Wanderlust #6 – Amsterdam, Holanda

094Eu já disse que se eu tivesse que escolher um lugar para morar este seria os Estados Unidos, porém, para mim um lugar para se passear é a Europa. Por mais que o Brasil e o Caribe tenham praias sensacionais, os EUA tenham alguns lugares bem interessantes (como New York, Philadelphia, a Califórnia e o Hawaii), o que me atrai mesmo é cultura e história e isto na Europa você encontra em cada canto de cada cidade.

Na charmosa Amsterdam não seria diferente e cada edifício, cada parque, cada praça da cidade tem uma história para contar.

Como nas demais viagens que fiz à Europa, não fiz muitos planos sobre o que fazer na cidade (apesar de ter algumas coisas em mente) e, assim que cheguei, aproveitando o restante do longo dia dos verões Europeus , fiz um “reconhecimento” andando cerca de 20kms durante umas 6 horas aleatóriamente, assim pude “descobrir” algumas coisas interessantes (algumas nem tanto!) que poderia fazer nos demais dias na cidade.

Depois de algumas pesquisas em sites sobre as atrações pude montar minha programação, que durou mais dois dias. Parece pouco tempo, mas além das cidades Européias, na sua maioria, serem pequenas (se comparadas à São Paulo ou Los Angeles, por exemplo), o dias são realmente longos no verão, com o sol começando a se por às 22:00hrs, então, para quem tem pique de acordar cedo e resolver aproveitar bastante, dá para passar cerca de 10, 12 horas por dia passeando.

É claro que a gente sempre acaba dando uns tiros n’água ou deixando de fazer alguma coisa interessante, mas o barato de “mochilar” também é este.

Aqui vai um resumo do que eu vi, o que gostei e não gostei, do que poderia ter visto, etc. Além de algumas dicas e observações.

Imperdível:

  • Casa da Anne Frank: se você não leu o livro (O Diário de Anne Frank), primeiramente leia e depois vá conhecer o local. Creio que por mais emocionante que seja e por mais que esta triste história seja contada no Museu, a experiência não será tão intensa como se você soubesse da história pelo próprio protagonista.
  • Museu Van Gogh: museus de arte costumam ser um pouco enfadonhos para quem não conhece muito (meu caso), mas neste caso, como o Museu também conta a história da vida e do desenvolvimento deste artista, foi muito interessante. Eu que não conhecia muito, acabei me interessando mais por sua vida e obra.
  • 144Brouwerij ‘t IJ: esta é uma cervejaria artesanal de Amsterdam que produz cervejas de uma qualidade altíssima. Porém, mesmo para quem não é um apreciador da bebida ou sua história, é imperdível pois fica ao pé de um dos 3 últimos moinhos da cidade, sendo este o único ainda ativo (usado na moagem dos ingredientes da cerveja alí produzida). Além da qualidade, as cervejas são baratas em comparação à outros cafés (assim que se chamam os “pubs” de Amsterdam. Favor não confundir com os coffeshops, que é onde se consome maconha…hehehe). Em média, em uma Heineken ou Amstel (as cervejas populares holandesas), paga-se 6 euros num pint em lugares normais, porém, aqui paga-se entre 2,20 e 3,00 euros para tomar cervejas diferentes e ótimas (copo de 300mls). Sugiro pedir o “sample” de cervejas, que é composto por 5 copos de 100mls de tipos diferentes por módicos 8 euros.
  • Cerveja na Reimbrandplein e na Leidseplein: estas duas praças são cercadas de cafés, restaurantes, coffeshops, lojas de souvenirs e é onde os locais vão ao final da tarde para o happy hour. Os turistas se juntam à estes e vira tudo uma torre de babel bem legal. Para ajudar, aparecem um monte de artistas de rua tocando, fazendo performances, etc. É uma ótima pedida para o final de tarde quando se está cansado de andar e precisa relaxar um pouco.

Não vale a pena:

  • Red Light District: primeiro quero dizer que não sou contra a prostituição, achando inclusive que ela deveria ser legalizada no Brasil. Também sou a favor de que cada um faz o que quer com seu corpo e com sua vida, tendo inclusive o direito de abdicar dela. Porém eu não sei em que lugar do mundo ver seres humanos expostos numa vitrine como se fossem objetos é legal. Eu esperava algo diferente (como na Reeperbahn de Hamburgo, um dia este artigo sai!) e me decepcionei. Só valeu a pena mesmo algumas risadas com as figuras “perdidas” nas proximidades e pelo ótimo bife ancho que comi num fast food argentino.
  • Ice Bar: se você algum dia já teve vontade de entrar num freezer, esta é a oportunidade. Como eu nunca tive, não acabou valendo nem pela cerveja no copo de gelo, já que ela perde o gosto.

Se tiver tempo:

  • Heineken Experience: esta é para os apreciadores de cerveja. Tudo bem que a Heineken é uma cerveja popular (e na Alemanha seria como se fosse uma nova schin ou bavária no Brasil), mas é interessante para conhecer o processo de fabricação de uma cerveja, a história e para comprar alguns souvernirs da marca.

007Deveria ter feito:

  • Passeio de barco pelos canais: este é um que eu sempre acabo não fazendo. Talvez seja porque eu não gosto de passeios em que eu não possa sair na hora que eu quero. Mas deve ser um passeio bem legal. Para os casais, tem opções de passeios com jantar à noite. Ou para os que vão atrás de baladas, eventualmente existem baladas e barcos que percorrem alguns dos canais.
  • Rijksmuseum: eu gosto sempre de, nas cidades que eu conheço, procurar algum museu que conte a história daquela cidade e principalmente daquele povo. No Rijks tem isto e é também um museu de arte. Infelizmente pelo pouco tempo eu tive que deixar este passar, mas, para quem vai à Amsterdam, vale ao menos uma passada pelo seus belos jardins quando à caminho do Museu Van Gogh.
  • Alugar uma bicicleta: eu calculo que andei em 2 dias e meio em Amsterdam cerca de 50kms. Eu gosto de andar nas cidades pois você acaba encontrando alguns tesouros que talvez em outros meios de transporte passassem despercebidos (pela velocidade destes, pela concentração que você tem que ter, etc), porém, talvez devesse ter alugado uma bicicleta durante um dos dias para que eu otimizasse meu tempo.

Dicas e observações:

Hans Jan, o ordenhador, deixando Amsterdam já com vontade de voltar

Hans Jan, o ordenhador, deixando Amsterdam já com vontade de voltar

  • Nas cercanias da Leidseplein existem muitos restaurantes: Indianos, Italianos e muitos, mas muitos Argentinos (tem até um Brasileiro) onde come-se bem por cerca de 10, 12 euros.
  • Como em quase toda a Europa, é praticamente desnecessário alugar um carro e usar o transporte público de Amsterdam é a melhor pedida, até porque a cidade carece de espaços de estacionamento.
  • O preço do cartão de transporte (OV-Chipcart), o bilhete único deles, é meio salgado: 7,50 euros somente o cartão, ai vc escolhe a quantidade de crédito. Creio que 10 euros por dia sejam mais do que suficientes.
  • No transporte público de Amsterdam paga-se pelo trecho percorrido, então não pode esquecer de passar o cartão novamente na hora de descer do bonde ou ônibus, ou quando se deixa a estação de metrô.
  • Mesmo indo e voltando do aeroporto dá para usar o transporte público. Só lembrando que como o Aeroporto fica em outra cidade (Schipol), não se usa o mesmo cartão de Amsterdam e é preciso comprar a passagem à parte (4,70 euros). Tome o Intercity em direção à Estação Central de Amsterdam e de lá é muito fácil chegar a qualquer lugar da cidade de Tram (bonde).
  • O smartfone e alguns aplicativos e sites (Google Maps, Google, Waze e até o Foursquare, já que em alguns lugares, quando se dá checkin tem desconto) são uma ótima ferramenta para procurar lugares. Compensa pagar 20 euros por um chip de internet (na maioria dos Aeroportos da Europa vende).
  • Literalmente em Amsterdam tem um bar em cada esquina! Meu fígado não iria aguentar uns 3 meses morando lá….hahaha.
  • Amsterdam é uma cidade para turistas, portanto, com preço para turistas.
  • Praticamente todo mundo fala inglês na cidade, então é fácil se virar. Porém, com as placas a coisa fica um pouco mais complicada. Ainda bem que a base do alemão me serviu para entender (e bem!) o que estava escrito em placas, museus, etc.
  • A cidade me pareceu um pouco suja, com lixo acumulado em algumas esquinas, entulho na frente de alguns prédios e bitucas em tudo quanto é lugar. Falta muito cesto de lixo.
  • Diferentemente de Berlin, onde em 4 semanas eu não vi sequer uma pessoa que passeava com o cachorro portar sacolinhas para recolher as fezes, em Amsterdam parece que a prática está começando.
  • Eu achava que Berlin era a cidade das bicicletas (segundo cálculos existem cerca de 2 milhões de bikes em Berlin para um total de 5 milhões de pessoas!), porém as magrelas são definitivamente o meio de transporte primário de Amsterdam. Chega a existir trânsito de bike, especialmente próximo à estação central. A topografia da cidade ajuda, já que os únicos aclives que existem são os das pontes. E o pessoal de Amsterdam faz de tudo em cima da bike: come, namora, faz teleconferência, acessa internet no smartfone. Eles são craques em pilotar com uma mão só.
  • Porém, como tenho notado, o comportamente maleducado de ciclista é padrão mundial. Não se respeita pedestre, farol, nada.
  • Aliás, ninguém respeita pedestre: nem ciclista, nem motorista e nem motociclista (os condutores dos bondes eventualmente). Então é bom sempre tomar um cuidado maior na hora de atravessar as ruas, já que a maioria das ruas da região central não possuem farol para pedestre.
  • Além das bikes, Amsterdam é a cidade das motonetas: scooters, bicicletas motorizadas, lambretas, etc. E elas podem circular nas vias destinadas às bikes (e não precisa usar capacete!). Ou seja, cuidado dobrado na hora de atravessar ciclovia (como os ciclistas, eles também não vão frear).
  • Parece que os micro e mini carros também estão sendo bastante disseminados por Amsterdam (e em outras cidades Européias). Existe até um serviço de aluguel de Smarts (car2go) parecido com o sistema de bikes do Itau no Brasil, onde pega-se o carro (elétrico) em algum ponto, paga-se por hora e/ou kilometragem e devolve-se em outro ponto. Os micro carros que têm velocidade máxima de até 40 km/h também podem circular pelas vias destinadas a bikes. Cuidado triplicado então na hora de atravessar uma.
  • Acho que nunca vi tantas mulheres bonitas quando na Holanda. E não é somente aquele biotipo da “loira aguada de olho verde”, já que eles têm outros biotipos, que provavelmente vieram das antigas colônias (ou por terem muitos portos no país), mas todas as mulheres são muito bonitas e charmosas: a loira de olho verde, a morena de olho azul, a ruiva sardenta, a negra, etc.

 

2 ideias sobre “Wanderlust #6 – Amsterdam, Holanda

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