Arquivo mensal: abril 2014

Botecando #18 – The Blooze Bar

Blooze 1Acabei indo neste bar, que fica em Scottsdale, região de Phoenix-AZ, dois dias seguidos, a convite do amigo Tony. No primeiro dia fomos ver uma banda que fazia clássicos do Heavy Metal dos anos 80 (especialmente as bandas Glam como Poison e Skid Row), chamada The League of Forgotten Saints.

Uma coisa que eu acho legal nos EUA é que as bandas “cover” realmente entram no clima e utilizam o visual igual ao da banda que estao “homenageando”. Como neste caso, a banda fazia um tributo a todo um movimento, a indumentaria era bem tosca, com um guitarrista usando um tapa olho (depois fiquei sabendo que era de verdade, pois ele nao tinha o olho esquerdo) e o vocalista usando meia arrastão nos bracos e uma tanga de couro (ui!).

Apesar de tocarem poucas musicas que eu conhecia (Peace Sells, do Megadeth, uma do Judas Priest, e algumas poucas outras), pois nós no Brasil temos mais contato com bandas Inglesas, foi uma balada divertida.

O Tony viu um cartaz que anunciava que aos domingos rolava uma Jam de Blues e planejou voltar no dia seguinte com sua Grestch 1967 (igual a do George Harrison) para fazer uns sons (acho que ele estava com abstinencia de palco…hehehe), e no dia seguinte fomos eu e ele (a Rebeca teve que ir trabalhar).

Ouvir algumas (poucas) músicas de Blues ate é legal, especialmente quando voce ouve apenas os sucessos, mas ir para uma Jam nao é muito bom. Primeiro que blues é muito chato: três notas como base e nego solando infinitivamente. Segundo que, como era uma Jam, a qualidade dos músicos era pra lá de questionável.

Mas mesmo assim, para um domingo a noite, foi até agradável e rendeu algumas boas risadas.

Onde: The Blooze Bar (12014 N. 32nd. Street – Phoenix, AZ, 85028)
Quando: 19 e 20/04/2014
Bom: bandas e preço
Ruim: too much red necks
Site: http://www.thebloozebar.com/

Dekanawidah: My Lessons Learned

Dekanawidah

I have been part of a very good collaborative game named Dekanawidah – A Liga das Nações Iroquesas (Dekanawida – The League of Iroque Nations) and would like to share my personal view about the game and the results of it.

Firstly, a brief explanation about the game: the participants are separated into 4 teams. Each team is a ‘tribe’. Since it’s a collaborative game, it means that, even that there are 4 teams playing, they need to work on small goals to achieve the main goal which is shared by all participants. So, or everyone wins or everyone loses. The table is divided in four territories. Each tribe has knowledge and domain about one territory. The tribes need to move on the table by using resources in order to complete each small goals (in the beginning of the game, each team receives 7 small objectives). Inside its own territory, which is known by the tribe settled on it, the use of resources is less than when you are moving inside a territory that you do not know. The teams can share information and trade resources between them. You can even just give resources to other tribes.

During the game I could identify three different and distinct moments.

In a first moment, with the teams ‘sailing through calm waters’, moving inside a known territory with enough resources, they cared about their own goals and expected that the others would take care of theirs in order to accomplish the main goal. In this moment, even if the teams are not using the resources, they weren’t willing to share or trade them with the other teams.

In a second moment, as the game difficult increased, the teams started to care about others’ goals and willing to share their resources, but still in a reactive way (‘if someone ask us, we can help’).

When the game got very difficult, the teams ‘realized’ that, even if they have concluded their own goals, they should help other teams or the entire group would not achieve the main goal. So, the teams that have finished their goals started to offer help in analyze other teams’ objectives, helping them planning and sharing the resources with those teams.

My main concern at the end of the game was: since all participants knew the main goal and the rules (possibility of trades, everyone’s victory or loss, small goals, etc) from the beginning of the game, why do they take too long to start to help each other? Why didn’t they work together since the beginning in order to create a unique strategy to win the game? So, the main lesson that I took from the game was: we do not need to wait for someone ask for our help to work with our colleagues in order to achieve a main goal and, maybe, if we help each other since the beginning of the ‘game’ (a project, a task, etc), the hard times could not come.

Nota: publicado originalmente em 2011 na Newsletter do Application Services, o departamento onde trabalho, na Johnson & Johnson.

Top Top #9 – Estranhos Anos 80: músicas que fizeram sucesso na “década perdida”

Caralho! O Russo já era velho a 35 anos atrás!!!!

Caralho! O Russo já era velho a 35 anos atrás!!!!

Os anos 80 foram uma década atípica, especialmente para os Brasileiros. Enquanto o mundo todo passava por uma “ressaca” no que se refere à produção artística e cultural em geral (é só ver como surgiram coisas ruins, na música, no cinema, na arquitetura, no design. Lá fora foi simplesmente tudo péssimo!), no Brasil (como sempre atrasado!) o que se viu foi uma produção intensa, especialmente na teledramaturgia e na música.

Talvez por não ter sido tão influênciado pelos efeitos do pós guerra, que fez com que a produção cultural e artística das décadas de 60 e 70 fosse intensa nos países Europeus e nos EUA (ainda vou escrever um livro sobre isto!), e por estar ainda sob influência do regime ditatorial, os anos 80 é que foram profícuos na cena artística brasileira (será que tem área de especialização em música dentro da antropologia?…rs).

Se faz muita piada com muitas coisas que surgiram na cena musical da década de 80 e que, após estrondoso sucesso, foram jogados novamente à margem da grande mídia, mas, tire-se as roupas e/ou cabelos “estranhos” e a falta de recursos e oportunidades para adquirir instrumentos, produzir as músicas, divulgar, etc e o que você tem é um monte de gente talentosa, que produziu coisas anos luz do que se produz hoje em dia.

Resolvi reunir uma lista com algumas destas “pérolas” desta década tão estranha.

Sonho de consumo!

15 – Herva Doce – Amante Profissional
Representando várias bandas que usavam o humor como mote principal, como João Penca e os Miquinhos Amestrados, Inimigos do Rei, Dr. Silvana, etc. E não venham falar que eles eram ruins, que era tosco. Eles faziam a mesma coisa que, alguns anos depois, o Raimundos, os Mamonas, e outras bandas engraçadinhas faziam.

14 – Zero e Paulo Ricardo – Agora eu Sei
O Paulo Ricardo (e seu RPM) é chato pra caralho! Ainda bem que, neste caso, o Zero (que ainda continua na ativa!) salvou sua pele. Clássicasso da “decada perdida”.

13 – Marquinhos Moura – Meu Anjo Azul
Quem disse que o último castrati morreu no começo do século 20?……hahaha

12 – Katia – Qualquer Jeito
Apadrinhada do Rei Roberto Carlos. Eram umas músicas para cortar o pulso com faquinha de rocambole. Mas dentro do gênero, eram músicas boas.

11 – Radio Taxi – Garota Dourada
O Rádio Taxi era uma puta de uma banda, que contava com o Taffo, um dos maiores guitarristas da música brasileira. Pena que se empolgaram com este sucesso e “popzaram” de vez.

10 – Luan & Vanessa – Quatro Semanas de Amor
Po, era brega mas era legal a música vai! E era um dos sucessos nos bailinhos do ginásio. Depois da dupla eles se casaram e vivem juntos até hoje!

9 – Ritchie – A Vida Tem Destas Coisas
O britânico Ritchie fez grande sucesso no início dos anos 80 com o hit “Menina Veneno”, mas eu acho esta música mais legal (a versão do Ira! ficou mais legal ainda)

8 – Byafra – Sonho de Ícaro
Este foi outro clássico da década. E o Byafra batia cartão no “Qual É A Música?”

7 – Tunai – Frisson
Os mais novos devem se lembrar desta música na versão do Roupa Nova, ou da Elba Ramalho, mas ela fez um relativo sucesso na voz de seu autor, Tunai.

Anos80 3

Como será que fica com vodka?

6 – Vinicius Cantuária – Só Você
Esta é uma daquelas músicas que todo mundo conhece mas não faz nem idéia de quem seja o artista

5 – Uns & Outros – Carta Aos Missionarios
Uma das boas bandas de rock de apenas um sucesso que surgiram nos anos 80.

4 – Nico Resende – Esquece E Vem
Outro clássico dos bailinhos de colégio e das madrugadas nas rádios de motel.

3 – Jesse – Porto Solidão
Este cara era um baita cantor e este foi com certeza um dos hits que marcaram os anos 80.

2 – Dalto – Muito Estranho
Acho que esta música foi feita sob efeito de substâncias alucinógenas (“e se um dia eu chegar muito estranho/louco”), mesmo assim é uma baita canção.

1 – Egotrip – Viagem Ao Fundo Do Ego
Grande banda formada pelo mestre do baixo Arthur Maia, pelo fenômeno da bateria Pedro Gil (que desde os 13 anos já acompanhava seu pai, Gilberto Gil, e outros artistas em gravações e apresentações) e pelos ótimos Nando Chagas (vocal, teclado e guitarra) e Francisco Frias (guitarra e teclado). Uma pena que a banda encerrou suas atividades quando da morte do Pedro Gil, vítima de um acidente de carro.

Caberia muito mais coisas aqui e a lista iria ficar enorme. Mas deixem suas opniões nos comentários.

Be happy!!! 🙂

Making A Good Place to Work

Great Place To Work

We often see articles and specialists talking about what makes a good place to work. They usually use a lot of tangible data, such as salary, benefits, bonus rates and others to identify what company the professionals would like to work for, and therefore, the company that would probably have the best people.

Robert Levering

Robert Levering

Robert Levering, author of best sellers “The 100 best companies to work for in America” and “A great place to work”, says that, besides the data, what makes people wake up every morning and go to the office with a smile upon their face are the relationships and their quality.

For all of us, the work environment is built by three types of interconnected relationships: between the employees and the company, between the employees and their jobs and between employees and other employees. Each of those relationships are based on a essential element. Let’s go over each of them:

Trust
This essential element drives the relationship between employees and the company. This essential element, in a first moment, seems to be very elusive and nondescript, but in fact, it consists of three major factors:

  • Credibility: managements must have credibility to the eyes of employees. Executives should be perceived to be competent, to have a clear view of where the organization is going, and to understand how to get there.
  • Fairness: employees must perceive that the playing field is level. They want to feel that promotions and pay are based on merit and contributions rather than on political maneuvers. Cuts, when needed, need to be fair and objective.
  • Respect: employees must feel that they are respected and supported as individuals.

Pride
Pride is the essential element for the relationship between employees and their job. People want to be proud of what they are doing. They want to be part of something big, of something that they can spread out to their friends, and what they are doing is not just a job. They want to feel and believe that they make difference.

Camaraderie
This final element affects the quality of the workplace, by driving the relationship between employees themselves. People need acceptance, understanding, appreciation and enjoinment in their personal interaction with fellow staff. They also want access to one another’s beliefs, attitudes, hopes and values. This element can have a tremendous impact on cooperation among employees.

We can individually contribute to build a good (and maybe the best) place to work, by treating our colleagues respectfully and fairly, by letting the people know about for what are they doing their tasks. Or simply being friendly and caring about each other. These are just some examples, but each one of us can think about how to improve the quality of each one of the three relationships.

Nota: publicado originalmente em 2011 na Newsletter do Application Services, o departamento onde trabalho, na Johnson & Johnson.

Botecando #17 – Seu Domingos

Seu Domingos

Este é um dos bares mais novos que existe na Vila Madalena e foi criado pelos mesmos donos do Quitandinha, que fica praticamente em frente. Apesar de ter uma fachada “imponente” e uma decoração bem caprichada, que sugere que seja um bar chique ou caro, tem a alma de boteco de verdade.

O atendimento é bom (melhor até que o do Quitandinha) e a cerveja veio sempre bem gelada. Além de tudo, o preço é justo (R$ 8,20 a Original de 600mls). A porção que pedimos (iscas de filé empanado com molho de queijo) também estava muito boa.

Samba oriental!!!!

Samba oriental!!!!

Aos sábados rola a já famosa “feijoada com samba” que acontece em praticamente todos os bares de São Paulo. O responsável pelo som é um conjunto de samba um tanto inusitado: o Quarteto Saquê e Cachaça é formado por descedentes de japonêses. Mas engana-se quem achar que “japonês não sabe fazer samba”. Além de tocarem bem, o repertório deles é composto somente por clássicos. A única coisa ruim é que não dava para ouvir muito bem do lado de fora, onde haviamos pego a mesa, pois creio eu que a casa não tenha equipamento de PA.

Mas vale a pena a visita, tanto para conhecer a casa em si, que como falei tem uma decoração bem caprichada e até lembra aqueles bares e restaurantes chiques que existem na beira da praia de Maresias ou Juquehy, quanto para assistir à estes “ninjas” do samba.

Onde: Seu Domingos Bar (Rua Fidalga 209 – Vila Madalena – SP)
Quando: 12/04/2014
Bom: preço e decoração
Ruim: nada que desabone.
Telefone: (11) 3819-4047

Top Top #8 – Lazy Times (Música de Relaxo)

Lazy Times 1
Aproveitando que estou saindo de férias (e consequentemente este blog também), uma pequena lista com músicas para momentos de relax e preguiça.

15 – Jamiroquai – Music Of The Mind
Não sei se quando o Jamiroquai escreveu esta música ela já era para ser uma “música da mente”, ou se criaram a música e depois batizaram, o que acabou caindo muito bem. Só sei que, como diria minha amiga Camila Portela, é uma música para “mentalizar no lilás”.

14 – Wilson Simoninha – Happy Houra à Beira Mar
Me lembra um por do sol no Rio. Seja tomando uma cerveja na mureta da Urca ou um chopp na beira da praia em Ipanema.

13 – Paul McCartney & Wings – Country Dreamer
Dá até pra sentir a grama na sola dos pés.

12 – The Beatles – Fool On The Hill
O tolo na colina é o único que vê o por do sol. Será que ele é que é o tolo?

11 – Seu Jorge & Almaz – Evebody Loves The Sunshine
Não tem como não amar o nascer do sol e um novo amanhecer.

10 – Vinicius de Moraes & Toquinho – Tarde Em Itapuã
Uma varanda, uma rede, um violão e o mar em frente. É tudo que me vem à mente quando ouço esta música.

9 – Paul McCartney & Wings – I Lie Around
Dá até pra ouvir o som do riacho.

8 – Ira! – Campos, Praias e Paixões
Até com músicas mais leves e relaxantes, o Ira! Consegue dar uma voadora no peito: “Na corda ele anda / Na vida ele é bamba / E quando ele acorda… / E quando ele acorda, ele sonha com / Campos, praias e loucas paixões”.

Lazy Times 37 – Israel “IZ” Kamakawiwoʻole – Somewhere over the Rainbow
Além da música em si ser fantástica, me traz à tona imagens fantásticas que eu trago na memória de um dos locais mais fascinantes que eu conheci: o Hawaii!

6 – Bob McFerrin – Don’t Worry Be Happy
Impossível não estampar um sorriso no rosto ouvindo esta música.

5 – Ze Rodrix – Eu Quero Uma Casa No Campo
Obra prima do mestre Zé Rodrix! Lembra cheiro de terra e grama molhada depois da chuva.

4 – Herbie Hancock – Maiden Voyage
Chegar em casa depois de um dia estressante de trabalho, “armar” uma dose de whisky, acender um cigarro e colocar Herbie Hancock pra rolar. Acabou stress!!!!

3 – Bob Marley – Satisfy My Soul
Sempre quando ouço esta, me imagino sentado na areia da praia, num final de tarde, vendo o sol se por, na companhia de pessoas que “satisfazem minha alma”.

Lazy Times 22 – George Harrison – Here Comes The Sun
Eu, como amante do verão, do sol e do dia, me sinto exatamente como descreve a música, quando vai chegando lá pra setembro (em SP) e os dias já começam a ficar mais quentes, começa a clarear mais cedo e escurecer mais tarde e eu sei que toda aquela alegria do verão já está bem perto. Realmente o sorriso volta à minha face.

1 – Ottis Reding – Sitting in a doc of a bay
Ottis Reding nos deixou esta pérola. Talvez seja minha preferida pois é como eu imagino passar os meus dias no futuro: sentado numa doca de um cais, vendo a maré rolar e o tempo ir embora.

P.S. O “subtítulo” foi emprestado de um álbum da dupla Jica y Turcão, que indico pra caramba, pois fazem um baita trabalho de recuperação e manutenção de músicas do folclore brasileiro (e latino em geral), além de serem engraçados pra caralho!!!

P.S.2. Estarei de férias mas já deixei programado alguns posts para pingarem neste meio tempo. So, stay tuned!!!!

Be happy! 🙂

Botecando #16 – Bella Augusta Churrascaria e Pizzaria

Bella Augusta

Localizada bem no meio Rua Augusta, do lado do Centro (fica a dica para ir de transporte público: para chegar, melhor descer na Paulista, e para ir embora, ir pelo centro, assim evita subida, já que a distância é praticamente a mesma), este restaurante, que tem uma fachada que mais parece uma padoca, acaba por não chamar atenção de quem passa por ali, porém, é uma ótima opção para tomar uma cerveja com os amigos e petiscar boas comidas.

A parte inferior é realmente uma simples lanchonete, porém, a parte de cima é bem interessante: existe um grande salão (umas 3 vezes maior que o inferior) e uma área externa com um terraço. Minha dica, especialmente para os fumantes, é tentar conseguir uma mesa neste terraço, especialmente se estiver calor.

 

Bella Augusta 2

Um ótimo lugar para reunir os amigos para uma cervejada

A carta de cerveja deles oferece algumas opções mais interessantes para quem gosta de fugir do convencional, e dispõe de algumas opções como hefes Alemãs (Erdinger e Weihenstephaner), as dinamarquesas Faxe, e algumas outras.

O cardápio também é bastante variado e eles servem, além de pratos prontos (inclusive com feijoada aos sábados), pizzas e petiscos em geral (as tábua de frios e de carne são ótimas pedidas).

Os preços são bastante justos e, para melhorar, como se trata de um restaurante, e não de um bar propriamente dito, também aceitam vale refeição.

Onde: Bella Augusta Churrascaria e Pizzaria (Rua Costa, 84 x Rua Augusta – Consolação – SP)
Quando: 05/04/2014
Bom: atendimento e preço.
Ruim: nada que desabone.
Telefone: (11) 3259-9380

5 Keys to Business Analytics Program Success – John Boyer and Others (7/2014)

5keysCover

Tem duas coisas que eu, já de cara, não gostei no livro. A primeira é que eu não gosto de livros que tenham a pretensão de ser “o guia definitivo” para qualquer coisa que seja, e o título do livro já deixa esta impressão. A segunda é que eu não gosto de livros de autoajuda, seja pessoal, espiritual ou empresarial. Mas mesmo assim resolvi arriscar.

A primeira impressão pelo menos foi errada. Não existe a mínima pretensão do livro de ser um “passo a passo” para a implementação de um programa de Análise de Negócios (Business Analytics, até pouco tempo conhecido como Business Intelligence, minha área de especialidade dentro da Tecnologia da Informação).

A segunda impressão infelizmente não se desfez: tem sim um ar de autoajuda para gestores que estão totalmente perdidos quanto às possibilidades de obtenção dos benefícios que um programa destes pode trazer. É portanto um guia para quem não tem a mínima idéia do que seja BI. De qualquer forma, serve como um introdutório e ponto de partida para estudos mais profundos no assunto. Ou ao menos para estes gestores terem uma base mínima quando forem conversar com profissionais, na hora de procurar soluções para os seus negócios.

Além disto, ele traz alguns conceitos interessantes, que quem trabalha na área já sabe de cor e salteado (se não souber, ou é ruim ou é enganador), mas talvez sirva como um “reforço” da mensagem para quem não é da área.

As principais dizem respeito às estratégias de implementação, que destaco a seguir.

Goals To Data
Na maioria das vezes, quando nós, profissionais de BI, Datawarehouse e/ou Analytics somos procurados pela área de negócio, ou mesmo por outras áreas de TI, os interessados em implementar um projeto e/ou aplicação, chegam para nós com os dados de origem, dizendo que querem montar um dashboard, um report, um Datamart, um Cubo, sem nem mesmo saber que informações extrair daqueles dados e para que a informação será utilizada.

Dica #1: identifique quais informações são necessárias ao negócios e como elas serão melhores utilizadas. A forma como os dados de origem que irão gerar aquelas informações são obtidos, onde eles estão, etc é problema nosso (especialistas em Analytics)

Agility
A maioria dos projetos de desenvolvimentos de sistemas seguem ciclos de desenvolvimento de software que, na maioria dos casos, são muito longos para as necessidades do negócio, no que se refere à análise de informação. Existem projetos de quatro meses que são modificados 2 ou 3 vezes ao longo do caminho, por pura mudança no ambiente corporativo. Pensar em um projeto gigante de 1, 2 anos então, é simplesmente jogar dinheiro fora.

Dica #2: não tente abraçar o mundo. Se você tem uma necessidade muito grande, melhor quebrá-la em pedaços menores e ir atendendo aos poucos. Assim é possível ir atendendo à demanda dos usuários mais rapidamente e com a vantagem de, inclusive, mostrar o valor daquele projeto durante o desenvolvimento do mesmo, o que no caso de BI é bem complicado.

Don’t allow the perfect to be the enemy of the good
Um outro grande problema quando os gestores resolvem implementar uma estratégia de analytics, é que as empresas de consultoria, ou mesmo os outros players do mercado, sempre mostram o melhor dos mundos, o “state of art”. Quando se fala nos vendors de soluções então, eles trazem os melhores cases deles e isto faz com que os olhos dos gestores brilhem e eles acabam por exigir uma solução parecida. Só que normalmente o “state of art” no caso do BI é uma solução que já está madura e implementada, em média, há pelo menos 5 anos. Antes disto, muita coisa foi feita e muitos erros provavelmente foram cometidos. Então os gestores têm que entender (e ai também é um alinhamento com o ponto do Agility) que é melhor resolver um problema de cada vez, até chegar a uma solução completa.

Dica #3: uma solução boa e rápida, talvez seja melhor do que demorar muito para ter a solução “perfeita”. A solução perfeita virá com o tempo e a maturidade adquirida pela empresa, pelos gestores, pelos usuários, pela equipe de TI (ou consultores, se for o caso).

Botecando #15 – Salve Jorge Vila Madalena

Salve Jorge 1
Da leva de bares novos, os famosos “botecos chiques”, que se instalaram na Vila Madalena nos últimos 8 ou 10 anos, o Salve Jorge é talvez o que mais me agrada (talvez o único, por sinal). Muito provavelmente isto se dê pela proposta do local que é ser simplesmente um boteco, onde se encontra cerveja bem gelada e boa comida (neste caso muito boa).

Localizada na Aspicuelta, a principal via dos bares da Vila, tem uma decoração que lembra antigos armazens, com vários sacos e barris ao fundo e garrafas antigas espalhadas pela casa (e inclusive penduradas no teto). Também compõem a decoração desenhos, fotos e caricaturas de vários Jorges: Benjor, São Jorge, Mautner, Aragão, Amado, Harrison, entre outros famosos.

Salve Jorge 2É composto de 3 ambientes onde as mesas de madeiras se dividem: o salão principal, a área externa e um “puxadinho”, onde existem umas 4 mesas. Pela casa também ficam espalhadas TVs que, sempre que possível, estão transmitindo jogos de futebol dos mais diversos campeonatos.

Um ponto interessante é que a cozinha é toda envidraçada, possibilitando aos clientes assistirem o preparo dos pratos e petiscos e até eventualmente, para quem estiver mais próximo, sentir o “bafo” quando algo é flambado.

O aténdimento é um dos pontos altos da casa, com os garçons (e às sextas e sábados, a hostess também) sendo muito prestativos e gentis. Eles poderiam aproveitar a qualidade do bom atendimento e eliminar da conta os 10% obrigatórios, pois acho que seria bem melhor para os próprios garçons, já que ninguém seria capaz de deixar menos do que isto, depois do bom atendimento.

O único ponto negativo, se é que podemos chamar assim, é que a casa fica um pouco cheia as sextas à noite e aos sábados e domingos à tarde, mas geralmente a espera não demora mais do que 20 ou 30 minutos. Mas se fica lotado (enquanto outros bares, ao lado e em frente estão vazio), é justamente porque a casa atrai bastante clientela, por conta da sua qualidade.

Onde: Salve Jorge (Rua Aspicuelta, 544 – Vila Madalena – SP)
Quando: 02/04/2014
Bom: atendimento, petiscos
Ruim: lotação às sextas, sábados e domingos, mas nada que incomode muito.
Página: http://vilamadalena.barsalvejorge.com.br/

Botecando #14 – Maevva

Maevva 1
E eu andava reclamando das Originais e Heinekens de 600ml a R$ 12,00 na Vila Madalena!

Pra começar eu nunca gostei de balada no Itaim / Vila Olímpia. Quer dizer, tem algumas coisas legais, tipo o Dublin e o Rey Castro. Se o Kia Ora não fosse tão lotado seria uma balada que eu frequentaria mais vezes. Mas tirando estas poucas, nunca foi um lugar que eu gostei de frequentar.

Primeiro começa pela distância: para quem mora na Zona Norte, é literalmente atravessar a cidade. Mas eu já peguei balada no ABC que é bem pior. O que me incomoda mesmo é a arrogância das casas e das pessoas. Para mim, o evento sair para a balada é apenas um momento de lazer, de diversão. Para 99% do pessoal que frequenta o Itaim, o intuito principal é se mostrar e ostentar.

Quando meus amigos marcaram um samba no Itaim eu já reclamei pra caramba. Tanto lugar legal pra curtir o samba com “gente como a gente” e querem fazer o que no Itaim? Ai, o lugar que tinham inicialmente marcardo estava vazio e resolveram ir pro Maevva. Estava no táxi quando ligaram e a primeira frase que eu soltei foi: “pra esta porra eu não vou!!!”.

Mas como em todo relacionamento, seja ele qual for (profissional, de amizade, amoroso), você acaba abrindo mão de algumas coisas, acabei indo.

Ok! O atendimento pelo menos foi muito bom e a casa também é bem aconchegante. Mas já começa errado no momento em que você não tem muita opção de cerveja e é obrigado a consumir apenas uma marca porque a casa tem acordo com a cervejaria. Ai o som também não é lá estas coisas: um grupo formado por playboys que resolveram que iriam tocar samba. Não têm a mínima ginga, a malandragem do samba. Mas tem grana para pagar os instrumentos, fazer aula e tocar nestes lugares.

Maevva 2

Valeu por rever os amigos, pois isto não tem preço!!!

O segundo grupo que tocou ainda era melhorzinho, mas nada que se compare à qualidade musical que se tem no Bar Brahma, Ó do Borogodó, Bar da Dona Diva, e outros redutos do Samba Paulistano.

Mas a surpresa maior veio na hora de pagar a conta. Não sou arrogante e nem esbanjador, porém, eu não costumo perguntar nos lugares a que frequento, quanto está para entrar, quanto é a cerveja. Grana em viagens, comida e bebida para mim são sempre bem gastas e, se eventualmente eu não tiver grana pra sair e precisar ficar “fazendo conta”, eu acho melhor nem sair. Mas também não gosto de ser feito de idiota. Então realmente foi uma surpresa quando, ao fechar a conta, saber que a Itaipava Premium (mesmo premium, não passa de uma Itaipava) custava R$ 10,50 a garrafa de 355mls!!!! Simplesmente um roubo.

Ou seja, fui em um lugar que não gosto, pra ouvir um som ruim, tomar uma cerveja ruim e ainda pagar caro. Pelo menos revi amigos e valeu muito a pena por isto. Só por isto.

Onde: Maevva (Rua Professor Atílio Innocenti, 376 – Itaim Bibi – SP)
Quando: 29/03/2014
Bom: atendimento
Ruim: todo o resto
Página: http://maevva.com.br/