Arquivo mensal: abril 2019

From Cradle To Stage – Virginia Hanlon Grohl (4/2019)

Virginia Grohl, como o nome e a capa do livro dão a deixa, é mãe do David Grohl, vocalista do Foo Fighters, ex-baterista do Nirvana, e talvez o rockstar mais famoso da atualidade. Tendo acompanhado o desenvolvimento do próprio filho como músico e a jornada dele e de seus companheiros das bandas das quais participou, sempre teve a curiosidade de saber como tinha sido o pré-estrelato de outros artistas e como isto influenciou suas respectivas famílias. Ao comentar com uma amiga sobre esta curiosidade, recebeu o desafio: “por que você nao entrevista as mães de outros artistas e escreve um livro?”. A missão dada, que durou cerca de três anos, culminou no ótimo From Cradle To Stage, cujo subtítulo é “stories from mothers who rocked and raised rock stars”, com prefácio escrito pelo próprio filho.

Nestes três anos, Virginia, que também é educadora, viajou pelos EUA, à Inglaterra e ao Canadá para entrevistar as mães de artistas como Michael Stipe, Adam Levine, Dr. Dre, Amy Winehouse, Pharrel Williams, entre outros. Cada uma destas entrevistas rendeu um capítulo no livro, mas ao invés de apresentá-los como uma entrevista mesmo, quem conta a história dos artistas e suas mães é a própria autora, adicionando, claro, suas percepções pessoais e comparando com a própria história. Entre cada um destes capítulos existem pequenos textos onde Virginia conta a sua própria história, a do filho, suas bandas e o que ela vivenciou em relação aos bastidores do mundo da música.

Uma constatação interessante é que a maioria destas mães já possuiam um nível educacional acima da média e uma visão de mundo diferente do senso comum, e que isto pode ter sido o canalizador para a energia criativa dos filhos. Invariavelmente ela faz uma crítica aos modelos educacionais até hoje vigentes, que tentam enquadram as crianças dentro de padrões ao invés de extrair delas o que elas têm de melhor. Ela inclusive levanta a questão de quantos talentos não devem ter se perdido por conta disto. Quantos hoje advogados ou médicos não são poetas, músicos ou pintores que foram desperdiçados pela falta de apoio e pela falta de um sistema educacional que aproveite o que cada pessoa tem de melhor.

Duas histórias são particularmente interessantes. A primeira é de Mary Weinrib, mãe do Geddy Lee, do power trio canadense Rush, que sobreviveu junto com sua família ao campo de concentração de Auchwitz e, quando estava em vias de estabilizar sua vida, já instalada no Canadá, perdeu o marido (este sobrevivente do campo de concentração de Dachau) precocemente e tendo então três filhos pequenos. A segunda é de Mary Morello, mãe de Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine, Audioslave e agora do Prophets of Rage, uma revolucionária e aventureira por natureza, que teve bastante importância na formação da capacidade crítica do filho.

É um daqueles livros bem gostosos de ler, que dá inclusive para ser devorado de uma vez se a oportunidade assim permitir.

Be happy 🙂

Sapiens, A Brief History of Humankind – Yuval Noah Harari (3/2019)

Nos últimos anos tinha ouvido falar muito sobre Yuri Harari, considerado um dos grandes pensadores contemporâneos, e sua principal obra, Sapiens. O livro tem sido bastante mencionado por alguns divulgadores científicos que eu acompanho na internet, mas efetivamente eu nunca tinha parado para lê-lo ou assitir alguma palestra ou TEDx do Harari (existem dezenas disponíveis no Youtube). Finalmente resolvi ler esta obra.

Sapiens tenta contar de uma maneira amigável e não técnica como e porque o Homo sapiens evoluiu de uma das várias espécies humanas até se tornar a espécie no topo da cadeia (considerando todas as espécies). A hipótese central de Harari é de que os sapiens atingiram o estado atual pois é a única espécie capaz de criar uma realidade imaginada e que isto é essencial para que grupos cada vez maiores de indivíduos possam colaborar. Para contar todo o percurso, o livro é dividido em quatro partes.

Na primeira parte, chamada de revolução cognitiva, o livro conta a história do surgimento dos ancestrais dos Homos, em como estes ancestrais se espalharam pelo mundo, evoluindo em espécies distintas até o surgimento dos sapiens. Existe uma descrição também das hipóteses evolutivas que levaram apenas uma destas espécies a desenvolverem uma inteligência superior e sua capacidade cognitiva e imaginativa. A partir dai, conta-se a história de como esta espécie se espalhou pelo globo, promovendo a extinção das demais espécies de Homo.

Na segunda revolução, denominada revolução agricultural, é descrita a fase de transição dos sapiens do nomadismo para o sedentarismo, através do dominio sobre outras espécies e da modificação dos ambientes. Como consequência desta transformação e somando-se a capacidade imaginativa, foi possivel cada vez mais a organização de uma quantidade maior de indivíduos em grupos. E cada vez mais mitos eram necessários para unir as pessoas, fazendo com que elas colaborassem em prol de um objetivo comum. Harari pontua que este “truque da evolução”, apesar de muito positivo para a espécie, não foi tão boa para os indivíduos, que passaram a trabalhar cada vez mais, consumir uma variedade menor de alimentos e a ficarem restritos a espaços menores.

A terceira parte trata de como estes grupos se expandiram através de impérios, seja anexando, seja aniquilando outros grupos. Alguns mitos que tiveram (e ainda têm) um papel muito importante nesta expansão rumo a um império global foram a crença no mito das nações, as religiões e ideologias políticas (Harari coloca estes dois mitos na mesma categoria) e o mito do dinheiro. Mas esta expansão teve seus limites, que foram vencidos através da revolução seguinte.

Na revolução científica (e tecnológica), os mitos da fase dos grandes impérios são reforçados: através da consolidação das religiões monoteistas, das ideologias políticas como fios condutores das nações e da crença no dinheiro, culminando no capitalismo. Agora as barreiras que separavam diferentes grupos são quebradas, o que invariavelmente deveria resultar no grande império global. E até o limite da vida está em vias de ser sobrepujado através da ciência e tecnologia.

O livro recebeu muitas críticas de acadêmicos, a maioria delas por “não trazer nada de novo”. Mas o novo no caso, na minha opnião, foi justamente ter “traduzido” muito conhecimento produzido em áreas como história, biologia, antropologia, entre tantas outras, para uma linguagem mais palatável a quem não é especialista nestas áreas. E além de tudo com doses certeiras de humor. Altamente recomendado!

Be happy 🙂

Wanderlust #55 – Grécia

(18/08/2018-24/08/2018)

Dia 1 – Sábado

Depois de quase 12 horas de vôo, chegamos em Atenas, debaixo de um baita calor. Pegamos o metrô do aeroporto até a região central, na Praça Monastiraki, e nos hospedamos no hotel na rua Athinas. A região lembra bastante o centro das cidades brasileiras, especialmente o centro do Rio, com muito comércio, ruas estreitas, transito e muita, mas muita gente circulando.

Como haviamos reservado este dia em Atenas apenas como garantia pra não dar problemas com o vôo para Mykonos, fomos dar uma volta pela área turistica da cidade, passando em frente da Biblioteca de Adriano, da Acrópolis, do Santuário de Zeus e da Ágora antiga. Paramos por alguns minutos na rua Panos para beliscarmos algo e tomarmos uma cerveja pra refrescar. Em seguida continuamos a caminhada e fomos até o Arco de Adriano, que fica no sitio arqueológico de Olímpia.

Um pouco antes, enquanto estávamos andando pela região de Plaka, notamos um escadão repleto de bares e restaurantes. Após algumas voltas na região resolvemos parar por ali para tomarmos umas cervejas. O local lembra muito a regiao da Alta, em Lisboa. Ainda demos uma passada na Old Taverna Kritikou, que tem um ótimo roof top, mas que peca no atendimento.

Dia 2 – Domingo

Voltamos ao aeroporto para pegarmos o vôo para Mykonos. Após apenas 40 minutos de vôo chegamos na Ilha e nos hospedamos no Anamar Blu, que é mais uma pousada do que um hotel, mas é bem confortável. Após deixarmos as coisas, fomos caminhando até Chora. Pelo que entendemos, as ilhas são compostas de vários vilarejos que têm status de cidade. Chora seria a capital da Ilha. Saimos de Ornos, onde ficava o hotel, passando por Korfos, que é muito usada para a prática de Kite Surf, Magali Ammos e depois de uns 40 minutos de caminhada sem calçada e com um transito maluco, chegamos em Chora.

Primeiro paramos nos famosos moinhos de ventos Kato. A pronuncia de moinho em grego é mili, muito parecido com a palavra em inglês, mill. Depois fomos andar pelo centro de Chora, que é basicamente um emaranhado de ruas estreitas, predinhos pequenos pintados de branco com portas e janelas em azul, exatamente como se vê nos filmes. Passamos então por Little Vênice e fomos sair no porto antigo (onde aproveitamos para retirar as passagens do ferry que tomariamos dali a dois dias). Depois de comermos algo, voltamos então para a colina onde ficam os moinhos para apreciarmos o lindo pôr-do-sol.

Logo que chegamos, haviamos passado pelo Fabrica Food Mall, que fica bem em frente ao “terminal” de ônibus urbano (ou insular?) e notamos que havia uma cervejaria no local. Resolvemos parar por ali e tomarmos algumas antes de voltarmos para o hotel. O local onde fica o mall (chamado Fabrika) é uma confusão organizada e engraçada, com ônibus manobrando, dezenas de turistas com scooters ou jipes, pedestres, todo mundo “brigando” por um espaço neste ponto de confluência, já que todas as 5 ou 6 linhas de ônibus (modelos rodoviários) e vans fazem ponto neste local. Ou seja, para ir de um ponto a outro da ilha, se a linha de ônibus não passar pelos dois pontos, você tem que obrigatoriamente ir até este terminal (que na verdade não passa de um terreno onde os ônibus estacionam) para fazer baldeação.

Dia 3 – Segunda

Como já tinhamos planejado, tiramos boa parte do dia para (finalmente!) pegar uma praia e para isto resolvemos ficar em Ornos mesmo, que é uma das praias mais tranquilas da ilha. Voltamos para o hotel e curtimos um pouco a piscina e então voltamos para a região de Chora para aproveitarmos mais um pouco por ali.

Dia 4 – Terça

Saimos cedo para pegarmos o Ferry de Mykonos para Santorini. Depois de alguns atrasos e de algumas horas chegamos em Santorini. Ainda demorou um pouco para chegarmos no hotel, em Perissa (novamente, uma vila com status de cidade), então resolvemos ficar pela região mesmo.  Perissa conta com bastante opções de bares e restaurantes, e até algumas quase-baladas com DJ ou música ao vivo. É uma ótima opção para ficar hospedado e no final acabamos achando que deveriamos ter ficado mais tempo em Santorini para aproveitarmos a praia dali ao menos por um dia.

Dia 5 – Quarta

No dia anterior tinhamos planejado fazer um city tour usando a rede pública de transportes, que funciona no mesmo esquema de Mykonos: existe um terminal central, neste caso em Thera, de onde saem os ônibus para todas as cidades/vilas da ilha. Entao primeiramente pegamos um ônibus de Perissa para Thera, onde tomamos café da manhã, e depois de lá para Akrotiri, onde existe um sítio arqueológico (não entramos) e a bela Red Beach, que estava bem cheia.

Pegamos então o ônibus de volta para Thera e depois um outro ônibus para Kamari, que fica no lado oposto de uma montanha, em relação à Perissa. Existe a possibilidade de pegar uma trilha pesada entre as duas praias (não aconselhável na época que fomos por conta do calor) e usando transporte privado dá uns 15 minutos entre as duas, mas usando os ônibus obrigatoriamente precisa ir até Thera. Kamari é bem parecida com Perissa, inclusive com a mesma areia escura, resultado da origem vulcânica da ilha, que é literalmente a metade que sobrou da cratera após a erupção ocorrida há alguns milhares de anos. A diferença entre Kamari e Perissa pareceu ser de “agito”: enquanto Perissa, apesar de contar com bastante estabelecimentos (incluindo algumas baladas) é mais calma, Kamari pareceu ser mais agitada e mais “pagação”.

Depois de Kamari voltamos para Thera e pegamos o onibus para Oia, que é a parte mais famosa da ilha e que fica lotada durante o por-do-sol (preferimos passar). Assim como Chora, em Mykonos, o local é repleto das casinhas brancas e azuis, entrecortadas por ruazinhas com calçamento de pedra. A diferença é que Oia fica no ponto mais alto da cratera e parte das casas ficam na encosta do morro, proporcionando uma bela vista da “caldera” (que é como eles chamam a cratera localmente). O caminho entre Thera e Oia é um atrativo à parte, pois é feito durante a ida à beira de um desfiladeiro. Depois de algumas voltas em Oia (pronuncia-se Ia), voltamos novamente para Thera para, finalmente, darmos uma volta na “capital” da ilha.

Thera também fica numa parte alta da caldera e tem praticamente a mesma formaçao geológica de Oia. A diferença é que as ruas são mais largas e, ao invés de residências, existem vários empreendimentos comerciais. Existe ali também uma bela catedral ortodoxa. Paramos para algumas cervejas e petiscos num bar bem interessante, com um belo jardim e várias cervejas locais, mas infelizmente não consigo recordar o nome. No início da noite pegamos o ônibus de volta para Perissa, onde comemos novamente em um dos vários restaurantes locais.

Dia 6 – Quinta

Tomamos um café da manha na Padaria Santa Irini, que tem ótimos quitutes e um atendimento fantástico. Mesmo a falta de mesas e cadeiras (come-se num balcão na área externa) não tiraram o charme do local. Logo após o café, partimos para o porto para tomarmos o ferry com destino a Atenas e acabamos passando o dia todo praticamente no ferry. Ao chegarmos em Atenas, já no final da tarde, nos hospedamos na região de Omonia e fomos dar uma volta na região mais turística da cidade. Mais tarde paramos no O Thanasis para jantarmos.

Dia 7 – Sexta

Levantamos bem cedo, tomamos café na Attica Bakery da Praça Omonia, quem tem muitas opções de pães, doces, salgados, e mais um monte de comidas locais (voltariamos mais tarde para o almoço inclusive) e fomos fazer os passeios turísticos. Passamos pela Praça Monastiraki ainda vazia e depois fomos para a Acrópolis, que já tinha uma fila considerável para comprar o ticket de acesso. Passeamos por toda a Acrópolis por umas duas horas e depois fomos caminhar pela Dionysiou Areopagitou, um calçadão que margeia a área da Acrópolis.

Existe um parque sem nome neste calçadão e resolvemos caminhar um pouco por ele, subindo até uma colina que dá vista para quase toda a cidade. No primeiro dia na cidade, já haviamos visto uma série de bares na Apostolou Pavlou. Os bares ficam de um lado da rua (que é fechada para carros) e existem mesas debaixo de tendas do outro lado. Como já tinhamos feito uma bela caminhada debaixo de um sol inclemente, resolvemos parar um pouco por ali, no Senso Café, para descansarmos e nos refrescarmos com uma cerveja (porque ninguém é de ferro).

Após um tempinho fomos continuar a turistada na Ágora antiga (Ancient Agora). Ágora é a parte das cidades onde as pessoas se reuniam para assembléias e para comercializar suas mercadorias. O local é hoje um sítio arqueológico onde se encontram, além de ruinas, a Estoa de Átalo, uma bela construção que foi usada para diversos fins ao longo de mais de dois milênios, e o templo de Hefesto.

Em seguida fomos até a biblioteca de Adriano, outro sitio arqueológico. A maior atração do local (na minha opnião) é a estátua da deusa Nike, que é a deusa da vitória (agora sabemos de onde vem o nome da marca esportiva). Depois da biblioteca de Adriano, fomos ate a Ágora Romana, que tem este nome pois era a Ágora durante o domínio do Império romano na região. Finalizando assim os passeios pelos sitios arqueológicos.

Depois de almoçarmos, fomos dar uma volta na Avenida Omonia (ou Omonoia, vi as duas grafias), que é uma região menos turística, com comércio local, universidades e uma loja multimarcas de luxo. Voltamos então para a região de Plaka e ficamos dando umas voltas por ali, até o cansaço bater e resolvermos sentar novamente na Plaka escadaria, desta vez no Apollonia lyra para algumas cervejas e para olhar o movimento. Ainda fomos jantar na Ágora Square antes de voltarmos para o hotel e nos prepararmos para a próxima “perna” da viagem.

Observações, dicas e considerações:

  • Atenas
    • Logo nas primeiras horas em Atenas, presenciamos o furto de um celular. Um “trombadão” aproveitou um turista menos atento fazendo selfies, passou a mão no celular e fugiu. Ou seja, não dê mole pro azar, em lugar nenhum do mundo (bem, em Cuba ao menos nao tem este problema).
    • O acesso à Acropolis custa 20 euros, porém existe a opção do multi-site ticket, que custa 30 e dá acesso a outros sites, como a Ágora Antiga, Ágora Romana, Biblioteca de Adriano, entre outros. Ele é válido por 5 dias consecutivos (fazer tudo em um dia como fizemos pode ser bem cansativo).
    • Visitando a Estoa de Átalo descobri o porque do uso massivo de mármore: dentro da estoa estava quase uns 10 graus mais fresco que fora dela
  • Mykonos
    • Mykonos venta pra caramba, então é bom tomar cuidado com chapéus e andar sempre de óculos escuros
    • O uso das cadeiras nas praias é pago. Em Ornos custavam 25 euros as mais baratas, podendo chegar até 50 dependendo do bar e da proximidade com o mar. Infelizmente existe pouco espaço nas praias para quem leva a própria cadeira ou nem faz questão delas, geralmente nos cantos das praias. Ornos é considerada a praia mais tranquila para quem quer relaxar e/ou aproveitar a água (que nem é tão quente como eu imaginava)
    • Para quem chega bem cedo, existe a possibilidade de tomar café da manhã na praia, que é servido por quase todos os estabelecimentos
    • O centrinho (Fabrika, em Chora) parece aqueles filmes que retratam países de terceiro mundo: um monte de gente, diversos tipos de transporte, mas tudo se ajeitando “organicamente”
    • Dirigir por lá deve ser uma aventura, pela diversidade de veículos (onibus, vans, scooters, buggies, carros de passeios, etc.) e de motoristas
  • Santorini:
    • É um festival de sobe e desce e muitas curvas para se locomover na ilha
    • O solo lembra bastante o do Hawaii e de Iceland
    • Como já explicado, dá para fazer city tour usando somente transporte público. Além de mais barato, é bastante divertido observar os motoristas e cobradores. Muita gente faz isto (em Mykonos também)
    • Perissa (mais calma) e Kamari (mais agitada) são os melhores lugares para se hospedar
  • Geral:
    • Como explicado no post sobre a Islândia o grego tem um fonema parecido com o “TH” do inglês, só que no grego ele se pronuncia praticamente como um “F”, que é como uma boa parte dos brasileiros pronunciam o “TH” ao falar ingles. Entao Thera se pronuncia Fira mesmo
    • Apesar de ser um idioma totalmente estranho ao meu ouvido, existem algumas palavras no português que tem origem grega. Biblios é livro, e catálogo é o menu dos restaurantes. O engraçado é que no português usa-se catálogo para tudo, menos para comida em restaurantes
    • Tem uma lei interessante para evitar evasão fiscal na Grécia: se não te darem a nota fiscal você não é obrigado a pagar. Então não estranhe se num restaurante, a cada cerveja ou prato pedido, eles trazerem a nota. É só ir juntando e pagar tudo no final
    • Tem muito gato em todos os lugares. Dando uma pesquisada aprendi que é bem normal nos países situados no mediterrâneo e é algo cultural. Normalmente os gatos ficam livres e são eles que “adotam” umas duas ou três casas para aparecerem quando não acham comida na rua. Outro motivo é que eles controlam a população de roedores
    • O sistema de ferries na Grécia é algo singular. Não faça muitos planos contando com a assertividade deles, pois sempre existem mudanças de última hora, tanto nos horários quanto nos trajetos, já que as vezes eles juntam duas linhas diferentes (inclusive de empresas distintas) em uma só. Por isto também é bom chegar com pelo menos uma hora antes e ficar sempre verificando se não existe mudança de horários e itinerários. E quando o ferry aporta, bora correr para colocar a mala em um lugar adequado e para garantir um assento bom (esqueça a marcação de assentos)
    • Nos restaurantes não gostam muito de aceitar cartão de crédito, então quando você pede uma máquina eles já fazem uma cara feia (alguns nem aceitam). A cara só não é mais feia do que quando você pede a senha do wi-fi, o que inclusive negam muitas vezes, alegando que é só para uso do restaurante (para as maquininhas de cartão de crédito que eles se recusam a usar)

Be happy 🙂