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Wanderlust #17 – Salvador, Bahia, Brasil

Elevardor Lacerda e Mercado Modelo, com a Baia de Todos os Santos ao fundo!

Elevardor Lacerda e Mercado Modelo, com a Baia de Todos os Santos ao fundo

Há tempos vinha querendo conhecer a Bahia e resolvi aproveitar o feriado do padroeiro de São José dos Campos para iniciar meu contato com a Bahia por Salvador. Mas a cidade me despertou sentimentos dúbios, dos quais falarei mais tarde. Primeiro vamos à um “giro” durante estes quatro dias.

Basílica do Senhor do Bonfim

Basílica do Senhor do Bonfim

A revista da Avianca que havia no avião trazia justamente uma reportagem sobre Salvador e foi interessante já ter umas primeiras impressões sobre a cidade, algumas dicas de pontos turísticos, etc. Durante a aproximação do avião à Salvador o que mais me chamou a atenção, ao olhar a cidade de cima, é a quantidade de favelas. Não aquelas favelas antigas feitas de barracos de madeira com teto de zinco, mas uma quantidade enorme de casas sem acabamento, especialmente nos morros.

Após chegar no hostel, que ficava no Largo do Pelourinho, e fazer o check in, aproveitei a tarde da quinta feira para conhecer a região do Pelourinho, passando pela Praça Terreiro de Jesus, Praça da Sé e me dirigi ao elevador Lacerda para seguir para a cidade baixa. Somente neste caminho pude realmente comprovar a quantidade enorme de igrejas existentes em Salvador (dizem que mais de 300!). Quanto ao elevador Lacerda, apesar de ser considerada uma atração turística, não tem nada demais: é apenas um elevador para que as pessoas evitem subir e descer as ladeiras e becos entre a cidade alta e a baixa.

Lagoa do Abaeté

Lagoa do Abaeté

Depois do elevador fui conhecer o Mercado Modelo, que é basicamente uma feira de artesanato e é uma boa opção para comprar souvenirs, tendo inclusive preços melhores do que as lojas do Pelourinho. Após uma passada rápida pelo mercado havia planejado andar até a Igreja do Nosso Senhor do Bonfim pela orla. Só não sabia que a praia neste pedaço da cidade é inacessível, já que existem portos, construções, etc. A ida à pé não vale a pena como passeio turístico. Vale para ver a Salvador que não é feita para turista (e que é pobre) e mais algumas igrejas distribuidas pelo caminho. Além de notar que, depois de igrejas, o que mais existe em Salvador são escolas. Após uma hora de caminhada debaixo de um sol de mais de 30 graus, cheguei à Ladeira do Bonfim, que dá acesso ao Largo e à Igreja, que é simples, mas bonita, tanto externamente quanto internamente. Para quem acredita, vale amarrar uma fitinha nos portões e fazer os três pedidos (um para cada nó). O visual do Largo e da Igreja deve ser interessante à noite também.

Praia de Piatã

Praia de Piatã

Depois da visita tomei um táxi para voltar ao Mercado Modelo e almoçar por lá. Após o almoço, mais uma caminhada pela orla, agora no sentido norte, passando pela Baia Marina e o Museu de Arte Moderna da Bahia. Como já tinha realizado a programação do dia, peguei o Beco do Sodré (uma bela escadaria) para voltar à cidade alta, passando pela Ladeira da Preguiça (vizinha ao beco). Ambos desembocam na famosa Praça Castro Alves, que também tem mais uma Igreja (Nossa Senhora da Barroquinha) e fica próxima ao Mosteiro de São Bento (só ai já tinha passado ou visitado pelo menos umas 20 igrejas). Resolvi parar num bar (em frente à Igreja e Convento de São Francisco) para tomar algumas cervejas.

Para tomar umas cervejas à noite, seguindo recomendação de uma das atendentes do hostel, fui até a Cantina da Lua, que fica na Praça Terreiro de Jesus e oferece música ao vivo todos os dias. Como era uma quinta, estava rolando ritmos latinos com uma boa banda. Infelizmente a comida lá não é boa e só tinham cerveja Schin mas quebrou o galho num dia de semana.

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

No outro dia levantei cedo para continuar a conhecer a cidade. Caminhei no sentido contrário do Circuito Campo Grande dos trios elétricos da Praça Castro Alves até a Barra, que é o ponto de partida do circuito Barra-Ondina. O Farol da Barra e as duas praias que o cercam são bem bonitas. O visual da entrada da Baia de Todos os Santos   também impressiona pela beleza e imponência. Preferi não pagar os R$ 12,00 reais de entrada para o farol, que hoje abriga o Museu Náutico da Bahia e rumei para a Lagoa do Abaeté.

A Lagoa é bonita, mas pelo que eu tinha visto por fotos imaginava uma lagoa bem maior, cercada por barraquinhas, como se fosse uma praia de água doce. Até existe uma infraestrutura e estavam testando um sistema de som, provavelmente para alguma apresentação ao vivo à noite, mas durante o dia estava vazia. De qualquer forma, o visual da água azul esverdeada da lagoa, com a areia branca que o cerca e mais a vegetação é belo. Pena que havia um bando de Urubus ali para estragar a paisagem.

Ilha dos Frades

Ilha dos Frades

Da Lagoa até a famosa praia de Itapuã a distância é de apenas 15 minutos de caminhada e me dirigi até a famosa praia afim de “passar uma tarde em Itapuã”, como diria Vinicius, mas infelizmente desta vez não deu pois a orla estava toda em reforma. Então acabei andando mais uns 2 kilômetros atá a praia de PIatã, que já havia achado interessante no caminho de ida, principalmente por ser cercada de coqueiros e ser mais distante da avenida beira mar. Ali parei para tomar umas cervejas e algumas caipirinhas. Esta é uma praia que eu aconselho a passar algumas horas, apesar do mar ser um pouco sujo. Também é ótima pedida para surfistas, especialmente no final da tarde.

De volta ao hostel para uma descansada para depois ir até o bairro Rio Vermelho, a região boêmia de Salvador, para ver o movimento. Infelizmente acabei descansando demais, chegando no Rio Vermelho quase meia noite, horário em que os bares começam a ficar menos movimentados. Como não estava afim de pegar balada (nem levei roupa para isto), só comi uma pizza (muito boa!) e voltei para o hostel, pois tinha agendado um passeio de barco para o outro dia de manhã.

Ilha de Itaparica

Ilha de Itaparica

No sábado levantei cedo para fazer o passeio pelas Ilhas do Frade e de Itaparica. Felizmente não consegui vaga no Catamarã, que faria uma viagem mais rápida até as ilhas, e fui de escuna. Mas justamente a viagem em sí foi uma das melhores partes, pois o staff do navio (garçons, marinheiros e guias) era ótimo e a viagem toda aconteceu ao som de um grupo de samba.

A Ilha dos Frades é uma grande ilha dentro da Baia de Todos os Santos onde se encontram três pequenos vilarejos. A praia principal, que fica na Vila de Nossa Senhora de Guadalupe, é muito bonita e é onde está localizada a Igreja erguida em homenagem à santa. Vale a pena subir os mais de 100 degraus até a igreja para ter uma visão completa da praia. Diferentemente das praias de Salvador, na Ilha a água é limpa e com uma temperatura bem agradável. Após uma hora e meia na Ilha, voltamos à escuna para rumar à Ilha de Itaparica.

Lagoa do Abaeté

Lagoa do Abaeté

A Ilha de Itaparica já é praticamente uma cidade, porém ficamos em uma praia afastada, em um restaurante “pé na areia”. Existia a possibilidade de fazer um city tour pela ilha, mas preferi ficar por lá mesmo. Ali também o mar era bem limpo e calmo e a temperatura da água era até quente demais.

Após uma descansada rápida, desta vez resolvi ir mais cedo para a região do Rio Vermelho, para pegar algum bar. Seguindo recomendação de um amigo, resolvi ir no Red River Café. É um barzinho no estilo Vila Madalena, bem no local onde o rio que dá nome ao bairro se encontra com o mar. Tem uma área externa, onde paga-se somente o que consumir e uma parte fechada, onde estava ocorrendo o show Brasilady, da cantora Amanda Santiago, que é apadrinhada de Carlinhos Brown e já foi vocalista da Timbalada.

Igreja Nossa Senhora de Guadalupe

Igreja Nossa Senhora de Guadalupe

Gostei bastante do show, que é baseado em versões “abaianadas” de clássicos da música popular brasileira e também em composições próprias da artista. E claro que terminou em axé! Se estiver na Bahia e estiver rolando o show Brasilady, ou se “topar” com o show em algum outro local, eu recomendo.

No domingo, depois de comprar alguns souvenirs, aproveitei para conhecer a Fonte Nova em um jogo do Bahia pelo campeonato Baiano. O estádio é bonito, confortável e limpo, realmente padrão internacional (nem poderia ser diferente, pois foi usado na Copa do Mundo). É muito bom você ter bandeiras e baterias nos estádios e poder tomar uma cerveja, coisa que em São Paulo não existe mais. O jogo em sí também foi bom, mas é triste ver como o Brasileiro deixou de curtir futebol e aquele belo estádio estava com pouco mais de 8 mil pessoas em um jogo das oitavas de final do Baianão.

Bem, havia falado no início do texto que a cidade havia me despertado sentimentos dúbios e agora explico: realmente a cidade tem muita história (que particularmente me interessa) e alguns pontos de belezas naturais bem interessantes, porém o lado que eu não gostei muito foi a enorme quantidade de pedintes e vendedores de bugigangas, muitos destes mal intencionados e querendo levar vantagem. Muita gente se incomoda pelo fato de ser abordado em sí, mas o meu incômodo foi causado por existir tanta gente na cidade em situação de rua e na dependência de subempregos para sobreviver, quando não de atos ilícitos. Acho que não tinha visto tanta gente nesta situação antes, em nenhum dos lugares para onde já viajei, dentro ou fora do Brasil.

Igreja e Convento de Sao Francisco

Igreja e Convento de Sao Francisco

Outra coisa que me incomodou também foi que, apesar de ser a “cidade mais negra do Brasil” (estima-se que pelo menos 60% da população de Salvador seja composta por negros), existe um abismo enorme na situação dos negros em comparação com as demais etnias. Você nota claramente que os donos dos negócios, em sua grande maioria, são brancos (ou gringos) e os funcionários negros. Dentre este pessoal em situação de rua, a totalidade é composta por negros. No bar em que eu fui e nos outros lugares (restaurantes, bares, passeios, etc) que eu reparei, raramente existia um negro como cliente e quando existia eram turistas. Existe uma situação de “apartheid” muito grande lá, mais do que no restante do pais.

Tem gente que tira férias e consegue “abstrair” e focar somente na diversão, mas como para mim uma das principais experiências de viagem é justamente conhecer o povo do local, não consigo não me incomodar com algumas situações como esta. Tomara que da próxima vez que for à Bahia a situação tenha melhorado ao menos um pouco.

Fonte Nova

Fonte Nova

Observações, dicas e considerações:

  • A não ser que a grana esteja bem curta, não aconselho ficar hospedado no Pelourinho. Ficar na Barra, que fica mais próximo a algumas praias ou no Rio Vermelho, que é onde fica a vida noturna, é mais vantajoso.
  • Mas se a grana estiver curta e a hospedagem tiver que ser barata, sugiro o Hostel e Pousada País Tropical. O Staff é muito bom, os quartos são limpos e o café da manhã é até acima da média para um hostel. A única coisa ruim era o chuveiro, que tem apenas duas temperaturas: gelado Alaska ou quente inferno.
  • O Pelourinho é um tanto quanto perigoso (mais do que o Centro de São Paulo ou do Rio), especialmente à noite. Apesar de muito policiamento, ocorrem alguns furtos, especialmente de correntes e gargantilhas, portanto, evite usá-las (ou relógio), além de ficar dando mole com celular e máquina fotográfica (depois das 22:00 nem pense em levar máquina fotográfica).
  • Quando alguém te oferecer uma “fitinha do Bonfim” de graça, pode se preparar para dar uns 5 reais à pessoa….hahaha
  • Não sei se todos os passeios de barco são parecidos, mas aconselho a fazer o passeio às ilhas através da Apolônio Turismo (o quiosque deles fica no terminal de embarque em frente ao Mercado Modelo) e preferencialmente de escuna.
  • Achei o táxi um tanto caro lá. 120 reais do aeroporto até o Pelourinho (ok! É longe, mas não mais que Guarulhos do Centro de SP), 40, 50 reais do Pelourinho até o Rio Vermelho. Se for possível, tente pegar uma “coletividade” com um taxista e negociar preços prévios.
  • Se estiver sozinho e a grana estiver curta, a melhor opção durante o dia é o ônibus mesmo.
  • Para quem gosta de futebol, conhecer a Fonte Nova e assistir um jogo do Baêa é bem interessante.
  • Aliás, acho que o Vitória foi algo inventado pelo Bahia para que eles possam um adversário. Não vi um torcedor do Vitória, não vi bandeiras em bares, carros, pessoas com camisa, nada. Para não falar que não vi nada sobre o Vitória, quando chega na cidade o avião passa sobre o Barradão e é possível vê-lo quando se está do lado esquerdo da aeronave.

Be happy 🙂

Baia de Todos os Santos

Baia de Todos os Santos

Botecando #25 – Paraty 33 – Paraty – RJ – Brasil

Parati 33 3Logo no primeiro dia em Paraty, quando estávamos tomando uma cerveja no Bar Sarau, passou uma promoter distribuindo flyers do Paraty 33 anunciando que, na quinta e sexta, a Banda Forum (que eu já havia assistido em SP, acho que no Wild Horse), iria se apresentar no local. Combinamos de ir na sexta para ver qual era a do lugar.

No dia seguinte, ao voltar da praia, demos uma passada em frente e gostamos do ambiente e decoração do lugar (com várias referências a alguns clássicos como o filme Scarface, a Kombi, e uma porrada de memóriabilia). Além do que, é a única balada no centro histórico.

Parati 33 2Ao chegar e entrar na casa, já somos supreendidos pelo Juan, um argentino que é um dos sócios da casa, e que chamou um dos garçons para que este nos arrumasse uma mesa. Ele conseguiu uma mesa bem de frente pro palco, após realocar um monte de mesas, o que já nos fez ficar fã da casa.

TODOS os funcionários da casa, iniciando pela hostess, passando pelos barmans, os garçons e o próprio Juan, são extremamente competentes no tratamento dos clientes. E não parece ser algo forçado, artificial, o que me faz imaginar que a casa procura justamente pessoas que têm prazer em atender bem para fazer parte de seus quadros.

Toda hora que iriamos fumar estava lá o Juan para puxar papo, contando histórias suas, da casa, de Paraty (ele já mora há 15 anos na região) ou sobre o rock na Argentina. Ele inclusive fez participações cantando com as bandas (além da banda Forum, no sábado, um artista paulistano radicado em Ubatuba, foi o responsável pelo show: Nilo), nos dois dias, versões brasileiras de músicas de bandas de rock argentinas: A Sua Maneira, do Capital Inicial e Que Vez, do Tijuana.

Parati 33 1O atendimento foi tão bom que voltamos no outro dia para almojantar e quando entramos na casa, o Juan prontamente nos reconheceu, chamou o garçon, e pediu para nos dar um tratamento especial, pois na noite anterior ele não pode nos dar a atenção que queria.

As meninas até ganharam VIP para a noite, que haviamos combinado de ser mais light, mas no final das contas, acabamos saindo quase as 3 manha, mas bem felizes por aproveitar uma boa casa e que conta com uma atendimento que deveria ser padrão.

Para não dizer que tudo são flores, R$ 11,30 por uma long neck de Heineken é meio “puxado”, mas como tudo em Paraty, parece que seguem padrão Europeu de preços e só convertem do Euro para o Real, o que prejudica um pouco os brasileiros.

Onde: Paraty 33(Rua Maria Jácome de Mello, 357, Paraty, Rio de Janeiro, Brasil)
Quando: 02 e 03/05/2014
Bom: atendimento e decoração
Ruim: preços mais caros que SP
Site: http://www.paraty33.com

Botecando #24 – Bar Sarau e Barril Pub – Paraty – RJ – Brasil

Bar Sarau e Barril Pub: irmãos gêmeos!!!!

Bar Sarau e Barril Pub: irmãos gêmeos!!!!

Logo no primeiro dia, na chegada em Paraty, resolvemos procurar algum bar para tomarmos algumas (de leve!!!) e ao dar um passeio pelo centro histórico, encontramos, ao lado da igreja, uma série de bares muito parecidos e resolvemos “apostar” em um deles, que foi o Sarau. No dia seguinte, fomos ao bar do lado, o Barril Pub.

São dois bares distintos, mas são tão parecidos e ficam um do lado do outro que vou falar dos dois de uma só vez para não me tornar repetitivo.

Como todo estabelecimento no centro histórico, eles ficam em casarões preservados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e contam com a arquitetura rústica da cidade como padrão (piso de madeira, bastante pedras, janelas e portas largas) e mesas no calçadão bem irregular (torci meu pé umas 50 vezes, isto sóbrio!!! 🙂 ).

Nos dois existem músicos tocando MPB e alguns sucessos internacionais (como Bob Marley), porém, como os dois bares são colados, para quem fica na rua, o som fica muito confuso quando os dois músicos resolvem tocar ao mesmo tempo e isto é algo que eles podiam melhorar: revezar o som externo, ora tocando o músico de um dos bares, ora tocando o do outro.

Bar SarauO atendimento, como sempre ocorreu em Paraty, foi bastante atencioso, porém sem exageros (à exceção foi o Paraty 33, que falarei mais pra frente).

O que realmente assustou foram os preços. O das bebidas alcólicas era justo e até relativamente barato se comparado aos praticados em SP (R$ 8,00 a garrafa de Brahma de 600mls), porém, o valor das bebidas não alcólicas beira o absurdo: R$ 10 reais por uma água, R$ 13,00 por um refrigerante. Realmente preço padrão Europa (na Alemanha a Erdinger custava € 0,85 enquanto a água custava € 1,50, ou seja, tomar cerveja era questão de economia….hahaha).

Tirando as porções básicas (fritas e calabresa), as demais, especialmente de frutos do mar, também eram um pouco altas, especialmente por se tratar de uma cidade costeira, onde teoricamente os preços deveriam ser mais baratos.

Mas deixando isto de lado, foram noites agradáveis (apesar do frio no dia 30), muito por conta do próprio charme da cidade.

Uma curiosidade: no Barril, excetuando-se o músico, todos os outros funcionários eram argentinos. Aliás, Paraty deve ser a cidade com mais argentinos vivendo fora da Argentina, mais até do que o norte de Florianópolis.

Onde: Bar Sarau e Barril Pub (Rua Marechal Deodoro, Paraty, Rio de Janeiro, Brasil)
Quando: 30/04/2014 e 01/05/2014
Bom: música ao vivo e atendimento
Ruim: preço para turista europeu
Sarau Bar: https://www.facebook.com/sarauparaty.restaurante
Barril Pub: http://pubchoperiabarriu.blogspot.com.br/

Wanderlust #5 – Paraty – RJ – Brasil

IMG-20140505-WA0009Existem alguns lugares que você conhece e se pergunta “por que é que eu não conheci antes?”. Foi o meu caso quando, há dois anos atrás, conheci a cidade do Rio de Janeiro, e o mesmo ocorreu agora com Paraty.

DSCF7516Situada no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, um pouco após a divisa com São Paulo, esta charmosa e histórica cidade é bastante conhecida por suas ruas de pedras e seus imóveis com janelas e portas largas, além das 3 igrejas, situadas no centro histórico da cidade. E aqui já fica a Dica 1: se for ficar hospedado no centro histórico, não leve mala e tente arrumar um mochilão, pois é difícil andar por lá com malas de rodinhas e invariavelmente você terá que carregar.

Este centro histórico é repleto de restaurantes, bares e lojas, especialmente de artesanato ou cachaças da região.

Além disto, do centro da cidade consegue-se acesso fácil a duas praias: a praia do Pontal e a praia do Jabaquara (uns 20 minutos de caminhada do centro). Porém, estas não são as melhores praias de Paraty, que se encontra bem no centro da baia de Ilha Grande e por isto conta com várias outras praias, bem como ilhas, somente acessíveis através do mar. Mesmo estas duas praias não sendo as melhores, vale a pena conhecer, nem que seja para sentar em alguns dos seus quiosques para tomar cerveja ou mesmo almoçar. Dica 2: é mais barato comer nestes quiosques do que no centro histórico.

DSCF7555Para ter acesso às outras praias e algumas ilhas (muitas são particulares e com acesso proibido), deve-se pegar um catamarã ou mesmo um barco pequeno. No cais, que fica perto do centro histórico, existem vários barcos que saem com programações diversas. Dica 3: fora de feriados prolongados, não precisa comprar o passeio de barco com antecedência e dá para escolher qual catamarã pegar pouco antes da saida deles, que normalmente ocorre às 11:00hrs (se informe na pousada).

Uma outra opção aos catamarãs (que levam de 50 a 100 pessoas), se estiver com um grupo de pessoas (à partir de 5), é alugar um barco menor e combinar o roteiro com o marinheiro. Vai sair um pouco mais caro, mas talvez valha mais a pena.

Para ficar na cidade, existem várias pousadas a preços acessíveis (no caso, pagamos R$ 200,00 / dia num quarto para 3 pessoas, com café da manhã, bem no centro histórico) e também, para quem vai viajar sozinho ou está em grupos pequenos, existem hostels. Dica 4: na praia do Pontal existem 2 hostels bem legais, de frente para o mar.

DSCF7474Paraty é um lugar que dispensa carro, pois muita coisa você faz à pé (o centro histórico é fechado para carros) e para acessar outras praias você vai de barco. Mesmo para Trindade (infelizmente acabei não indo), existem ônibus saindo de 1 em 1 hora. Dica 5: fui de São Paulo até lá de Ônibus e o custo foi de R$ 105,00. Mais barato do que de carro e com mais conforto, já que era semi leito.

À noite o centro histórico da cidade é bem movimentado e o público é o mais variado possível: famílias, casais, grupos de amigos. Como a cidade atrai bastante turista estrangeiro, um ponto negativo são os preços, que têm padrão europeu e acaba saindo meio pesado para os brasileiros. Em alguns bares uma água chega a custar R$ 10,00. Dica 6: tirando o Paraty 33, os demais bares fecham à 1:00 da manhã, portanto, se quiser aproveitar, tente chegar no máximo as 22:00hrs.

Um outro ponto alto foi a simpatia das pessoas que nos atenderam na maioria dos lugares por onde passamos (pousada, quiosques, bares, etc).

Paraty é encantador e espero voltar lá mais vezes, especialmente no pico do verão (a temperatura estava alta durante o dia, mas à noite já esfriava bem), para poder aproveitar mais as demais praias.

(para ver as imagens abaixo em tamanho maior, basta clicá-las)

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