Big Data Marketing – Lisa Arthur (8/2014)

TERADATA CORPORATION

Nos dias de hoje, praticamente tudo o que fazemos deixa um “rastro digital”: corremos de manha usando o Endomondo para fazer o tracking dos nosso treinamentos, depois pagamos nosso café da manha com cartão de crédito (e ainda colocamos “CPF na nota”) e depois usamos o Waze para encontrar o melhor caminho até o trabalho. Basicamente todas as profissões atualmente usam algum tipo de dispositivo que coleta e/ou exibe dados. Usar Twitter, Facebook, Google e algum serviço de e-mail já é parte constante das nossas vidas.

Tudo isto gera um montante absurdo de dados que podem (e devem) ser utilizados pelas empresas para que estas possam criar e oferecer produtos e serviços mais específicos para seu mercado alvo, assim como pautar as estratégias de marketing das empresas.

Este livro trata justamente de todo este montante de dados disponíveis e as estratégias para transformar esta massa de dados em informação relevante, principalmente em como “desenrolar este novelo de dados” (o termo usado é “untangle the data hairball”).

O interessante é que este livro é direcionado aos profissionais de Marketing e foi escrito por uma profissional de marketing de uma empresa de tecnologia que é voltada justamente para o mercado de business analytics: Lisa Arthur, Chief Marketing Office da Teradata.

Ela foca as discussões em 5 itens principais e que devem ser a base para o desenvolvimento de um projeto / cultura de utilização de dados pelas áreas de marketing das empresas:

  1. Get Smart. Get Strategic – os responsáveis pelas áreas de marketing devem usar os dados de forma a desenhar a estratégia de marketing de suas empresas (ou linhas de produtos/serviços, conforme o caso).
  2. Tear Down the Silos – as informações geradas através destes dados devem estar concentradas num ponto único, pois se os dados estiverem em silos, será muito difícil a utilização deles, bem como definir a relevância destes para o negócio.
  3. Untangle the Data Hairball – este é o ponto principal do livro. Não adianta querer usar todos os dados disponíveis, pois isto irá pode fazer com que a empresa acabe perdendo muito tempo apenas em análise de informações. As áreas de Marketing devem identificar quais dados são realmente relevantes para o negócio para então poder utilizá-los.
  4. Make Metrics Your Mantra – os níveis estratégicos da empresa não podem perder tempo analisando relatórios detalhados ou navegando no raw data. Metricas devem ser definidas para que então os dados sejam utilizados para prover estas métricas.
  5. Process Is The New Black – segundo ela, apesar dos profissionais de marketing não serem muito fãs de processos, afim de que a empresa não se perca no emaranhado de dados e informações que são geradas e colhidas, processos devem ser definidos e seguidos à risca.

Outro ponto importante tratado no livro, já focando na implementação das estratégias, diz respeito ao relacionamento entre as áreas de Marketing e IT e de como elas devem trabalhar juntas, quando não eventualmente se tornarem uma só. Nesta parte ela entra um pouco no detalhe da estratégia, dando exemplos de vários tipos possíveis, mas faz uma ressalva muito importante: você pode fazer outsource de IT, porém nunca deve fazer outsourcing da estratégia de IT para Big Data.

É um livro bem interessante, tanto para o pessoal de marketing que está sendo bombardeado com o termo “big data”, quanto para os profissionais de IT, que já tem mais conhecimento dos termos técnicos ligados à big data entenderem o “outro lado”, o do pessoal de Marketing.

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