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Botecando #13 – Bar do Xerife

Bar do Xerife 1

Localizado na Rua Guaicurus, na Lapa (um pouco fora dos circuitos de bares da Zona Oeste), é um misto de lavarápido de motos e bar/lanchonete. Portanto, é bastante frequentado por motociclistas (na rua existem várias lojas de motos, peças, mecânicos, etc). Conheci por conta do meu amigo Zé, que se apresenta lá quase que semanalmente com sua banda, Le Passage.

Tem uma decoração que me lembra bastante os bares dos EUA, com bastante flâmulas de moto clubes, caveiras, “lambelambes” de humor. O cardápio também remete à culinária Tex-Mex presente principalmente no Sudoeste dos EUA.

Le Passage + Allan Saffiotti mandando um rock

Le Passage + Allan Saffiotti mandando um rock

Possui algumas mesas na parte interna e um “balcão” e mesas do lado de fora. Também existe um pequeno espaço para as bandas/músicos se apresentarem.

O mais interessante aqui, além do som ao vivo (rock, hard rock e heavy metal, na maioria das vezes), é que os preços são justos tanto para bebidas (R$ 5,00 uma long neck de Heineken ou Budweiser, sempre bem geladas), quanto para comidas. Para comer, cai bem uma das várias receitas de hamburgueres, especialidade da casa.

Mas tem um porém: devido à falta de um sistema de PA (amplificação) geral da casa, as bandas precisam deixar o som muito alto, para que este possa ser ouvido do lado de fora, e ai se torna quase impossível ficar dentro do bar e conseguir conversar.

Ok! Os rockeiros mais puristas vão dizer que rock tem que se ouvir no talo (bem, eu discordo, acho que música tem volume certo para ouvir, nem alto e nem baixo), mas quem procura um bar com música ao vivo, geralmente quer, além da música, poder bater um papo. Não à toa, geralmente o lado externo está totalmente cheio (mesmo em dias mais frios e/ou à noite), enquanto a parte interna fica relativamente vazia (comparado com o ambiente externo).

Acho que eles poderiam fazer um investimento num equipamento de PA, com caixas distribuidas em todos os ambientes (e com retorno para os músicos), e assim distribuir melhor o volume. Uma máquina de flipper, uma mesa de Snooker ou um jogo de dardos também iria “complementar” a proposta do local.

Mas apesar disto, é um bom lugar para tomar umas cervejas, beliscar uns petiscos e ouvir um bom rock’n’roll.

Onde: Bar do Xerife (Rua Guairucurus, 1008 – Água Branca – SP)
Quando: 23/03/2014
Bom: preço, snacks e musica ao vivo
Ruim: som muito alto!
Página: http://www.bardoxerife.com.br/

Botecando #12 – Rancho do Serjão

Rancho do Serjao 2Eu não curto muito balada que toca sertanejo. Eu até gosto de sertanejo. Gosto de Tonico e Tinoco, Pena Branca e Xavantinho e Tião Carreiro e Pardinho, entre outras coisas bem antigas. Gosto bastante do Sérgio Reis e acho o Almir Sater um gênio. Das coisas mais recentes, curto quase tudo do Chrystian e Ralf, bastante coisa do Chitãozinho e Xororó e algumas coisas mais velhas do Zezé di Camargo e Luciano. Mas gosto de ouvir em casa ou no carro (especialmente pegando estrada rumo ao interior) e não em bar.

rancho do serjao 1Talvez seja porque nos bares atualmente só se toca o tal do “Sertanejo Universitário”, que na verdade não tem quase nada de sertanejo e é simplesmente música pop. Pra mim, botou um teclado para substituir a sanfona ou guitarra para substituir a viola, já deixou de ser sertanejo.

Porém, no Rancho do Serjão, uma casa que já conta com quinze anos, eles consigam fazer um bom equilíbrio entre sucessos recentes e pops, com coisas mais antigas. É um dos poucos lugares em que se ouve Crystian e Ralf (e não é Nova York), Mato Grosso e Matias, entre outros.

O bar, que por fora aparenta ser bem maior, fica num pequeno imóvel, quase já fora da Vila Madalena. Conta com algumas mesas e uma pequena pista de dança. Os músicos ficam num pequeno palco e, ao contrário de outras casas do gênero, têm um contato mais próximo com o público, o que permite que eles atendam pedidos da plateia (no “famoso” sistema de mandar o nome da música no guardanapo ou então gritar para o músico….hahaha).

Rancho do Serjao 3O filé ao molho de madeira que alguém da mesa pediu não estava lá estas coisas, mas o frango à passarinho que também foi pedido foi um dos melhores que já comi: praticamente só peito de frango, sem osso, bem frito e sequinho. Só podiam ter colocado alho (bastante!).

A cerveja (Original) também esteve sempre bem gelada e, quando o garçom percebeu que uma das garrafas estava com a boca trincada (nós mesmos não haviamos percebido), fez questão de, por iniciativa própria, trocar todos os copos e nos trazer outras duas garrafas, o que demonstra a preocupação com o bom atendimento.

Pra quem gosta de sertanejo e não quer enfrentar um Villa Country ou um Woods e aproveitar um lugar mais calmo e aconchegante, e ainda de quebra ouvir alguns clássicos da música caipira (é só pedir!), fica a dica!

Onde: Rancho do Serjão (Av. Pedroso de Moraes, 1008 – Vila Madalena- SP)
Quando: 21/03/2014
Bom: ambiente, música e localização
Ruim: ô povo feio!!!!….kkkkk
Página: http://www.ranchodoserjao.com.br/sao-paulo/

Botecando #11 – Boteco São Paulo

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Este boteco, situado num antigo casarão em uma esquina da Avenida Pompéia, é uma ótima opção para quem quer curtir o clima de Vila Madalena, sem a muvuca que atualmente se tornou a Vila (transito, molecada, briga, estacionamento a 30 reais, etc). Conta com várias mesas na calçada (ótima pedida em dias de calor) e uma pequena área interna com um palco.

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A decoração do bar é repleta de fotos e objetos relativos à cidade de São Paulo, o que faz da casa um pequeno “museu” sobre a cidade, mas o que mais impressiona é a criatividade e qualidade do cardápio. Ele contém, além de pratos típicos (a feijoada, escondidinho, file à Osvaldo Aranha, etc) e lanches, algumas “invenções interessantes”. Desta vez eu provei o filé milanesinha com molho gorgonzola, acompanhado de arroz e salada caprese “em pé”, o que foi uma bela pedida. O restante da galera pediu feijoada, que também foi aprovada por eles.

A cerveja (Heineken), veio sempre no ponto, porém eles também já aderiram à “cerveja de 12 reais” que tomou conta dos bares de SP desde o ano passado. Valor este que (acho que vou me tornar repetitivo) é um verdadeiro absurdo.

Um ponto fraco foi o atendimento, pois havia apenas um garçom responsável por atender as mesas da área externa, o que tornava o serviço demorado, mas nada que fosse insuportável.

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Sérgio Vinci (esq.) e Fernando Hermes

Uma outra atração do local é a programação musical de bom gosto. Já vi por lá grupos muito bons como: Trio Gato com Fome (samba), Grupo Contraste (samba) e o Quarteto Saquê e Cachaça (um quarteto de samba compostos por descendentes de japoneses!). O som aos sábados à noite fica por conta do Sérgio Vinci, que já conheço desde às épocas do saudoso Caneca Furada, na Freguesia do Ó, e que é para mim, junto com o Elio Camalle, um dos melhores músicos de MPB da noite paulistana.

Durante o almoço a casa também fica aberta, oferecendo seus pratos, tanto no local como delivery.

Onde: Boteco São Paulo (Avenida Pompeia, 2089 – Vila Pompéia – SP)
Quando: 15/03/2014
Bom: comida e som ao vivo
Ruim: atendimento
Página: http://www.botecosp.com/

Botecando #10 – Choperia Opção

Opcao

A Paulista é um lugar cheio de atrações, tanto culturais, quanto gastronômicas e “etílicas”, mas sempre que eu marco com amigos de tomar umas naquela região (por causa da localização central) acabo parando no Opção.

Este bar fica localizado bem na parte central da Paulista, mais precisamente atrás do MASP e já é um ponto histórico de happy hour para o pessoal que trabalha na região e o pessoal que estuda na FGV (fica a uns 200 metros).

A área externa é um deck em uma pequena e bela praça, que tem sua beleza realçada pelo imóvel e iluminação da choperia. Infelizmente, faz tempo que não vejo o telão, que era gigante e instalado na área externa e costumava passar DVDs de shows de pop/rock (ainda existem TVs que ficam transmitindo shows). Internamente a casa é mais simples, mas contem o básico de um bom boteco e, principalmente, espaço (dificilmente está lotado a ponto de amontoar).

opcao 2

Outra coisa que eu gosto de lá é que este foi talvez o primeiro bar que eu frequento que aboliu os 10% obrigatórios na conta, o que é bom tanto para o cliente quanto para o garçom.

O ponto ruim desta vez foi que eles estão seguindo a onda de outros bares de cobrar R$ 12,00 (pelo menos) por uma garrafa de 600mls de cerveja, o que é um absurdo, mas ultimamente pra fugir disto, só tomando em boteco pé sujo (conheço alguns muito bons!) ou então em casa mesmo (mas não deixa de ser um valor abusivo)

Onde: Choperia Opção (Rua Carlos Comenale, 97 – Bela Vista – SP)
Quando: 13/03/2014
Bom: ambiente e localização
Ruim: preço
Página: http://choperiaopcao.com.br/index.php

Botecando #9 – Siga La Vaca

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Este estabelecimento, que fica localizado na movimentada Rua Canuto do Val, no bairro da Santa Cecília, faz parte da rede Biroska (que também fica na mesma rua, assim como outros bares da rede) e é um misto de bar, restaurante e videokê.

Na parte inferior, existem um espaço externo com mesas na calçada e um espaço interno. A parte central do piso inferior é bem interessante, com uma árvore como centro de uma “praça”, que tem como tema vacas na decoração. Ao redor desta árvore se encontra uma escada para acesso ao mezanino.

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É no mezanino que se encontra o atrativo do lugar: 3 salas equipadas com videokê. Estas salas contam com algumas mesas, um pequeno palco e televisores e os candidatos a artista podem escolher, dentro de uma lista enorme, suas músicas prediletas para cantar.

No dia em que fui ao local, o atendimento estava relativamente bom, até a sala ficar lotada, o que foi um dos pontos fracos, pois ficava praticamente impossível se movimentar, inclusive para a garçonete. Por outro lado, as cervejas (nas salas de videokê somente long necks ou torres de chopp, e no piso inferior garrafas de 600mls) vieram sempre bem geladas. Não cheguei a comer no local para saber a qualidade dos petiscos.

SigaLaVaca

O local é uma ótima pedida para reunir alguns amigos num happy hour ou para comemorar um aniversário. A localização, na região central, também é muito boa e possibilita até o uso do transporte público para acesso.

Só um porém: eu nunca vi tanta gente que canta mal reunida num só videokê…..hehehe

Onde: Siga La Vaca (Rua Canuto do Val, 97 – Santa Cecília – SP)
Quando: 07/03/2014
Bom: videoke, decoração e localização
Ruim: lotação das salas
Página: http://www.biroska.com.br/sigalavaca/

Botecando #8 – Frangó

Frango - Fachada

Eu tenho uma relação de amor e ódio com o Frangó. Vivi praticamente minha vida toda na Freguesia do Ó e conheço o bar há pelo menos 20 anos. Foi um dos primeiros bares que eu frequentei e no qual tive meu primeiro contato com cervejas importadas. Era o bar que eu e meus amigos frequentávamos às sextas feiras depois do trabalho (por já estar perto de casa) e no qual eu chegava e sabia que sempre teria um lugar para sentar e era só pedir uma caipirinha e uma cerveja e relaxar da semana árdua de trabalho.

Porém, no início de 2002 isto mudou. O empresário Washington Olivetto havia sido sequestrado no final de 2001 e, após 53 dias no cativeiro, ao ser libertado, respondeu aos repórteres, quando questionado sobre o que mais sentiu saudades “das coxinhas do Frangó”. Pronto, ai acabaram com o “meu bar”.

As famosas coxinhas do Frangó

As famosas coxinhas do Frangó

Por conta desta propaganda involuntária, o que era apenas um boteco de bairro, conhecido pelos “locais” e por alguns poucos aficcionados em cervejas (o Frangó foi um dos, senão o primeiro, bar a oferecer uma carta com cervejas especiais, sendo que hoje constam cerca de 500 nesta carta!) virou um hit e tudo quanto é gente, de tudo quanto é parte da cidade (quando não de outras cidades) quer conhecer o Frangó.

Para atender as demandas de seu novo público, o bar sofreu algumas modificações: cobriu uma área aberta nos fundos para acumular mais mesas, adquiriu um imóvel ao lado que funciona parte como depósito e parte comportando mais mesas, aboliu o som ao vivo que acontecia, eventualmente, às sextas e sábados e, para mim, o que foi pior, ficou impessoal.

Além disto, devido à alta procura, nas noites de sexta e sábado, e nas tardes de sábado e domingo, é praticamente impossível que não exista ao menos uma pequena espera por alguma mesa.

Afora isto, é um bar bem legal e interessante. Fica instalado num casarão do século 18, ao lado da Igreja da Matriz de Nossa Senhora do Ó, situado no Largo do mesmo nome. A existência do Largo e seus imóveis em volta (tombados pelo patrimônio histórico da cidade), a maioria deles dedicados à gastronomia, faz com que o largo pareça uma cidade do interior e traz um ar bucólico. Eventualmente se pode presenciar novenas e procissões na igreja, o que remete ainda mais à este clima interiorano.

Mas o que impressiona realmente no bar é a carta de cervejas, que é realmente impressionante pela quantidade e variedade, sem contar as raridades encontradas. Impressiona mais ainda saber que, há pelo menos 20 anos este bar se dedica à cervejas especiais, muito antes da moda atual das cervejas gourmet (moda que espero que deixe de existi para se tornar um hábito).

A impressionante variedade de cervejas: mais de 500 rótulos!

A impressionante variedade de cervejas: mais de 500 rótulos!

Quanto ao cardápio, além das famosas coxinhas (confesso que não sou muito chegado nelas, pois não gosto muito de catupiry), constam outros petiscos comuns de bar (pastéis, croquetes, frango à passarinho, etc) e no almoço, são servidos pratos à la carte de muito boa qualidade também (para quem gosta, dizem que a feijoada, às quartas e sábados, é bem suculenta).

Duas sugestões importantes: chegue cedo (se for para o almoço, antes do meio dia, se for da tarde para a noite, antes das 18:00 hrs) e vá de táxi, pois geralmente existem comandos às sextas e sábados na saída do largo (por conta das mãos de direção das ruas, não tem como fugir, além de tudo é mais seguro e hoje em dia mais barato).

Acho que talvez a minha birra atual com o Frangó, que faz com que eu só vá até o bar quando insistam muito, ou quando algum “forasteiro” resolve conhecer e me pede para ciceroneá-lo, tenha a ver com um sentimento de posse, pois afinal, não é mais “meu” bar, o Frangó hoje é de todos.

Onde: Frangó (Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168 – Freguesia do Ó – SP)
Quando: 22/02/2014
Bom: carta de cervejas e petiscos
Ruim: preço e atendimento impessoal
Página: http://frangobar.com.br/

Botecando #7 – Mango Natural

Com uma aparência que lembra mais uma casa de sucos ou de açai (blerghhh!) feita para surfistas, este bar na zona norte fica localizado um pouco fora dos circuitos de bares da região (Avenida Luis Dummont Villares e Av. Engenheiro Caetano Alvares).

Mango 1

O que chama a atenção é uma carta de cervejas mais extensas do que bares não especializados (já tomei Guinness lá), o que torna um atrativo para os apreciadores de cervejas especiais da região. Porém, interessa às pessoas da região, por ser um dos poucos atrativos da casa (além da possibilidade de beber fumando na área externa, algo raro hoje em dia, porém apreciado pelos fumantes).

Um ponto ruim foi o atendimento, pois inicialmente havia apenas um garçom na casa, que além de atrapalhado, não foi dos mais simpáticos (garçon de bar tem que gostar de bar!). Depois das 22:00 hrs haviam mais dois garçons, mas ainda com um tratamento muito impessoal, quase beirando o grosseiro.

Mango 2

Sinceramente, vale a pena para quem mora na região, está afim de tomar algumas cervejas diferentes, ou juntar os amigos para ver um jogo de futebol durante a semana, e não quer se deslocar, mas não compensa para alguém que tenha venha de outros bairros ir até lá. É preferível ir ao Bar do Luis ou aos bares existentes nas avenidas acima citadas.

Onde: Mango Natural (Rua Altinópolis, 532 – Água Fria – SP)
Quando: 12/02/2014
Bom: pode-se fumar nas mesas externas e carta de cervejas
Ruim: o atendimento deixa um pouco a desejar
Página: http://www.mangonatural.com.br

Botecando #6 – Famoso Bar do Justo

Apesar de frequentar bastante a Zona Norte, só tinha ido à este bar uma vez, há uns 15 anos atrás e aproveitando que fui assistir um show no Parque da Juventude, que fica bem perto, resolvi “arrastar” os amigos para fazer um “after” neste tradicional bar.

Este é um dos vários exemplos de bares que, apesar de terem crescido e entrado na moda, não perderam sua essência de boteco. A região onde ele é localizado, não é das melhores, do ponto de vista comercial para um bar um pouco mais “requintado”, já que fica perto de uma estação de metrô (Metrô Santana) que é rodeada de comércios populares (e muitos camelôs). Este é um fato que pode incomodar quem gosta mais de “luxo e ostentação” (o que não é o meu caso e nem dos meus amigos), já que, estando nas mesinhas da calçada, você será invariávelmente interpelado por pedintes ou vendedores ambulantes.

A mim não incomoda e acho que faz parte do pacote, da experiência.

Voltando ao bar: é um boteco de bairro típico que cresceu e se sofisticou sem perder sua essência. A cerveja (no caso Skol) veio sempre bem gelada e, atendendo à pedidos, servida em copos americanos. Não cheguei a provar muita coisa, pois tinha almoçado antes do show, porém comi a porção de torresmo, que era muito boa (aliás, os bares de SP podiam oferecer mais este petisco).

Das pessoas que estavam comigo, algumas pediram outras porções (frango à passarinho, que pareceu bem servida e apetitosa), enquanto outras pediram lanches (de pernil e de lagarto), que também pareciam estar muito bons.

Fiquei sabendo depois que a especialidade da casa é coxinha de costela, o que me obrigará a voltar logo para provar este quitute.

Onde: Famoso Bar do Justo (Rua Alferes Magalhães, 25/29 – Santana – SP)
Quando: 26/01/2014
Bom: petiscos e lanches
Ruim: algumas pessoas podem se incomodar com a localização ou com os pedintes / ambulantes
Página: https://www.facebook.com/Bardojusto

Botecando #5 – Sem Saida ou Bar da Dona Diva

SemSaida Logo

O Bar da Dona Diva, mais conhecido como “Sem Saída” é um pequeno boteco que fica no começo da Rua Fidalga, quase esquina com a Inácio Pereira da Rocha, bem no coração da Vila Madalena. O apelido “Sem Saída”, que se tornou um nome semi oficial do bar, foi dado devido às dimensões do bar: ele deve ter uns 4 metros de frente por 10 de fundos, o que faz com que, nos dias lotados, seja difícil, depois que você entrou no bar, conseguir sair dele.

Nos comes e bebes não tem muita diferença de outros botecos “pé sujos” (no melhor sentido da palavra): cerveja bem gelada e petiscos de boteco, como azeitona, frios, amendoim, etc. O destaque neste quesito fica por conta do Cuzcuz da Dona Diva, que é item obrigatório para quem frequenta o bar.

Aqui o Samba é no gogó

O que chama a atenção e atrai público mesmo é a sua famosa roda de samba aos sábados (das 19:00hrs até cerca de 22:00hrs): os músicos vão chegando, se juntando em volta de uma mesa, afinando seus instrumentos e daqui a pouco a roda está formada. Não existe repertório pronto, não existem microfones ou amplificadores (usam amplificador somente para o violão), não existe ensaio prévio, nada disto. É uma típica roda de samba, onde os músicos vão tocando o que vier na cabeça ou o que for sugerido pelo público. Existem algumas presenças fixas entre os músicos, porém a roda é livre e quem sentir à vontade (e se sentir apto) à acompanhar basta chegar com seu instrumento e sentar-se à mesa que será muito bem recebido.

Devido às dimensões do local (é realmente muito pequeno, além da mesa onde fica a roda, existem mais 4 mesas e o balcão, apenas), no calor o ambiente torna-se praticamente insuportável. Portanto, uma boa dica é chegar cedo e pegar uma das duas mesas na porta, ou mesmo um banquinho com algum dos garçons, apenas para apoiar as garrafas e copos, e curtir o samba do lado de fora mesmo.

Onde: Sem Saída / Bar da Dona Diva (Rua Fidalga, 27 – Vila Madalena – SP)
Quando: 01/02/2014
Bom: som ao vivo (samba) e o cuzcuz paulista
Ruim: por ser muito pequeno, fica muito lotado e muito quente
Telefone: +55 11 3032-3914

Botecando #4 – Bar do Luiz Fernandes

Bar Do Luiz

Se você mora em São Paulo, curte cerveja e boa comida e nunca foi ao Bar do Luiz, você está cometendo um pecado. E se você mora na Zona Norte, mesmo que não seja chegado em botecos e ainda não conhece o BDL, está cometendo um crime (passível de cassação da sua cidadania “zona-norteana”). Parafraseando o Mário Sérgio Pontes de Paiva, este é um verdadeiro boteco, na acepção da palavra.

Vamos a um pouco de história: este simpático boteco, que fica na Rua Augusto Tolle, 610, no Bairro de Santana, me foi apresentado por um amigo de faculdade lá pelos idos de 2000 (tenho que agradecer ao Luis Fernando, vulgo Batata!). À época, era bem menor do que é hoje, ocupando somente o salão da esquina com a Rua Ulisses Esteves Costa. Salão este que deve ter uns 40 metros quadrados. Além do salão, onde existia o balcão com os acepipes e as geladeiras com cervejas, as mesas (aquelas dobráveis de metal típica de botecos) eram dispostas na calçada e, após o fechamento do estabelecimento que ficava ao lado (acho que era uma loja de roupas, imóvel mais tarde adquirido e anexado ao bar), na garagem e na calçada deste.

O que mais me chamou a atenção na primeira vez que eu fui, era que tanto o Seu Luiz, quanto seu filho, o Edu, e todo o pessoal que lá trabalhava, conheciam meus amigos pelo nome ou apelido (ou ao menos o time para o qual torciam), o que trazia um tratamento mais “pessoal”. Além disto, na época, quando você se sentava em uma mesa, recebia uma “comanda” (na verdade apenas um pedaço de papel) e um lápis, pois você mesmo era o responsável por anotar o seu consumo, o que criava um clima de confiança entre a casa e seus fregueses.

Seu Luiz e Dona Idalina

Seu Luiz e Dona Idalina

Tirando a “auto comanda” e o espaço físico (hoje já totalizam 4 imóveis na mesma esquina, sem contar outros 2 estabelecimentos e um quiosque na praça de alimentação de um supermercado da região), pouca coisa mudou desde então e os clientes frequentes ainda são recepcionados pelo Edu, que faz as vezes de “cicerone” da casa enquanto serve as mesas (toda a família mete a mão na massa!), e chamados por ele e pelos garçons pelo nome (ou apelido, conforme o caso) e o tratamento é recíproco por parte dos clientes, que tratam os garçons pelo nome (isto quando não existe um tratamento mais íntimo e reciproco como: o corno, o viado, etc….hehehe), o que cria este clima de pessoalidade e intimidade.

A cerveja é sempre gelada (nunca, mas nunca mesmo a cerveja não estava boa, e já devo ter ido lá mais de 100 vezes), o balcão de petiscos oferece uma imensa variedade de acepipes, desde os mais comuns (frios, azeitonas, ovo de codorna) até os mais “hards” (moela de frango, figado de frango e figado de boi) e as batidas preparadas pelo Seu Luiz são uma atração à parte (sugiro a meia de seda e a de amendoim, disponíveis inclusive em garrafas de 1 litro para viagem).

Talvez a principal atração da casa (além do atendimento) seja a “carta de bolinhos” da Dona Idalina, a matriarca da família, já conhecida e premiada por vários veículos (Veja SP, Folha de SP, Revista da Folha, etc) e eventos (Comida de Boteco, Boteco Bohemia, etc): Bolinho de Carne (o mais tradicional), Surpresa da Dona Idalina, Bolinho de Bacalhau, entre outros.

Um outro ponto que eu acho interessante: este foi um dos primeiros bares a extinguir os 10% obrigatórios já cobrados na conta. Acho esta atitude bastante inteligente, pois “força” o bom atendimento por parte dos garçons (que aqui existiria mesmo sem este artifício) e o cliente, quando bem atendido, acaba oferecendo mais do que os tradicionais 10% de gorjeta, o que é bom para os funcionários do bar.

Garçons que tratam e são tratados pelo nome. Este é o Tim.

Garçons que tratam e são tratados pelo nome. Este é o Tim.

Além de tudo, o Bar do Luiz, além dos outros estabelecimentos (BDL Cervejaria, BDL Grill e BDL do Andorinha), também é responsável por organizar a maior festa de um bar no Brasil, festa esta que acabou por substituir o Boteco Bohemia, se tornando, inclusive, bem maior do que sua precursora.

Talvez o único problema do BDL (como carinhosamente é chamado pelos frequentadores assíduos) seja gerado pela obsessão pelo bom atendimento: por mais que o bar esteja cheio, nunca vão dizer que você terá que esperar para ser atendido ou que não podem receber ninguém pois a casa está lotada. Vão dar um jeitinho, apertar umas mesas aqui, mover outras acolá, ou ao menos, acomodá-lo no balcão enquanto vaga uma mesa, o que acaba gerando uma superlotação nos dias mais movimentados (happy hour de quarta a sexta e horário de almoço do sábado), o que faz com que fique difícil para os garços e os clientes se movimentarem e acaba por reduzir um pouco a qualidade do atendimento (mas a cerveja ainda virá sempre gelada!).

Para evitar isto, sugiro chegar cedo e pegar uma mesa na calçada. Outra dica é: vá de transporte público. Pegue o metrô até a estação Santana do Metrô e de lá, tome um táxi ou a linha 1756 – Pedra Branca, que leva 10 minutos e passa na frente do bar.

Apesar de eu ser meio suspeito para falar do BDL, nenhuma das pessoas às quais apresentei ou sugeri o bar teve uma mínima reclamação dele, muito pelo contrário, sempre ouço elogios e agradecimentos.

Onde: Bar do Luiz Fernandes (Rua Augusto Tolle, 610 – Santana – SP)
Quando: 25/01/2014
Bom: atendimento, petiscos e cerveja sempre gelada
Ruim: alguns dias fica muito lotado, o que diminui um pouco a qualidade do serviço
Site: http://bardoluizfernandes.com.br