Arquivo mensal: maio 2017

Dexter is Dead – Jeff Lindsay (04/2017)

Depois dos acontecimentos ao final do último livro, Dexter se encontra, finalmente, atrás das grades. Mas ironia do destino: desta vez por crimes que ele não cometeu. Além de preso, ele se vê abandonado pelos “amigos” e pela família, ficando perdido nas entranhas do sistema. E o único que se dispõe a ajudá-lo é seu irmao, Brian. Só que Brian também está envolvido em problemas tão grandes (ou até maiores) que os de Dexter e o preço desta “pequena” ajuda pode sair muito caro para o nosso querido anti-herói.

Não sei se é um recurso literário esta tática de enrolar bastante no início do livro e depois criar um êxtase fazendo as coisas correrem mais depressa do meio pro final (assim como começar com capitulos curtos e ir alongando durante o decorrer do livro), mas isto sempre me incomodou (inclusive no Stephen King, meu autor favorito). Se é um recurso literário, desta vez o Jeff Lindsay exagerou: quase 80 páginas (um quarto do livro) para descrever a monótona rotina do Dexter na cadeia.

Parece que ele tinha que bater uma meta de quantidade de páginas para poder vender o livro como um romance ao invés de classificar como um conto. Além do Lindsay parecer estar de saco cheio e cumprindo a obrigação de escrever o livro.

Talvez seja o pior da série, mas ainda assim ficou bem mais digno do que o final da série televisiva.

Para quem acompanhou toda a saga, vale para encerrar o ciclo, sem apresentar muitas surpresas e sem ser um ótimo livro.

Be happy 🙂

Wanderlust #35 – Washington, District of Columbia (2/51), Estados Unidos

Como havia falado no post de Baltimore, ao invés de ficarmos em Washington para o Thanksgiving, acabamos decidindo por fazer apenas um “day trip”, já que a cidade fica a cerca de uma hora de Baltimore. A decisão de ficar em Baltimore foi boa, como já comentado, mas acho que fazer apenas um bate e volta pra Washington não foi suficiente. Valeu a pena, claro, mas estando lá descobrimos que valeria a pena dispender mais tempo na cidade.

Como provavelmente voltarei à cidade e farei outro post, não me estenderei muito neste.

Assim como aconteceu no Brasil em relação a Brasília, a cidade de Washington (e todo o distrito de Colúmbia) foi criada já com o intuito de servir como capital do país. O ato que estabeleceu a criação, de 1790, também já instituiu a localização (às margens do rio Potomac) e, com a doação de terras pelos estados de Maryland e Virginia, estabeleceu-se o local atual. O ato também serviu para definir a organização política da cidade e do distrito em sí. Apesar de ter um prefeito, o congresso americano é quem tem a palavra final sobre qualquer lei da cidade. O Distrito também tem um deputado (apenas um), porém não tem senador.

A semelhança com Brasília vai além da idéia de uma cidade independente para servir de capital: a disposição dos prédios públicos nas duas cidades é bem parecida. Existe um parque contínuo (National Mall), equivalente à Esplanada dos Ministérios. Ao longo desta “esplanada” se concentram os ministérios e muitos museus. A diferença é que ao invés dos poderes se concentrarem em apenas um dos extremos, o Congresso americano se concentra em um dos extremos, enquanto no outro extremo se encontra a Casa Branca. Nas vias paralelas à esta esplanada ficam diversos outros órgãos, como o departamento de justiça, o FBI, etc.

Além de passearmos por esta esplanada, apenas demos uma volta por downtown, mas não deu pra vermos muita coisa.

Pretendemos voltar para passarmos um tempo maior, então, provavelmente num futuro (nem tão próximo), faça um post mais completo.

Observações, dicas e considerações:

  • É impressionante como existe a cultura de visitar museus nos EUA. Todos os vários museus ao longo da National Mall apresentavam filas gigantescas.
  • Fiquei impressionado com a quantidade de food trucks. Talvez porque na National Mall não tenha muitos locais para comer (precisa sair para as paralelas ou as transversais para encontrar restaurantes), a “esplanada” toda é tomada por food trucks. E quando eu falo “tomada” eu quero dizer pelo menos uma centena deles!

Be happy 🙂

The White House (os fundos!)

Downtown

Uélito em Uóshitu!