Há algum tempo atrás, os artistas Ingleses e Americanos, costumavam lançar ao final do ano, compactos (google it!) com novas versões de músicas natalinas, ou mesmo criavam novos temas músicais.
Aqui no Brasil esta moda nunca pegou e, para piorar, na única vez que um artista conseguiu relativo sucesso com algo do tipo, foi com o disco “25 de Dezembro” da cantora Simone, que nos rendeu o clássico natalino repetido à exaustão em shoppings e comércios de rua (inclusive camelôs) desde 1995.
Com o intuito de dar uma contribuição à humanidade, resolvi montar uma lista com as 15 melhores músicas ou versões de canções natalinas (melhores mesmo) para tentarmos que ao menos em um Natal a frase “Então é Natal! E o que você fez?” não cole em nossos ouvidos (basta clicar no título para ver o vídeo no vocêtubo)
15 – John Lennon – Happy Xmas (War Is Over) Não poderia começar por outra, senão a canção que originou a versão da Simone. Lennon deve começar a se revirar no túmulo quando chega esta época.
4 – The Beach Boys – Little Saint Nick Os Beach Boys nunca foram aquela banda sensacional, que arrebataram multidões, ou que mudaram a história da música radicalmente. São sons simples, básicos, mas muito bons de de ouvir
Eu me considero uma pessoa bastante metódica. Eu mantenho meus CDs e DVDs, por exemplo, em ordem alfabética (por banda, e dentro da banda, em ordem cronológica). Isto me leva a ter algumas manias. E uma delas, assim como o personagem Rob Fleming, do livro High Fidelity, do Nick Horbny (que também virou um bom filme, estrelado por John Cusack), é criar listas.
Vou aproveitar este espaço e compartilhar algumas com vocês (vou chamar esta “coluna” de Top Top por enquanto, até eu encontrar nome melhor). A primeira delas é a banda de rock dos sonhos, ou seja, quem eu acho que formaria a banda perfeita (e como é uma banda dos sonhos, me permiti colocar músicos que já se foram). Então vamos lá.
Começando pela “cozinha”: a bateria é uma posição que, para mim é indiscutível. Quando me perguntam quem é o maior baterista que já vi respondo na lata: Neil Peart, do Rush. Além de ter uma técnica invejável, é um letrista fenomenal. Também é admirável sua humildade. Um exemplo: há alguns anos atrás, mesmo já figurando no hall dos melhores bateristas, ele decidiu que estava precisando melhorar e foi fazer aulas (alguém consegue imaginar isto?!?) com uma fera do Jazz (Freddie Gruber). Uma outra coisa que me impressiona nele (assim como nos demais membros do Rush) é o tesão que os caras ainda têm em tocar, em desenvolver música, em experimentar, em arriscar. Já são 40 anos na estrada e eles, ao invés de se contentarem com uma fórmula pronta (como os Stones ou o Iron Maiden, por exemplo), sempre estão inovando e cada turnê é uma surpresa e energia indescritíveis.
Passando para o baixo, que foi um dos instrumentos que toquei por um bom tempo, o posto ficaria com o John Paul Jones, do Led Zeppelin. Aqui teríamos vários concorrentes (Cliff Burton, Chris Squire, Geddy Lee, Glenn Hughes), mas a escolha se deve, primeiramente porque, quando comecei a tocar baixo, ele era o cara em que eu me inspirava. Em segundo, porque além de ser um baixista fantástico, o cara toca cítara, bandolin, moog, hammond, entre outros (além de ser produtor). Creio que ele, assim como o George nos Beatles e o Alex Lifeson no Rush, é um daqueles monstros que foram ofuscados pela genialidade de seus companheiros. The Lemon Song e Since I’ve Been Loving You são duas linhas de baixo fenomenais.
Nos teclados o meu voto vai para o Richard Wright, do Pink Floyd. E com volta em cima do segundo colocado (Rick Wakeman). Acho que ‘The Great Gig in The Sky’ já é razão suficiente para a escolha, mas basta ouvir qualquer coisa de Floyd com um pouco mais de atenção para notar que os teclados é que faziam a “cama” para os demais instrumentos no Floyd. Assim como, sem a Guitarra do Gilmour ou as letras do Waters, o Pink Floyd não teria sido o que foi, se não tivesse os teclados do Wright, não seria o Pink Floyd. Uma pena eu não ter conhecido Pink Floyd e Richard Wright quando fazia aulas de piano. Com certeza, assim como foi o John Paul Jones quando comecei no baixo, ele seria uma influência grande. Uma curiosidade: o timbre de voz do Wright é tão parecido com o do Gilmour que normalmente, ao invés do Gilmour “dobrar” as vozes nos álbuns, o Wright fazia os backings nas gravações, o que fazia com que, ao vivo, os vocais saissem praticamente como na versão de estúdio. Dois bons exemplos são Time e Echoes.
A Guitarra é outro posto em que também existiriam muitos concorrentes, mas o meu escolhido seria o George Harrison, dos Beatles. Não pelo virtuosismo, que não era muito a praia dele, mas sim por conseguir fazer coisas simples e maravilhosas. Suas composições nos Beatles não devem em nada para as do John e/ou Paul e seu trabalho solo após o fim dos Beatles foi uma das melhores coisas que aconteceram nos anos 70. E ainda por cima montou o Travelling Wilburys na década de 80. Pena que foi embora muito cedo. Mas ao menos nos deixou Something e Here Comes The Sun.
Bem, no vocal, apesar de existirem vários bons cantores, tem um cara que para mim se sobressai (ou melhor, sobressaia), que é o Jon Anderson, do Yes. As pessoas não curtem muito Yes (como não curtem progressivo em geral), pois realmente é um tipo de som de “digestão” complexa. Até as letras geralmente remetem a temas que, se ouvidos em uma música isoladamente, ao invés de ouvida dentro do álbum, ou sem saber o conceito e o momento na qual foi feita, não fazem muito sentido. Porém, não dá para negar que é uma das melhores vozes que existem. É aguda sem ser irritante. Pena que o tempo e os problemas de saúde castigaram muito a voz do Jon Anderson, mas ao ouvir Soon ou To Be Over, dá para perceber o quanto ele tem um timbre diferenciado.
Agora eu cheguei, para usar um jargão futebolistico, “num problema que todo técnico gostaria de ter”: o que fazer com o Paul McCartney. Sim, porque nenhuma suposta melhor banda de rock de todos os tempos pode deixar Sir Paul de fora (Paul de fora dá um trocadalho do carilho!!!). O cara que está ai até hoje em turnê mundial, enchendo estádios para 50, 60, 70 mil pessoas, que desde 62 emendou hits atrás de hits, não pode ser esquecido. Aqui ele poderia ser compositor e produtor. Poderia também substituir o John Paul Jones no baixo, quando este fosse “fazer graça” no hammond ou bandolin. Poderia também fazer segunda guitarra para o George. Poderia eventualmente fazer um dueto com o Rick: o Rick no Hammond ou Moog e o Paul no Piano. E revezar e fazer backing com o Jon. No final, o único que ele não “incomodaria” seria o Neil.
No post inaugural do blog, eu contei um pouco da idéia e do que pretendo aqui. Agora deixem eu me introduzir.
Bem, meu nome é Wellington, também conhecido como Ton entre os familiares, amigos de colégio e no local onde fui criado. Entre os amigos mais recentes (colegial para cá) sou conhecido como Ruivo.
Nasci em 22 de Outubro de 1976, no paulistaníssimo bairro da Aclimação.
Sou formado em Tecnologia em Processamento de Dados, com uma especialização em Gestão de Projetos de Business Intelligence e uma segunda especialização em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas. Atualmente trabalho como Analista de TI Senior na Johnson & Johnson.
Além do português, hoje sou fluente no inglês (mesmo!), consigo entender muito bem o espanhol (a ponto de ver filmes sem legenda ou dublagem), apesar de falar pouco, até por achar muito feio pessoas que não sabem mas tentam falar espanhol. Há tres anos estudo alemão e ainda tenho, pelo menos, mais uns 3 anos pela frente.
Minha maior paixão, com certeza é a música e quando adolescente tinha o sonho de seguir carreira como músico, porém, parafraseando o Ricardo Semler, eu desisti de ser músico quando descobri que meu amor pela música era muito maior que o meu talento (e no meu caso também a disciplina) para ela.
Outras duas paixões que tenho são ler e viajar. Eu leio tudo. De editorial de revista antiga até bula de remédio. Mesmo com todos os compromissos profisionais e educacionais, este ano tenho mantido uma média de 2 livros completos a cada mes, alguns deles em outras línguas. Se for contar os blogs, artigos, revistas, jornais, bulas de remédio, entre outros, acho que chego a ler, por mês, algo entre 3 e 4 mil páginas (se pudesse colocar todas as informações em um livro).
A outra paixão, viajar, acho que se relaciona, assim como a literatura, à “sede de conhecimento e cultura”: eu sou uma pessoa ávida por adquirir e compartilhar informações. Das mais relevantes até as mais inúteis, e creio que uma das melhores formas de conhecer gente, cultura, lugares, etc é viajando.
Como disse anteriormente, falarei aqui de vários assuntos que me interessam, e muita coisa me interessa, mas para citar algumas: Futebol (especialmente o Santos F.C.), Automobilismo, séries americanas, tecnologia, comportamento humano (e organizacional também), negócios, política, educação, alguns poucos esportes que pratico (corrida, bike e natação), piadas toscas, botecos, cervejas e amigos.
Bem, vamos ver como vai funcionar esta bagaça. De qualquer forma, espero que gostem e voltem.
Já a algum tempo amigos me sugeriram criar um blog com reviews de bares que frequento ou cervejas que tomei, além de compartilhar algumas viagens que eu fiz. Eu sempre concordei com eles que isto era uma idéia interessante, porém a preguiça nunca havia me deixado colocar isto em prática, mas acho que chegou a hora de vencer a preguiça.
Uma outra razão pela qual eu estou criando este espaço é que, no mundo cada vez mais veloz e com menos tempo da internet e suas redes sociais, as vezes falta espaço para um texto mais longo e falta tempo para sentar e organizar as idéias.
Por que Botecoterapia?
Bem, como já dito anteriormente (e mais para frente entrarei em detalhes), eu sou um frequentador assíduo de bares e botecos e um apreciador de cerveja. Depois de horas e horas sentado em mesa de botecos, comecei a perceber (ou formular a teoria) que o boteco é o lugar mais democrático que existe, assim como a cerveja a bebida mais social.
Os eventos “tomar cerveja” e “ir ao boteco” são sempre motivados por algo além da bebida e do local em sí (uma comemoração, um bate papo com amigos que já não se vêm a muito tempo, assistir um jogo, fazer uma despedida, etc) e sempre carece de pessoas para acompanharem.
No boteco é onde as pessoas, devido talvez ao seu ambiente totalmente informal, deixam cair muros e armaduras e se mostram como elas realmente são. E isto não é um efeito somente da bebida, já que o mesmo efeito se dá em pessoas que não bebem.
É onde o amigo chama o outro para comemorar o nascimento de um novo filho ou chorar as mágoas de uma traição. É onde o garçom é chamado de patrão e chefe pelo rico, e onde ele chama o cliente de amigo.
É o lugar onde a discussão sobre a crise econômica mundial é interrompida pelo gol de placa ou de bico que acabou de passar na TV (e que todos querem ver no replay). Em segundos, o jogo já é passado e a discussão sobre a importância ou não da religião na vida humana toma lugar para, apenas cinco segundos após o aprofundamento desta discussão filosófica, passar a gostosa na calçada e tirar toda a importância de qualquer outro assunto.
É isto que pretendo neste blog: criar um espaço onde possam ser discutidos todo e qualquer assunto, sem seguir uma linha específica, e que seja sempre frequentado por amigos.
Para tentar manter isto vivo, tentarei publicar algum texto mais longo a cada 15 dias, pelo menos. Digo tentarei pois, à partir do momento em que algo torna obrigação, eu acabo perdendo o tesão inicial.
Enquanto isto pingarei algumas outras coisas, tais como vídeos, músicas, fotos, etc.
A intenção é falar sobre qualquer assunto que me interesse, então, como praticamente todo assunto me interessa, não faltarão temas.
Até +
P.S. Ainda estou entendendo como funciona este trem aqui, então muito provavelmente o layout ainda vá sofrer mudanças