Wanderlust #57 – Munique – Alemanha

(31/08/2018-01/09/2018)

Quando estávamos planejando esta Eurotrip, já sabiamos que teriamos que fazer alguma conexão na volta da Croácia. Dentre as diversas opções, como Londres ou Lisboa, estava Munique. Como geralmente não existe um custo adicional além da taxa de embarque, resolvemos ficar dois dias na cidade, já que na primeira vez que visitei, além de ser bem durante o primeiro final de semana da Oktoberfest, choveu praticamente todo o tempo. E adivinhe o que aconteceu? Sim, choveu novamente! Acho que Munique não vai com a minha cara.

Dia 1 – Sexta

Estava chovendo cântaros! Então depois de deixarmos as malas no hotel, fomos dar um passeio pela região central. Primeiro paramos na Galeria Kaufhof em Marienplatz, uma loja de departamentos meio feita pra turista, geralmente nos centros das grandes cidades alemãs (tem uma bem na Alexanderplatz em Berlin), só pra dar uma olhada e esperar a chuva passar. Como não passou, desencanamos da chuva e fomos andar mesmo assim.    

Paramos então no Viktualienmarkt uma antiga farmer’s market que hoje em dia é um misto de mercadão e praça de alimentação ao ar livre. Infelizmente a chuva apertou novamente e só conseguimos tomar uma cerveja. Se tivesse um tempo melhor provavelmente pegariamos alguns beliscos nas barracas e teriamos ficado um bom tempo por ali.

Já tinha passado da hora do almoço e como estávamos passando pela Paulaner im Tal, por que não parar por ali para petiscarmos algo e tomarmos algumas? Depois da Paulaner, ficamos andando pela cidade, meio a esmo, até o início da noite, quando então fomos turistar na famosa Hofbräuhaus. Como era sexta-feira e faltavam algumas semanas para o início da Oktoberfest, o bar já estava cheio de locais fazendo happy hour com os trajes típicos da Baviera. Além das cervejas, obviamente pedimos um prato com porco para o jantar e para finalizar a sempre ótima Apfelstrudel.

Dia 2 – Sábado

Sábado de manhãzinha, após o café da manhã, fomos andando até o Theresienwiese, que é o enorme parque onde ocorre a Oktoberfest original (que tem a ver com a história do parque). Como faltavam apenas algumas semanas para o início da festa, uma boa parte do parque estava fechada e as obras estavam à todo vapor. Mas deu pra notar que a área da festa aumentou bastante de tamanho desde 2012, quando participei dela.

Como iria chover novamente (a previsão do tempo na Alemanha é muito precisa) fomos até a Primark, uma loja de vestuários bem famosa na Europa (agora tem algumas nos EUA também) que tem preços muito bons. É ótima pra comprar coisas básicas, tipo camisetas, meias, cintos, etc. Aconselho a sempre pesquisar se existe uma na cidade em que as pessoas forem visitar.

Voltamos para a região central para aproveitar que a chuva iria parar por umas duas horas para andar por ali. Andando um pouco para fora da região mais turística, acabamos passando pela Promenadepltz, que tem um estranho memorial ao Michael Jackson. O negócio é bem estranho e kitsch e não é nada que deva entrar numa programação (nem para os fãs mais ardorosos do Rei do Pop), mas foi interessante topar com esta atração.

De lá, como já haviamos planejado, fomos tomar umas na Augustiner-Keller, uma das “big six”, como são conhecidas as seis grandes cervejarias da cidade que participam da Oktober (as outras são a Löwenbräu, Spaten, Hofbräu, Hacker-Pschorr e a Paulaner). No caminho passamos pelo belo Alter Botanischer Garten e pela Hopfenstraße (Rua do Lúpulo), que não poderia estar em outra cidade ou país! A Augustiner tem um biergarten gigante, mas estava chovendo novamente (na verdade haviamos programado estas paradas justamente para fugirmos da chuva). Mas pelo menos uma pequena parte do jardim estava coberto e pudemos ficar do lado de fora. O atendimento no local também é muito bom, além da ótima cerveja, claro.

De lá fomos até a Löwenbräukeller e o atendimento foi totalmente o contrario da Augustiner. Mal chegamos e perguntaram se a gente ia comer, meio que de uma forma rispida. Porra! Nem sabiamos o que tinha lá pra comer, como vou saber se vou comer ou não? Falamos que não e então nos acomodaram em uma região do bar onde estavam os piores garçons: mal educados, não tinham paciência com turistas (e olha que eu engano no alemão). Tinha um casal de orientais na mesa do lado tentando se comunicar e uma das garçonetes simplesmente deixou eles falando sozinhos e foi embora. Tomamos apenas uma cerveja, só para “carimbar o passaporte” e fomos embora.

Saíndo de lá, passamos na Königsplatz, que é bem parecido com o portão de Brandemburgo, pela Karolinenplatz e Odeonsplatz. Em todas estas praças existem vários prédios históricos de várias épocas. Quando voltamos à região central (Marienplatz) já estava escuro, então fomos comer algo (e claro, tomar mais uma cerveja) e depois voltamos pro hotel para descansar.

Se tivessemos mais um dia teriamos conseguido visitar as outras duas cervejarias que faltavam. Quem sabe na próxima. Mas desta vez sem chuva, por favor!

Observações, dicas e considerações:

  • Quando fui pra Oktoberfest em 2012 eu cheguei na cidade bem na sexta-feira, na hora da saída do expediente e notei que o metrô estava cheio de pessoas com as vestimentas tradicionais (Lederhosen e Dirndl) que estavam simplesmente voltando do trabalho. Depois eu descobri que durante as festividades (e mesmo antes delas) o pessoal costuma ir trabalhar à carater às sextas-feiras. Imagina se fizessem isto no Carnaval no Brasil como seria legal!
  • Tenha sempre algumas moedas no bolso quando estiver em um bar para dar de Trinkgeld (gorjeta) para os tiozinhos/tiazinhas que tomam conta dos banheiros nos bares (a dica vale pros EUA também!).
  • Na Löwenbräu tive o pior atendimento da minha vida até agora.
  • Entre 18:30 e 20:30 é sempre o pior período para jantar na cidade. Todos os lugares lotam durante este horario.
  • Se ver algum grupo de homens ou mulheres usando alguns adereços engraçados (tiaras, camisetas, óculos ou mesmo fantasias completas) e portando uma cesta com garrafas de bebida em miniatura trata-se de uma despedida de solteiro. Normalmente eles pedem uma “caixinha” (coisa de 1 ou 2 euros) para as pessoas e em troca o doador escolhe algum dos “schnaps” da cesta. A grana arrecadada provávelmente será usada para uma cervejada.

Be happy 🙂

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