Conversations With God – Neale Donald Walsch (12/2014)

Conversations With GodSegundo o prefácio do livro, escrito pelo próprio autor, este livro lhe foi “revelado” em um momento complexo da sua vida, onde ele estava sem perspectivas e começou a questionar Deus sobre os motivos de nada dar certo em sua vida. À partir disto Deus se revelou para ele através destas conversas.

Primeiramente quero dizer que isto pra mim é bullshit. O autor, que até tem uns conceitos interessantes sobre Deus e religião (falarei mais à frente) pensou e muito bem pensando neste livro. Esta foi minha primeira impressão do livro, já não muito boa.

A segunda também não foi das melhores. Eu simplesmente detesto livro de autoajuda e este é mais um destes tenebrosos livros, bem no estilo de “The Secret”. Apesar dos pesares, mesmo nos livros ruins se encontra algo de bom.

Como dito anteriormente, o autor se propõe, no livro, a descrever o conteudo de uma conversa que ele teve com Deus, onde este responde vários de seus questionamentos, que são comuns à maioria das pessoas normais: por que Deus, em existindo, não dá uma prova concreta e incontestável de sua existência? Qual o propósito do homem na terra? Existe inferno? E o demônio? Por que algumas pessoas boas são “castigadas” por doenças e catástrofes enquanto algumas más não são afetados por estes males?

A forma como o autor (ou o seu Deus) responde às perguntas é o que eu achei interessante neste livro. Quer dizer, algumas respostas eu continuei achando a mais pura besteira, mas o que eu gostei foi da “personalidade” deste Deus.

Mas antes de continuar, quero fazer um “adendo” para explicar minha relação com religiões.

Bem, eu me considero um cara cético. Não tenho religião e não acredito em Deus, mas também não desacredito na existência de um ser superior a ponto de me considerar um ateu. Simplesmente eu acho que religião é questão de fé. Você tem fé em algo, aquilo te faz bem e não faz mal a mais ninguém, está tudo certo. Eu nunca fui tocado pela fé e a mim não faz a mínima falta religião, assim como não me importa se existe ou não um Deus, simplesmente porque a existência ou não dele não vai afetar minha vida.

Porém, eu acho muito interessante as religiões e como as pessoas se comportam em relação à elas e gosto de estudar e, eventualmente, presenciar estas relações (os ritos religiosos, de todas as religiões, me fascinam).

Voltando ao livro e à “personalidade” do Deus “criado” pelo autor, eu acabei gostando deste personagem pois ele é justamente a imagem que eu imagino que um Deus teria, caso ele existisse:

  • Ele não tem forma nenhuma, muito menos humana, mas está presente em tudo: nos homens, na natureza, nos pensamentos, nos sentimentos.
  • Ele não é necessariamente um só, mas pode ser vários deuses, ou várias “versões” de um mesmo Deus (ou Deusa).
  • Ele não é propriedade ou ligado à nenhuma religião ou seita em específico, mas cada uma destas seitas ou religiões, são extensões dele.

E as repostas mais legais, à perguntas do autor, que ele dá no livro foram:

  • Ele não deu o livre arbítrio para o ser humano, para depois criar um monte de regras que estes tivessem que seguir e, caso estes não seguissem, seriam punidos por Ele.
  • Ele não é este ser sádico, que colocou o homem na terra para simplesmente mandá-lo para o inferno para sofrer.
  • Ele não é a solução de todo e qualquer problema, pois com o advento do livre arbítrio, ele também deu ao homem a capacidade de guiar o seu destino e, ao fazer suas escolhas, também arcar com as consequências delas.

O livro entra em detalhes do que seria exatamente Deus e a relação dos seres humanos com ele, que particularmente não me interessaram e/ou agradaram muito, mas ao menos o Deus deste livro é um Deus baseado no amor (como no Novo Testamento) e não um Deus baseado no medo (como no Velho Testamento) e esta visão de Deus é a que acho que realmente pode tornar o nosso mundo um pouco melhor.

Algumas passagens interessantes do livro:

  • Livre arbítrio: “There are those who say that I have given you free will, yet these same people claim that, if you do no obey Me, I will send you to hell. What kind of free will is that?
  • Inferno: “Even if I did hold the extraordinarily ungodly thought that you did not ‘deserve’ heaven, why would I have a need to seek some kind of revenge, or punishment, for your falling? Wouldn’t it be a simple matter for Me to just dispose of you? What vengeful part of Me would require that I subject you to eternal suffering of a type and at a level beyond description?
  • Relação do homem com a natureza: “Nothing, nothing is more gentle than Nature. And nothing, nothing has been more cruel to Nature than man
  • Morte: “…to a doctor or a nurse, death is failure. To a friend or relative, death is disaster. Only to the soul is death a relief – a release
  • Intolerância: “You do worse than condemn – you actually seek to do harm to that which you do not choose. You seek to destroy it. If there is a person, place, or thing with which you do not agree, you attack it. If there is a religion that goes against yours, you make it wrong. If there is a thought that contradicts yours, you ridicule it
  • Amor x Expectativas: “Man often feels he needs a return on his investment. If we’re going to love someone, fine – but we’d better get some love back. That sort of thing. This is not passion. This is expectation
  • Sofrimento: “I am not pleased by suffering, and whoever says I am does not know me. Suffering is an unnecessary aspect of the human experience. It is not only unnecessary, it is unwise, uncomfortable and hazardous to your healt…suffering has nothing to do with events, but with one’s reaction to them
  • Imperfeição humana: “You are making mock of Me. You are saying that I, God, made inherently imperfect beings, then have demanded of them to be perfect, or face damnation
  • Relacionamentos: “You have no obligation in relationship. You have only opportunity. Opportunity, not obligation, is the cornerstone of religion, the basis of all spirituality. So long as you see it the other way around, you will have missed the point
  • Dinheiro: “Most people do what they hate for a living, so they don’t mind taking money for it. ‘Bad’ for the ‘bad’, so to speak…For you, therefore, to receive large amounts of money for what you do would be, in your thought system, taking ‘bad’ for the ‘good’ and that is unacceptable to you

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