Arquivo mensal: maio 2016

Botecando #88 – Bar do Antenor – São Paulo – SP

Bar do AntenorO Bar do Antenor é um tradicional “pé-sujo” (no melhor sentido da palavra) da região da Lapa / Vila Romana (inclusive havia um bloco carnavalesco que usava o bar como quartel general). Após o falecimento do Seu Antenor, ele ficou fechado por alguns meses até a familia receber a proposta de reabrir o Bar, mantendo o nome. Os novos proprietários fizeram alguns ajustes, deixando o bar um pouco menos “botecão”, mas nada que tirasse a alma do bar (uma vez pé-sujo, sempre pé-sujo!).

No dia em que fomos uma dupla (muito boa!) que tocava rock (principalmente internacional, especialmente grunge: Pearl Jam, STP, Nirvana, etc) animava a noite. O atendimento é ainda um pouco atrapalhado, mas devem se acertar com o tempo e a clientela presente (que parecia ser toda local) até se divertia com a atrapalhação dos garçons.

A cerveja (Heineken) estava sempre bem gelada. Além dela, ainda havia opções de Original, Skol, Brahma e até Eisenbahn (a Brasil Kirin mandou muito bem na idéia de popularizá-la). Um dos destaques fica por conta da comida, que além de porções (na hora do almoço também tem PF), oferece espetinhos assados na hora. A carne e os acompanhamentos (farofa e vinagrete) estavam muito bons.

É uma boa opção para um happy hour, almoço, etc na região da Lapa

Onde: Bar do Antenor (Rua Tito, 765 – Vila Romana – SP)
Quando: 21/05/2016
Bom: comida e música ao vivo
Ruim: ainda falta alguns ajustes, especialmente no atendimento
Facebook: https://www.facebook.com/pages/Bar-Do-Antenor/419588874854030?fref=ts

Be happy! 🙂

Cien Años de Soledad – Gabriel García Márquez (07/2016)

Cien-años-de-soledadEste foi o primeiro livro em espanhol que eu li e apesar de eu ter conseguido uma leitura fluída, tendo que recorrer poucas vezes ao dicionário (algo que não me espanta, já que consigo assistir até filmes do Almodovar, por exemplo, sem legendas), mesmo assim posso ter perdido um ou outro detalhe.

Mas com certeza não foi nada que tirou o brilho desta estória fantástica. Quando eu escrevi a resenha de “O Amor nos Tempos do Cólera” eu citei que apesar de o livro ser bom, eu tinha criado expectativas muito altas, que acabaram sendo frustadas (mas repito: o livro é bom). Então, desta vez baixei um pouco a expectativa e descobri um livro fantástico (inclusive no sentido de que é uma estória fantasiosa).

Cien Años de Soledad conta a saga da familia Buendia e do povo de Macondo, uma pequena cidade em algum lugar da América Central continental. A história de vida de cada uma das sete gerações dos Buendia se confundem com a própria história do povoado, desde a fundação da cidade pelo patrono da família, até a sua “desaparição” do mapa, ao mesmo tempo em que o último Buendia também morria, passando principalmente pelas Guerras na qual o Coronel Aureliano Buendia se envolve e nas quais acaba envolvendo toda a cidade, e também pelos dias de glória da passagem da Companhia Bananeira, que também encontram paralelo com os dias de glória dos gêmeos “Segundo”.

A estória tem de tudo: fantasia, romance, guerra, pseudo ciência, misticismo, dramas e tragédias. Ainda senti um pouco o problema do Gabo de ficar fazendo muitas idas e vindas no tempo, se preendendo mais ao personagem do que a uma linha cronológica, problema que em “Cien Años” se miniminiza pelo fato da maioria dos personagens ter uma vida “curta” do ponto de vista em que é importante para a estória (com exceção de Úrsula, a matriarca, que acompanhou os 100 anos, os demais personagens tem relevência por no máximo 20 anos), mas por outro lado se intensifica devido à quantidade de personagens e pelo fato dos nomes se repetirem ao longo das gerações. Mas este segundo ponto (repetição de nomes) acho que foi uma brincadeira proposital do autor. Mas que dá um trabalho para ligar os personagens, isto dá, e o interessante é ter uma árvore da família à mão (na edição que eu li, tinha).

O livro tem tantas estórias e aguça tanto a imaginação que durante a leitura eu sempre me perguntava do porque ainda não terem transformado em uma série de TV. E precisaria ser série, com pelo menos uma temporada para cada geração, pois a estória não se comportaria em apenas um filme. E ainda ficava imaginando quem poderia ser o diretor de alguns episódios: o  Tim Burton ou o David Lynch para as partes fantásticas, o Quentin Tarantino para as cenas de violência, etc.

Be happy 🙂

Botecando #87 – Boteco Todos os Santos – São Paulo – SP

Todos os Santos 02Sempre que tenho passado ali na Aspicuelta eu notava que um bar ao lado do Companhia da Cerveja (que é muito ruim!) estava sempre cheio e imaginava que fosse no mesmo estilo. E por puro preconceito demorei um pouco para conhecer o Boteco Todos os Santos. Ainda bem que alguns amigos compartilharam fotos e resolvi “arriscar”. Grata surpresa!

O boteco (e aqui cabe a palavra “boteco” mesmo) fica num imóvel que devia ser uma casa, por isto tem aquele formato bem mais comprido do que largo da maioria dos bares da Vila. A decoração é bem simplista, sem nada que se destaque, exceto por uma bela árvore (carregada de orquídeas) que foi preservada na área da frente, que é onde acontece o samba aos sábados.

Todos os Santos 03O samba é um dos principais destaques, com uma roda que executa o melhor do samba de raiz. Aqui fica uma dica para quem vai procurar algum samba mas não gosta de “pagodinho”: veja se no grupo tem alguém com um violão de 7 cordas. Se tiver, pode ir fundo (e saia correndo se tiver teclado…hahaha). Só estranhei que nos intervalos do samba rolava sertanejo universitário. Acho que sertanejo universitário não combina nem com pagodinho, imagina com samba de raiz!

Outro destaque vai para o atendimento: hostess, gerente, garçons, seguranças. Todo o staff é muito educado e atencioso. Mais do que isto, são muito simpáticos e atendem com aquele sorriso genuino no rosto.

No quesito bebidas, eles oferecem as populares mesmo, e como eu sempre digo, cada situação pede um tipo de bebida. Ninguém vai tomar uma Imperial IPA debaixo de um sol de 40 graus numa praia do Nordeste e, para esta situação, uma Skol estupidamente gelada, para refrescar e encher a cara, serve muito bem ao propósito. No samba também é assim: cerveja comum geladíssima, intercalada com caipirinhas (de cachaça, limão, gelo e açucar, fora isto não é caipirinha!) que também é confeccionada com maestria pelo barman, com aquele equilíbrio perfeito entre os ingredientes.

Todos os Santos 04Quando algum bar ou restaurante aqui em São Paulo oferece torresmo no cardápio já sai com uma nota 10 na minha avaliação e só vai perder pontos se for muito ruim. No cardápio não havia torresmo na parte de petiscos, mas como era dia de feijoada e havia como opção de guarnição, resolvi perguntar. O barman nem pensou meia vez e falou “a gente arranja”. Voltou depois de 10 minutos com uma bela porção daqueles torresmos bem carnudos (e peludos, claro….kkkk).

Este entrou na minha lista de bares com samba para recomendar para os outros, inclusive à frente do Traço de União e do Bar Samba.

Onde: Boteco Todos os Santos (Rua Aspicuelta, 585 – Vila Madalena – SP)
Quando: 07/05/2016
Bom: atendimento, samba e, claro, torresmo!
Ruim: sertanejo no intervalo
Site: http://www.botecotodosossantos.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/botecotodosossantos/?fref=ts

Be happy! 🙂

Todos os Santos 01

Botecando #86 – Olaria Bar & Grill – São Paulo – SP

Olaria

Nunca tinha ouvido falar no Olaria até a mulher de um amigo marcar uma farewell party pois este amigo estava indo estudar um período nos EUA. E me surpreendi positivamente em quase todos os quesitos. O imóvel em sí é bem legal, com uma decoração voltada à música e é bem amplo.

O bar funciona naqueles esquemas de espetinhos rodando e tem espetos para todos os gostos. Além disto o cardápio também oferecia algumas porções e pratos prontos. De cervejas, acabamos ficando na Heineken mesmo, mas vi que existiam algumas opções da InBev no cardápio (Leffe, Hooegarden, etc).

Gostei bastante da música ao vivo: além do músico ter um repertório muito bom, mesclando MPB, Pop e Rock nacional, o volume estava num tom que permitia que as pessoas conversassem.

Um ponto falho da casa é o atendimento. Várias vezes fizemos pedidos e eles foram “esquecidos”, ou chamávamos os garçons e eles não ouviam. Mas ao menos os garçons sempre foram prestativos e educados.

Não é aquele baita bar que dá vontade de voltar, mas para um happy hour ou comemoração na região da Avenida Paulista está mais do que justo.

Onde: Olaria Bar & Grill (Rua Treze de Maio, 1802 – Bela Vista – SP)
Quando: 28/04/2016
Bom: espetos e música ao vivo
Ruim: atendimento um tanto atrapalhado
Site: http://www.olariabar.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/olariagrill/?fref=ts

Be happy! 🙂