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Botecando #33 – Delirium Café – São Paulo – SP

Delirium Cafe 1O Delirium Café é o já famoso bar da cervejaria belga de mesmo nome. O bar entrou no Guinness Book em 2004 por ser a cervejaria a oferecer a maior quantidade de rótulos de cerveja (mais de 5 mil!!!). Em 2010 o bar abriu sua primeira filial, no Rio de Janeiro, e este ano inaugurou sua segunda filial brasileira, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Eu já havia visitado a versão carioca, situada em Ipanema, no ano passado, e havia gostado muito, especialmente pela quantidade de opções de rótulos. Nada comparável à matriz em Bruxelas, especialmente nas torneiras, até por conta da limitação de espaço físico, mas o suficiente para agradar até paladares mais requintados.

A casa de São Paulo já se diferencia da do Rio por este fator: o imóvel em São Paulo é bem maior que o do Rio, o que possibilitou a existência de mais torneiras, de mais geladeiras e de consequentemente uma maior variedade de rótulos. Além disto, a casa é bem espaçosa, sem aquele amontoado de mesas que se costuma ver em outros bares famosos.

A decoração é bem típica de bares deste tipo, ou seja, sem muita frescura: material de propaganda de várias marcas de cerveja ao redor do mundo, algumas TV transmitindo canais de esportes e no caso do Delirium Café as já tradicionais paredes azuis pintadas no tom exato do logotipo da marca.

A carta de cervejas, como não poderia deixar de ser, é focada em rótulos originários daDelirium Cafe 2 Bélgica ou ao menos que seguem sua escola, mas não deixa também de proporcionar outras opções interessantes, como a Hoffbräu Helles Lager na torneira. Além de várias, várias opções brasileiras, o que mostra como o mercado realmente está se desenvolvendo.

Uma boa surpresa é que o custo das cervejas vendidas ali é bastante acessível se comparada à outros bares focados em cervejas especiais e seguiu o padrão do Empório Alto dos Pinheiros. Talvez até porque o Empório fica a poucos metros do Delirium, e o Paulo Almeida, proprietário do Empório, é um dos sócios do Delirium. Isto talvez explique também a baixa quantidade de opções de cerveja no armazém do Delirium Café, já que, se alguém quiser um pouco mais de opções para levar para casa, basta andar uns 300 metros até o Empório.

Acho que talvez o único ponto fraco da casa, seja a ainda falta de familiaridade de alguns dos garçons com o universo da cerveja. Eles ainda não são, por exemplo, capazes de sugerir opções de mesmo estilo ou origem, quando na falta de um dos rótulos no cardápio ou nas torneiras. Mas creio que isto é um problema que se resolverá por sí só, já que os próprios funcionários tendem a obter mais informações vivendo o dia a dia do bar.

Onde: Delirium Café SP (Rua Ferreira Araujo, 589 – Vila Madalena – SP)
Quando: 20/11/2014
Bom: Variedade de cervejas na torneira, ambiente e preço.
Ruim: falta de conhecimento do universo cervejeiro de alguns dos garçons
Site: http://www.deliriumcafesp.com.br/

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Botecando #32 – Centro Cultural Rio Verde – São Paulo – SP

20141012_202235Domingo é um dia geralmente chato (para mim mais do que a segunda feira). Normalmente você já acorda tarde (e de ressaca), pois foi dormir tarde no sábado, perdendo metade do dia. Depois fica numa preguiça, resolve almoçar as 3 da tarde e vê que o dia foi praticamente embora. Como na segunda é dia de acordar cedo para trabalhar, você geralmente se contenta a assistir a péssima programação de TV de domingo (impressionante, até na TV à cabo!) e ir dormir cedo para encarar o batente no outro dia. Porém, às vezes aparece um passeio de Trabi + Karaoke no Mauer Park, um show do Gilberto Gil ou o aniversário do filho de um amigo com rock ao vivo para fazer do domingo o melhor dia daquele final de semana. E existem domingos em que aparece um ensaio aberto do Clube no Balanço no Centro Cultural Rio Verde.

20141012_203218Vamos por partes e primeiro falar da casa.

Já tinha passado algumas vezes em frente ao Centro Rio Verde e sempre tive curiosidade para saber o que rolava lá. Ele fica na Belmiro Braga, naquela “região de resistência” da Vila antiga que eu falei neste artigo. É um espaço multicultural que foi aberto para promover shows de música, exposições e ser um espaço para eventos, etc.

A decoração é antiga e bem interessante, lembrando um cabaré. A casa conta com boa iluminação, um ótimo sistema de som e um sistema de ar condicionando bastante eficiente. Já curti a página no Facebook e parece que vários eventos interessantes acontecem no local, especialmente ligados as várias vertentes da música brasileira.

20141012_195208O Clube do Balanço eu já conhecia das domingueiras no Grazie a Dio que ocorriam há uns 6 ou 8 anos atrás e era uma das melhores de SP. A trupe do Marco Mattoli foi responsável pelo revival do Samba rock em SP que ocorreu há uns 10, 12 anos atrás. Impossível não notar a evolução da banda, que já era boa, tanto na qualidade individual dos seus músicos, quanto como conjunto.

Além disto a banda também conta com um público cativo que curte dançar o ritmo, é bonito, simpático. Uma galera “do bem” e que quer apenas ser feliz.

20141012_221619Você coloca dentro de uma casa muito legal, uma banda fantástica e um público muito bom, disposto a se divertir da melhor forma possível, então só pode render um ótimo domingo. Era impossivel não notar o sorriso no rosto das pessoas, dos próprios músicos (que estavam se divertindo muito!) e mesmo dos funcionários da casa. E também era impossível eu não abrir um baita sorriso por aquele momento de felicidade coletiva ao som do melhor do samba rock.

Infelizmente passeios de Trabi e shows do Gilberto Gil não são tão fáceis de acontecer em São Paulo, mas ao menos até o final do ano temos mais dois domingos salvos, pois o Clube volta a fazer ensaios abertos nos dias 09/11 e 14/12!

Onde: Centro Cultural Rio Verde (Rua Belmiro Braga, 119 – Vila Madalena – SP)
Quando: 12/10/2014
Bom: decoração, atendimento, público e Clube do Balanço!
Ruim: nada, foi tudo muito bom!
Site: http://www.centroculturalrioverde.com.br/ e http://clubedobalanco.com.br/

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Botecando #31 – Grazie a Dio – São Paulo – SP

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O Grazie a Dio talvez seja uma das baladas que eu mais frequentei na vida. Na segunda metade da década passada eu praticamente batia cartão lá aos sábados. Às vezes ia aos domingos ou quintas também para curtir um samba rock.

Há uns três anos atrás a Jam Suburbana, com o sensacional Bocato, mandando clássicos da soul music, funk e motown, era obrigatória às segundas feiras. Porém fazia uns 2 ou 3 anos que não ia mais lá.

A sempre ótima Black Rio em ação!

A sempre ótima Black Rio em ação!

Quando vi durante o dia que a Banda Black Rio iria se apresentar não pensei duas vezes em matar as saudades da banda e da casa e prometi pra mim mesmo que iria de qualquer jeito, mesmo com chuva (que começou a cair à tarde), mesmo tendo que terminar um trabalho no final de semana e mesmo que a preguiça atacasse.

As mudanças no layout da casa, que tiraram um pouco da sensação de “aconchego” que a casa tinha, eu já tinha visto (ocorreu há uns quatro anos), o som continua com a ótima qualidade de sempre, tanto nas bandas quanto nos DJs, focando na música negra americana e brasileira, e onde se podem ouvir clássicos que dificilmente se ouvem até em programas de rádio do gênero. Foi através do Grazie a Dio que conheci muito som bom, inclusive a própria Black Rio e o Bocato.

Porém me deu um misto de tristeza e um pouco de nostalgia ao ver o pouco público presente. Antes do início do show da Black Rio, que estava agendado para a 1:00 da manhã mas começou apenas à 1:30 não tinham mais do que 70 pessoas no local, a maioria por conta de um aniversário. Só encheu um pouco mais porque o Pub Crawl finalizou lá e chegaram mais umas 40 pessoas. Ou seja, pouco mais de 100 pessoas.

Odoyá!

Odoyá!

E ai me bateu a tristeza: um lugar tão legal e com um som bom e apenas 100 pessoas para aproveitar uma balada legal, bons DJs e curtir uma ótima banda. Que desperdício! E a nostalgia me bateu ao lembrar como a casa ficava lotada, impossibilitando até a locomoção, há uns 6 ou 8 anos atrás, em shows da própria Black Rio.

Acho que aquela galera que lotava o Grazie a Dio aquele tempo deve ter envelhecido, deixou de curtir balada e o público acabou não se renovando. E ai fiquei mais triste ainda por que estou ficando velho….rsrsrs

P.S. Alguém poderia me informar se este painel dos Beatles é novo? Não me lembro de tê-lo visto antes, mas também não lembro o que tinha no lugar.

Onde: Grazie a Dio (Rua Girassol, 67 – Vila Madalena – SP)
Quando: 26/09/2014
Bom: ambiente e som!
Ruim: infelizmente tá meio caidaço de público
Site: http://www.grazieadio.com.br/

Botecando #30 – Gillan’s Inn – São Paulo – SP

Rush Project mandando um set concentrado na fase progressiva do Rush

Rush Project mandando um set concentrado na fase progressiva do Rush

O Gillan’s é um pub bem novo na cena paulistana e apesar disto, já está em seu segundo endereço. Ficava originalmente na Caio Prado, ali bem próximo à região do Baixo Augusta, mas recentemente mudou de endereço e agora ocupa um imóvel bem maior (com capacidade para até 700 pessoas), entre a Praça da República e a Amaral Gurgel. Apesar de agora estar em uma região que não é conhecida por ser uma região boêmia (quer dizer, existem por ali os “estabelecimentos de entretenimento para adultos”), o que faz com que ele quase passe desapercebido, o imóvel escolhido atende bem ao propósito da casa.

Como indica o nome, o pub tem várias referências a bandas inglesas, especialmente ao Deep Purple e ao seu vocalista mais conhecido, Ian Gillan. Um dos quadros, dos vários existentes, é um desenho do vocalista onde o artista não foi feliz e ficou parecendo um quadro da Samara, do filme “O Chamado”.

GillianO espaço é bem aproveitado, por ser um imóvel comprido e relativamente estreito (a proporção de comprimento X largura deve ser, no mínimo, de 3×1), sendo que em um dos lados existe o bar em sí e no outro um “minicamarote”, em um nível um pouco acima do piso principal. Dependendo da configuração, este piso principal pode estar com mesas ou totalmente vazio, criando uma pista para as pessoas acompanharem os shows em pé. Existe também um mezanino que não cheguei a conhecer (estava fechado).

Estive lá para a comemoração do aniversário da minha amiga Giu, a maior fã do Rush que eu conheço, e claro, a banda que estava se apresentando era o Rush Project, uma banda especializada no repertório do power trio canadense, que conta com músicos competentíssimos. Como um bom pub inglês, a casa foca suas atrações em Rock, Hard Rock e Blues.

Gillian 2Do preço eu nem vou falar mais nada porque parece que já virou padrão long necks de cervejas comuns por mais de R$ 10,00. A copa passou mas os preços para gringo, que ganham em Euro ou Dólar, vieram para ficar.

O atendimento, desde os seguranças, passando pela hostess, pelos os garçons e terminando pela caixa, foi simplesmente excepcional, com pessoas muito bem educadas e com prazer em atender. Talvez precisem ensinar o pessoal tirar a Guinness da torneira, já que eles não esperavam os dois minutos de decantação para depois completar e servir, o que deixa a cerveja gasosa, mas só o fato de encontrar Guinness on tap e curtir um bom rock and roll já vale a pena.

Onde: Gillan’s Inn (Rua Marquês de Itu, 284 – Centro – SP)
Quando: 22/08/2014
Bom: decoração, atendimento e Guinness on Tap!
Ruim: os garçons precisam aprender a tirar Guinness
Site: http://www.gillansinn.com.br

Botecando #29 – O Alemão – São Paulo – SP

Alemao 1Quando eu falo para algum “forasteiro” em tomar cerveja na Freguesia do Ó, a pessoa logo pensa no Frangó. Já falei aqui sobre o bar e minha relação de amor e ódio para com ele. O que pouca gente sabe é que a poucos metros do Frangó existe um bar que também vale a pena ser visitado e que, na minha opnião, não deve em nada para o Frangó.

Alemão 2O Bar “O Alemão”, também instalado em um casarão histórico situado no Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, pode não contar com a mesma variedade da carta de cervejas do Frangó, mas além das populares nacionais (Original,  Brahma, Skol, Heineken, etc), também conta com algumas opções diferenciadas, como Paulaner, Norteña, Erdinger e eventualmente alguma outra.

Um ponto forte da casa são os pratos e petiscos, todos de muito boa qualidade e saborosos. O torresmo é um caso à parte e sou até suspeito para falar. A coxinha deles é bem melhor que as famosas coxinhas do Frangó, não que isto seja difícil (as do Frangó não são ruins, só não tem nada demais e você encontra bem melhores na maioria das padocas de São Paulo, e olha que eu sou um especialista neste quitute). O bolinho de carne deles também é melhor do que o do Bar do Seu Luiz, que praticamente “inventou” o petisco.

Alemão 3Como a própria temática do bar sugere, existem também vários pratos alemães, servidos tanto em forma de petiscos ou como pratos, tais como o Kassler (bisteca de porco defumada), Eisbein (joelho de porco assado), Schnitzel (filé de porco à milanesa) e uma boa variedade de Wursts (salsichões). Já ouvi boas referências a respeito do Filé à Parmegiana servido ali, mas nunca tive a oportunidade de experimentar, já que geralmente vou para beber e acabo ficando só nos petiscos. Como se trata de um bar e restaurante, aceita a maioria dos tickets refeição.

Um outro ponto forte da casa é o bom atendimento (putz, não queria ficar fazendo contraponto com o Frangó, mas não dá para não achar o atendimento do Alemão bem melhor que o deles), com garçons atenciosos e até brincalhões.

A área dos fundos, que é aberta e onde é permitido fumar, também é um atrativo.

Mas, assim como a maioria dos bares da Vila Madalena e de outros redutos da boemia, os preços das cervejas subiu absurdamente no último ano. Pagar R$ 10,00 por uma Original ou Heineken é um pouco caro para uma cerveja popular. Mas no final das contas, os prós acabam compensando os contras nesta casa.

Onde: O Alemão (Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 134 – Freguesia do Ó – SP)
Quando: 09/08/2014
Bom: petiscos e aceita ticket!!!
Ruim: preço
Site: http://www.oalemao.com.br/

Botecando #28 – Valadares – São Paulo – SP

Valadares 1Apesar de sempre ouvir falar no Valadares e morar relativamente perto (a Freguesia do Ó, onde moro, é bairro vizinho da Lapa), nunca havia ido à este boteco. E na verdade nunca perdi nada.

Não que seja ruim e creio que, por ser um bar antigo (funcionando desde 1962), o pessoal do bairro tenha até uma memória afetiva do lugar, mas não tem nada demais que me atrairia, como me atrai, por exemplo, o Bar do Luiz (por causa do atendimento), o Frangó (a carta de cervejas) e alguns outros botecos que gosto de frequentar.

Valadares 2O bar é bem simples, com cara de boteco mesmo (ponto para eles por não terem as frescuras dos tais “botecos chiques”). Decoração simples, mesas e cadeiras de madeira, quadrinhos com frases “engraçadas”, mesas na calçada, etc.

A cerveja (Original) sempre gelada e o atendimento é bom, mas nada além disto.

Talvez o que torne o bar relativamente famoso sejam alguns dos seus petiscos exóticos, que dificilmente são encontrados em outros lugares. Mariscos e polvo (normalmente não se encontram em botecos simples, a não ser no litoral), jiló em conserva (muito bom por sinal) e os dois carros chefes da casa: testículos de boi e a rã à milanesa (que conforme observou o amigo Gera, parece uma barbie empanada).

Valadares 3

A barbie empanada

Como não sou muito chegado a estas estravagâncias culinárias, preferi ficar no básico mesmo e, além do jiló, preferi experimentar as batatas na serragem (batatas assadas com farofa) e o torresmo (bom, mas nada além disto).

Vale a pena conhecer? Vale para contar no meu curriculum de botequeiro (palavra complicada, pode gerar interpretação errônea…hehehe), mas se a proposta é apenas tomar umas geladas, jogar conversa fora e beliscar alguma coisa, prefiro ficar no meu bairro mesmo ou ir para a minha querida Vila Madalena.

Pelo menos o preço é bom, na média de um boteco simples: rachando, a conta deu R$ 43,00 para cada, e olha que tomamos bem!

Onde: Valadares (Rua Faustolo, 463 – Lapa – São Paulo – SP)
Quando: 01/08/2014
Bom: preço e petiscos
Ruim: nada
Site: http://www.aperitivosvaladares.com.br/

Botecando #27 – Ó do Borogodó – São Paulo – SP

Ó do BorogodoEste é um dos lugares que eu mais gosto de frequentar em SP. É um barzinho simples, montado numa casa pequena e antiga, numa travessa da Cardeal Arcoverde (a primeira depois do cemitério). Não tem muita frescura na decoração (alguns quadros sobre a parede de tijolos), as mesas são de madeira (quando consegue-se alguma mesa), a cerveja é padrão (Original, Brahma, Serramalte, Itaipava, etc) e o cardápio não tem muita variedade.

Porém, o que faz a qualidade deste bar são os grupos que tocam no lugar e os frequentadores. Você quer ouvir música brasileira “de verdade”? Tem algum amigo gringo que está por São Paulo e quer conhecer um legítimo boteco brasileiro? Quer ir num lugar para curtir um som, ver gente de tudo quanto é tipo que está afim somente de ouvir um som, tomar uma cerveja e dançar? Então o Ó do Borogodó é o lugar.

O do Borogodo 2De segunda à segunda se apresentam grupos, compostos de ótimos músicos, que passeiam por vários ritmos da música brasileira: samba, chorinho, mpb, maracatu, forró, entre muitos outros. Tem muita música brasileira que eu fiquei conhecendo porque ouvi nas domingueiras do Ó (para mim o melhor dia, mas os outros também são muito bons).

Como a música é boa e foge do que toca na grande mídia, atrai também um público diferenciado e muito diversificado para a casa: tem senhores, jovens estudantes, casais, gringos, todos afim de aproveitar o som e, se o espaço permitir, dançar um pouco, mesmo que não se saiba dançar.

O melhor dia para mim é aos domingos. O som inicia-se entre 21:00 e 21:30, porém, para conseguir pegar alguma mesa (para pelo menos apoiar as garrafas, já que é impossível não ficar de pé e dançar) precisa chegar na hora que a casa abre, as 20:00 horas. Existem dias em que as 21:00 horas já está lotado e não se consegue entrar. Ai fica fila do lado de fora e o esquema é “só entra se alguém sair”.

O do Borogodo 1Quando lota surgem os poucos problemas da casa: como disse, é um casarão antigo, sem muita infraestrutura, então fica um calor imenso (agora colocaram até um ar condicionado, mas dependendo da temperatura externa, não dá conta), o serviço decai um pouco, pois os garçons têm que atender mais clientes e ainda se locomoverem pelo lugar lotado e na hora de pagar é um sufoco, pois tem apenas um caixa.

Os banheiros também são meio precários, mas estão sempre limpos (na medida do possível, ou seja, em que a clientela também colabora com a manutenção da limpeza).

Mas é um lugar para ir, relaxar, dançar, conhecer pessoas diferentes e interessantes. Só precisa ir com a mente e coração abertos, pois literalmente pessoas de todas as tribos ali se encontram e convivem em harmonia. E não pode ter frescura com lugares apertados e com gente suada, afinal de contas, dançar queima calorias, e mesmo nos dias mais lotados, sempre dá-se um jeito de arrumar um par e espaço para dançar.

Onde: Ó do Borogodó (Rua Horacio Lane 21, Pinheiros – São Paulo – SP)
Quando: 26/07/2014
Bom: grupos ao vivo e público
Ruim: é pequeno e quando lota a qualidade do serviço cai e gera fila na hora de pagar
Página do FB: Ó do Borogodó

Botecando #26 – Empório Alto dos Pinheiros – São Paulo – SP

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O Empório Alto dos Pinheiros é o paraíso na terra para os apreciadores de cervejas (não gosto de usar a palavra “gourmet”, puta viadagem!!!). Ele é basicamente uma loja especializada em cervejas (mas também se encontram vinhos, cachaças e produtos importados de outros gêneros) que também funciona como um bar.

EAP2O sistema ali funciona um pouco diferente dos bares comuns: você vai até as geladeiras, escolhe a cerveja que quer (pode-se checar o valor num leitor de codigo de barras), vai até um garçom e pede para ele abrir. Ele vai até sua mesa com o copo apropriado e abre a cerveja para você. Tudo é anotado em comandas, que podem ser individuais.

Outra opção são as cervejas nas taps. Normalmente eles disponibilizam até 34 “torneiras” com cervejas dos mais variados tipos e países. Algumas são praticamente fixas (Delirium, Guinness, Weihenstephaner, etc), mas a maioria das torneiras recebem regularmente novas cervejas, inclusive de cervejarias brasileiras.

Aqui uma explicação: o pessoal chama de “chopp” Heineken, “chopp” Guinness, só porque são servidas em torneiras e no Brasil isto é muito comum para chopp. Mas na verdade trata-se de cerveja. Chopp (ou chope) é uma cerveja que não passa pelo processo de pasteurização e raramente, por conta de regulamentos das agências dos demais países, é permitida a venda de produtos industrializados sem que estes passem pelo processo.

Portanto, apesar de até o garçom dizer que tem “chopp” da Guinness, na verdade tem cerveja Guinness da torneira (tap em inglês americano) ou do Barril (Fass em alemão ou cask em inglês britânico).

Eles também tem uma cozinha que prepara petiscos, pratos e lanches muito bons.

EAP3De acordo com a casa, eles comercializam cerca de 700 rótulos diferentes de cervejas, porém, apenas uma parte delas ficam nas geladeiras e as demais são vendidas somente “para viagem” e talvez este seja o único “defeito” da casa. Se bem que imagino que isto seja uma jogada de marketing, pois é praticamente impossível você ir até lá para um happy hour e não levar pelo menos uma meia dúzia para experimentar em casa.

Como cervejeiro da velha guarda (o mercado de cervejas especiais no Brasil é recente, então posso me considerar um “dinossauro”), acho muito legal o sucesso de casas como o Empório Alto de Pinheiros e do interesse do brasileiro por tomar cerveja para apreciá-la e não somente para “matar a sede” ou para encher a cara.

Onde: Empório Alto dos Pinheiros (Rua Vupabussu, 305, Pinheiros, São Paulo, Brasil)
Quando: 16/07/2014
Bom: variedade de cervejas e preço
Ruim: Nada
Site: http://www.altodospinheiros.com.br/

Botecando #25 – Paraty 33 – Paraty – RJ – Brasil

Parati 33 3Logo no primeiro dia em Paraty, quando estávamos tomando uma cerveja no Bar Sarau, passou uma promoter distribuindo flyers do Paraty 33 anunciando que, na quinta e sexta, a Banda Forum (que eu já havia assistido em SP, acho que no Wild Horse), iria se apresentar no local. Combinamos de ir na sexta para ver qual era a do lugar.

No dia seguinte, ao voltar da praia, demos uma passada em frente e gostamos do ambiente e decoração do lugar (com várias referências a alguns clássicos como o filme Scarface, a Kombi, e uma porrada de memóriabilia). Além do que, é a única balada no centro histórico.

Parati 33 2Ao chegar e entrar na casa, já somos supreendidos pelo Juan, um argentino que é um dos sócios da casa, e que chamou um dos garçons para que este nos arrumasse uma mesa. Ele conseguiu uma mesa bem de frente pro palco, após realocar um monte de mesas, o que já nos fez ficar fã da casa.

TODOS os funcionários da casa, iniciando pela hostess, passando pelos barmans, os garçons e o próprio Juan, são extremamente competentes no tratamento dos clientes. E não parece ser algo forçado, artificial, o que me faz imaginar que a casa procura justamente pessoas que têm prazer em atender bem para fazer parte de seus quadros.

Toda hora que iriamos fumar estava lá o Juan para puxar papo, contando histórias suas, da casa, de Paraty (ele já mora há 15 anos na região) ou sobre o rock na Argentina. Ele inclusive fez participações cantando com as bandas (além da banda Forum, no sábado, um artista paulistano radicado em Ubatuba, foi o responsável pelo show: Nilo), nos dois dias, versões brasileiras de músicas de bandas de rock argentinas: A Sua Maneira, do Capital Inicial e Que Vez, do Tijuana.

Parati 33 1O atendimento foi tão bom que voltamos no outro dia para almojantar e quando entramos na casa, o Juan prontamente nos reconheceu, chamou o garçon, e pediu para nos dar um tratamento especial, pois na noite anterior ele não pode nos dar a atenção que queria.

As meninas até ganharam VIP para a noite, que haviamos combinado de ser mais light, mas no final das contas, acabamos saindo quase as 3 manha, mas bem felizes por aproveitar uma boa casa e que conta com uma atendimento que deveria ser padrão.

Para não dizer que tudo são flores, R$ 11,30 por uma long neck de Heineken é meio “puxado”, mas como tudo em Paraty, parece que seguem padrão Europeu de preços e só convertem do Euro para o Real, o que prejudica um pouco os brasileiros.

Onde: Paraty 33(Rua Maria Jácome de Mello, 357, Paraty, Rio de Janeiro, Brasil)
Quando: 02 e 03/05/2014
Bom: atendimento e decoração
Ruim: preços mais caros que SP
Site: http://www.paraty33.com

Botecando #24 – Bar Sarau e Barril Pub – Paraty – RJ – Brasil

Bar Sarau e Barril Pub: irmãos gêmeos!!!!

Bar Sarau e Barril Pub: irmãos gêmeos!!!!

Logo no primeiro dia, na chegada em Paraty, resolvemos procurar algum bar para tomarmos algumas (de leve!!!) e ao dar um passeio pelo centro histórico, encontramos, ao lado da igreja, uma série de bares muito parecidos e resolvemos “apostar” em um deles, que foi o Sarau. No dia seguinte, fomos ao bar do lado, o Barril Pub.

São dois bares distintos, mas são tão parecidos e ficam um do lado do outro que vou falar dos dois de uma só vez para não me tornar repetitivo.

Como todo estabelecimento no centro histórico, eles ficam em casarões preservados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e contam com a arquitetura rústica da cidade como padrão (piso de madeira, bastante pedras, janelas e portas largas) e mesas no calçadão bem irregular (torci meu pé umas 50 vezes, isto sóbrio!!! 🙂 ).

Nos dois existem músicos tocando MPB e alguns sucessos internacionais (como Bob Marley), porém, como os dois bares são colados, para quem fica na rua, o som fica muito confuso quando os dois músicos resolvem tocar ao mesmo tempo e isto é algo que eles podiam melhorar: revezar o som externo, ora tocando o músico de um dos bares, ora tocando o do outro.

Bar SarauO atendimento, como sempre ocorreu em Paraty, foi bastante atencioso, porém sem exageros (à exceção foi o Paraty 33, que falarei mais pra frente).

O que realmente assustou foram os preços. O das bebidas alcólicas era justo e até relativamente barato se comparado aos praticados em SP (R$ 8,00 a garrafa de Brahma de 600mls), porém, o valor das bebidas não alcólicas beira o absurdo: R$ 10 reais por uma água, R$ 13,00 por um refrigerante. Realmente preço padrão Europa (na Alemanha a Erdinger custava € 0,85 enquanto a água custava € 1,50, ou seja, tomar cerveja era questão de economia….hahaha).

Tirando as porções básicas (fritas e calabresa), as demais, especialmente de frutos do mar, também eram um pouco altas, especialmente por se tratar de uma cidade costeira, onde teoricamente os preços deveriam ser mais baratos.

Mas deixando isto de lado, foram noites agradáveis (apesar do frio no dia 30), muito por conta do próprio charme da cidade.

Uma curiosidade: no Barril, excetuando-se o músico, todos os outros funcionários eram argentinos. Aliás, Paraty deve ser a cidade com mais argentinos vivendo fora da Argentina, mais até do que o norte de Florianópolis.

Onde: Bar Sarau e Barril Pub (Rua Marechal Deodoro, Paraty, Rio de Janeiro, Brasil)
Quando: 30/04/2014 e 01/05/2014
Bom: música ao vivo e atendimento
Ruim: preço para turista europeu
Sarau Bar: https://www.facebook.com/sarauparaty.restaurante
Barril Pub: http://pubchoperiabarriu.blogspot.com.br/