Wanderlust #10 – Berlin – Teil 4: atrações

Neste quarto “artigo” sobre Berlin, vou falar um pouco das atrções da cidade. Quais eu achei legal, quais não achei e quais talvez valeriam a pena, dependendo do tempo dispendido na cidade.

No caso de atrações próximas, tentarei colocar num item só para já deixar a dica para o caso de alguém se interessar em fazer um deles, saber que dá pra aproveitar e fazer outros passeios juntos.

Tem que fazer:

  • Museus, museus, museus:
    Berlin é a cidade dos museus! No Spree tem até um banco no meio do rio chamado Museumsinsel (ilha dos museus). É museu da Cerveja, da Salsicha, muitos museus de arte, museu da DDR, das motos da DDR, dos carros da DDR, dos Ramones (sim!). Então com certeza você vai achar algum museu que case com algum interesse bem particular seu. Como disse minha amiga Rebeca: em Berlin só falta o Museu dos Museus. Vou sugerir alguns abaixo que eu gostei.
  • Deutches Historisches Museum:
    a dica que eu sempre dou para toda cidade, a primeira coisa a se fazer é ir ao museu local para tentar entender a história daquela cidade e os eventos que a formaram, bem como o seu povo. Como geralmente a gente chega nas cidades entre 12:00 e 15:00 (eu sempre me programo desta forma, pois uso o tempo entre o checkout de um lugar e o checkin em outro para viajar), dá para conhecer logo de cara. E aproveito também para fazer um reconhecimento à pé do local – Tempo: entre 2 e 4 horas.
  • Karaokê no Mauerpark

    Karaokê no Mauerpark

    Gedenkstätte Berliner Mauer / Mauerpark:
    este museu a ceu aberto na Bernauer Straße, uma das ruas que foram separadas pelo muro, conta toda a história deste episódio da história de Berlin. Contém trechos preservados do muro, da death strip e uma das torres de controle. Com cerca de 2 kms de extensão, termina praticamente no Mauerpark, um outro ponto importante na história do muro. Em dias normais, umas 4 horas para fazer os dois passeios são suficientes, porém, se for no verão e puder ser feito num domingo, aconselho reservar o dia todo: umas 2 ou 3 horas para o Museu e o restante do dia para o mercado de pulgas e o karaokê que acontecem no Mauer Park (isto sem contar os biergartens e artistas de rua do parque).

  • Trabi Safari: uma viagem no tempo

    Trabi Safari: uma viagem no tempo

    Trabi Safari:
    sério, talvez as pessoas achem que eu estou exagerando, mas este foi O MELHOR city tour que eu já fiz na minha vida. Primeiro por dirigir um carrinho que, apesar de espartano, é bem simpático e segundo porque você realmente entra dentro da história. Parece que os pequenos trabis são máquinas do tempo que te levam para a Alemanha Oriental da década de 70. Aconselho fazer o maior percurso, que segue todo o desenho do muro e dura duas horas. Mas reserve umas 3 ou 4, para ouvir as explicações e para perder alguns minutos na loja de souvenirs após o passeio.

  • Potsdamer Platz / Denkmal für die ermordeten Juden Europas / Brandemburger Tor / Tiergarten / Siegessäule:
    o portão de Brandemburgo é provavelmente a atração turística mais famosa da cidade. O que pouca gente sabe é que pode-se emendar algumas outras atrações num passeio só de cerca de duas horas (se não quiser gastar muito tempo, mas se quiser aproveitar o Tiergarten e subir no Siegessäule, reserve umas 4 horas). Comece na Potsdamer Platz e siga placas para o Portão, no caminho você passa pelo memorial aos judeus mortos na Europa. O portão fica em frente ao Tiergarten e, de costas para o portão, você já enxerga a coluna da vitória, a cerca de uns 2 kms. Dá pra chegar até lá passeando por dentro do parque ao invés de seguir uma linha reta.
  • Sim, é um avião de verdade!

    Sim, é um avião de verdade!

    Deutches Teknisches Museum:
    talvez por eu ser fascinado por tecnologia este museu tenha sido um dos mais legais que eu já visitei na vida. Ele tem várias seções contando a história de vários adventos tecnológicos, tais como: trens (deve ter uns 20 trens dentro do museu, então imagina o tamanho), carros, aviões, barcos, fotografia, cinema, cerveja, etc. Precisa reservar ao menos umas 5 horas para poder passear por todas as áreas deste museu gigante sem ter que correr.

  • A imponente Karl-Marx-Alle

    A imponente Karl-Marx-Alle

    Karl-Marx-Alle:
    um monumento à imbecilidade humana erguido como uma prova do poder da URSS e do sistema ali implementado à época. Apesar disto a arquitetura é bela, os prédios simétricos são fascinantes e para quem como eu ainda não conheceu a Rússia, é uma pequena amostra de Moscou. Eu fiz 5 kilometros da avenida em 1 hora e meia, parando para tirar fotos.

  • São Jorge alemão em Nikolaiviertel

    São Jorge alemão em Nikolaiviertel

    Alexanderplatz / Fernsehturm / Nikolaiviertel:
    este é um que dá para emendar com a Karl-Marx-Alle, já que a avenida termina (ou começa) na Alexanderplatz, a praça central de Berlin. Não tem nada demais, mas você não foi a Berlin se não comeu um currywurst acompanhado de uma Schofferhöffer no biergarten desta praça. Aqui também fica a famosa Fernsehturm, cujo topo dá vista para toda a cidade de Berlin (nunca fui, não tive vontade) e dá para emendar andando (uns 15 minutos) Nikolaiviertel, o bairro mais antigo de Berlin. Umas 3 horas dá pra fazer tudo isto, se não tiver muita fila na Fernsehturm. Porém, talvez seja interesante reservar mais tempo, para poder também almoçar e tomar uma cerveja na Geogbräu, uma microcervejaria em Nikolaiviertel.

  • Topologie des Terrors:
    para quem gosta de história este é um local bem interessante. Ele foca, através de fotos, reportagens de jornal, filmes, etc, o período da história alemã entre o final da primeira guerra e a consequente ascensão de Hitler até a queda do muro. Leva umas 2 horas (lendo todo o material) e pode ser feito junto com o Trabi Safari, pois fica do lado.
  • Autostadt:
    esta é para os amantes de carro. A Autostadt (cidade do carro) é um “parque” dedicado à história do carro aberto pela Volkswagen em Wolfsburg, cidade a cerca de 200kms de Berlin. Se estiver por Berlin por mais de 6 dias vale a pena fazer um bate e volta que leva 1 hora de trem para ir, 4 horas passeando pelo parque e mais 1 hora para voltar. Total de 6 horas. E nem perca tempo visitando a cidade de Wolfsburg. É uma cidade industrial como Santo André, Camaçari, Betim, etc. Não tem nada legal para ver.

Dispensáveis:

  • Museus, museus, museus:
    como disse anteriormente entre as coisas boas, Berlin tem museu que não acaba mais. Então mesmo se você for um fã de museus, tente equilibrar seus passeios porque senão corre o risco de perder toda sua estadia na cidade dentro de lugares fechados. Abaixo alguns que eu visitei e desaconselho.
  • Museu de História Natural:
    a não ser que você seja muito fã de biologia, paleontologia, astronomia, geologia e afins, não vale a pena. Se você já visitou o Museu de História Natural de Nova York então, e bem capaz de se decepcionar pois a comparação vai ser inevitável.
  • Museumsinsel:
    5 museus em um lugar só e um daily pass que te permite visitar todos. Não caia nesta. São museus interessantes até, mas são muito específicos (arte barroca, arte egípcia, etc), então, a não ser que você seja fã de algum dos temas ou vá passar bastante tempo na cidade não vale a pena.
  • Museu das Motos da DDR:
    mesmo para quem é fã de moto, este museu não tem nada a mais do que se vê em encontros de carros e motos antigas e nada que chame a atenção. Além de ser pequeno (30 minutos seriam o suficiente)
  • Campos de Concentração:
    em Berlin você fica “sobrecarregado” com histórias da primeira e segunda guerras, do nazismo e da Alemanha dividida (e consequentemente da guerra fria). Não creio ser necessário se deslocar até Sachenhaus (na grande Berlin, o campo de concentração mais perto) só para visitar um campo de concentração. Além do mais, o clima é meio pesado.

 Se tiver tempo:

  • Passeio de barco pelo Spree:
    vale a pena para ver a cidade por outra perspectiva e também é um passeio curto (se for fazer, faça o de uma hora, é mais que suficiente). Se der, aproveite aquela hora pós almoço em que se está cansado de andar e precisa dar uma “jiboiada”.
  • Olimpiastadion:
    muito interessante este estádio, que foi palco das olimpíadas de 32 e da final da copa de 2006, e todo o parque olímpico ao redor. Só cuidado pois além de ficar distante do centro da cidade (uns 40 minutos de metrô) é bem grande, então pode-se perder umas 5 ou 6 horas neste passeio.
  • The Story of Berlin:
    o museu em sí é até meio repetitivo (pedaços do muro, um trabi, etc) mas o final é que é interessante, pois ao final da visita, existe uma visita guiada por um bunker construido na época da guerra fria, que fica uns 4 andares abaixo do solo, no mesmo prédio. Se estiver perdido na Kurfürstendamm e quiser aproveitar é interessante pelo bunker. Na região ficam também o Hard Rock Café de Berlin (para quem gosta de comprar souvenirs da marca, como eu) e a KaDeWe, uma loja de departamentos gigantes (também legal para comprar souvenirs).
  • Tempelhof:
    a história desde aeroporto desativado que virou parque vale mais do que o parque em sí. Mas se estiver tentando manter a rotina de exercícios durantes as férias, dá pra ir até lá correr (em uma das duas pistas de pouso) ou dar umas pedaladas.
  • East Side Gallery:
    bem legal para quem curte grafitti. E só!
  • DDR Museum:
    este é outro passeio curto que vale para a “jiboiada” pós almoço (fica bem na região central, perto da Museuminsel, Berliner Dom, etc). O museu é pequeno (cerca de 1 hora de visitação) e mostra como era a vida na DDR.

Noite:

Eu sou um cara mais do dia. Gosto de aproveitar mais enquanto tem luz do sol, de dormir pouco e levantar cedo, mas aqui vão algumas dicas para atrações noturnas na cidade (as poucas que eu visitei em 7 semanas!). Até porque não se pode perder oportunidades em uma cidade onde o transporte público funciona 24 horas aos finais de semana e véspera de feriados (só fique esperto com os horários pois os intervalos são bem maiores)

  • Prenzlauer Berg:
    este distrito próximo ao Mauerpark é repleto de bares, restaurantes e discotecas. Sugiro o Zu Mir Oder Zu Dir (um bar com DJ rolando louge e eletrônicos mais softs, é pra sentar e conversar tomando uma cerveja. Só avisando pra quem se incomoda: no local é permitido fumar, mesmo sendo fechado) e a Kultur Brauerei, uma antiga fábrica de cerveja transformada num centro com restaurantes, bares, galerias de arte, etc.
  • Cuvrystraße:
    um dos vários bairros boêmios de Berlin. A Lido é uma danceteria legal (especialmente se tiver rolando noite de Soul music) e vale a pena dar uma passada antes na comunidade Hippie que existe na esquina com a Schlesische Straße.
  • Mitte:
    tanto na Torstraße quanto a Oranienburger Straße existem vários restaurantes e bares, de tudo quanto é tipo (muitos italianos, mexicanos, indianos, pubs, etc)
  • Competição entre mesas no The Pub

    Competição entre mesas no The Pub

    Alexanderplatz:
    existem alguns barzinhos e restaurantes nas redondezas da praça. Seguindo a linha do trem, sentido Hackescher Markt, existem dois lugares interessantes para apreciadores de cerveja. O primeiro é o BHM Brauhaus Mitte, uma cervejaria local e o segundo é o The Pub, onde existem mesas que vendem cerveja a litro, baseado num “cervejômetro” instalado nas mesas e que permite a separação da conta em até 8 “comandas” diferentes. So tome cuidado pois eles colocam quanto cada mesa consumiu no telão e isto acaba gerando uma competição que pode acabar numa bela ressaca….hahaha

  • Hackescher Markt:
    existem alguns bares, pubs e restaurantes instalados na parte de baixo da estação. Alguns deles funcionam 24 horas.
  • James-Simon-Park: uma das "praias" dos Berlinenses

    James-Simon-Park: uma das “praias” dos Berlinenses

    James-Simon-Park e Monbijou Park:
    os dois parques ficam à beira do Spree e são separados apenas por um túnel. No James-Simon existem vários barzinhos com cadeiras de praia, mas no verão o pessoal pega cerveja e fica na grama mesmo. No Monbijou existe o Strandbar, bem colado ao rio, também com cadeiras de praia e mesas. No Strandbar, quando o clima permite, acontecem aulas de dança (tango, ritmos caribenhos e africanos) no final da tarde / começo da noite.

Bem, é isto. No próximo artigo falarei um pouco sobre impressões que eu tive da cidade e do povo e também darei algumas dicas para os viajantes.

Be happy!!!! 🙂

Uma ideia sobre “Wanderlust #10 – Berlin – Teil 4: atrações

  1. Pingback: Wanderlust #33 – Berlin (e Potsdam), Alemanha | Botecoterapia

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