Arquivo mensal: janeiro 2014

Botecando #4 – Bar do Luiz Fernandes

Bar Do Luiz

Se você mora em São Paulo, curte cerveja e boa comida e nunca foi ao Bar do Luiz, você está cometendo um pecado. E se você mora na Zona Norte, mesmo que não seja chegado em botecos e ainda não conhece o BDL, está cometendo um crime (passível de cassação da sua cidadania “zona-norteana”). Parafraseando o Mário Sérgio Pontes de Paiva, este é um verdadeiro boteco, na acepção da palavra.

Vamos a um pouco de história: este simpático boteco, que fica na Rua Augusto Tolle, 610, no Bairro de Santana, me foi apresentado por um amigo de faculdade lá pelos idos de 2000 (tenho que agradecer ao Luis Fernando, vulgo Batata!). À época, era bem menor do que é hoje, ocupando somente o salão da esquina com a Rua Ulisses Esteves Costa. Salão este que deve ter uns 40 metros quadrados. Além do salão, onde existia o balcão com os acepipes e as geladeiras com cervejas, as mesas (aquelas dobráveis de metal típica de botecos) eram dispostas na calçada e, após o fechamento do estabelecimento que ficava ao lado (acho que era uma loja de roupas, imóvel mais tarde adquirido e anexado ao bar), na garagem e na calçada deste.

O que mais me chamou a atenção na primeira vez que eu fui, era que tanto o Seu Luiz, quanto seu filho, o Edu, e todo o pessoal que lá trabalhava, conheciam meus amigos pelo nome ou apelido (ou ao menos o time para o qual torciam), o que trazia um tratamento mais “pessoal”. Além disto, na época, quando você se sentava em uma mesa, recebia uma “comanda” (na verdade apenas um pedaço de papel) e um lápis, pois você mesmo era o responsável por anotar o seu consumo, o que criava um clima de confiança entre a casa e seus fregueses.

Seu Luiz e Dona Idalina

Seu Luiz e Dona Idalina

Tirando a “auto comanda” e o espaço físico (hoje já totalizam 4 imóveis na mesma esquina, sem contar outros 2 estabelecimentos e um quiosque na praça de alimentação de um supermercado da região), pouca coisa mudou desde então e os clientes frequentes ainda são recepcionados pelo Edu, que faz as vezes de “cicerone” da casa enquanto serve as mesas (toda a família mete a mão na massa!), e chamados por ele e pelos garçons pelo nome (ou apelido, conforme o caso) e o tratamento é recíproco por parte dos clientes, que tratam os garçons pelo nome (isto quando não existe um tratamento mais íntimo e reciproco como: o corno, o viado, etc….hehehe), o que cria este clima de pessoalidade e intimidade.

A cerveja é sempre gelada (nunca, mas nunca mesmo a cerveja não estava boa, e já devo ter ido lá mais de 100 vezes), o balcão de petiscos oferece uma imensa variedade de acepipes, desde os mais comuns (frios, azeitonas, ovo de codorna) até os mais “hards” (moela de frango, figado de frango e figado de boi) e as batidas preparadas pelo Seu Luiz são uma atração à parte (sugiro a meia de seda e a de amendoim, disponíveis inclusive em garrafas de 1 litro para viagem).

Talvez a principal atração da casa (além do atendimento) seja a “carta de bolinhos” da Dona Idalina, a matriarca da família, já conhecida e premiada por vários veículos (Veja SP, Folha de SP, Revista da Folha, etc) e eventos (Comida de Boteco, Boteco Bohemia, etc): Bolinho de Carne (o mais tradicional), Surpresa da Dona Idalina, Bolinho de Bacalhau, entre outros.

Um outro ponto que eu acho interessante: este foi um dos primeiros bares a extinguir os 10% obrigatórios já cobrados na conta. Acho esta atitude bastante inteligente, pois “força” o bom atendimento por parte dos garçons (que aqui existiria mesmo sem este artifício) e o cliente, quando bem atendido, acaba oferecendo mais do que os tradicionais 10% de gorjeta, o que é bom para os funcionários do bar.

Garçons que tratam e são tratados pelo nome. Este é o Tim.

Garçons que tratam e são tratados pelo nome. Este é o Tim.

Além de tudo, o Bar do Luiz, além dos outros estabelecimentos (BDL Cervejaria, BDL Grill e BDL do Andorinha), também é responsável por organizar a maior festa de um bar no Brasil, festa esta que acabou por substituir o Boteco Bohemia, se tornando, inclusive, bem maior do que sua precursora.

Talvez o único problema do BDL (como carinhosamente é chamado pelos frequentadores assíduos) seja gerado pela obsessão pelo bom atendimento: por mais que o bar esteja cheio, nunca vão dizer que você terá que esperar para ser atendido ou que não podem receber ninguém pois a casa está lotada. Vão dar um jeitinho, apertar umas mesas aqui, mover outras acolá, ou ao menos, acomodá-lo no balcão enquanto vaga uma mesa, o que acaba gerando uma superlotação nos dias mais movimentados (happy hour de quarta a sexta e horário de almoço do sábado), o que faz com que fique difícil para os garços e os clientes se movimentarem e acaba por reduzir um pouco a qualidade do atendimento (mas a cerveja ainda virá sempre gelada!).

Para evitar isto, sugiro chegar cedo e pegar uma mesa na calçada. Outra dica é: vá de transporte público. Pegue o metrô até a estação Santana do Metrô e de lá, tome um táxi ou a linha 1756 – Pedra Branca, que leva 10 minutos e passa na frente do bar.

Apesar de eu ser meio suspeito para falar do BDL, nenhuma das pessoas às quais apresentei ou sugeri o bar teve uma mínima reclamação dele, muito pelo contrário, sempre ouço elogios e agradecimentos.

Onde: Bar do Luiz Fernandes (Rua Augusto Tolle, 610 – Santana – SP)
Quando: 25/01/2014
Bom: atendimento, petiscos e cerveja sempre gelada
Ruim: alguns dias fica muito lotado, o que diminui um pouco a qualidade do serviço
Site: http://bardoluizfernandes.com.br

Botecando #3 – Santa Fé Cervejaria

Esta cervejaria, que está mais para restaurante, fica na Av Pompeia, próxima ao shopping Bourbon. Fica num imóvel de tijolos aparentes na esquina da avenida com a Ministro Ferreira Alves. Tem um pequeno salão interno e algumas mesas na calçada.

Santa Fe

A cerveja (garrafa 600ml) é servida bem gelada e o atendimento é bom, mas o que atrai na casa é seu prato mais famoso: o “Cupim Casquerado”.

Normalmente cupim é um corte de carne que não atrai muita gente por ser um pedaço muito gorduroso (um amigo meu ainda usava o argumento que é o lugar onde o boi toma todas as vacinas, antibióticos, etc), pórem, a forma de preparação (bem passado e com bastante sal grosso), faz com que praticamente toda a gordura seja eliminada, só restantando gordura suficiente para deixar a carne suculenta.

Santa Fe cupim

O cupim vem servido em uma telha aquecida, para manter a temperatura, junto com mandioca frita e mais uma cumbuca de farofa e outra de vinagrete. Para acompanhar, além da cerveja (sugiro Original ou Serramalte), um arroz “biro-biro” cai muito bem.

É uma ótima pedida para um almoço de domingo com a família. Só precisa chegar cedo pois o local costuma lotar aos finais de semana na hora do almoço. E caso queira pegar mesas do lado de fora, o ideal é chegar umas 11:30. Se for possível, vá em grupos pequenos (até 6), pois grupos maiores ficam difíceis de serem acomodados do lado de fora e, mesmo do lado de dentro (tem ar condicionado, então não se preocupem com o calor), as mesas maiores ficam muito próximas umas das outras gerando certo incômodo.

Onde: Santa Fé Cervejaria (Av Pompeia X Rua Ministro Ferreira Alves – Pompéia)
Quando: 19/01/2014
Bom: cupim casquerado
Ruim: pouco espaço na área interna
Site: http://www.santafecervejaria.com.br

Freakonomics – Steven D. Levitt & Stephen J. Dubner (1/2014)

Freakonomics

Já tinha ouvido falar neste livro há alguns anos atrás porém acabei não tendo a oportunidade de ler. Ao navegar no site da livraria cultura para adquirir outro livro (em breve coloco a resenha aqui tambem), o site me sugeriu este e tive a oportunidade de comprar e ler.

O livro usa basicamente duas “ferramentas” para explicar diversos fatos de nossa vida cotidiana. Coincidentemente, são duas ferramentas que eu conheço bem e nas quais eu fiz minhas duas pós graduações, ou seja, são ferramentas que já me interessavam.

Minha primeira pós foi em Gestão de Projetos de Business Intelligence. Business Inteligence, para quem não sabe é o conceito de utilizar dados (neste caso no mundo de negócio) para explicar fatos, procurar tendências, analisar comportamentos (de pessoas, mercados, máquinas, etc) e até encontrar respostas para as quais ainda não se tenha uma pergunta.

A minha segunda pós foi em Administração de Empresas, sendo que fiz uma concentração em Gestão de Pessoas. Gestão de Pessoas nada mais é do que estudar e entender os incentivos que movem as pessoas e usá-los para extrair delas o que se deseja para atingir determinado objetivo (neste caso, de uma empresa).

Freakonomics (que poderia ser traduzido como “louconomia”) trata-se de um livro que mostra os estudos de um economista (Steven Levitt) utilizando a análise de dados para entender os incentivos que fazem a sociedade ou grupos da sociedade (culturais, etnicos, etc) se comportarem daquela forma. Ele basicamente parte de uma pergunta (às vezes esdrúxula, segundo ele mesmo) e vai atrás de dados que consigam “responder” àquela questão. O livro foi escrito em conjunto com o jornalista Stephen Dubner, que é o responsável por deixar a leitura fluida e agradável, pois o próprio Steven Levitt diz que ele não teria capacidade de colocar no papel, numa forma que não fosse “acadêmica” (o que não era o intuito do livro), os resultados de seus estudos.

Além de muita informação que aparentemente é inutil (como quando ele explica como funcionam as trapaças nos campeonatos de sumô ou como quando ele compara a atividade da Klu Klux Klan com a dos corretores de imóveis), mas que no fundo servem para explicar o comportamento humano e abrir um pouco as cabeças para além do que ele chama de “sabedoria convencional”, também existem trabalhos de relevância, não só para o livro, mas fora dele.

Um exemplo é a metodologia criada por ele para analisar dados e identificar professores que trapaceavam de forma que seus alunos tirassem boas notas nos testes de avaliação de qualidade do ensino. Ou como quando ele faz uma análise (aqui em conjunto com outro professor, chamado Sudhir Venkatesh) do funcionamento de uma gangue de tráfico de crack (a pergunta inicial era “se o tráfico gera tanta grana, por que os traficantes continuam morando com as mães?”).

Porém o capítulo mais polêmico do livro fica por conta do estudo onde ele relaciona a queda vertiginosa e inesperada de criminalidade que ocorreu nos EUA à partir de metade dos anos 90 com a liberação do aborto no início da década de 70.

Apesar de não tomar partido, esta análise fez com que ele fosse criticado tanto pelos conservadores (que são contra aborto e acharam moralmente errada a conclusão de Levitt), quanto pelos liberais (por associar a criminalidade à pobreza e, no caso dos EUA, aos negros), porém, como se retirasse as várias camadas de uma cebola, ele vai “desqualificando” a maioria das teorias alegadas para explicar esta queda (algumas delas tiveram algum efeito, mas não explicam totalmente a redução), até parar num ponto em que 50% da queda não era explicada e ele consegue relacionar esta queda (baseado análises de dados históricos e de tendências) com a liberação do aborto. Ele mesmo alega que talvez a explicação possa não ser a moralmente correta, porém ela é lógica.

Em resumo, é um livro muito interessante para quem se interessa por análise de dados, comportamento humano, antropologia e sociologia.

P.S. Acabei de ver que existe um documentário baseado no livro. Tentarei encontrar, assistir e resenhar também.

Botecando #2 – Armazén Paulista

Quando fui à este bar, para reencontrar alguns amigos da FGV, já imaginava um destes novos “botecos chiques” cheio das frescuras e com um monte de gente mais preocupada em desfilar do que aproveitar as “benesses” de um boteco (bebida, comida e papo descontraído). Grata surpresa descobrir este bar chique com clima de boteco.

ArmazenPaulista

Apesar dos valores típicos de “boteco chique” (pô, R$ 6 reais para um chopp ou long neck e uns R$ 9,00 para uma cerveja de 600mls popular já estaria de muito bom tamanho!), o bar, situado no coração de Moema, tem um clima agradável, com um bom atendimento por parte dos garçons (staff é baitolagem tb…hehehe), uma decoração simples, mas de bom gosto, e público composto, em sua maioria, de pessoas da região, do Itaim e da Vila Olímpia fazendo um happy hour e apenas querendo relaxar.

O chopp é bem tirado e as porções são muito boas. Um dos únicos problemas é que eles usam aquele sistema de “empurrar” o chopp para o cliente, mas ao menos aqui, ao invés de simplesmente irem colocando a bebida na mesa, eles perguntam se você aceita mais um. Uma das coisas que eu mais gostei foi que eles não “amontoam” mesas uma em cima das outras (como ocorre na maioria dos bares), o que obrigaria o garçom a ficar se contorcendo através das mesas e aos clientes a se espremerem quando querem ir ao banheiro ou fumar. Também evita aquela barulheira que impede a conversa em tons normais.

FGV

Além do chopp e das comidas, como já citado, o melhor mesmo foi reencontrar amigos que já não via a quase um ano. Fica a dica para quando quiserem fazer uma reunião onde se quer colocar os papos em dia.

Onde: Armazen Paulista (Al Jauaperi X Av Lavandisca – Moema)
Quando: 17/01/2014
Bom: ambiente e petiscos
Ruim: sistema “push” chopp
Site: http://www.armazenpaulista.com.br

DAVID GILMOUR – LIVE AT THE ROYAL ALBERT HALL

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Navegando no Youtube atrás de umas músicas do disco Obscured by the Clouds do Pink Floyd, me deparei com uma versão de Wot’s…Uh The Deal em um show do David Gilmour. Como nunca acompanhei a carreira solo dos membros do Floyd, desconhecia esta obra prima. Busquei na mesma hora o show completo e fui “obrigado” a assistí-lo por inteiro. Acabei encomendando o DVD logo após de assistir o vídeo para tê-lo na minha “DVDteca” (sim, eu sou uma das poucas pessoas que ainda compram DVDs e CDs).

A estrutura do show é bem mais simples do que as da época do Pink Floyd. Jogo de luzes, lasers, um telão sem muitas estripulias e uma ótima banda acompanhando, que conta com nomes como Jon Carin (um músico sensacional que já gravou ou acompanhou em turnê nomes como o próprio Pink Floyd, Roger Waters, The Who, Soul Asylum e até o Gipsy Kings) e Phil Manzanera (ex-Roxy Music).

Mas o destaque mesmo fica por conta da presença do Richard Wright (já debilitado, tadinho) para reviver, junto com o Gilmour, clássicos do Floyd comoTimeEchoes e Shine on You Crazy Diamond.

As participações ficam por conta de David Crosby e Graham Nash (Crosby, Still, Nash (and Young)), do David Bowie e de Robert Wyatt, fundador do fantástico grupo Soft Machine (Não conhece? Shame on you!!), que por sinal foi uma das influências do próprio Pink Floyd.

Além de vários clássicos do Floyd, Gilmour toca alguns sucessos de sua carreira solo, como On An Island, neste caso muito bem acompanhado por Crosby e Nash:

Bem, sou suspeito para falar do Gilmour, pois acho ele um dos melhores guitarristas de todos os tempos. Ele é aquele guitarrista que você tem que mostrar para a molecada que toca guitarra e acha que ser bom guitarrista é tocar 1 milhão de notas por segundo ou encher o som de efeitos. Bom mesmo é quem sabe tocar devagar, com o som quase clean e mesmo assim criar passagens geniais.

No DVD Bônus também se encontram algumas “sobras” maravilhosas, como a já citada Wot’s…Uh The DealWearing The Inside Out (cantada pelo Wright) e uma versão diferente de Arnold Layne (no DVD principal quem canta é o Bowie, no DVD Bônus é o Wright)

Só por TimeShine On ou Echoes, individualmente, já valeria muito à pena. Com as 3 no mesmo DVD ao vivo então! Se tivesse Dogs eu teria que arrumar uma máquina do tempo para voltar a Maio de 2006 e assistir à este show….hehehe

Botecando #1 – Posto 6

A principal proposta deste espaço é falar sobre os bares que eu frequento e as cervejas que eu tomo. Bem, vamos começar falando dos bares que eu frequento e, para isto, vou inaugurar uma seção chamada “Botecando”, onde eu colocarei algumas impressões dos lugares que eu for frequentando. Como minhas opniões sobre um mesmo lugar podem mudar de tempos em tempos (como no caso deste botecando), um mesmo estabelecimento pode aparecer mais de uma vez. A pretensão não é dizer se um bar é bom ou não, apenas dar minha opnião pessoal sobre ele (até porque sempre me pedem conselhos nesta área). Então vamos lá!

Eu sou frequentador assíduo da Vila Madalena a ponto de ter planos de um dia (que seja logo!) morar alí ou ao menos em algum local bem próximo, a uma distância que dê para ir à pé. Acho que o bairro, além do lado boêmio, tem todo um charme: são lojinhas, ateliês, albergues, repúblicas. E tudo encravado numa região praticamente central de São Paulo. Tanto que a especulação imobiliária já está tentando dominar aquele espaço para talvez transforma-lo numa nova Vila Olimpia: um monte de prédio horroroso (e com nomes aviadados: ville de não sei o que, maison da puta que o pariu, escritórios werk oficina office center mall, etc) e um trânsito infernal nas suas ruas estreitas.

posto 6

Acho que a cara da Vila Madalena é barzinho e balada mais descontraidos. Por conta disto, tem alguns bares que acho que não deveriam estar ali. O Posto 6, até esta minha última visita, era um deles. Sabe aquele “boteco” (é até pecado usar a santa palavra!) que o pessoal vai mais pra desfilar do que pra beber e conversar, onde o garçom nem olha na sua cara e o chopp custa quase o preço de uma caixa de cerveja? Pra mim este bar deveria ficar no Itaim (não que não goste de ir lá de vez em quando tb) e não na Vila. E era esta a impressão que eu sempre tive nas poucas vezes que fui à este bar, tanto que fazia pelo menos uns 7 anos que não parava ali, apesar de estar praticamente todo final de semana na Vila.

Felizmente nesta última visita, mudei totalmente minha impressão sobre o local. Desta vez vi pessoas vestidas informalmente (de chinelo inclusive!) ao invés de estarem “produzidos pra balada” e a galera apenas curtindo uma boa bebida, uma boa comida e um bom papo. Até os garçons estão mais simpáticos do que eram desde a última vez que eu fui.

Onde: Posto 6 (Aspicuelta X Mourato Coelho – Vila Madalena – SP)
Quando: 03/01/2014
Bom: petiscos e decoração
Ruim: preço
Site: http://www.posto6.com/site/

Top Top #3 – Os melhores covers dos Beatles

Para retomar o pique após o recesso de fim de ano, uma lista com os melhores covers da melhor banda de todos os tempos, The Beatles:

10 – Frank Sinatra – Something
O próprio Frank Sinatra disse, lá pelo início dos anos 80, que Something tinha sido a melhor canção de amor escrita nos últimos 50 anos. Eu concordo com ele.

9 – Ozzy Osbourne (com Slash) – In My Life
A versão em sí não ficou tão boa, mas é interessante ver um dos ícones do metal cantando Beatles.

8 – Stereophonics – I Saw Her Standing There
Esta versão entrou mais por ser uma das minhas canções favoritas.

7 – Jim Carey – I Am The Walrus
Sim! Ele mesmo: Jim Carey, fazendo uma boa versão de I Am The Walrus. Mas também, com o George Martin produzindo fica fácil.

6 – Dr. Sin – Dr. Robert
Uma das minhas bandas prediletas fazendo uma versão mais pesada dos Beatles. Não podia ficar de fora.

5 – Sheryl Crow – Mother Nature’s Son
Parte da trilha sonora do filme “I Am Sam”, uma linda versão de uma linda canção. Recomendo o filme também.

4 – Eddie Vedder – You’ve Got To Hide Your Love Away
Outra da trilha do filme “I Am Sam”. A voz do Eddie Vedder casou perfeitamente com o arranjo.

3 – A Cor Do Som – Eleanor Rigby
Mais uma prova de que o som dos Beatles é universal. Aqui arranjada numa versão meio frevo, meio Jazz (e algumas outras pitadas de música brasileira).

2 – Jaco Pastorius – Blackbird
Quando um gênio resolve “recriar” uma música de outro gênio, não poderia sair nada menos do que uma versão genial!

1 – Nina Simone – Here Comes The Sun
Eu particularmente não acho a voz da Nina Simone tudo isto (não que não seja boa, mas comparado com outras divas do Jazz), porém, o sentimento que ela consegue colocar em qualquer música é insuperável!

Bonus Track – Moda de Rock – Norwegian Wood
Quando levei uma viola caipira para um amigo americano, à pedido da esposa brasileira dele, esta foi a primeira música que ele tentou tirar. Parece realmente que ela foi feita pra ser tocada na viola.

Bonus “Treco” – Ruivo – Beatles Cover You’ve Got To Hide Your Love Away
Eu toco mal e canto pior ainda, mas ainda assim a não ficou tão ruim. Afinal, é Beatles né?