Arquivo mensal: fevereiro 2014

Botecando #8 – Frangó

Frango - Fachada

Eu tenho uma relação de amor e ódio com o Frangó. Vivi praticamente minha vida toda na Freguesia do Ó e conheço o bar há pelo menos 20 anos. Foi um dos primeiros bares que eu frequentei e no qual tive meu primeiro contato com cervejas importadas. Era o bar que eu e meus amigos frequentávamos às sextas feiras depois do trabalho (por já estar perto de casa) e no qual eu chegava e sabia que sempre teria um lugar para sentar e era só pedir uma caipirinha e uma cerveja e relaxar da semana árdua de trabalho.

Porém, no início de 2002 isto mudou. O empresário Washington Olivetto havia sido sequestrado no final de 2001 e, após 53 dias no cativeiro, ao ser libertado, respondeu aos repórteres, quando questionado sobre o que mais sentiu saudades “das coxinhas do Frangó”. Pronto, ai acabaram com o “meu bar”.

As famosas coxinhas do Frangó

As famosas coxinhas do Frangó

Por conta desta propaganda involuntária, o que era apenas um boteco de bairro, conhecido pelos “locais” e por alguns poucos aficcionados em cervejas (o Frangó foi um dos, senão o primeiro, bar a oferecer uma carta com cervejas especiais, sendo que hoje constam cerca de 500 nesta carta!) virou um hit e tudo quanto é gente, de tudo quanto é parte da cidade (quando não de outras cidades) quer conhecer o Frangó.

Para atender as demandas de seu novo público, o bar sofreu algumas modificações: cobriu uma área aberta nos fundos para acumular mais mesas, adquiriu um imóvel ao lado que funciona parte como depósito e parte comportando mais mesas, aboliu o som ao vivo que acontecia, eventualmente, às sextas e sábados e, para mim, o que foi pior, ficou impessoal.

Além disto, devido à alta procura, nas noites de sexta e sábado, e nas tardes de sábado e domingo, é praticamente impossível que não exista ao menos uma pequena espera por alguma mesa.

Afora isto, é um bar bem legal e interessante. Fica instalado num casarão do século 18, ao lado da Igreja da Matriz de Nossa Senhora do Ó, situado no Largo do mesmo nome. A existência do Largo e seus imóveis em volta (tombados pelo patrimônio histórico da cidade), a maioria deles dedicados à gastronomia, faz com que o largo pareça uma cidade do interior e traz um ar bucólico. Eventualmente se pode presenciar novenas e procissões na igreja, o que remete ainda mais à este clima interiorano.

Mas o que impressiona realmente no bar é a carta de cervejas, que é realmente impressionante pela quantidade e variedade, sem contar as raridades encontradas. Impressiona mais ainda saber que, há pelo menos 20 anos este bar se dedica à cervejas especiais, muito antes da moda atual das cervejas gourmet (moda que espero que deixe de existi para se tornar um hábito).

A impressionante variedade de cervejas: mais de 500 rótulos!

A impressionante variedade de cervejas: mais de 500 rótulos!

Quanto ao cardápio, além das famosas coxinhas (confesso que não sou muito chegado nelas, pois não gosto muito de catupiry), constam outros petiscos comuns de bar (pastéis, croquetes, frango à passarinho, etc) e no almoço, são servidos pratos à la carte de muito boa qualidade também (para quem gosta, dizem que a feijoada, às quartas e sábados, é bem suculenta).

Duas sugestões importantes: chegue cedo (se for para o almoço, antes do meio dia, se for da tarde para a noite, antes das 18:00 hrs) e vá de táxi, pois geralmente existem comandos às sextas e sábados na saída do largo (por conta das mãos de direção das ruas, não tem como fugir, além de tudo é mais seguro e hoje em dia mais barato).

Acho que talvez a minha birra atual com o Frangó, que faz com que eu só vá até o bar quando insistam muito, ou quando algum “forasteiro” resolve conhecer e me pede para ciceroneá-lo, tenha a ver com um sentimento de posse, pois afinal, não é mais “meu” bar, o Frangó hoje é de todos.

Onde: Frangó (Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168 – Freguesia do Ó – SP)
Quando: 22/02/2014
Bom: carta de cervejas e petiscos
Ruim: preço e atendimento impessoal
Página: http://frangobar.com.br/

Cultura de boteco em fotos

Estava navegando na net e encontrei este flickr, que parte de uma idéia fantástica: as pessoas submeterem fotos de, em e sobre botecos e bares em geral.

Tem foto desde bares chiques dos EUA até botecos de pé de estrada pelo interior do Brasil. Fotos de bebidas, de comidas, de lugares, mas principalmente fotos de gente feliz!

Dá para perder umas boas horas: http://www.flickr.com/groups/77782291@N00/

Escolhi algumas fotos meio aleatórias para ilustrar este post:

Para todas as idades…

Salivei agora…

Pagamento é adiantado, com muito amor, por favor!

 

Mater-me Por Favor – Legs McNeil & Gillian McCain – Volumes I e II (3/2014 e 4/2014)

matemeCom o subtítulo de “Uma História Sem Censura do Punk”, este livro, lançado em dois volumes, é uma coletânea de depoimentos (alguns formais e muitos informais) e entrevistas, colhidas pelo editor Legs McNeil (sendo este o criador da revista Punk, que emprestaria seu nome para o movimento) e pela “agitadora cultural” Gillian McCain, dos principais personagens deste fenômeno pop e que cobre basicamente todo o período do Punk, desde sua “gestação” até o seu declínio.

O livro não tem uma linha narrativa e a história é contada através destes depoimentos, que são separados por assuntos e colocados em ordem cronológica. Este approach é muito interessante pois faz com que os diversos pontos de vista, as várias percepções sobre um mesmo assunto ou fato sejam descritas. Um belo exemplo trata-se do confronto entre Handsome Dick Manitoba (codinome sensacional!!!), dos Dictators, e Layne County (à época, Wayne County), que começou com uma brincadeira de Manitoba e terminou com este hospitalizado com a cravicola quebrada.

Dentre os depoimentos utilizados no livro, estão os de nomes como Iggy Pop, Dee Dee Ramone, Malcon McLaren, Richard Lloyd, Angela Bowie, Lou Reed, entre tantos, que participaram diretamente ou influenciaram o movimento.

Confesso que nunca fui fã de Punk como música e portanto nunca procurei entender a história por trás do fenômeno. Para mim, por exemplo, o ápice do movimento e sua consequente explosão havia sido com os Sex Pistols, na Inglaterra, e que depois o movimento havia migrado para os EUA quando na verdade o movimento nasceu nos EUA, chegou à Inglaterra e foi “implodido” pelos Pistols.

Iniciando à partir dos movimentos pré punk ligados à The Factory de Andy Wahrol e a Lou Reed, Nico e os Velvet Undergounds, passando pela cena de Detroit com os MC5 e Iggy e os Stooges, e depois se estabelecendo em Nova Yorque com o CBGB e outros clubes e as bandas que ali se formaram (New York Dolls, Television, Dictators, Ramones, Johnny Thunders and The Heartbreakers), trata-se de um bom guia para tentar entender como um fenômeno cultural deste tipo cresceu e ganhou corpo.

mateme2

Por outro lado, é triste ver que toda esta criatividade tinha origem numa cenário de autodestruição (através de drogas, álcool, brigas, amores doentios, sexo sem limites, etc) dos integrantes da cena. O final do segundo volume chega a ser meio triste, pois apesar de toda a cena ser permeada por mortes, no final dela (meio dos anos 80), estas aumentam em número considerável.

É um bom livro e com uma leitura diferente, sem um narrador apenas e contado à partir de depoimentos de várias pessoas, o que faz dele um mosaico bem interessante.

Agradecimentos ao amigo Gera pelo presente!

P.S. Passeando pela web encontrei, sem querer, uma resenha do mesmo livro, escrita na Feedback Magazine, da qual também sou colaborador.

Para ouvir enquanto lê o artigo, o que para mim seria o hino do movimento:

Botecando #7 – Mango Natural

Com uma aparência que lembra mais uma casa de sucos ou de açai (blerghhh!) feita para surfistas, este bar na zona norte fica localizado um pouco fora dos circuitos de bares da região (Avenida Luis Dummont Villares e Av. Engenheiro Caetano Alvares).

Mango 1

O que chama a atenção é uma carta de cervejas mais extensas do que bares não especializados (já tomei Guinness lá), o que torna um atrativo para os apreciadores de cervejas especiais da região. Porém, interessa às pessoas da região, por ser um dos poucos atrativos da casa (além da possibilidade de beber fumando na área externa, algo raro hoje em dia, porém apreciado pelos fumantes).

Um ponto ruim foi o atendimento, pois inicialmente havia apenas um garçom na casa, que além de atrapalhado, não foi dos mais simpáticos (garçon de bar tem que gostar de bar!). Depois das 22:00 hrs haviam mais dois garçons, mas ainda com um tratamento muito impessoal, quase beirando o grosseiro.

Mango 2

Sinceramente, vale a pena para quem mora na região, está afim de tomar algumas cervejas diferentes, ou juntar os amigos para ver um jogo de futebol durante a semana, e não quer se deslocar, mas não compensa para alguém que tenha venha de outros bairros ir até lá. É preferível ir ao Bar do Luis ou aos bares existentes nas avenidas acima citadas.

Onde: Mango Natural (Rua Altinópolis, 532 – Água Fria – SP)
Quando: 12/02/2014
Bom: pode-se fumar nas mesas externas e carta de cervejas
Ruim: o atendimento deixa um pouco a desejar
Página: http://www.mangonatural.com.br

Top Top #4 – Os 10 livros que marcaram minha vida (até o momento)

booksNuma destas brincadeiras / correntes do Facebook, um amigo sugeriu que as pessoas que ele havia marcado fizessem uma lista com 10 livros que foram marcantes nas suas vidas. Não precisavam ser obras-primas, não tinha restrições quanto à ficção / não ficção, a única premissa era pensar rápido, sem avaliar muito (o que provavelmente geraria uma lista mais espontânea).

Procurando estender mais esta brincadeira, resolvi colocar aqui estes 10 livros e também explicar o porque que eles me marcaram. Os livros se encontram em ordem alfabética, para não parecer ranking. A única exceção foi feita “À Revolução dos Bichos”, porque acho que ele tem que ser lido antes de 1984 (só por isto):

A Revolução dos Bichos – George Orwell
Mesmo durante o ginásio e colegial, quando eu tinha algumas tendências esquerdistas (graças à maldita doutrinação ideológica), um dos valores que eu sempre preservei foi a democracia, ou seja, o direito de cada pessoa individualmente ou de um grupo de pessoas, traçarem o seu destino. Este livro só veio reforçar este meu princípio. Neste clássico da literatura, Orwell mostra em forma de Fábula como, à partir de uma revolução, um sistema totalitarista se instala. Na maioria das vezes, este sistema é ainda mais cruel do que o que foi deposto.

1984 – George Orwell
Este romance de Orwell poderia ser encarado como uma continuação / extensão de “A Revolução dos Bichos”. Aqui ele demonstra as formas como, depois de instalado, um sistema totalitarista se mantém vivo: através da supressão das individualidades (cada ser é apenas uma peça da engrenagem), da criação de uma “entidade” onipresente que não seja representada por um indivíduo e da sonegação e manipulação das informação. É um alerta para os fanáticos ideológicos / políticos.

books2A Corrosão Do Caráter – Richard Sennett
Interessante livro do sociólogo Richard Sennet. Escrito em 1999, ele trata da relação do homem com o trabalho e como a tecnologia, flexibilização e a “componentização” (a quebra de um trabalho em várias pequenas tarefas, executadas isoladamente) faz com que o trabalho perca o sentido na formação do caráter humano, afinal de contas, ao não ver o significado do todo, aquilo se torna “irrelevante” para quem executa, se tornando apenas um modo de ganhar dinheiro, quando deveria ser motivo de orgulho, de realização pessoal, ferramenta para criar e estreitar laços, etc. Vale a leitura pois, se ao menos a gente não consegue mudar o mundo, ou mesmo nossa empresa ou nosso departamento, ao menos podemos tentar mudar o nosso comportamento, especialmente nos relacionamentos com as pessoas à nossa volta.

A Peste – Albert Camus
Mostra a rotina de uma cidade (Oran, na costa da Argélia), assolada por uma peste que a isola do resto do mundo e como as pessoas se comportam quando submetidas à situações extremas, como isolamento, privação de necessidades, etc. Interessante notar como este livro influenciou outras obras, para citar duas: o livro “Ensaio Sobre a Cegueira” de José Saramago e o seriado “The Walking Dead”

A Vida Não E Justa – Andrea Pacha
Coleção de histórias colhidas pela juíza Andrea Pacha durante o seu trabalho em Varas de Família. Sao histórias reais de casos que ela precisou mediar e que mostram que a vida não é um conto do fadas onde no final todos serão felizes para sempre, mas que, ao contrário, a vida é composta de vários fragmentos onde alguns serão bons e outros serão ruins, e cabe a nós mesmos fazer com que, ao final, o saldo seja positivo. Tenho vontade de andar com alguns exemplares do livro e distribuir para algumas pessoas que projetam sua felicidade em outras pessoas, pessoas que vivem uma dependência psicológica de namorados, maridos, filhos, etc, ou mesmo pessoas que acham que a vida é um arco íris onde no final existe um pote de ouro para cada um e que, por isto, ela não precisa “correr atrás” e fazer a sua felicidade.

Admiravel Mundo Novo – Aldous Huxley
A estória deste livro retrata um mundo onde os seres humanos seriam produzidos em série e moldados de acordo com as necessidades da sociedade. Novamente, assim como em 1984, demonstra a eliminação do indivíduo para a criação de uma entidade coletiva idealizada por alguns poucos e é também um alerta para pessoas que partilham de ideologias parecidas.

books3Crime e Castigo – Leon Dostoievski
Um ótimo livro para entender um pouco das angústias e dilemas morais, que no caso da estória, afligem o jovem ex-estudante Raskolnikov, que formula e executa um plano para assassinar e roubar uma velha usurária. O argumento dele é que, com o dinheiro roubado ele pode fazer bom uso afim de contrabalancear o crime, colocando em pauta a velha questão moral de “os fins justificam os meios”.

O Estrangeiro – Albert Camus
O livro conta a história de Marsault, um homem despido de sentimentos ou remorsos que comete um assassinato. Durante o julgamento, todos atêm-se à este fato, ao invés do crime em si, como base para sua condenação à morte. Livro muito tenso, mas uma obra prima. Acho que serve como um balizador para que a individualidade e indiferença, que são às vezes necessárias, não se tornem exageradas.

Os Meninos Da Rua Paulo – Ferenc Molnár
Este romance juvenil, que se tornou o livro mais conhecido da literatura húngara, conta a história de um grupo de garotos de Budapeste que fazem parte de um clube (o Clube do Betume) e suas aventuras afim de defender seu território contra a invasão de um grupo rival. Mostra valores que cultivamos enquanto criança e que às vezes nos esquecemos, tais como lealdade, amizade e heroismo. Boa indicação de leitura para crianças e adolescentes.

Virando a Própria Mesa – Ricardo Semler
O livro conta a história do jovem empresário brasileiro Ricardo Semler, e de como ele passou de um “futuro playboy” para um dos empresários mais respeitados fora do Brasil por implementar idéias e metodos de gestão tão raros (como horário flexível, home office, participação dos empregados nas decisões essenciais da empresa, etc) e que deram certo. Também mostra que o trabalho não pode ser apenas um meio, como também não deve ser apenas um fim, mas deve estar em constante sinergia com seus planos de vida. Me fez mudar um pouco a forma de encarar minha profissão e meu trabalho.

Botecando #6 – Famoso Bar do Justo

Apesar de frequentar bastante a Zona Norte, só tinha ido à este bar uma vez, há uns 15 anos atrás e aproveitando que fui assistir um show no Parque da Juventude, que fica bem perto, resolvi “arrastar” os amigos para fazer um “after” neste tradicional bar.

Este é um dos vários exemplos de bares que, apesar de terem crescido e entrado na moda, não perderam sua essência de boteco. A região onde ele é localizado, não é das melhores, do ponto de vista comercial para um bar um pouco mais “requintado”, já que fica perto de uma estação de metrô (Metrô Santana) que é rodeada de comércios populares (e muitos camelôs). Este é um fato que pode incomodar quem gosta mais de “luxo e ostentação” (o que não é o meu caso e nem dos meus amigos), já que, estando nas mesinhas da calçada, você será invariávelmente interpelado por pedintes ou vendedores ambulantes.

A mim não incomoda e acho que faz parte do pacote, da experiência.

Voltando ao bar: é um boteco de bairro típico que cresceu e se sofisticou sem perder sua essência. A cerveja (no caso Skol) veio sempre bem gelada e, atendendo à pedidos, servida em copos americanos. Não cheguei a provar muita coisa, pois tinha almoçado antes do show, porém comi a porção de torresmo, que era muito boa (aliás, os bares de SP podiam oferecer mais este petisco).

Das pessoas que estavam comigo, algumas pediram outras porções (frango à passarinho, que pareceu bem servida e apetitosa), enquanto outras pediram lanches (de pernil e de lagarto), que também pareciam estar muito bons.

Fiquei sabendo depois que a especialidade da casa é coxinha de costela, o que me obrigará a voltar logo para provar este quitute.

Onde: Famoso Bar do Justo (Rua Alferes Magalhães, 25/29 – Santana – SP)
Quando: 26/01/2014
Bom: petiscos e lanches
Ruim: algumas pessoas podem se incomodar com a localização ou com os pedintes / ambulantes
Página: https://www.facebook.com/Bardojusto

Botecando #5 – Sem Saida ou Bar da Dona Diva

SemSaida Logo

O Bar da Dona Diva, mais conhecido como “Sem Saída” é um pequeno boteco que fica no começo da Rua Fidalga, quase esquina com a Inácio Pereira da Rocha, bem no coração da Vila Madalena. O apelido “Sem Saída”, que se tornou um nome semi oficial do bar, foi dado devido às dimensões do bar: ele deve ter uns 4 metros de frente por 10 de fundos, o que faz com que, nos dias lotados, seja difícil, depois que você entrou no bar, conseguir sair dele.

Nos comes e bebes não tem muita diferença de outros botecos “pé sujos” (no melhor sentido da palavra): cerveja bem gelada e petiscos de boteco, como azeitona, frios, amendoim, etc. O destaque neste quesito fica por conta do Cuzcuz da Dona Diva, que é item obrigatório para quem frequenta o bar.

Aqui o Samba é no gogó

O que chama a atenção e atrai público mesmo é a sua famosa roda de samba aos sábados (das 19:00hrs até cerca de 22:00hrs): os músicos vão chegando, se juntando em volta de uma mesa, afinando seus instrumentos e daqui a pouco a roda está formada. Não existe repertório pronto, não existem microfones ou amplificadores (usam amplificador somente para o violão), não existe ensaio prévio, nada disto. É uma típica roda de samba, onde os músicos vão tocando o que vier na cabeça ou o que for sugerido pelo público. Existem algumas presenças fixas entre os músicos, porém a roda é livre e quem sentir à vontade (e se sentir apto) à acompanhar basta chegar com seu instrumento e sentar-se à mesa que será muito bem recebido.

Devido às dimensões do local (é realmente muito pequeno, além da mesa onde fica a roda, existem mais 4 mesas e o balcão, apenas), no calor o ambiente torna-se praticamente insuportável. Portanto, uma boa dica é chegar cedo e pegar uma das duas mesas na porta, ou mesmo um banquinho com algum dos garçons, apenas para apoiar as garrafas e copos, e curtir o samba do lado de fora mesmo.

Onde: Sem Saída / Bar da Dona Diva (Rua Fidalga, 27 – Vila Madalena – SP)
Quando: 01/02/2014
Bom: som ao vivo (samba) e o cuzcuz paulista
Ruim: por ser muito pequeno, fica muito lotado e muito quente
Telefone: +55 11 3032-3914