o carisma de Tereza Gama, e foi abrilhantada pela visita do René Sobral.

Onde: Você Vai Se Quiser (Rua João Guimarães Rosa, S/N – Centro – SP)
Quando: 18/06/2016
Bom: comida, bebida, atendimento, samba, etc
Ruim: nada
Facebook: https://www.facebook.com/vocevaisequiser/

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Botecando #89 – O Embarxador – Beer & Food – São Paulo – SP

Inauguração do Embarxador

Inauguração do Embarxador

Quando criei esta “seção” a intenção era dar dicas de bares que eu gosto, ou seja, não é algo impessoal, algo para ser “imparcial”. Até porque, não tem como ser imparcial no quesito boteco. Então já que nunca tive esta proposta, vou ser parcial pra caralho para avaliar O Embarxador!

O Embarxador é um bar/boteco recém inaugurado na Zona Norte, numa travessa da Alfredo Pujol e é resultado da vontade de três apaixonados por boteco, cervejas especiais, petiscos, e tudo o que diz respeito à esta cultura, de montar um bar não apenas para “ganhar dinheiro”, mas de criar um boteco que eles próprios gostariam de frequentar.

Olha eu ajudando a tirar uns chopps na inauguração

Olha eu ajudando a tirar uns chopps na inauguração

O imóvel, apesar de pequeno, foi bem montado e aproveita bem todos os espaços. A decoração foi planejada para ser aconchegante, sem deixar de ser um boteco, mas também sem ser “largado”. De um lado está o balcão, com as 5 torneiras de chopp: uma de Heineken e mais quatro que variam entre estilos e marcas, sempre nacionais. Do outro uma bancada para os clientes apoiarem os copos e logo acima alguns “caixotes” que fazem a vez de prateleiras, com as cervejas disponíveis para levar para viagem. A maioria delas também está disponível para consumo na hora. Caso não esteja, é só pedir que eles colocam pra gelar. Apesar do espaço restrito, a carta de cervejas foi montada para cobrir a maioria do dos estilos.

No quesito comida, além da ótima coxinha, carro chefe da casa, de acordo com o cardápio do dia pode-se provar um caldinho, um bolinho de carne, uma casquinha de siri, ou então o ótimo pernil no pão de queijo, muito famoso em Minas Gerais, mas difícil de se encontrar em São Paulo.

O atendimento é feito pelos próprios donos e por isto pode esperar ser muito bem tratado. Eventualmente alguma apresentação de artistas (MPB e Rock Nacional) ocorre na casa.

Para quem procura um local na Z/N para tomar umas cervejas especiais / artesanais, para beliscar alguns petiscos saborosos ou mesmo para dar uma passada e levar umas cervejas para casa (ou encher o growler), é só dar um pulo e falar que é amigo do Ruivo que talvez até consiga um desconto (o amendoim de graça é garantido sem precisar citar meu nome…haha).

Pra ficar completo e batizar o bar, só está faltando nosso amigo Zé ir dar uma vomitada por lá…..kkkkk

P.S. Não, o bar não é meu, mas me sinto como “sócio honorário” e, parafraseando aquele adesivo que colam em carro: não sou dono do bar, mas sou amigo do dono!!!!

Onde: O Embarxador (Rua Embaixador João Neves da Fontoura, 306 – Santana – SP)
Quando: 28/05/2016
Bom: comida, bebida, atendimento, etc
Ruim: as prateleiras da geladeira são muito frágeis….hahaha
Facebook: https://www.facebook.com/oembarxador/?fref=ts

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Algumas das guloseimas: bolinho de carne, coxinha e o saboroso pernil no pão de queijo!

Algumas das guloseimas: bolinho de carne, coxinha e o saboroso pernil no pão de queijo!

Botecando #88 – Bar do Antenor – São Paulo – SP

Bar do AntenorO Bar do Antenor é um tradicional “pé-sujo” (no melhor sentido da palavra) da região da Lapa / Vila Romana (inclusive havia um bloco carnavalesco que usava o bar como quartel general). Após o falecimento do Seu Antenor, ele ficou fechado por alguns meses até a familia receber a proposta de reabrir o Bar, mantendo o nome. Os novos proprietários fizeram alguns ajustes, deixando o bar um pouco menos “botecão”, mas nada que tirasse a alma do bar (uma vez pé-sujo, sempre pé-sujo!).

No dia em que fomos uma dupla (muito boa!) que tocava rock (principalmente internacional, especialmente grunge: Pearl Jam, STP, Nirvana, etc) animava a noite. O atendimento é ainda um pouco atrapalhado, mas devem se acertar com o tempo e a clientela presente (que parecia ser toda local) até se divertia com a atrapalhação dos garçons.

A cerveja (Heineken) estava sempre bem gelada. Além dela, ainda havia opções de Original, Skol, Brahma e até Eisenbahn (a Brasil Kirin mandou muito bem na idéia de popularizá-la). Um dos destaques fica por conta da comida, que além de porções (na hora do almoço também tem PF), oferece espetinhos assados na hora. A carne e os acompanhamentos (farofa e vinagrete) estavam muito bons.

É uma boa opção para um happy hour, almoço, etc na região da Lapa

Onde: Bar do Antenor (Rua Tito, 765 – Vila Romana – SP)
Quando: 21/05/2016
Bom: comida e música ao vivo
Ruim: ainda falta alguns ajustes, especialmente no atendimento
Facebook: https://www.facebook.com/pages/Bar-Do-Antenor/419588874854030?fref=ts

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Botecando #87 – Boteco Todos os Santos – São Paulo – SP

Todos os Santos 02Sempre que tenho passado ali na Aspicuelta eu notava que um bar ao lado do Companhia da Cerveja (que é muito ruim!) estava sempre cheio e imaginava que fosse no mesmo estilo. E por puro preconceito demorei um pouco para conhecer o Boteco Todos os Santos. Ainda bem que alguns amigos compartilharam fotos e resolvi “arriscar”. Grata surpresa!

O boteco (e aqui cabe a palavra “boteco” mesmo) fica num imóvel que devia ser uma casa, por isto tem aquele formato bem mais comprido do que largo da maioria dos bares da Vila. A decoração é bem simplista, sem nada que se destaque, exceto por uma bela árvore (carregada de orquídeas) que foi preservada na área da frente, que é onde acontece o samba aos sábados.

Todos os Santos 03O samba é um dos principais destaques, com uma roda que executa o melhor do samba de raiz. Aqui fica uma dica para quem vai procurar algum samba mas não gosta de “pagodinho”: veja se no grupo tem alguém com um violão de 7 cordas. Se tiver, pode ir fundo (e saia correndo se tiver teclado…hahaha). Só estranhei que nos intervalos do samba rolava sertanejo universitário. Acho que sertanejo universitário não combina nem com pagodinho, imagina com samba de raiz!

Outro destaque vai para o atendimento: hostess, gerente, garçons, seguranças. Todo o staff é muito educado e atencioso. Mais do que isto, são muito simpáticos e atendem com aquele sorriso genuino no rosto.

No quesito bebidas, eles oferecem as populares mesmo, e como eu sempre digo, cada situação pede um tipo de bebida. Ninguém vai tomar uma Imperial IPA debaixo de um sol de 40 graus numa praia do Nordeste e, para esta situação, uma Skol estupidamente gelada, para refrescar e encher a cara, serve muito bem ao propósito. No samba também é assim: cerveja comum geladíssima, intercalada com caipirinhas (de cachaça, limão, gelo e açucar, fora isto não é caipirinha!) que também é confeccionada com maestria pelo barman, com aquele equilíbrio perfeito entre os ingredientes.

Todos os Santos 04Quando algum bar ou restaurante aqui em São Paulo oferece torresmo no cardápio já sai com uma nota 10 na minha avaliação e só vai perder pontos se for muito ruim. No cardápio não havia torresmo na parte de petiscos, mas como era dia de feijoada e havia como opção de guarnição, resolvi perguntar. O barman nem pensou meia vez e falou “a gente arranja”. Voltou depois de 10 minutos com uma bela porção daqueles torresmos bem carnudos (e peludos, claro….kkkk).

Este entrou na minha lista de bares com samba para recomendar para os outros, inclusive à frente do Traço de União e do Bar Samba.

Onde: Boteco Todos os Santos (Rua Aspicuelta, 585 – Vila Madalena – SP)
Quando: 07/05/2016
Bom: atendimento, samba e, claro, torresmo!
Ruim: sertanejo no intervalo
Site: http://www.botecotodosossantos.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/botecotodosossantos/?fref=ts

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Todos os Santos 01

Botecando #86 – Olaria Bar & Grill – São Paulo – SP

Olaria

Nunca tinha ouvido falar no Olaria até a mulher de um amigo marcar uma farewell party pois este amigo estava indo estudar um período nos EUA. E me surpreendi positivamente em quase todos os quesitos. O imóvel em sí é bem legal, com uma decoração voltada à música e é bem amplo.

O bar funciona naqueles esquemas de espetinhos rodando e tem espetos para todos os gostos. Além disto o cardápio também oferecia algumas porções e pratos prontos. De cervejas, acabamos ficando na Heineken mesmo, mas vi que existiam algumas opções da InBev no cardápio (Leffe, Hooegarden, etc).

Gostei bastante da música ao vivo: além do músico ter um repertório muito bom, mesclando MPB, Pop e Rock nacional, o volume estava num tom que permitia que as pessoas conversassem.

Um ponto falho da casa é o atendimento. Várias vezes fizemos pedidos e eles foram “esquecidos”, ou chamávamos os garçons e eles não ouviam. Mas ao menos os garçons sempre foram prestativos e educados.

Não é aquele baita bar que dá vontade de voltar, mas para um happy hour ou comemoração na região da Avenida Paulista está mais do que justo.

Onde: Olaria Bar & Grill (Rua Treze de Maio, 1802 – Bela Vista – SP)
Quando: 28/04/2016
Bom: espetos e música ao vivo
Ruim: atendimento um tanto atrapalhado
Site: http://www.olariabar.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/olariagrill/?fref=ts

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Botecando #85 – Empanadas Bar – São Paulo – SP

20160415_221303Um dos veteranos da Vila Madalena, o Empanadas Bar é muito famoso pelos quitutes que dão nome à casa e que faz muita gente passar por ali somente para levar para viagem. Já com mais de 30 anos, é um espaço informal, com decoração baseada em pôsteres de peças de teatro e filmes (muitos deles produções brasileiras da década de 80), flâmulas e bandeiras de times de futebol, canecas de festas e um monte de bugiganga que dá um ar kitsch ao local. Fica aquela cara de boteco de bairro, que o dono vai acumulando e exibindo presentes que ganha dos frequentadores e souvenirs de viagens (tipo “fui à Mongaguá, lembrei de você”). Pessoalmente eu acho legal esta “breguice” (no bom sentido óbvio), especialmente quando ela é espontânea (caso do Empanadas) e não “forçada” (como no Casa 92, por exemplo).

Além das ótimas empanadas, no cardápio há ainda boas opções de lanches e de petiscos. A cerveja (Original, Serramalte, Brahma, Skol, Antártica, Heineken, etc) vem sempre “estupidamente gelada”, o que pode afastar os “xiitas da cerveja” (ou beerchatos), mas cabe ao propósito de matar a sede e encher a cara.

Um dos destaques fica por conta da caipirinha, muito bem preparada e carregada no gelo, o que é bom para dias quentes. O atendimento é também sempre acima da média e é um dos destaques do bar.

O Empanadas é aquele bar pra ser ir de bermuda e chinelo num domingo à tarde para acompanhar um jogo de futebol em uma das várias TVs espalhadas, totalmente descontraído. Acho que esta é a palavra que melhor define o Empanadas: descontraido!

Onde: Empanadas Bar (Rua Wizard, 489 – Vila Madalena – SP)
Quando: 15/04/2016
Bom: empanadas, caipirinha e atendimento
Ruim: nada
Site: http://www.empanadasbar.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/Empanadas-Bar-321674657872033/

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Botecando #84 – Bar do Sacha – São Paulo – SP

bardosacha

O Sacha é um dos bares mais antigos ainda em atividade na Vila Madalena, acho que com uns 20 anos já, e nestas duas décadas já passou por várias fases. A primeira vez que eu fui, há uns 15 anos atrás, lembro que era um point de “pegação” famoso, especialmente aos domingos à noite. Naquela época o imóvel era menor e basicamente era um bar com um balcão central, pouco espaço para circulação e a galera se concentrava na rua.

Desde então o bar sofreu duas ampliações (a última delas recentemente), além de várias reformas, o que mudou um pouco sua cara. Hoje o bar é composto de 3 grandes salões, com uma área intermediária entre a calçada e estes salões, que poderiamos considerar como um “quintal”, além de algumas poucas mesas na calçada propriamente dita. A decoração é tão simples que passa despercebida.

O público também mudou e hoje, ao invés daquela galera pronta para a caça (a mulherada ia até de salto alto!), é formado mais por casais e grupos de amigos que vão tomar uma cerveja descontraida (de bermuda e chinelo mesmo) e comer algo. Além do que, por existirem vários telões e TV espalhados sintonizando jogos de futebol, em dias de jogos muita gente vai para assirtir às partidas.

As cervejas oferecidas são as populares (Original, Brahma, Serramalte, Heineken, etc), mas a um preço até que justo para a Vila Madalena: R$ 9,90 a garrafa de 600mls. Um dos destaques da casa, e que sempre atrai uma boa clientela no horário do almoço, especialmente aos domingos, é a oferta de cortes e preparos de carne. A Costela no Bafo acompanhada de mandioca é o carro chefe da casa, mas eu particularmente prefiro pedir o espeto misto da casa, uma tábua com maminha, lombo e linguiça assados na brasa e acompanhados de pão, farofa, vinagrete e maionese. Pena que desta vez tenham caprichado no sal (inclusive na linguiça, que já é salgada!) e que, aparentemente, a porção tenha reduzido bastante de tamanho, apesar de um pequeno aumento de preço.

O atendimento é simples, com garçons prestativos e educados, mas impessoais. Felizmente não no ponto dos botecos cheios de frescura. No mais, é uma boa pedida pra tomar umas cervejas baratas, em um lugar que dificilmente vai lotar e, eventualmente, assistir algum jogo de futebol.

Onde: Bar do Sacha (Rua Original, 89 – Vila Madalena – SP)
Quando: 10/04/2016
Bom: opções de comida e cerveja barata
Ruim: comida salgada e acima do preço pelas porções
Site: http://bardosacha.com/site/index.html
Facebook: https://www.facebook.com/pages/Bar-do-Sacha/194163343942026

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Botecando #83 – São Paulo Tap House – São Paulo – SP

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Desta vez fui conhecer a atual recordista em número de torneiras em São Paulo, a São Paulo Tap House, aberta recentemente na Rua Girassol, na Vila Madalena.

No ambiente, a decoração segue a onda “clean” para as recentes casas de cervejas artesanais/especiais (como a Ideal e o Capitão Barley, por exemplo), sem muitas cores ou artefatos (quadros, esculturas) espalhados pelo local (inclusive muito poucos remetendo à cultura cervejeira). Mas é um espaço amplo e organizado, com destaque para a área de espera logo na entrada, cujos móveis são todos montados à partir de barris.

No fundo do bar ficam as 42 torneiras de onde saem 40 cervejas de produtores artesanais nacionais (as outras duas ficam de reserva para o caso de algum problema) que se conectam aos barris que são estocados na câmara fria. Logo acima da “Tap Wall” ficam 3 TVs que indicam quais cervejas estão disponíveis e em quais das torneiras (numeradas). Ponto positivo para informações “extras” além do nome e do estilo da cerveja, como IBU e Origem. Mas ainda podiam descrever quais são as bases das Saisons. Ponto também por disseminarem a cultura do Growler.

Todas as cervejas são servidas em copo Americano (150mls) ou Americanão (330mls). Fui no copo americano, que me deu a oportunidade de experimentar umas 12 cervejas diferentes. O custo (entre R$ 8 e R$ 12 reais o copo) é um pouco alto. Acho que algo entre R$ 5,00 e R$ 10,00 ficaria mais suave e permitiria um lucro justo em todos os pontos da cadeia. Talvez o fato de oferecerem água (com e sem gás) como cortesia, além de um cafezinho coado ao final, acabe compensando esta “diferença”.

Pelo ambiente “clean” eu esperava que o atendimento fosse um tanto “impessoal”, mas me surpreendi positivamente com garçons bastante atenciosos, educados  e prestativos. O atendimento foi tão bom que, junto com a variedade de cervejas, é um dos motivos que me fará voltar à casa (além dos petiscos, que acabei não provando por que havia jantado).

Onde: São Paulo Tap House (Rua Girassol, 340 – Vila Madalena – SP)
Quando: 11/03/2016
Bom: atendimento e variedade de rótulos
Ruim: nada
Site: http://www.spth.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/sptaphouse

Be happy! 🙂

Update: só porque eu falei que a decoração era clean ontem eles encheram as paredes de pôsteres!