Botecando #22 – Palladino’s Club

Palladino's 1

Tony e Rebeca me apresentaram o Paladino’s há um bom tempo atrás. Este bar me lembra muito o Fofinho’s Rock Club, em São Paulo, tanto no formato, quanto pela proposta rock.

É um bar de rock “mesmo”, onde bandas de “tributo” (bandas covers nos EUA são chamadas de “tribute bands”) se apresentam. Como eu disse no post do Blooze, é bem legal ver as bandas se caracterizando para inclusive aparentarem como os homenageados. E não que o som fique de lado, muito pelo contrário.

A primeira vez que estive aqui, vi um cover do Ozzy (cujo guitarrista tinha o visual e usava a mesma guitarra do Randy Roads, mas não lembro o nome da banda) e o Bonfire, um cover do AC/DC, com o vocalista com o dente quebrado como o Bon Scott e o guitarrista vestindo terninho escolar e tudo, como o Angus Young.

O casal Cortezza me enganou direitinho, ao dizer que não sabiam quem iria tocar e até sugerindo outro local (Sagent Brush, bem legal, mas que infelizmente não tive tempo para ir) e, quando estavamos para entrar, vi um cartaz escrito “Caress of Steel”, so que não deu nem tempo de ver quando seria, pois a fila andou. Quando fui pagar o cover no caixa (nos EUA geralmente se paga na entrada o cover, e as bebidas paga-se em separado), o cara perguntou se eu estava lá para ver o Rush (quando tem mais de uma banda, eles perguntam quem a pessoa foi ver e dividem o cache proporcionalmente), e nesta hora eu dei meus 12 dólares com o maior gosto do mundo.

O local, como disse, me lembra o Fofinho’s. É bem amplo e tem 3 ambientes: o bar em sí, com algumas mesas de snooker, a pista com o palco (grande!) e um “anexo” da pista com alguns sofás. O atendimento é padrão americano de bar: eficiente e simpático, mas deixe gorjeta, sempre!

Mas fiquei surpreso mesmo foi com a banda: uma competência impressionante!!!! Alias, acho que as bandas covers no Brasil deveriam fazer um estagio com as americanas. Ou as americanas deveriam fazer turnês por aqui, que iriam se dar bem.

O Baterista era um show a parte, tocando e “sentindo” a musica pra valer. O Guitarrista sem frescura, fez o que o Alex faria: direto e reto, estava lá para tocar e se divertir durante o percurso. O vocalista / baixista / tecladista por pouco não substituiria, eventualmente, o proprio Geddy Lee: além de conseguir tocar o baixo muito bem (um belo Rickenbaker 4001), conseguiu levar as partes de teclado numa boa (tanto com as maos, quanto com os pés), apesar de algumas partes já estarem gravadas (mas acho que o Geddy Lee tambem usa deste artificio ao vivo) e, apesar de desafinar um pouco, tinha o tom de voz parecido com o proprio Geddy.

Palladino's 2

E lá se foi uma bela sequência de Rush dos anos 80, que eu particularmente gosto, além de algumas músicas que, se dependessem dos fans, seriam tocadas em todo show do Rush: By Tor and the Snow Dog, Jacob’s Ladder, Working Man, entre outras.

Mas a melhor cena da noite foi um tiozinho, parecido com o Genival Lacerda, que estava quieto no seu canto ouvindo o som. Eu pensei que era apenas alguém que largou a patroa em casa para tomar umas e por acaso encontrou este bar no caminho. Porém, quando começa Tom Sawyer ele canta a musica de cabo a rabo. Prova que o Rush atinge todas as idades, raças, credos, etc.

Onde: Palladino’s Club (6101 Reseda Blvd, Tarzana, CA)
Quando: 25/04/2014
Bom: bandas
Ruim: nothing
Site: http://www.paladinosclub.com

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