Arquivo mensal: maio 2022

Wanderlust #66 – Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

(10/10/2019-14/10/2019)

Florianópolis é um dos destinos mais visitados do Brasil. Porém eu nunca havia conhecido o lugar “de verdade”. Até fui pra lá duas vezes (uma “passada” depois de um carnaval em Itapema e outra para um casamento), mas nunca turistei de verdade pela ilha. Finalmente chegou a oportunidade de turistar, mas principalmente de rever os amados amigos Camila e Neto.

Dia 1

Após chegarmos no Aeroporto Hercílio Luz (que ficou muito bonito após a reforma, à exceção do novo nome, que me recuso a colocar aqui de tão brega!) e o Neto ter ido nos buscar, metemos já um par de havaianas e fomos dar uma olhada na praia do Campeche. Estava um vento muito forte e acabamos nem ficando muito tempo por lá. Fomos então até a Ponta d’Agulha Costelaria, que fica num shopping no bairro Rio Tavares, onde os nossos amigos e anfitriões moram.

Ficamos lá fazendo um happy hour, degustando algumas cervejas e a boa costela do local.

Mais tarde fomos até a Cervejaria Refúgio, que fica quase em frente a casa dos nossos amigos e depois ficamos tomando algumas cervejas “em casa mesmo” (já estava me sentindo em casa…hahaha)

Dia 2

No outro dia fomos pegar uma praia de verdade, já que fazia tempo que não fazíamos este tipo de programa. E também fazia bastante tempo que não tomávamos uma cerveja na praia (caipirinha então, mais de anos!). Um negócio legal da praia é que, como ela não tem acesso de carro (pega-se uma pequena trilha, que mais parece um calçadão, a partir da praia da Armação), é bastante sossegado de gente. Bem, era uma sexta-feira também né!

A praia conta com alguns bares, então tem infraestrutura de cadeira, guarda-sol, comida, banheiro, etc. Na volta, antes de passar na Armação, fomos conhecer a Ponta das Campanhas, uma “península” da Armação que parece ser bem turística. E muito fotografada!

Dia 3

No sábado de manhã, após a nossa amiga Moribe chegar de São Paulo, fomos até o Novo Campeche, uma outra praia, porém estava um vento absurdo (novamente!), que inclusive gerou um acidente com um Kite surf.

Já que não estava dando praia, o jeito foi pegar uma feijoada com samba. Fomos então à Rua Tiradentes, no centro da cidade, onde aos sábados rola um samba, na rua mesmo, que é interditada durante parte do dia. Conseguimos uma mesa no Canto do Noel, bem em frente à roda de samba. Valeu demais! Mas fica a dica: precisa chegar cedo porque, além do samba não ir até muito tarde, a feijoada também se esgota.

Já no final da tarde, começo da noite, fomos até a Praça da Figueira (Praça XV de Novembro), onde existe uma das atrações de Floripa: a famosa figueira, que é toda iluminada. Demos uma volta no centro e pude notar uma série de grafites estampando nas “empenas cegas” dos prédios. Demos uma passada em frente ao Mercado Municipal, que já estava fechado.

Dia 4

No domingo, fomos pegar praia novamente, agora na Praia da Solidão. Desta vez ficamos na areia mesmo, logicamente acompanhados por uma geladeirinha com cervejas. De lá fomos conhecer a Lagoa do Peri, que é basicamente uma praia de água doce. Bem gostoso ficar por ali também.

Ao final da tarde fomos almojantar no Restaurante Muqueca da Ilha, que fica na região de Ribeirão da Ilha, uma vilinha de pescadores com uma praça central e uma igreja, alguns restaurantes, loja de artesanato, etc. O atendimento no Muqueca da Ilha foi acima da média e comer observando o pôr-do-sol (um pouco encoberto pelas nuvens) bastante agradável.

Depois foi só voltar pra casa, tomar algumas, botar a conversa mais um pouco em dia, pois na segunda cedo já voltaríamos à São Paulo.

Observações, dicas e considerações:

Be happy 🙂

We – Yevgeny Zamyatin (08/2021)

1984, do George weOrwel; Admirável Mundo Novo, do Aldous Huxley; e Farenheit 451, do Ray Bradbury, são as mais famosas obras do gênero literário que se convencionou chamar “distopia”, que são ficções sobre um mundo futuro em que a humanidade vive em condições extremas de privação, desespero e/ou opressão. Os três livros ficaram até conhecidos como a “tríade distópica”.

Qual não foi minha surpresa ao descobrir, lendo The Ministry of Truth, que a obra pioneira do gênero e que influenciou quase tudo que veio a seguir dentro dele é na verdade We, do escritor russo Yevgeny Zamyatin. Quase tudo porque claramente não influenciou Farenheit.

E quando digo influenciar é você realmente achar no livro referências utilizadas nas obras posteriores, como por exemplo a “linha de produção” de seres humanos perfeitos para se encaixarem como peças destas sociedades, como no livro de Huxley. Ou a figura do Big Brother (Well Doer – benfeitor – em We) de Orwell. Ou mesmo os Guardians, que são basicamente os Eyes de The Handmaid’s Tale (ainda não li o livro da Margaret Atwood, só assisti a série de TV).

Assim como nas obras que influenciou, existem inúmeras críticas a controvérsias da época, como a adoção dos estudos de Tempos e Movimentos de Frederick Taylor e a implementação do Taylorismo nas linhas de produção. E também algumas “previsões”, como a geração de energia a partir de ondas do mar.

Claro que não poderiam faltar passagens com sarcasmo de alto nível, como quando o narrador zomba do absurdo que ocorria no passado, em que haviam eleições onde não se sabia antecipadamente quem iria ganhar. Ou quando ele descreve como alguns povos precisaram “ser salvos pela força e chicoteados em direção à ‘felicidade’”

Só achei a leitura um pouco difícil e pesada, muito provavelmente por ter lido a tradução para o inglês, que não é minha língua materna, de um livro escrito em russo. Talvez eu tente ler a versão em português num futuro (não tão próximo, provavelmente).

Be happy 🙂